17 setembro 2008

DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO

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PRÉ-PARTILHA NEGRA

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LULA PROMOVE BIOCOMBUSTÍVEIS E BUSCA INVESTIMENTOS NA FINLÂNDIA

Juanjo Galán
Helsinque, 10 set (EFE)


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou hoje em Helsinque sua viagem pela Europa com uma forte defesa dos biocombustíveis e pedindo que empresas finlandesas invistam no Brasil.


Após se reunir com a presidente da Finlândia, Tarja Halonen, Lula participou de um seminário econômico organizado pela associação de empresas exportadoras finlandesas (Finpro), junto com a delegação de ministros e 50 empresários que o acompanha.


"A Finlândia tem muito interesse nos biocombustíveis produzidos no Brasil", afirmou Halonen em entrevista coletiva.


Para a presidente finlandesa, a substituição dos combustíveis fósseis pelo etanol, pelo biodiesel e por formas de energia alternativas terá um papel fundamental na redução das emissões de gases que intensificam o efeito estufa.


"Hoje, brindamos duas vezes com bebidas sem álcool, porque atualmente todo o álcool é dedicado para produzir biocombustíveis", brincou Halonen.


O Brasil é um dos líderes mundiais na produção de etanol e biodiesel procedentes de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, a soja e o girassol. Estima-se que 75% dos novos veículos vendidos no país usam parcialmente estes combustíveis.


"Os entendimentos mantidos durante esta visita entre a Petrobras e a Neste Oil abrem perspectivas de cooperação estratégica no campo da energia", afirmou Lula.


O presidente detalhou ao Governo e à comunidade empresarial finlandesa as oportunidades de investimento contidas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principalmente na área de infra-estrutura.


"Estou certo de que este seminário empresarial terá um efeito multiplicador neste novo capítulo das relações econômicas entre Brasil e Finlândia", ressaltou.


Durante o seminário, a empresa de fabricação de celulose sueco-finlandesa Stora Enso anunciou que pretende dobrar a capacidade de produção da Veracel, na Bahia, da qual detém 50%, junto com a Aracruz Celulose.


Segundo os planos das companhias, a nova fábrica da Veracel passará a produzir duas milhões de toneladas anuais de celulose a partir de polpa de eucalipto.


Lula disse que o turismo também apresenta perspectivas de crescimento, com um número cada vez maior de finlandeses que visitam as praias do nordeste e outros pontos turísticos do país.


O Brasil é o maior parceiro comercial da Finlândia na América Latina. O país exporta para lá principalmente matérias-primas, combustíveis, máquinas e alimentos. Em 2006, o valor das exportações brasileiras para a Finlândia chegou a US$ 785 milhões, 41% a mais que em 2005, segundo dados da Finpro.


No ano passado, pela quarta vez consecutiva, a balança comercial foi favorável ao Brasil, graças principalmente à aquisição de aviões fabricados pela Embraer pela companhia aérea Finnair, além da exportação de celulose para abastecer a grande indústria de papel finlandesa.


No mesmo período, as importações de produtos finlandeses cresceram 80% em relação ao ano anterior, até US$ 584 milhões.


O Brasil importou da Finlândia principalmente maquinaria pesada, motores industriais, papel e derivados e produtos eletrônicos, em especial telefones celulares da Nokia.


Os investimentos finlandeses no Brasil também aumentaram os últimos anos, graças a uma política comercial mais atrativa.


Mais de 40 companhias do país nórdico abriram filiais no Brasil na última década, sobretudo no setor de telecomunicações, de infra-estrutura portuária, saúde e educação e indústria florestal.


Segundo o Banco da Finlândia, em 2005 as empresas finlandesas presentes no país empregaram cerca de 6.200 funcionários e tiveram faturamento conjunto de US$ 2,375 bilhões.


Lula encerra sua visita à Finlândia hoje com um jantar oferecido por Halonen. Amanhã seguirá viagem pelos países escandinavos visitando Suécia, Dinamarca e Noruega, antes de ir à Espanha. EFE

SALVE-NOS, ZÉFIRO...


