CAMPO DE ASSUNÇÃO

Preocupado com a Educação, Meio Ambiente, Baixada Santista, Santos, São Vicente?... Quer saber da nossa história, daquela que a gente faz?... Coisas do tempo e do espaço, agora? Vanguardas, notícias alternativas, assunção dos Profissionais da Educação?... Então... está no lugar certo! Vem que aqui tem Gente!

25 Janeiro 2010

CHALITA CONTRA AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES [JAN2010]

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19 Dezembro 2009


16 Dezembro 2009

CÂMARA DOS DEPUTADOS -----------| [09DEZ2009] "A PARTILHA VENCEU, GANHOU O BRASIL..."

A situação foi a seguinte:

- De um lado, o governo, articulando pelo fim da concessão e em prol de uma "Partilha Federativa dos royaltes do petróleo do Pré-Sal". Trabalhavam para aprovar uma lei que dividiria a riqueza entre todos os estados, municípios e união.

- Do outro lado, a oposição, defendendo a concessão da bacia petrolífera à companhia privada, em prol da defesa dos royaltes especialmente aos estados e municípios que confrontassem território com o Pré-Sal, ou seja: Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, quer dizer: os estados mais ricos da Federação.

Por meio de possibilidades regimentais, a oposição entrava com obstrução. Do mesmo modo, a base do governo, pelas mesmas possibilidades regimentais, aprovou a partilha por votação simbólica.

Ganhou o Brasil, pois o grande temor dos que defendiam a partilha, era uma chance de novo avanço neoliberal embasado no empreendedorismo das velhas gigantes multinacionais, que não por acaso, defendem os interesses de quem mais precisa de petróleo e não o produz.

O senso comum anda tão ocupado que mal enxerga atitudes aparentemente estranhas, como a compra de submarinos, aviões a jato, tanques e a construção de novos navios brasileiros. Mal foi noticiado pela nossa imprensa, em novembro de 2008, ainda na era Bush, a reativação da 4ª frota norte-americana ou o tenebroso passeio de frotas russas em compasso com os ideais chavistas. É isso aí!... O petróleo e o gás encontrado, prometem muito e as velhas forças expressas no egoísmo da classe dos financistas globais, ainda dão os últimos suspiros daquela onda neoliberal dos anos 1990.

Mas não esqueçamos nunca: o petróleo e o gás, sim, para o social, para a ciência e tecnologia e para a educação, mas, sobretudo, também, "para substituir gradativamente, a base energética do carbono para outras vias não poluentes". Mas, pelo amor de Deus: que não seja a nuclear.

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14 Novembro 2009

Protógenes diz que será demitido na 2ª e vai recorrer

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O delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, afirmou ontem que será demitido pela Polícia Federal (PF) na segunda-feira, por ato administrativo. Ele também afirmou que vai recorrer à Justiça para se manter no cargo. Ontem, a PF suspendeu por 60 dias o delegado pela participação em comícios políticos, medida decisiva no processo de expulsão do ex-chefe da Operação Satiagraha. De acordo com a assessoria do órgão, agora, caberá ao ministro da Justiça, Tarso genro, avaliar e confirmar uma eventual pena de expulsão do delegado da corporação.
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Segundo Protógenes, a decisão sobre sua demissão será publicada no Diário Oficial da União e no boletim interno da corporação. "É um ato indigno, uma injustiça, que atenta contra a democracia. Vou buscar reparação na Justiça. É um dano não só contra o Protógenes, mas contra a democracia", afirmou o delegado, que participou do 12º Congresso do PCdoB, em São Paulo.
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De acordo com o delegado, o vídeo no qual a PF se baseou para abrir um procedimento administrativo contra ele, durante um comício em Poços de Caldas (MG), é uma "montagem já constatada em perícia". "É uma prova imprestável", afirmou. No vídeo, ele aparece demonstrando apoio a um candidato a prefeito da cidade mineira.
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No entanto, o delegado disse que não se surpreendeu com a decisão e que vem sendo constrangido, há meses, por meio de intimações do comando da PF, geralmente entregues momentos antes de ele participar de palestras pelo País. Sem citar o nome do diretor-geral da corporação, Luis Fernando Corrêa, ele afirmou que sua demissão foi "orquestrada" pela cúpula da PF. Protógenes afirmou ter sido comunicado da demissão por um colega da PF que não quis se identificar.
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Jornal A Tribuna
07NOV2009
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Comissão aprova 14.º salário para professores da rede pública

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou proposta de criação do 14.º salário para professores de educação básica, lotados em escolas públicas dos Estados, DF e municípios, em sua reunião de terça-feira (10). O texto é autorizativo em relação ao Poder Executivo.
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Segundo a Agência Senado, pelo projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), receberão o 14.º salário os professores e funcionários de escolas que elevarem o Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) do estabelecimento educacional em pelo menos 50%, durante o ano letivo. Também farão jus ao benefício, os profissionais da educação de escolas de ensino fundamental que obtiverem Ideb igual ou superior a seis no ano.
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Ao defender sua proposta, Cristovam disse que a literatura empresarial conta com múltiplos exemplos de que o incentivo salarial representa um eficiente estimulador de produção. Assim, vincular o bom desempenho de professores e funcionários a uma vantagem pecuniária representa um bom primeiro passo para melhorar o nível dos educadores brasileiros, destacou o senador.
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Pelo PLS 319/08, o pagamento do benefício deverá ser realizado até o final do semestre subsequente ao da publicação do resultado da avaliação do Ideb. A matéria segue para exame e votação na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