Ana Gerez
Osório (Brasil), 1 dez 2007 (EFE)
Parque eólico de Osório obtém licença ambiental para duplicar produção

Um ano depois de entrar em funcionamento, o Parque Eólico de Osório (Rio Grande do Sul), o maior da América Latina, recebeu licença ambiental para duplicar sua capacidade de produção de energia.

A concessão da licença é o primeiro passo para a ampliação do projeto no estado do Rio Grande do Sul, explorado pela Ventos do Sul Energia, uma empresa que tem como sócios o grupo Elecnor (majoritário, 91%) - através de sua filial Enerfin Enervento - e a Wobben Windpower (9%), filial da alemã Enercon.

O primeiro ano de funcionamento das 75 turbinas eólicas foi comemorado na sexta-feira em Osorio com um ato ao qual compareceram a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner.

Além deles, também estiveram presentes o diretor-geral da Enerfin Enervento, Guillermo Planas; e o diretor de Indústria e Energia da Xunta (Governo) da região espanhola da Galícia, Anxo Calvo.

Planas destacou que o projeto, concluído em dezembro de 2006, dentro do prazo previsto, e situado no município de Osório, cerca de 80 quilômetros do Porto Alegre, superou as projeções, com uma produção de 515 milhões de quilowatts hora.

"Longe de ser um ponto final, queremos que o parque seja o início de novos projetos", disse Planas.

A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) acaba de outorgar a licença prévia para o desenvolvimento de uma segunda fase.

Segundo a ministra Rousseff, o parque é resultado da "colaboração bem-sucedida" entre os setores público e privado, que "tornaram realidade o sonho de um parque eólico com tecnologia de ponta, feito com sofisticação e respeito ao meio ambiente".

A ministra agradeceu a aposta da companhia espanhola no Rio Grande do Sul para construir o parque e por "permitir a concretização do compromisso do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em promover as energias alternativas e renováveis".

O Governo considera prioritárias as fontes alternativas, limpas e renováveis, além da diversificação de energias, como a biomassa, o etanol e o biodisel.

O Parque Eólico de Osório é na realidade um complexo de três parques - Osório, Sangradouro e Índios -, constituídos por 25 turbinas aerogeradoras cada um, de 2 megawatts (MW).

O parque é o resultado de um investimento de R$ 670 milhões e é capaz de produzir energia suficiente para cobrir o consumo residencial de 650 mil pessoas por ano.

Com uma potência instalada de 150 MW, os parques eólicos de Osório são uma mostra do rendimento que a energia eólica poderá ter no Brasil, segundo Planas.

A "Ventos do Sul" representa metade da energia eólica gerada no país, mas, segundo o Atlas de Potencial Eólico brasileiro poderá alcançar os 143 mil MW.

Atualmente, há 85 mil turbinas eólicas em operação no mundo. A Alemanha lidera a lista de países produtores da energia (16% do total produzido), seguida de Dinamarca (12%), Estados Unidos, Índia e Espanha.

A Europa lidera o mercado eólico, com uma cota de 65%, mas poderá ser superada dentro de pouco tempo pelos Estados Unidos, enquanto a região ibero-americana representa apenas 0,7% desse mercado.

No entanto, a energia eólica é a fonte de maior crescimento no mundo, com taxa anual de 28,6%.

Segundo Planas, o Brasil é um país que precisa diversificar suas fontes energéticas, já que sua rede atual depende em grande medida da hidráulica, e tem um grande potencial de explorar a eólica, que não é poluente.

Em um ano, o parque de Osório evitou a emissão de 148.325 toneladas de CO2 à atmosfera, o consumo anual de 36.500 toneladas de petróleo e de 41,2 milhões de metros cúbicos de gás natural, segundo os diretores das instalações.

O DESESPERO DOS COERENTES

ONGs e movimentos sociais
sulamericanos criticam agenda nuclear
Greenpeace-Brasil - 10 de Setembro de 2008

Recife, São Paulo, Buenos Aires — Entidades de seis países assinam nota conjunta contra a aventura nuclear proposta pelos governos brasileiro e argentino.

NOTA DE REPÚDIO DE ONGS E MOVIMENTOS SOCIAIS CONTRA A TENTATIVA DE NUCLEARIZAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL
Os governos argentino e brasileiro anunciaram no sábado (6/9) a criação de uma empresa binacional voltada para o enriquecimento de urânio, produção de radioisótopos e desenvolvimento de reatores nucleares.
A iniciativa faz parte de um pacote nuclear conjunto muito maior, envolvendo outros 61 projetos no setor, todos elaborados e decididos em segredo, sem nenhuma consulta às populações, às comunidades científicas ou sequer aos parlamentos dos dois países, como nos mais sombrios tempos das ditaduras que assolaram Argentina e Brasil anos atrás.
Pior, todo o pacote nuclear argentino-brasileiro é baseado em planos megalomaníacos de instalação de 12 a 15 centrais nucleares de energia na América do Sul até 2030, espalhando a aventura nuclear a países como o Chile, Uruguai, Peru e Venezuela. Nesse sentido, Bolívia e Equador também poderiam vir a integrar a lista de países envolvidos na proliferação nuclear na América Latina.
Lamentavelmente, a Argentina, já em complicada situação econômica, decide “apostar” em uma forma de energia ultrapassada e custosa, retomando as obras de Atucha 2 (paralisadas há anos) e anunciando a construção de outras 2 usinas, além de impulsionar também perigosíssimos empreendimentos de mineração de uranio.
O Brasil que, por outro lado, vive um momento de relativa estabilidade econômica, opta por ressucitar uma indústria nuclear que já foi responsável por um terço da sua dívida externa na década de 1980, tendo custado até hoje aos cofres públicos cerca de US$ 40 bilhões, segundo estimativas oficiais. Cedendo aos delírios de funcionários das estatais do setor nuclear, alguns militares e uma ultrapassada minoria que vê a bomba nuclear como algo essencial ao país, além dos interesses comerciais e militares no ciclo do combustível nuclear, Lula anuncia a construção de Angra 3 (a um custo de mais US$ 4,5 bilhões, além do que já foi gasto com ela) e de outras seis usinas até 2030, criando um novo rombo financeiro e – inevitavelmente – encarecendo o preço da eletricidade para o consumidor.
O presidente do Brasil é ainda mais ambicioso: apesar de até hoje não ter sido resolvido o problema dos depósitos definitivos para o lixo atômico das usinas de Angra 1 e 2, lançou desafio para que o setor resolvesse em 60 dias o que não consegiu em mais de 50 anos da indústria nuclear mundial.
A atitude dos governos brasileiro e argentino só pode ser caracterizada como total desprezo pela opinião do cidadão comum da região. É ele quem, em última instância, deverá pagar a enorme conta dessa “farra nuclear”. Mais triste do que isso, é o cidadão comum que estará mais exposto aos riscos que as usinas e os depósitos de resíduos nucleares trazem consigo.
Em um mundo em rápida transformação diante das mudanças climáticas, onde governos, cientistas, empresários e simples cidadãos buscam um novo modelo de desenvolvimento, baseado em premissas como o uso de fontes de energia renováveis e limpas, a transparência e participação das populações na tomada de decisões que afetem suas vidas e a busca da segurança e paz entre as nações, Brasil e Argentina parecem não perceber a oportunidade de liderança que poderiam exercer, sujando suas matrizes energéticas, impondo pacotes nucleares às suas populações e fomentando um ambiente de insegurança na região.
- Abaixo os signatários da carta:
No Brasil: Núcleo Amigos da Terra/Brasil; SAPÊ - Sociedade Angraense de Proteção Ecológica; ATLAS - Terra de Laranjeiras; 4 Cantos do Mundo; Associação de Proteção ao Meio Ambiente - PR (APROMAC); Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC); EcoaRede Alerta Contra o Deserto Verde RJ; Mongue Proteção ao Sistema Costeiro, Peruíbe/SPCEACON; Comissão de Defesa da Espécie e do Meio Ambiente (CDPEMA) - Guarulhos/SP; Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional (FASE); Instituto Socioambiental da Baia da Ilha Grande (ISABI); Associação Para Proteção Ambiental de São Carlos (APASC); Comissão Revitalização de Sepetiba (CORES); Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA); Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (ABREA); Centro de estudos Ambientais (CEA); Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN); Instituto BiofiliaInstituto Gaúcho de Estudos Amnbientais (InGá); Associação das Vítimas do Césio 137 (AVCésio); Fundação Rio Parnaíba (FURPA); Associação Ituana de Proteção Ambiental (AIPA); ONG Preservação de LimeiraInstituto Madeira Vivo (IMV); Grupo Ambientalista da Bahia (Gambá); Greenpeace Brasil; Associação Potiguar Amigos da Natureza (ASPOAN).
Na Argentina: Amigos de la Tierra ArgentinaTaller Ecologista; Programa Argentina Sustentable; Bios ArgentinaGreenpeace Argentina; Live GaiaOikos, MendozaAsociación Ecologista Piuke, Bariloche; Asociación contra la contaminación ambiental de Esteban Echeverría.
No Uruguai: Red Uruguaya de ONGs Ambientalistas; REDES-Amigos de la Tierra Uruguay; Comisión en Defensa del Agua y la Vida; CLAESCEUTA No Chile:Instituto de Ecología Política; Chile SustentableNo Paraguay: Sobrevivencia - Amigos de la Tierra Paraguay.
Outras entidades: ILSA, ColômbiaCOECO – Amigos de la Tierra Costa Rica; Amigos de la Tierra America Latina e Cariba – ATALC; Cono Sur SunstentableInternational Rivers; Rede Virtual - Cidadã pelo Banimento do Amianto na América Latina.