Entre os muros da outra escola

Está na hora de enfrentar a violência também no ensino privadoELIANE BRUM - ebrum@edglobo.com.br
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Repórter especial de ÉPOCA, integra a equipe da revista desde 2000. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de Jornalismo. É autora de *A Vida Que Ninguém Vê* (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e *O Olho da Rua* (Globo)
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Eu a conheci anos atrás. Conquistou-me de imediato. É cada vez mais raro encontrar uma criança bem educada, que diz por favor, obrigada e com licença. Que pede desculpas se esbarra em você sem querer. Que dá oi e dá tchau. Que pergunta se você está bem. Ela é assim. É agora, aos 11, quase 12 anos. Era aos 5, quando nos encontramos. Gostava de barbie e de desenhos animados, mas vez ou outra assistia a algum filme do expressionismo alemão com interesse. Ouvia Palavra Cantada e Chico Buarque com igual deleite. Éramos ambas – e somos até hoje – fãs quase fanáticas dos livros do Harry Potter. Filha de mãe escritora, pai economista, ela tinha, ao mesmo tempo, estímulo para voos intelectuais mais largos e respeito por seus gostos infantis, o que sempre me pareceu um jeito sábio de educar. Para mim, ela sempre foi impossível de não se gostar.
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É triste não poder aqui colocar o nome desta menina tão especial. Mas seu nome não será revelado para protegê-la de seus colegas, precaução por si só chocante. Na semana passada eu soube por sua mãe que ela deixaria a escola que cursa há anos. Foi sendo expulsa pelos colegas, sem que os professores nada fizessem. Estuda numa das escolas de elite de São Paulo. Bom projeto pedagógico, turmas pequenas, inclusão de crianças com necessidades especiais. Tudo de bom e de moderno, aparentemente. O que, então, aconteceu, para que uma boa aluna, uma garota afetuosa e bem educada, tenha de partir porque a escola se tornou um filme de horror?
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Muito se escreve e se fala sobre a violência nas escolas públicas. E o tema é sério e relevante. Mas está na hora de prestarmos mais atenção no que ocorre na outra ponta da desigualdade social refletida no sistema de ensino brasileiro: as escolas privadas de elite. Diante da piora progressiva da qualidade da escola pública, a classe média vem esfolando o orçamento para matricular seus filhos em escolas privadas, com a convicção de que assim têm mais chance em um mundo competitivo.
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Por que a classe média não brigou – e não briga – pela qualidade do ensino público em vez de se bandear para a educação privada? Eu mesma cursei o ensino médio em escola pública (uma péssima escola pública, diga-se), mas tomei o mesmo caminho de boa parte dos pais de classe média ao matricular minha filha: esfalfei-me durante 11 anos para pagar um dos colégios privados mais caros de Porto Alegre. Por que não fui brigar por qualidade de ensino dentro da escola pública? Por amor pela minha filha, sem dúvida, mas também por empatia de menos pelo destino dos filhos dos mais pobres, provavelmente. Na hora de escolher, optei por resolver o problema “dos meus”.
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Muitas vezes, eu deixava de pagar todas as contas para pagar a escola. Nunca atrasei o colégio para que ela não sofresse constrangimento, nem a luz para não ficarmos no escuro. O restante das despesas atrasei todas durante boa parte desse período, o que me rendia noites recorrentes de insônia e humilhações sem fim diante de gerentes de banco. Mesmo assim, nunca me passou pela cabeça matriculá-la numa escola pública, tão certa eu estava de que fazia o melhor – para a minha filha.
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O péssimo desempenho do Estado na educação e a falta de cidadania de gente como eu permitiu que essa situação se perpetuasse até níveis inacreditáveis. O resultado estamos amargando faz tempo, mas não tenho dúvida de que será muito pior em sentidos que ainda não alcançamos por inteiro. As escolas talvez sejam as maiores reprodutoras de desigualdade. Não apenas na questão da qualidade, que determina destinos. Mas no convívio cotidiano, no (não) exercício da solidariedade e do respeito às diferenças. Seja nas públicas ou nas privadas, o que encontramos é uma convivência entre iguais. Nossos filhos não conhecem a diferença, não são beneficiados pela riqueza da diversidade. Não conjugam a tolerância. Quando confrontados com a diferença – e não apenas a socioeconômica –, expulsam-na.
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Foi o que aconteceu com a menina desta história. Tempos atrás, ela ligou para a mãe no recreio, implorando para que fosse buscá-la. “Eu não suporto mais ficar aqui”, disse. Suava muito, desesperava- se. Sua mãe respondeu que ela precisava permanecer. E ela está resistindo como pode até o final do ano, para então trocar de escola.
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Liguei para minha pequena amiga para saber o que estava acontecendo e propus uma entrevista. Em off, para que ela não fosse mais trucidada na escola do que já é. Ela topou. E aqui está a transcrição literal da nossa conversa, para que seu testemunho possa nos ajudar a pensarmos juntos num problema que é de todos.
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Eu: O que aconteceu?
Ela: Eu não sou aceita.
Meus colegas me acham meio estranha. Acho que me acham idiota.
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Eu: Mas por quê?
Ela: Eu não gosto das conversas deles, me sinto mal. Acho que tenho um jeito diferente de pensar que eles acham bobo.
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Eu: Mas que jeito é este?
Ela: Eles gostam de ficar ridicularizando os outros. Eu não quero fazer isso.
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Eu: Mas quem eles ridicularizam?
Ela: Nossos colegas que têm dificuldade (portadores de necessidades especiais). Eles às vezes precisam fazer provas mais fáceis. Aí chamam eles de burros, de idiotas. Eu acho isso muito injusto. Queria poder fazer alguma coisa, mas eu não sei o que fazer. E os professores não fazem nada.
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Eu: Quem mais eles ridicularizam?
Ela: Gente que não usa roupa de marca, que não gosta do que eles gostam.
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Eu: E do que eles gostam?
Ela: De funk, por exemplo. Adoram funk. Eu não gosto de funk, daquelas letras. É muito sem conteúdo. Mas gosto da Hannah Montana e da Rihanna. Eles também gostam daqueles programas de TV que ridicularizam as pessoas. Acham que isso é engraçado. E ficam falando das marcas das roupas que usam. Ah, essa calça é da marca tal. Esses dias uma menina disse para a outra: “Ah, o seu pai é milionário”. Aí essa menina respondeu: “Mi não. Bi-lionário”.Pensei: “E você é bi-polar”. Pensei, mas não disse.
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Eu: E o que começaram a fazer contigo?
Ela: Eles não falam comigo. Eu pergunto, não respondem. Sabe, teve uma festa, uma balada, mesmo, que convidaram todo mundo. Eu fui uma das poucas que não fui convidada. Aí só ficavam falando nesta festa. E eu não sei por que eu não fui convidada. Eu nunca fiz nada de ruim para nenhum deles. Não entendo por que não gostam de mim. Minha melhor amiga também começou a me ignorar. Eu chego, ela sai de perto. Ela começou a ficar popular na escola.
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Eu: E o que é ser popular na escola?
Ela: É usar roupa de marca e sair pisando em todo mundo.
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Eu: O que mais te faz sofrer?
Ela: Ficar sozinha no recreio. Eu queria brincar, conversar, mas não tenho com quem. Só eu e o menino com problema mental ficamos sozinhos no recreio. É muito ruim ficar sozinha no recreio. Eu fico muito triste.
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Eu: E por que você não fica com o menino com problema mental?
Ela: Porque ele é menino. Eu não tenho muito o que conversar com menino. Mas eu queria poder fazer alguma coisa. Porque ele fica lá sozinho, desenhando. E eu sei como é ruim ficar sozinha no recreio.
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Eu: Por que você acha que seus colegas são assim?
Ela: Eles são que nem os pais deles. Nessa coisa das marcas, do dinheiro. Mas quem cria meus colegas, mesmo, não são os pais. Eles nunca ficam com eles. Eles estão trabalhando ou em jantares. Meus colegas são criados pelas babás. Elas são as mães de verdade deles.
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Eu: E como eles tratam os professores?
Ela: Essa minha ex-amiga chama a coordenadora de “idiota” e de “imbecil” na frente dela. Não é pelas costas, é na frente. Ela acha que o pai vai pagar para ela passar de ano. Numa excursão, teve um colega que disse para o monitor: “Essa sua profissão é uma m...”. Eles são assim. Acham que vão herdar o dinheiro dos pais. Mas eu tenho impressão que vão gastar todo o dinheiro bem rápido. E aí não sei como vão fazer para trabalhar.
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Eu: Você chora muito?
Ela: Antes eu chorava. Teve um dia que pedi para minha mãe me tirar de lá. Liguei para minha mãe no recreio. Não sei por que eu fiquei assim tão mal. Eu suava. Sabe, fiquei desesperada. Mas agora aprendi a lidar com isso. Estou administrando melhor a situação. Levo um livro para o recreio. Agora estou lendo “Coraline e o mundo secreto”. Você viu o filme? Foi baseado no livro.
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Eu: E quando você decidiu mudar de escola?
Ela: Quando fui sentar ao lado de um menino e ele disse: “Desinfeta daí”. Eu fiquei sentada onde eu estava. Mas sei que ele não diria isso para outra menina. Acho que falou para mim porque eu não fui convidada para aquela festa. Eu estava aguentando, mas aí foi a gota d’água.
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Eu: Você acha que no novo colégio vai ser diferente?
Ela: É uma escola maior. Tem mais gente. Então, deve ter alguém mais parecido comigo, né?
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Espero que sim. Desliguei o telefone com medo dos pequenos monstros que conseguem expulsar de seu mundinho alguém tão doce quanto a minha amiga. O que eles vão fazer com o mundo maior quando crescerem? Que tipo de elite nossas escolas estão formando, para além de se dar bem no vestibular e no mercado de trabalho? O cotidiano nas escolas privadas do país pode ajudar a explicar o que acontece hoje nas esferas de poder da vida brasileira.
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A crueldade infantil não é novidade. O massacre daqueles que usam óculos, são gordos ou diferentes de alguma maneira é um clássico. Bullying é a palavra inglesa para o abuso físico e psicológico cometido contra indivíduos e grupos mais fracos. Nos últimos anos, tem crescido o número de reportagens na imprensa sobre o bullying na escola. Parece-me que há algo novo neste cenário. E bem mais perverso do que as formas habituais de maldade infantil.Minha amiga foi sendo expulsa porque está sozinha. Sua esperança na nova escola é conseguir formar um grupo com valores mais semelhantes aos dela para resistir. Para, de alguma maneira, sentir-se parte, para então ter alguma possibilidade de interlocução com outros modos de existir. O modelo brasileiro de ensino – resultado de uma das maiores desigualdades do planeta e do declínio da escola pública – caracteriza- se por um mundo escolar cada vez mais igual dentro dos muros. Nos respectivos guetos, o espaço para toda a diferença parece ter sido suprimido.
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Estou generalizando? Pode ser. Mas apenas converse com um professor de escola privada de elite para que ele conte suas peripécias cotidianas com estes mais iguais que os outros. Já tenho sido vítima destas crianças sem limites, sem cultura e sem educação que me atropelam nos corredores dos shoppings e restaurantes, que gritam suas exigências e fazem cenas públicas, sem que seus pais tomem qualquer atitude além de prometer algo em troca de sua colaboração.
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Acho que está passando da hora de entender que há um tipo de violência sendo exercido e perpetuado nas escolas privadas de elite. E que essa violência é refletida também lá, nas escolas de periferia, onde a agressão é armada. As violências destes mundos escolares só aparentemente antagônicos se retroalimentam. Uma existe também por causa da outra. Há uma infância supostamente protegida e com todos os acessos abertos ao conhecimento e ao melhor que o dinheiro pode comprar – e outra desprotegida de tudo, que só recebe o pior. Separadas por grades, muros e cercas eletrificadas, uma desconhece a outra. Muitas vezes vão se cruzar mais tarde, pela violência, em alguma esquina da cidade. E são os pais e as mães destes meninos desprotegidos que alguns dos protegidos desrespeitam nos corredores de suas escolas iluminadas, ao encontrarem- nos limpando o chão ou exercendo serviços que consideram, como disse o menino na excursão, “uma m.”.
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A escola deveria promover a intersecção dos mundos. É nos bancos escolares que as diferentes realidades – não só a socioeconômica, mas também ela – deveriam se cruzar e dialogar. É na desigualdade de ideias, de culturas e de visões de mundo que se aprende e se avança. Esta desigualdade do bem, porém, foi banida do modelo de ensino. Em vez disso, a escola transformou- se em reprodutora da desigualdade perversa: a socioeconômica, com todos os seus (des)valores correlatos. A escola é resultado da desigualdade socioeconômica e de uma sucessão de políticas desastrosas de ensino. Mas, se é criatura deste mundo, é também criadora, ao reproduzi-lo. Ao transformar- se numa linha de produção da desigualdade que beneficia os mais iguais de sempre, deixa de educar. Este, me parece, é o dilema atual. Ou, pelo menos, um dos grandes.
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A ilusão dos pais de filhos em escolas privadas é de que, ao colocá-los lá, garantem a sua proteção. Seus filhos não perdem nada. Quem perde são os filhos dos outros, que não conseguem pagar a mensalidade. Engano. Perdemos todos. A eliminação da diversidade trará consequências mais perversas do que me parece que pais e autoridades têm percebido. Sem diferença não há diálogo. É possível educar sem diversidade? Há aprendizado de fato sem dissonância? Duvido.
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Nas escolas de elite, os estudantes ameaçam professores e funcionários não com pistolas, mas com outro tipo de arma: “Sou eu que pago seu salário!” ou “Meu pai vai mandar te demitir!”. Quantos professores já não ouviram frases como essa ao tentar impor limites na sala de aula para esses projetos de déspotas? Já testemunhei professores esvaindo-se em lágrimas e jurando mudar de profissão. E não davam aulas em escolas com esgoto a céu aberto.
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“Estas crianças são criadas pelas babás”, disse a mãe da minha amiga. “Ou seja: elas já mandam desde pequenas naquelas que deveriam ser uma autoridade. Se elas podem demitir a pessoa que está no lugar de autoridade, o que se pode esperar?” Ela tem razão. E é bom começarmos a refletir com mais seriedade sobre esse fenômeno contemporâneo.
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Minha filha sofreu muito na escola privada. Ela não tinha tênis nem roupas de grife, entre outros defeitos inaceitáveis. Eu disse a ela que o mundo era duro e que ela precisava enfrentar esse tipo de gente desde sempre. Ela enfrentou. Na vigésima vez que o filhinho de papai ridicularizou a sua roupa, ela bateu no menino. Foi uma boa saída? Claro que não. Mas foi o que ela conseguiu fazer diante da minha surdez.
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O mais curioso, mas nem tanto, é que em vez de minha filha ser punida por ter agredido o colega, foi parabenizada pelos professores. Um a um eles vinham cumprimentá-la e dar parabéns. De algum modo, ela vingava a humilhação cotidiana de todos eles. Mas seria esta uma boa pedagogia? Estaria esta resposta à altura de alguém que estava ali para ensinar? O episódio não teria sido uma boa oportunidade para discutir, refletir e aprender? Parece-me que também os professores, por diversas razões – e também pela humilhação cotidiana –, não conseguiam estar no lugar que deveriam, não era possível ali a dialética entre mestre e discípulo.
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“Talvez tudo o que esses garotos sabem dos pais é que são ricos. Criados por babás, tentam manter esse traço, esse significante do rico/pobre para manter em si os pais que de certo modo não existem”, comentou minha filha, hoje adulta, depois de ler este texto. “Não estou justificando” , disse. “Só pensando.” Seu comentário me fez perceber que estas crianças e adolescentes que fazem sofrer também devem sofrer muito. Afinal, eles não são monstrinhos, como tendemos a pensar. Se fossem, seria mais fácil. São gente.E gente sofre.
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Desejo sorte à minha pequena amiga na nova escola. A melhor resistência é continuar sendo ela mesma. Mas temo pela sorte de todos nós no futuro próximo se não enfrentarmos a violência não apenas nas escolas da periferia, mas nos prédios imponentes e caros do lado privilegiado do mundo. Uma violência que começa não fora, mas dentro de casa, tendo os pais como cúmplices – quando não como exemplos.
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Encaminhado pelo Prof. Ivan Scotelari [06NOV2009]

30 Outubro 2009

"AOS PROFESSORES, COM RESPEITO..."

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A BANDEIRA PELA UNIÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO
NA VISÃO DE UM PROFESSOR QUASE ESTREANTE

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Paulo Sergio Teixeira
28OUT2009

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RESUMO
Com a finalidade de atender às mais novas demandas de trabalho que se esperam sobre um país em pleno processo de re-enquadramento econômico, político e social, em meio a um momento sui gêneris da globalização, o governo brasileiro está investindo em projetos de estruturação da Educação. Este panorama oferece condições para a re-condução do ensino por seus próprios profissionais que devem dar o exemplo primeiro no aperfeiçoamento da cidadania. Este artigo apresenta percepções adquiridas em meio à prática dos meus primeiros anos de magistério e pode oferecer alguns subsídios para a reflexão em torno da articulação da classe dos profissionais da educação.
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Palavras-chave: Educação, sociedade, profissionalismo, ação política dos professores.
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ABSTRACT
The Brazilian government is investing in educational projects for the purpose of serving the new work demands expected from the country which is passing trough a process of economic-politic-social rearrangement, among a unique globalization time. This overview offers conditions to lead back education by its own professionals, who must first adduce the improvement of citizenship. This article shows earned perceptions by practical teaching and can offer some subsidies to reflect about this teachers’ working class articulation.
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Key words: Education, society, professionalism, teacher’s political action.
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“O que não derruba, fortalece...”
Cássia Eller