06 setembro 2008

NOVAS CONVENIÊNCIAS

Vejam que ironia, amigos! Durante o 1º semestre de 2008, houve toda uma articulação em torno da "loucura" de um pretenso retorno à censura sobre as informações; um movimento propagado que recusava as tentativas de um mínimo de "limites" a propagandas enganosas, técnicas publicitárias ou baixarias televisivas que as famílias não são obrigadas mesmo a assistir. Aliás, esta era a grande justificativa à estupidez das baboseiras midiáticas, que têm servido mesmo para mostrar o quanto se subestima as gentes desta nação. Diziam por aí, em letras, imagens e sons: "Ninguém é obrigado a assistir o que não lhe convém. Se o programa não é apropriado, cabe aos responsáveis observarem os menos preparados, mas isso não deve ser função do Estado". Desconfio que, sobre isso, embora os comunicadores não se manifestem (mas já devem se preocupar bastante), deve estar havendo uma queda inesperada das audiências, e isso, certamente, porque a WEB decola à velocidade da luz!

Com que base falo na provável queda de audiência? Não fiz estudos sobre isso, não li nada a respeito, porque não há nada para se ler e nem nunca haverá, mas assistimos o crescente aumento de internautas no Brasil, programas de inclusão digital, popularização da Internet, mas, principalmente, tenho falado com um bocado de gente aqui das cidades que dizem não assistir mais televisão, a não ser, os telejornais. É aquela historinha deplorável da tal "rádio-peão", que no fundo, no fundo, deve ter alguma verdade.

Quem diria? Estava escrito nas estrelas? Ora, nem a Escola de Frankfurt foi capaz de prever essa daí! Pobres profetas que não suspeitaram dos auspícios das técnicas... E a quem possa interessar: "Darcy Ribeiro chegou a suspeitar e registrou".

Agora andamos ouvindo as novas: "Veja... é preciso que haja ética sobre a informação digital...”, e, de repente... “Se não houver regras, pessoas e instituições poderão passar constrangimentos". É sempre assim: quando tentam toda forma de controle, de repente, achamos uma brecha, conseguimos a proximidade verdadeiramente democrática, e aí, vem a roda viva e toda aquela coisa e tal. Subimos em direção à crista e oxalá que a ressaca da maré nos esqueça.

São Vicente, 05SET2008 - Paulos Teixeira

ÉTICA-NET

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