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Desde as primeiras manifestações da Escola Nova, de Anísio Teixeira e seus apoiadores, observamos a permanente tentativa de assunção dos profissionais da educação. No decorrer da história, verificamos, em meio a esforços contínuos, algumas conquistas, frustrações e até momentos de letargia, como por exemplo, as décadas de 1980 e 1990. Após esta última, muitos autores, preocupados com os caminhos e descaminhos da educação no Brasil, e quanto à própria série de mudanças na sociedade em seu ínterim, inclusive, apontadas como reflexos do descaso para com a área em questão, vieram e vêm articulando um novo paradigma do conhecimento que encaminhe as próximas gerações de estudantes e professores para uma condição que se sustente até que, por fim, re-surjam novas necessidades.
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A grande referência de nossa área, hoje, mesmo não estando mais entre nós senão por meio das lições deixadas, é Paulo Freire. Em Freire podemos constatar seu trabalho pedagógico específico, e mais além - e principalmente -, o delineamento de um novo parâmetro necessário à classe dos educadores. Antes dele, o “padrão” de um bom professor se identificava, facilmente, com um certo status característico, fruto de uma superestrutura decadente. A partir de seus esforços e do de seus contemporâneos, passou-se a perseguir a autenticidade de um educador intelectualizado e mestre de seu ofício, fora dos padrões, mas antes, humano, ciente das potencialidades e limites, que mais do que mero reprodutor, passivo, condizente com os velhos modelos reacionários, busca lançar-se à ágora e esforça-se por atuar de modo responsável com sua parcela real de poder no todo. Assim, a dedicação, a postura, a consciência, enfim, a plena e progressiva cidadania, é a melhor lição que nós todos estamos aprendendo a transmitir.
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  • O professor que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega como falsa a fórmula farisaica do “faça o que eu mando, não faça o que eu faço”. Quem pensa certo está cansado de saber que a palavra a que falta corporeidade do exemplo, pouco ou quase nada vale. Pensar certo é fazer certo. (FREIRE, 2004, 34)
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Como Paulo Freire, em meio à violência despótica dos militares, num momento crucial de escolha entre lutar ou salvar a pele, surgiu, junto a mestres e estudantes, uma gama seleta de intelectuais preparados para guiar e reafirmar os diversos setores da sociedade brasileira, verdadeiro marco histórico e que não se fez diferente na educação.
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Com esta experiência terrível de ímpetos aflorados, desilusões e perseguições, muitos aprenderam novas formas de lutar, mesmo que isso não significasse pegar a arma e ir ao front, mas antes, e muito mais no nosso caso, plantar sementes que germinassem na estação propícia. Este foi o papel desempenhado àquele tempo pelos companheiros intelectuais do ensino, que nos deixaram por legado a beleza dos sonhos e a continuidade das esperanças de uma mesma luta secular que já sabemos: se equilibra ao mesmo passo que avança.
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Mal caiu por terra a estupidez violenta das ações militares, e já o ápice do laissez faire, sob a nova maquiagem sedutora do neoliberalismo, retransformava os antigos e novos esforços expressos nos “sangue, suor e lágrimas”, em mais uma novela corriqueira. Era o show business explícito da ganância egoísta de uma pretensa ordem superior que, mantenedora de reservas mal distribuídas, acabou por gerar um desequilíbrio auto-destrutível que vem ameaçando não só a respectiva ordem, ou o sistema por ela mantido, mas de forma integral, a toda comunidade planetária.
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Vale a pena mencionar que circunstâncias extremas como esta, para além da gestação de revoltas contidas, passam a exigir a tomada de uma nova postura na direção de soluções práticas. Nossa contemporaneidade recebeu por herança a responsabilidade intransferível de escolher um caminho mais promissor, que, aliás, o atual momento parece permitir.
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Enquanto companheiros continuadores dos mesmos empenhos comuns, coexiste a necessidade de um esforço no sentido de elucidar os signos daqueles sonhos e esperanças a fim de dar seqüência à grandiosa obra que é a educação, e que, diga-se de passagem “não se iniciou e nem terminará em nós”.
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  • É preciso, de fato, saber equilibrar, mas não é fácil. O pensador alemão Karl Marx falava em reino da liberdade e reino da necessidade. Só é possível falar em reino da liberdade quando o reino da necessidade está absolutamente resolvido. Quando as suas necessidades estão satisfeitas, você vai para as escolhas livres. Se alguém precisa fazer algo, porque isso permitirá que, adiante, ele dê um passo para fazer o que gosta, então ele precisa gostar também daquela necessidade. Não adianta ir para algo que é absolutamente necessário com lamentação, dizendo: “Está vendo? Não estou fazendo o que eu queria fazer”. Bom, mas se você sabe que aquilo é apenas uma etapa para uma coisa melhor, então fará. (CORTELLA, 2008, 40-41).
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O profissional e o sentido do trabalho
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Notamos, com freqüência, algo de mal orientado ou mal compreendido durante o processo de formação de muitos licenciados da região.
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Isso se dá, principalmente, sobre o aspecto profissional da classe que, ao ser lançada ao campo, apesar dos esforços no preparo, encontram-se pouco familiarizados com o amplo sentido que nos move no ofício: das possibilidades atuais, do grau de responsabilidade do trabalho, do compromisso com o futuro das gerações que passam por nossas mãos, portanto, do futuro da sociedade.
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Mas há um tipo de formação que só adquirimos com a prática. Faço questão de lembrar que o crescimento de qualquer pessoa depende em muito dos professores-orientadores que possuiu, mas não só deles. Há uma constante real que se resume em “vontade e esforço” do aprendiz [hábitus], algo mais ligado a uma pré-formação no lar, ou mesmo, a uma pré-disposição inata. E digo isso olhando para nós como aprendizes antes mesmo de sermos professores.
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Talvez seja justamente esta “constante” que um mestre tenta despertar no aprendiz, e mais do que isso: um exercício permanente de auto-controle a ponto de atingir a capacidade de despertar esta constante em si mesmo sempre que preciso.
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“O artista tem que ir aonde o povo está...”
Milton Nascimento
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O que define um bom profissional? Um bom cozinheiro? Um bom médico? Um bom professor?
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Certamente, o profissional que realiza bem seu trabalho, é o que domina técnicas, conhece a teoria e possui familiaridade com a prática. Só que um profissional não deve se julgar acabado; deve sim aperfeiçoar-se sempre e isso é, com alguma certeza, o que o diferencia em sua corporação ou classe. Como? Ele deve aprimorar a técnica, exercitar habilidades, experimentar novos caminhos, procurar novos saberes. Ora, que tipo de cozinheiro você iria preferir quando estivesse com fome? Um razoável, muito mais preocupado com quantos pratos tem de vender, ou um chefe preocupado com a total satisfação do cliente? Claro, por inúmeros fatores, esta questão pode variar, mas podemos esperar como resposta mais segura, aquela que aponta para um profissional envolvido com seu trabalho.
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Se, por ventura, estivesse à beira da morte, iria esperar que um médico burocrata, insensível o tratasse, ou um doutor que muito se preocupou com questões profundas acerca do sentido da vida e da morte no decorrer de seu trabalho? Quem destes dois atores você espera que esteja mais apto para lhe tratar quando à beira da morte?
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Penso que tudo seja importante, mas não podemos perder de vista o “sentido” do nosso trabalho. Pensar no sentido que leva um mestre a ensinar, a formar um cidadão de bem, é mais do que conhecimento, habilidade e prática automatizada. É constante reflexão crítica, necessariamente ligada ao ofício em questão.
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Um médico comprometido deve procurar doenças para curar, quando entende que este é o problema que em seu trabalho lida para vencer. Do mesmo modo um professor deve lutar para levar o esclarecimento como quem leva luz à escuridão da ignorância, algo que limita a plena humanidade da nossa espécie. Portanto, vencer o que nos limita, é um esforço tão prudente e necessário quanto o exercício da cura perseguida pelo médico.
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Problema cultural: o não-mestre em seu status
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Apesar das reflexões em torno do papel do educador e das inúmeras peculiaridades do ofício - que vem sendo estudadas e aprimoradas pelos atuais pensadores da educação, tornando-se a base norteadora deste momento de pretensa (e quem sabe, prevista...) retomada de condução, justamente quando se busca a “necessária autenticidade no trato e no sentido do trabalho do professor, sendo este, agora, mais do que nunca, um promotor e um direcionador dos interesses da sociedade” -, verificamos, paralelamente, a presença de uma cultura autodestrutiva que, aos poucos, vem se projetando nos bastidores do ensino, como a uma certa “falta de rumo”, colocando em risco tantos esforços empreendidos pelos profissionais da área e que visavam o desenvolvimento comum.
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Junto a esta cultura detratora, também deve haver uma noção como resquício, logo num primeiro momento, da visão que adquirimos dos nossos próprios professores, e talvez, mais longínqua até... de quando se tinha uma visão infantil e muito imprecisa do que viria a ser a escola antes mesmo de ingressarmos nela. Além destas imagens estigmatizadas no inconsciente pessoal e no coletivo, podemos somar as sensações absorvidas durante os primeiros anos de prática. Certamente, aos profissionais que não exercitam a ampliação do conhecimento dos fatos através de uma análise precisa, constante, e, sobretudo, ponderada, as chances de engano, no que diz respeito à autoimagem, voluntária ou não, devem ser grandes.
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Daí, até que ponto a precisão da autoimagem influencia de modo produtivo no trabalho do educador, no montante das ações, seja talvez discutível. Mas creio valer a pena atentar, com base na observação de exemplos históricos das relações e representações classistas, que o excesso nos modos de status, quando ilegítimos, costumam denotar um estágio de decadência em meio a processos institucionais, algo que, no caso, pode vir a exigir uma ação de resgate.
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Sobre isso seria conveniente um estudo mais pormenorizado, e importante à consciência dos formadores da sociedade. Isso porque, se houver possibilidade de ser fato um movimento de fluxo-refluxo social, que muitos estudiosos das Ciências Sociais desconfiam e mencionam às vezes, estaríamos assim, melhor preparados a trabalhar no contexto destas supostas freqüências a nosso favor.
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Enquanto não avançamos nestes estudos, chamemos a atenção para este status ilegítimo, que por distorção pessoal frente às realidades do ofício nas atuais conjunturas, ou ainda, por influência cultural irrefletida, vem se estabelecendo entre os profissionais da educação.
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Esta posição adquirida e aprimorada é resultado, com alguma certeza, da falta de esclarecimento, não por limite ou incapacidade, mas pela ausência de auto-motivação no sentido de elucidar precisamente a realidade, algo que deve se constituir num processo contínuo ao educador.
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É provável que isso se deva a dois aspectos de uma realidade mais ampla. Primeiramente, à falta de uma orientação mais cuidadosa, em que haja uma preocupação maior com a formação do futuro professor, que deve estar em conformidade com a urgência de se reformar o magistério. Quer dizer: educa-se, ainda, para formar reprodutores e não reformadores. Em segundo lugar, o resultado da infra-estrutura que extrapola numa superestrutura programada para manter os educadores “no seu devido lugar”. Ora, refiro-me, de modo superficial, às longas horas de trabalho, às más condições estruturais, salas superlotadas, defasagem dos salários, mas muito mais e principalmente, à cultura decadente que se firma em meio a essa degradação.
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Nessa perspectiva, logo se observa o desespero expresso na vaidade a que o educador vem sendo vitimado, como forma de suportar a desconsideração por parte das autoridades dirigentes e do próprio descaso que nasce no seio da sociedade em geral. Os professores, já desestimulados, muitas vezes, desamparados e sem forças, sucumbem aos caprichos das próprias vaidades, via natural de um consumismo por vezes doentio, o que por fim, torna as aparências vazias e crescentemente alienadas num falso e ilegítimo status. Tal ilusão é prejudicial a toda sociedade e dificilmente apresenta condições de quantificação dos seus efeitos.
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O revés das estruturas
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Na história recente do Brasil, o campo da educação sofreu inúmeros golpes e isso, ao meu ver, devido a quatro grandes fatores:
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a) Desestabilização da base - a partir da década de 1980, a mulher passou a sair do antigo lar a fim de auxiliar o companheiro nas despesas da família. Com essa nova noção da “mulher independente”, efetivação de uma luta histórica de, pelo menos, um século, criou-se a cultura, amplamente sustentada pelos canais de comunicação, da tal “produção independente”. O fato é que nesse período, assistimos inúmeros casamentos pouco duráveis e o crescimento dos casos das mães solteiras, então amparadas por toda uma condição que se disseminou e foi, num primeiro momento, logo aceita.
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Bem ou mal, as mulheres deixavam a família para labutar salários, questão verificada nos países que se envolveram na 2ª Grande Guerra, mas que agora era reassumida pelas novas necessidades em nosso país. Em decorrência disso, a base da sociedade foi abalada já que o eixo aglutinador das famílias passou a se ausentar. Os filhos destes breves casamentos, ora passaram a ser cuidados pelos avós ou tios, ora encontravam-se ao abandono, “compreensivos” até, perante ao que já ganhava formas de novo-modismo. Com pais ausentes, por necessidade ou conveniência, ficavam os filhos sozinhos ou no convívio de babás, amigos, televisores, videogames e outros tipos aliciadores e alienantes.
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Atualmente, dados estatísticos propagados pela mídia demonstram uma inversão nestes valores e uniões de casais aumentam ano a ano no país. Mas tal fato, por ser recente, ainda não foi capaz de apresentar reflexos significativos na sociedade.
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Fonte: IBGE
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b) Políticas de desvalorização do magistério – o longo processo de defasagem salarial promovido pelas políticas criminosas de descaso para com a educação no país, é um fator essencial para a digressão da classe, mas, sobretudo, sustentada também, talvez, pelo descompromisso de muitos professores que atuaram no período. Pode ter sido a aceitação e o não envolvimento que tenha denegrido a classe colocando esta à condição deplorável de sub-emprego. Logicamente, fatores maiores se somaram a isso, tais como o próprio sentimento de abandono por que passamos, como a “década perdida”, chegando mesmo ao extremo, em alguns momentos, de fuga pelo elemento quase xenofóbico vivenciado;
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c) Magistério como sub-emprego – com o processo de desvalorização do magistério, o ofício de educador passou a ser uma alternativa de emprego, de salário satisfatório, o que ocasionou o declínio da profissionalidade e do interesse verdadeiro de seus atores. Com as sucessivas crises sofridas pelo país, diminuíram as condições de trabalho, e os bacharéis, insatisfeitos com as oportunidades, passaram a encarar a educação como uma última alternativa. Não tardou a surgir trabalhadores do ensino, mesmo sem o que poderíamos entender como “identificação com o ofício”. Com isso, uma cultura de resistência ao magistério ascendeu, onde só alguns poucos se “aventuravam” a encarar - e frise-se bem: “encarar”, não “assumir”. Decadência no comprometimento, aceitação passiva e massiva das más condições prestadas à escola e aos seus profissionais;
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d) Tecnificação em alta – a tendência à tecnificação foi fruto de sucessivas promoções do mundo empresarial, que procurou aumentar seus recursos, patrocinando assim, avanços nas tecnologias surgidas no interior das últimas guerras. Um ponto relevante, mas aliado a isso, principalmente no que diz respeito às realidades de nosso país nas últimas décadas, devemos considerar não só a supervalorização das novas tecnologias, mas igualmente ou em maior proporção, o desprestígio irresponsável das ciências humanas. E digo irresponsável, porque no ensino - já não é novidade a ninguém -, o empenho dos militares em desvalorizar as humanidades na educação. É sabido por todos da exclusão da Filosofia e da Sociologia da grade curricular. Do mesmo modo, História e Geografia, trocadas pelos Estudos Sociais, que além de não especificar esta ou aquela, também produzia profissionais com menor tempo de formação. OSPB, EPT, EMC foram disciplinas que valorizavam um operário capaz de produzir dentro das normas vigentes, mas incapaz de saber por quê e para quê produzia. Enquanto isso, no mesmo período, cursinhos de língua inglesa proliferavam pelo país, pois entre interesses escusos, havia um esforço permanente no sentido de perpetuar a valorização que, historicamente deu-se em nossa sociedade, ao estrangeiro. E isso, em detrimento aos próprios recursos e competências em nosso país, que nunca foram poucos. Felizmente, isso vem, finalmente, mudando...
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Realidades, perspectivas e aspirações:
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Na tentativa de definir os grupos de trabalho (professor-estudante) no presente momento, onde já vivenciamos o declínio de uma certa lógica de supremacia econômica (mais realidade que esperança), segue abaixo o que penso ser um grande objeto-problema em meio ao fato da desigualdade social, hoje, circunstancialmente inerente à nossa práxis:
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1. Muitos dos médios e grandes portadores de condições materiais, por não viverem e reconhecerem as tantas carências da maior parte da sociedade, tornaram-se insensíveis ao problema do outro, o que mais cedo ou mais tarde se refletirá no todo. Este grupo parece não entender que se inclui na camada que perpetua tal tendência, e deve assegurar, assim, a manutenção das disparidades sociais na sua ignorância. Cabe aos mestres, neste caso, ensinar a sensibilidade que falta à superação dos descasos, dos desprezos em relação ao outro;
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2. O grupo dos miseráveis, carentes das necessidades mais básicas - impulsivos, ignorantes, pobres, sem saúde -, precisam do esclarecimento a fim de assumir condições de vida plenamente dignas.
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Trabalhar com este ou aquele grupo pode ser uma opção, mas deve ser honesta e, acima de tudo, comprometida, pois o trabalho com ambos os grupos, tem um aspecto comum e importante: a condição humana.
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Dito isto, tentemos identificar os mais recentes esforços de nossa classe política sobre a educação brasileira.
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Em âmbito federal, estadual e municipal, o que observamos agora, com a melhoria das condições sobre o país e a retomada do crescimento, é que, este longo período de estagnação no campo da educação (dentre outros), serviu como um alerta às autoridades para a necessidade de se planejar o re-encaminhamento do Brasil através de uma formação de qualidade da nação. Os aspectos que ofereceram e vem oferecendo maior peso para este pretenso novo rumo, deve se encontrar na institucionalização generalizada da violência a que chegamos, mas também, na verificação do despreparo em que se encontra a população em meio à plena possibilidade de ascensão nacional, ora incapaz de acompanhar, sem desperdício de boas chances, o avanço e o crescimento pretendido.
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Frente a tais perspectivas, podemos esperar uma reorganização efetiva em meio à diversidade de instituições e classes no intuito de se engajar neste movimento ascendente. Sobre isso, a fim de atender as demandas imediatas, direcionam-se projetos que visam dar continuidade ao referido processo já iniciado. Com base nesta tendência não é difícil constatar, quando em se falando de projetos futuros, que a educação, desta vez, encontra-se entre as principais da pauta. E é enxergando tais predisposições, de maneira menos simplista e muito mais engajada, que se torna conveniente somar esforços na direção oportuna, acreditando, criando e trabalhando em torno deste momento único.
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Há uma peculiaridade na educação para o qual poucos atentam, mas que parece fundamental no desenvolvimento e na evolução do ensino. Trata-se de uma propriedade que se traduz em trabalhar com gerações que atuarão no futuro, e desta forma, não é difícil constatar que trabalhamos mesmo com possibilidades futuras.
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No entanto, não há ainda uma base muito nítida neste sentido quando nos referimos ao trabalho do educador. É possível mal sermos capazes de averiguar com nitidez os processos educativos no decorrer do século XX. Quão excelente seria se dispuséssemos de um mecanismo que possibilitasse enxergar o resultado do nosso trabalho após dez anos de magistério; teríamos uma visão dos erros e acertos da nossa prática. Infelizmente, quando muito, o que vemos é um resultado parco e irreversível, porque, a maior probabilidade, neste caso, é a de já estarmos aposentados.
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Percebendo isso, os atuais articuladores da educação sobre o Estado Brasileiro têm lançado novas formas de mapeamento da situação educacional, tanto quanto em respeito aos rendimentos reais, e agora, mais recentemente, também no sentido de identificar verdadeiro nível dos formadores da nação. Gerando muita polêmica (visto que os profissionais de educação nunca foram postos à prova, a não ser através dos concursos), os primeiros processos avaliativos do professorado, começaram a ser lançados aqui mesmo no Estado de São Paulo, a partir de 2008.
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Desde o Provão, da era Paulo Renato, os governos vêm realizando esforços para mapear o nível de formação dos brasileiros. Para entender melhor, é necessário que toquemos na questão das demandas e isso demonstra que, desde aquele governo, a retomada de crescimento já era uma prerrogativa (talvez uma aposta) e foi justamente a fim de atender as demandas esperadas que a educação adquiriu seu novo caráter de urgência.
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Após uma breve seqüência do Provão, outros mecanismos foram lançados pelos governos posteriores: o IDEB, o ENEM, estes, sendo aperfeiçoados e possibilitando, pela primeira vez, de maneira muito mais precisa do que antes, uma visão geral de nosso grau de instrução, que inclusive, encontra-se muito aquém do desejado: média nacional de 37,27 pontos nas escolas públicas (“ENEM 2008” – Relatório do MEC, 20 de novembro). Observemos a seguir os resultados do IDEB 2005-2007:

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  • IDEB 2005, 2007 e Projeções para o Brasil – Fonte: Saeb e Censo Escolar


Apresentando uma evolução constante e que, embora pareça muito baixa, tem sido considerada significativa por muitas autoridades, como por exemplo, à Comissão de Educação no Senado Nacional, que esteve sob a representatividade do Senador Cristóvão Buarque, um continuador das idéias de Anísio Teixeira - principalmente mo que tange à questão de uma pretensa unificação do ensino no qual a qualidade seja oferecida tanto para ricos quanto para pobres. Veja o trecho de uma entrevista:

  • O que o IDEB mais ensina à gente, é que o caminho está na federalização. Só que eu não defendo a federalização por escola; eu defendo a federalização por cidade. O governo deve federalizar todas as escolas de algumas cidades em cada quatro anos. Aí, de 15 a 20 anos, nós teremos a educação de base federal no Brasil /.../ como são as universidades federais, como são as escolas técnicas. (Rádio Senado, 2008, áudio)

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Além destas metas, já verificamos mudanças consistentes no trato da educação, como a formação de uma base salarial única ao professorado brasileiro, programas de aperfeiçoamento dos professores junto às universidades e novos sistemas de valorização por mérito além de amplas perspectivas de investimento na área.
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Outros métodos – novas realidades
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Aliado a estes mecanismos e à atual onda de ascendência no campo da educação, talvez seja importante começar a conferir as tendências cíclicas dos tempos, e isso deve compor um empenho permanente e lúcido, tanto agora como para as próximas gerações condutoras do ensino. Cabe-nos atentar para uma permanente identificação dos fatos, das evoluções e retrocessos a fim de compor ações mais precisas para a mesma obra comum, longe de confusões desnecessárias que geram atrasos e pressupõem riscos em potencial. Os educadores devem ampliar suas visões e considerar questões ligadas ao tempo a fim de obter resultados do trabalho, para, a partir disso, intervir, mudar o que for preciso.
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Quanto tempo um educador leva para perceber que educar é um compromisso para com o futuro? Um futuro de possibilidades?... Muitos, principalmente na cultura atual do nosso profissionalismo, atuam como autômatos programados, e mal têm condições, ou mesmo impulso, para procurar identificar os fatos negativos no intuito de saná-los.
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Quantas vezes em nossa práxis temos condições de perceber como somos importantes para a formação de um cidadão pleno, competente, hábil, forte, cheio de ânimo e convicção quando nós mesmos ainda vivemos mergulhados em jornadas de inseguranças e desamparos? Precisamos de um porto seguro, para que haja segurança sobre a sociedade que nós formamos. Pessoalmente, desconfio que este porto seguro não cairá do céu, não nos será dado como presente merecido ou como obra do acaso, mas será a custo de esforço individual, coletivo e permanente, até que se vença o desafio que nos se apresenta, como sempre se foi na história.

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Trabalhar a educação com base na referência dos tempos é compreender o que fomos, o que somos e o que queremos ser. Mas isso ainda não é tudo...
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Foi em meio ao movimento renascentista, que aprendemos a separar em partes toda nossa ação e compreensão. Contudo, hoje, após os movimentos de renovação dos anos 60, que culminou ainda na novíssima revolução das técnicas da comunicação, já assumimos, naturalmente, uma compreensão mais holística e uma amplitude de ações compartilhadas como nunca antes se assistiu. É como se tudo o que o homem criou e desenvolveu até agora estivesse realmente, num instante, disponível. Por aí, vemos que esforços equidistantes de nosso presente, não foram desperdício, assim como não deve ser em vão o conjunto de nossas ações atuais, principalmente, quando bem articuladas.
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A plenitude dos conhecimentos de conteúdo, a rapidez das ações, a intensa capacidade de produção, em todos os sentidos, e do esclarecimento - inclusive sobre as novas noções de tempo-espaço-existência -, oferecem ao mestre educador, em seu ofício, uma nova possibilidade a quem o almeje, de ser tão sábio quanto os grandes sábios que nos orientaram até hoje. Isso parece ser uma nova tendência, e aquela pequena idéia de que “professores não terão mais utilidade”, está definitivamente ultrapassada, pois o novo professor não terá mais a simples tarefa de reproduzir conteúdos, mas finalmente, a de contribuir com a formação de cidadãos capazes para a sociedade. Para assumir tal papel, é necessário um trabalho de transcendência, um aspecto da existência que só a verdadeira sabedoria nos possibilitará. Em nosso atual estágio, já fomos capazes de organizar os conteúdos, agora, pode ser o momento oportuno para trabalhar novos sentidos e desenvolver um outro paradigma do saber.
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No entanto, isso só será possível a partir do momento em que as pessoas forem tomadas pela consciência de seu papel e importância para o corpo social. Com a liberdade de escolha e engajamento neste ou naquele segmento trabalhista, algo que já alcançamos (porque somos naturalmente, produtores), resta desenvolver o sentimento de conjunto, pois a partir disso, não teremos mais que cumprir funções por imposição, mas baseados nos interesses coletivos. Este sonho, que já esteve mais distante e muito presente na expressão de memoráveis romancistas, parece estar se efetivando justamente agora, quando começamos a re-aprender e a traduzir os sinais naturais de Gaia. Talvez uma nova era de diálogo e superação - oxalá que definitiva – das velhas ditaduras de classe e de todo e qualquer tipo de fundamentalismo.
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A classe dos profissionais da educação, por exemplo, tem grau de importância tão grande para o desenvolvimento da sociedade e de seu meio quanto a família bem estabilizada. Sabemos que em uma sociedade complexa, a educação fora do lar é uma extensão da instituição Família: ao se desestabilizar esta ou aquela, a sociedade tende a entrar em colapso. Parece ter sido isso que assistimos aqui no Brasil antes do período de retomada do crescimento e seus efeitos ainda estão aí para nossa infelicidade.
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O produtor, o financista, o artista, o político, o sacerdote, o militar, o técnico, o jurista, o médico, o educador... Todas as classes são imprescindíveis neste processo conjunto e, para que haja equilíbrio, uma não deve sobrepor-se à outra. Vale lembrar que cada indivíduo guarda em si uma parcela de todos estes segmentos, e todos passam pelas mãos de alguém que ensina. Então, a fim de se atingir a harmonia e avançar rumo ao desenvolvimento mútuo, é necessário que o profissional de educação esteja bem amparado, consciente de seu papel e tomado de valores éticos, pois, se esta classe estiver fora de ordem, todos os outros componentes do corpo social partilharão da mesma disfunção. Mas quem teria a competência de solucionar os problemas da classe dos professores senão os próprios professores? Neste sentido, no meu entendimento, portanto, a maior conquista que os professores devem alcançar neste instante, são canais mais eficientes de diálogo.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
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O homem, por sua natureza nômade de origem, deve mesmo estar, ainda, aprendendo a viver em sociedade. Talvez, por este motivo, a afirmação coerente e necessária de um convívio espontaneamente harmonioso, que no seu aspecto mais evoluído, deve atingir a supremacia da coesão, pode significar não uma utopia, mas um caminho tortuoso e necessário a se trilhar até que se alcance a especial plenitude.
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Independente de ideologias e/ou filosofias que tentam apontar para o ser/estar ideal em sociedade, e que na maioria das vezes divergem entre si, penso que todo e qualquer esforço de superação dos absolutos individualistas, sejam válidos e enriquecedores para todo o corpo comum.
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Assim como a Torre de Babel nos foi posta sob desafio - mítico sim, mas ao mesmo tempo tão intensa e real -, o problema da condição relacional entre os homens é análoga e pressupõe empenhos de energias que vão de encontro aos interesses do indivíduo, e ao mesmo tempo, que pertencem a toda uma identidade conjunta.
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É justamente o reconhecimento desta identidade que orienta os esforços, estes sim, naturais da nossa espécie, porque representam, mesmo de forma inconsciente, a propriedade legítima do mesmo homem, de, simplesmente, repulsar a solidão e sentir-se seguro. Isso, que normalmente não costuma despertar nossa atenção, cabe-nos bem como uma orientação a se perseguir nas humanidades, porque aponta para uma direção lógica: “a nova natureza propriamente social dos homens”.
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Os esforços que se fazem no sentido de articular classes em sua diversidade de representações são extensões de uma mesma tendência própria que desde sua origem, evolui constantemente, como um movimento de avanço e breve retrocesso (sempre com avanço um pouco superior a cada freqüência sócio-histórica). Ora, se fomos capazes de perceber a direção das energias investidas e já reconhecemos uma “ainda” vaga ciclicidade dos movimentos, certamente estamos mais aptos em compreender o que deve ser feito a cada dia neste universo. Ao final, não pretendendo ser tão metafísico, ou esparso, “a humanidade deve representar os esforços de uma ilha, e mesmo assim, não se trata de uma ilha única e isolada”.
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FONTES E BIBLIOGRAFIA
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BIBLIOGRAFIA
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RIOS, Therezinha Azeredo. Compreender e ensinar: por uma docência de melhor qualidade. 2ed. São Paulo: Cortez, 2001.
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SITES
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http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=76005&busca=leonardo+boff&busca=leonardo+boff&busca=leonardo+boff Acesso em 26 jul. 2008.
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IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
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MEC - Ministério da Educação.
Disponível em:
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PRAVDA BRASIL, Jornal Eletrônico. Royalties do petróleo para a Educação. Disponível em:
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RÁDIO SENADO. Entrevista concedida por Cristóvam Buarque a Ana Beatriz Santos. Disponível em
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SINPRO-SP. Capital estrangeiro e fusões de empresas aumentam no ensino superior. Disponível em:
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=983
Acesso em: 10 jul. 2008.

PAULO RENATO DE SOUZA, Economista... - "A velha historinha de sempre..."

Entrevista:
Paulo Renato Souza
"Contra o corporativismo"
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O secretário da Educação de São Paulo diz que sem meritocracia não haverá avanços na sala de aula - e que os sindicatos são um entrave para o bom ensino


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Monica Weinberg
Lailson Santos
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"É preciso premiar o esforço e o talento para tornar a carreira de professor atraente. O bom ensino depende disso"
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Criar um sistema capaz de atrair os melhores alunos para a carreira de professor é imperativo para um ensino de alto nível. Daí a relevância da aprovação, na semana passada, de um projeto concebido pelo economista Paulo Renato Souza, 64 anos, secretário estadual da Educação em São Paulo. Trata-se de um plano de carreira para os professores inteiramente baseado na meritocracia, conceito ainda raro nas escolas brasileiras e repudiado pelos sindicatos, seus principais adversários. "Os sindicalistas são um freio de mão para o bom ensino", resume o ex-ministro da Educação no governo Fernando Henrique, que reconhece avanços na implantação dos rankings no Brasil e da cobrança de resultados com base neles, mas adverte: "É preciso discutir a educação com mais objetividade e menos ideologia".
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Um relatório recente da OCDE mostra que o Brasil foi o país que mais aumentou o investimento na educação em proporção ao total dos gastos públicos - mas muitos se queixam de falta de dinheiro nas escolas. Estão certos? O maior problema no Brasil não é a falta de dinheiro, mas como esses recursos são empregados - em geral, de maneira bastante ineficaz. Daria para obter resultados infinitamente superiores apenas fazendo melhor uso das verbas já existentes. Prova disso é que, com orçamento idêntico, algumas escolas públicas oferecem ensino de ótima qualidade e outras, de péssimo nível.
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O que explica isso?
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As boas são comandadas por diretores com uma visão moderna de gestão, coisa raríssima no país. Não existe no Brasil nada como um bom curso voltado para treinar esses profissionais a liderar equipes ou cobrar resultados, o básico para qualquer um que se pretenda gestor. Quem se sai bem na função de diretor, em geral, é porque tem algo como um dom inato para a chefia. A coisa funciona no improviso.
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As avaliações sempre chamam atenção para o despreparo dos professores brasileiros. A que o senhor atribui isso?Às universidades que pretendem formar professores, mas passam ao largo da prática da sala de aula. No lugar de ensinarem didática, as faculdades de pedagogia optam por se dedicar a questões mais teóricas. Acabam se perdendo em debates sobre o sistema capitalista cujo ideário predominante não passa de um marxismo de segunda ou terceira categoria. O que se discute hoje nessas faculdades está muito distante de qualquer ideia que seja cientificamente aceita, mesmo dentro da própria ideologia marxista. É uma situação difícil de mudar. A resistência vem de universidades como USP e Unicamp, as maiores do país.
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"Uma ideia bastante difundida no Brasil é que o professor deve ter liberdade total para construir o conhecimento junto com seus alunos. Essa apologia da ausência de método só atrapalha"
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Como isso se reflete nas escolas?
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Muitos professores propagam em sala de aula uma visão pouco objetiva e ideológica do mundo. Alguns não dominam sequer o básico das matérias e outros, ainda que saibam o necessário, ignoram as técnicas para passar o conhecimento adiante. Vê-se nas escolas, inclusive, certa apologia da ausência de métodos de ensino. Uma ideia bastante difundida no Brasil é que o professor deve ter liberdade total para construiro conhecimento junto com seus alunos. É improdutivo e irracional. Qualquer ciência pressupõe um método. No ensino superior, há também inúmeras mostras de como a ideologia pode sobrepor-se à razão.
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O senhor daria um exemplo?
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Existe um terrível preconceito nas universidades públicas contra o setor privado. Ali, qualquer contato com as empresas é visto como um ato de "venda ao sistema". Como se as instituições públicas fossem sustentadas por marcianos e não pelo dinheiro do governo, que vem justamente do sistema econômico. O resultado é que, distantes das empresas, as universidades se tornam menos produtivas e inovadoras.
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Em muitos países, as universidades públicas cobram mensalidade dos estudantes que têm condições de pagar. Seria bom também para o Brasil?
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Sem dúvida. Só que esse é um tabu antigo no país. Se você defende essa bandeira, logo o identificam como alguém que quer privatizar o sistema. Preservar a universidade gratuita virou uma questão de honra nacional. Bobagem. É preciso, de uma vez por todas, começar a enxergar as questões da educação no Brasil com mais pragmatismo e menos ideologia.
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Na semana passada, foi aprovado em São Paulo um novo plano de carreira para professores e diretores. Esse tipo de medida tem potencial para revolucionar o ensino nas redes públicas?Planos de carreira são essenciais para tornar essas profissões novamente atraentes, de modo que os melhores alunos saídos das universidades optem por elas. Sem isso, é difícil pensar em bom ensino. O plano de São Paulo não apenas eleva os salários, o que é um chamariz por si só, mas faz isso reconhecendo, por meio de avaliações, o mérito dos melhores profissionais. Ou seja: esforço e talento serão premiados, um estímulo que a carreira não tinha. A meritocracia consta de qualquer cartilha de gestão moderna, mas é algo ainda bem novo nas escolas brasileiras.
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Os principais adversários do projeto foram os sindicatos desses profissionais. Que lógica há nisso?
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É uma manifestação de puro corporativismo. Pela nova lei, só poderão pleitear aumento de salário aqueles professores assíduos ao trabalho - um pré-requisito mais do que razoável. É o mínimo esperar que, para alguém almejar ascender na carreira, ao menos compareça ao serviço. Apenas o sindicato não vê desse jeito. Ele encara as "faltas justificadas" como um direito adquirido. E ponto. Não quer perdê-lo. Mas repare que eu não estou dizendo que os professores ficarão sem esse direito. Só estou tentando fornecer um estímulo adicional para que eles deem suas aulas. O último levantamento que fizemos mostra que a média de ausências na rede estadual de São Paulo é altíssima: foram trinta faltas por docente apenas em 2008. Ao resistir a uma medida que premia a presença na escola, o sindicato dá mais uma mostra de como o espírito corporativista pode sobrepor-se a qualquer preocupação com o ensino propriamente dito."No lugar de ensinarem didática, as faculdades de pedagogia optam por perder tempo com discussões teóricas que, não raro, se baseiam em conceitos sem nenhuma comprovação científica"
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O movimento sindical passa ao largo da preocupação com o bom ensino?
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É exatamente isso. Está claro que os sindicatos estão focados cada vez mais no próprio umbigo e menos nas questões relativas à educação. Entendo, evidentemente, que lutem pelos interesses da categoria, propósito de qualquer organização do gênero. Mas a qualidade do ensino, que é de responsabilidade social deles, deveria vir em primeiro lugar. Em 1984, quando fui secretário da Educação em São Paulo pela primeira vez, já se via essa forte tendência nos sindicatos. Em reuniões com os professores, palavras como aluno ou ensino jamais eram mencionadas por eles. Apenas se discutiam ali os interesses da categoria. E esse problema só piora.
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O que causa a piora?
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O movimento sindical politizou-se a um ponto tal que não se acham mais nele pessoas realmente interessadas em educação. Estas debandaram. Hoje, os sindicatos estão tomados por partidos radicais de esquerda sem nenhuma relevância para a sociedade. Para essas agremiações insignificantes, o sindicalismo serve apenas como um palanque, capaz de lhes dar uma visibilidade que jamais teriam de outra maneira. É aí que tais partidos aparecem e fazem circular seu ideário atrasado e contraproducente para o ensino. Repare que esses sindicalistas são poucos - e estão longe de expressar a opinião da maioria. Mas têm voz.
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Com a nova lei fica determinado que, para pular de nível na carreira, o professor seja submetido a uma prova. Por que os sindicatos rejeitaram a ideia?É lamentável que um grupo de professores critique a existência de uma prova. Veja o absurdo. Eles alegam que um exame os obrigaria a estudar mais e que não têm tempo para isso. A crítica expressa também uma resistência à avaliação, que até hoje se vê arraigada em certos setores da sociedade brasileira.
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Nisso o Brasil destoa de outros países?
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Em culturas mais individualistas e competitivas, como a anglo-saxã, as aferições do nível dos professores e do próprio ensino não são apenas bem-aceitas como têm ajudado a melhorar as escolas, na medida em que fornecem um diagnóstico dos problemas. Os professores brasileiros que agora resistem a passar pela avaliação certamente não estão atentos a isso. Sua maior preocupação é lutar por direitos iguais para todos - velha bandeira que ignora qualquer noção de meritocracia. Por isso, eles se posicionaram contra uma regra do projeto que limita o número de promoções por ano: não mais do que 20% dos profissionais poderão subir de nível. É um teto razoá-vel: evita um rombo no orçamento e, ao mesmo tempo, promove uma bem-vinda competição. Demandará mais empenho e estudo dos professores - o que não lhes fará mal.
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No campo salarial, premiar o mérito significa romper com o conceito da isonomia de ganhos para todos os funcionários. Esse não é um valor que deveria ser preservado?
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Não. Já é consenso entre especialistas do mundo todo que aumentos concedidos a uma categoria inteira, desprezando as diferenças de desempenho entre os profissionais, não têm impacto relevante no ensino. O que faz diferença, isso sim, é conseguir premiar os que se saem melhor em sala de aula. A isonomia é uma bandeira velha.
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Há experiências no Brasil com a concessão de bônus aos melhores professores. Isso funciona?Sem dúvida. Quando há um sistema feito para reconhecer e premiar os talentos individuais, a eficácia das políticas públicas para a educação aumenta. Coisa de quinze anos atrás, o Brasil estava a anos-luz disso. Não havia informação sobre nada - nem mesmo se sabia o número de escolas no país. O dado variava entre 190 000 e 230 000 colégios, dependendo da fonte. Hoje, já dá até para comparar o ensino de Capão Redondo, na periferia de São Paulo, com o das escolas da Finlândia. Desse modo, é possível traçar metas bem concretas para a educação e cobrar por elas - alicerces para uma boa gestão em qualquer setor.
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Já se formou um consenso no Brasil de que esse é o caminho acertado?Acho que sim. Nos primeiros anos de governo Lula, os petistas chegaram a pôr em xeque a ideia de que a qualidade do ensino precisa ser aferida com base em dados objetivos. Foi um retrocesso. Mas hoje o MEC norteia suas políticas com base em avaliações, metas e cobrança de resultados. Diria que eles chegam até a exagerar na dose, divulgando rankings que, como ministro, eu mesmo preferia não trazer a público. É o caso do Enem.
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O Enem não é um bom indicador da qualidade do ensino em escolas públicas e particulares?
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O problema é que, como só faz o exame quem quer, ele não necessariamente traduz a qualidade de ensino na escola como um todo. E se apenas os bons alunos de determinado colégio se submeterem à prova? O retrato sairá distorcido. Grosso modo, o Enem até espelha bem a realidade. Mas, como a amostra de alunos de cada escola é aleatória, há espaço para que se cometam injustiças. Em tese, qualquer colégio particular que se sentisse prejudicado pelo ranking poderia processar o MEC. De modo geral, porém, sou absolutamente favorável a que se lance luz sobre os resultados. O monitoramento deve ser constante.
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No começo do ano, flagraram-se em material que seria distribuído às escolas pela Secretaria Estadual da Educação erros crassos, tais como a inclusão de dois Paraguais num mapa da Américado Sul. Faltou fiscalização por parte do governo?
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Sem dúvida. Ainda que o material não seja produzido pela secretaria, é de responsabilidade dela que não passem erros. Não há o que argumentar aí. Depois do episódio, os cuidados foram redobrados. Cada livro é revisado de três a quatro vezes. Apostila com erro é um desserviço à educação - e desperdício de dinheiro público.

SERGIO HADDAD, Economista, pós em Educação, História e Sociologia. Professor... - "O contraste!!"

Sérgio Haddad fala sobre os desafios do professorado em entrevista para o Jornal Mundo Jovem
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Na mídia, notícias sobre educação são publicadas não mais apenas em cadernos de ensino, mas também nas páginas policiais, desvelando agressões e agredidos. A luta a favor de melhores condições de trabalho coloca frente a frente o professorado e os governos. Entre tantas situações contemporâneas, pensar a atuação docente é um grande desafio, o qual deve mobilizar a todos nós.
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O professor Sérgio Haddad, revela os desafios dessa importante profissão e nos convida a “transver” o mundo sob o olhar atento à recriação do papel dos(as) professores( as).
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Sérgio Haddad,professor, coordenador-geral da ONG Ação Educativa.
Endereço eletrônico: sergiohaddad@terra.com.br

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Mundo Jovem: É possível afirmar que hoje há uma certa desvalorização do(a) professor(a) ?
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Sérgio Haddad: O processo de desvalorização vem junto com a universalização da escola, principalmente no Ensino Fundamental. Na medida em que houve uma abertura de vagas muito grande, e esta abertura foi feita com um volume de recursos que não acompanhou as necessidades. Simplesmente aumentaram o número de alunos na sala de aula, aumentaram as turmas, aumentaram as classes, enfim, um aumento de despesas não correspondentes. E o professor sofreu muito com isso e pagou com sua desvalorização.
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Mundo Jovem: Mas por que se culpa o(a) professor(a) ?
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Sérgio Haddad: Eu acho inclusive que, hoje, o(a) professor(a) passou a ser criminalizado. Antigamente você dizia o seguinte: com a universalização, a escola pública ficou pior, porque os pobres entraram na escola, a criança não tem experiência escolar, os pais não têm experiência escolar, então você empobreceu a escola pública. Naquela época culpabilizavam os alunos. Agora, o processo é outro.
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Qualquer questão é um problema do(a) professor(a), com suas disponibilidades, com suas dificuldades. Ele(a) é o(a) grande responsável por todos os problemas que acontecem na escola. E não é bem assim, afinal existe uma quantidade de fatores que impactam a qualidade da escola pública, e nós não podemos deixar na mão do(a) professor(a) a única responsabilidade disso.
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É comum ver nas páginas dos jornais e nos discursos dos governantes a responsabilização do professorado pela insuficiência da qualidade do ensino, alegando formação deficiente, absenteísmo e falta de compromisso pessoal com a carreira. A consequência imediata é a ausência da participação dos docentes nos debates públicos e na formulação das políticas, ficando na mão dos órgãos centralizados e dos especialistas o papel de conceber e formular ações pedagógicas, relegando ao professorado o papel mecânico de aplicar tais ações.
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Mundo Jovem: Isso não compromete o papel de educador(a)?
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Sérgio Haddad: No novo cenário, eles(as) passam a ser o principal “bode expiatório” dos insucessos dos sistemas de ensino, recebendo a pecha de incompetentes e/ou descomprometidos, em grande parte do discurso de gestores e da imprensa. “Parece evidente que tal deslocamento tem a ver com a mudança no perfil socioeconômico do professorado, decorrente da massificação da escola. Ele passa a ser composto por uma parcela cada vez maior de mulheres oriundas das classes populares, com participação crescente de afrodescendentes.” (não entendi, será menos suficiente essas pessoas?)
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Diante desse cenário, impõe-se o desafio de compreender e denunciar os significados políticos e consequências pedagógicas desse processo de culpabilização dos(as) professores( as) e, principalmente, de fazer frente a ele, produzindo uma contraideologia nos marcos dos direitos humanos, da democracia e da justiça social. É fundamental desenvolver estudos, implantar políticas e apoiar iniciativas dos próprios professores e professoras que contribuam para a recriação de seu papel como educadores e servidores públicos, intelectuais, ao mesmo tempo autônomos e comprometidos com um projeto republicano de educação pública de qualidade para todos.
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Mundo Jovem: O que tem a ver a classe social e a etnia das professoras?
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Sérgio Haddad: O trabalho do professor foi feminilizando mais do que era. E mais do que isso, ele tem incorporado cada vez mais pessoas negras e pardas. São essas pessoas que estão dando conta e estão trabalhando nas escolas públicas. Por isso temos que tomar cuidado, porque nós podemos estar próximos de uma criminalização do professor que tem por trás toda uma visão machista, preconceituosa, racista, que a sociedade tem em relação ao professor.
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Mundo Jovem: E os casos de violência na escola, especialmente contra o(a) professor(a) ?
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Sérgio Haddad: As brigas na escola sempre aconteceram. Mas hoje tem a televisão que está dando uma dimensão muito grande a esses fatos. E temos que ter um pouco de cuidado com isso.
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Eu diria que a violência não é uma característica da escola, e sim de toda a sociedade. Os casos de violência na sociedade, de maneira geral, cresceram: os muros subiram, as grades subiram, o número de vigilância privada cresceu... E a escola não é imune a esse comportamento da sociedade. Cresceu a falta de respeito entre pais e filhos, mudou o tipo de relação e isso também mudou na sala de aula. Daí muda também a característica da relação de respeito com o professor. A unidade escolar é um laboratório do que está na sociedade. O aluno não está isento e isso é que a gente vê refletido na escola.
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Mundo Jovem: Você identifica um processo de mercantilização da educação?
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Sérgio Haddad: Eu acho que na medida em que os interesses privados entram na escola, você começa a ter algo que diz respeito menos ao sentido público dessa escola e mais ao que é diretamente ligado à questão privada. Um exemplo: hoje cada vez mais você vê sistemas educacionais entrarem nas redes públicas, subsídios privados, que botam apostilas, vendem aulas públicas que acompanham pelos telões, acompanhamento pela internet... E tudo isso vai criando uma visão muito própria e tirando do(a) professor(a) a capacidade de produção, de criação. É uma coisa dada, não é a experiência do(a) professor(a). Quando você tira isso da mão dele(a) e entrega para pessoas que produzem, você acaba privatizando de alguma forma o processo educacional. Você tira a ação pública desse(a) professor(a) para interesses privados de alguns deles, sob o ponto de vista da sua perspectiva pedagógica, da sua autonomia como profissional.
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Mundo Jovem: Há pesquisas que constatam que um grande número de professores sofre com problemas de saúde. A que se pode atribuir isso?
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Sérgio Haddad: É um reflexo das condições de trabalho, dessa violência etc. Talvez em nenhuma outra profissão ou em poucas profissões você tenha que ficar frente a frente com um conjunto de 30, 40 pessoas, num confronto, dando conta de algo que é de difícil realização, pressionado de fora para dentro, culpabilizado pelo seu trabalho. É natural que isso afete a pessoa. E imagino que os alunos também se sintam “pesados” com essa situação.
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Mundo Jovem: A partir das mudanças do mundo, há uma exigência que o(a) professor(a) também mude?
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Sérgio Haddad: Todo professor tem que se atualizar. Todo o processo de mudança social ou tecnológica tem que ser incorporado e o(a) professor(a) tem que ter condições de fazer isso. Se ele(a) estiver ocupado o tempo todo em dar aulas porque precisa sobreviver, vai ter dificuldade para se atualizar. Então é preciso que se deem as condições e se crie a disponibilidade para isso.
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Mundo Jovem: A valorização também passa pela remuneração. É importante estabelecer um piso salarial para o magistério?
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Sérgio Haddad: É extremamente necessário. Mesmo assim, 950 reais para o ano que vem e para 2011 representam muito pouco. E ainda assim há governantes que entram na justiça para não pagar esse piso. É de chorar...
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Mundo Jovem: A luta do professor tem sido uma luta de classe. A sociedade civil, os pais, os alunos não deveriam se engajar mais na defesa da educação e dos educadores?
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Sérgio Haddad: Essa talvez seja a grande questão: por que a luta da educação é uma luta somente do professor e do sindicato? Por que os pais não se mobilizam para isso? Pesquisas nacionais dizem que os pais estão satisfeitos com a educação. Talvez porque não tenham experiência. Hoje, de fato, as pessoas têm mais escolaridade do que antigamente. As novas gerações têm mais escolaridade do que a geração anterior, e isso já é um ganho. Talvez essa possa ser uma explicação. E acho que se a escola se abrir mais para os pais, se os pais puderem estar mais dentro dela, poderá haver maior engajamento. O próprio sindicato se fecha, não há diálogo com os pais. Teria que se estabelecer uma grande parceria com os pais.
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Mundo Jovem: Com tantas cobranças e tantas dificuldades, ser professor(a) é uma atitude heroica?
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Sérgio Haddad: Eu diria que hoje, apesar dessas condições, ser um profissional nessa área já é uma grande vitória. Quem se submete a trabalhar nessas condições que estão colocadas para o(a) educador(a)? Precisa realmente ter muita vontade de perseverar e tentar realizar o seu trabalho. E acho que grande parte dos(as) professores( as) tem essa característica.
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Mundo Jovem: Que importância teve o(a) professor(a) para você?
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  • Ignácio de Loyola Brandão, escritor. Eu não seria leitor, escritor ou cronista se não fossem algumas professoras que marcaram minha vida e me mostraram o prazer da leitura. Eram professoras incríveis, porque tinham um olhar para dentro do aluno, e isso que eu gostaria que os professores tivessem. É muito complicado, eu sei que hoje é difícil, mas olhem para cada um, mesmo aquele mais rebelde, o mais chato, o mais quieto... Alguma coisa nele tem que o leva a ser daquele jeito. Se o professor não tiver paixão pelo que faz, se não for entusiasmado, se não gostar da escola, mesmo com todas as dificuldades... Mas o que não é difícil? Tudo é difícil. Mas aquela é sua missão, aquele é seu ofício, então se jogue dentro dele, procurando transformar.
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  • Rosita Edler Carvalho, doutora em Educação pela UFRJ e escritora. Não é tarefa difícil escrever sobre a importância que os professores tiveram em minha vida. Na verdade há que falar sobre a importância que ainda têm, pois continuo como aluna, numa pós-graduação sobre neuropsicologia. Além de nos encantar com o conhecimento que possuem, professores nos estimulam a construí-los. Além de nos assombrar com o muito que há para aprender, professores nos fazem pensar e desejar. Ao pensar, fazemos uma releitura de mundo e ao desejar nos humanizamos, valorizando nossas emoções e as energias que nos impulsionam. Todas as homenagens seriam poucas, pois como educadoresque são, os professores nos ensinam a estabelecer relações com o saber. E tais relações são sempre positivas e oportunas.

23 Outubro 2009

Para Unesco, situação do professor é crítica


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Relatório aponta falhas na formação, que enfatiza pouco a relação entre teoria e prática, e falta de valorização profissional
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Quase a metade dos professores tem pais sem nenhuma escolaridade ou que chegaram apenas à 4ª série do ensino fundamental
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Num dos mais completos relatos já feitos sobre a situação do professor brasileiro, a Unesco aponta que a situação é bastante crítica, e não apenas por causa dos baixos salários.
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Além de a carreira, que emprega 2,8 milhões de pessoas no país, não ser atrativa para os jovens de maior nível socioeconômico, os alunos que ingressam em cursos de pedagogia e licenciaturas recebem uma formação que enfatiza pouco a relação entre teoria e prática.
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Eles se formam principalmente em instituições particulares, à noite, e poucos passam por atividades de estágio bem coordenadas antes de começarem a dar aulas.
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Para mostrar esse quadro complexo, as pesquisadoras da Fundação Carlos Chagas Bernadette Gatti e Elba Barretto usaram várias bases de dados sobre professores no país.
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Escolaridade
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Do questionário que é aplicado aos alunos que fazem o Enade (exame que avalia a educação superior), elas destacaram, entre outros fatos, que os universitários de cursos de licenciatura e pedagogia vêm de famílias mais pobres, com menor bagagem cultural.
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Quase metade (50,6%) tem pais sem nenhuma escolaridade ou que chegaram apenas à 4ª série do ensino fundamental. Entre alunos dos cursos de medicina, por exemplo, esse percentual é de 7,1%. Na carreira de enfermagem, a proporção é de 37,7%.
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"São jovens em ascensão social, e é preciso aproveitar o potencial deles, que buscam na universidade enriquecer sua bagagem sociocultural. Para isso, no entanto, é fundamental mexer nas grades curriculares dos cursos que formam professores, que deixam muito a desejar", diz Bernadette Gatti.
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Para chegar a essa conclusão, o relatório detalha uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas, feita com apoio da Fundação Victor Civita, que analisou a estrutura curricular e as ementas de 165 cursos de pedagogia e licenciaturas.Num trecho do relatório, as autoras destacam que as "ementas dos cursos frequentemente expressam preocupação com o porquê ensinar, o que pode contribuir para evitar que conteúdos se transformem em meros receituários, mas só de forma muito incipiente registram o quê e como ensinar.
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"A proporção de horas dedicadas a formação específica, por exemplo, não passa de 30% nesses cursos.
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"A formação é precária, com pouca ênfase na relação entre teoria e prática. E não há acompanhamento adequado dos estágios. Fazer isso de maneira benfeita tem um custo alto, pois envolve um professor designado para acompanhar cada estudante em seu projeto. Muitas faculdades privadas não estão dispostas a arcar com isso", critica a pesquisadora.
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Salário
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Célio da Cunha, assessor especial da Unesco, afirma que o relatório deixa muito evidente que a questão salarial é importante, mas que a valorização do trabalho do professor não se restringe a isso.
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"Salários, apenas, não operam milagres. De que adianta aumentar os rendimentos do professor se ele continuar a ser formado da mesma maneira?", indaga Cunha.
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Ele afirma que a dificuldade de valorizar a carreira do magistério não é um desafio apenas do Brasil. No entanto, na comparação com países desenvolvidos, os rendimentos dos professores brasileiros ficam muito abaixo de seus colegas europeus, por exemplo.
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"E o que agrava mais a situação dos professores brasileiros e de outros países menos desenvolvidos é que, na Europa, os serviços públicos de saúde e educação são de alta qualidade, o que não acontece no Brasil, onde parte da renda acaba sendo destinada a suprir essa deficiência."
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Folha de São Paulo [04OUT2009]

Confederação aponta envelhecimento dos professores e desinteresse pelo magistério


BRASÍLIA - Os professores brasileiros comemoram nesta quinta-feira o seu dia na expectativa de que a Lei do Piso Salarial Profissional, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em julho do ano passado pelo presidente da República, finalmente "pegue" e seja adotada por todas unidades da federação.
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"O grande presente que poderia ser dado aos professores neste momento é o reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal da constitucionalidade da Lei 11.738 que estabeleceu o piso nacional para os docentes", assinala Roberto Franklin Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (Cnte).
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A adoção do piso e a melhoria da carreira podem reverter o envelhecimento da profissão e o desinteresse dos mais jovens pelo magistério, acredita Leão. Segundo ele, a falta de renovação já compromete a disponibilidade de professores de matemática, química, física e biologia.
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"O salário é muito baixo. A perspectiva de fazer o percurso da carreira é muito obscura, sujeita a toda sorte de sobressaltos. O professor precisa saber o que lhe espera nesses 25 ou 30 anos que ele percorre durante a vida profissional" , aponta o presidente da Cnte.
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Roberto Leão vê no Poder Público a responsabilidade de reverter o quadro. "Se não houver por parte das autoridades responsáveis pela educação uma vontade de tornar a carreira do magistério mais atraente, nós vamos passar por dificuldades maiores do que as atuais", diz, criticando processos de avaliação dos professores baseada no desempenho dos alunos. "É injusto. Não se pode avaliar o professor pela nota que recebe o aluno sem considerar as condições de vida do estudante, a origem familiar e os espaços sociais que frequenta".
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Aos problemas da carreira do magistério, o presidente da confederação associa a violência na escola, a indisciplina e a má criação dos alunos. "A violência não é uma coisa da escola. A violência está na sociedade e a escola faz parte da realidade. Mas essa situação de violência também é sim um fator para que as pessoas pensem: 'eu ganho pouco, não tenho carreira, eu ainda vou me sujeitar a ser agredido por um menino?'", ressalta.
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Na opinião do historiador e professor da Universidade de Campinas (Unicamp), Jaime Pinsky, o magistério não tem mais prestígio e em sala de aula o professor lida com uma maior a irreverência dos alunos, "que às vezes ultrapassa os limites da educação", diz, acrescentando que em todos os níveis sociais os pais estão "terceirizando" as funções da família para a escolas e estão cobrando dos professores responsabilidades que não são suas.
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Para Leão, "a escola precisa ficar atraente para os alunos. Por mais pobre que os alunos sejam, há a possibilidade de eles estarem em contato com as novas tecnologias. Há um descompasso: enquanto os alunos são digitais, a escola é analógica".
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Jaime Pinsky avalia que o papel do professor mudou nos tempos de internet, celular e notebook. "Não cabe mais levar informação, mas relacioná-las e transformá-las em conhecimento" . Para ele, a mudança exige formação teórica mais sólida dos professores e mais leitura.
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"Em geral, os professores lêem muito pouco. Muitas vezes, utilizam os próprios manuais e livros didáticos que adotam para aprender sobre o conteúdo que precisam ministrar. Se a publicação tem falhas, ele não tem conhecimento para superar essas lacunas", afirma Pinsky. O historiador lamenta o "pacto da mediocridade" entre escola, professor e aluno. "Um finge que aprende. O outro finge que ensina. O empregador finge que paga bem".
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Perguntado em entrevista coletiva sobre os problemas de formação dos professores, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o MEC está possibilitando "acesso irrestrito" dos docentes à universidade pública. "Por isso, lançamos o Plano Nacional de Formação de Professores para que todo professor possa ter uma formação adequada. Os 50 mil primeiros professores já foram inscritos e vamos reabrir as inscrições para o primeiro semestre de 2010".
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O plano oferece formação a três perfis diferentes de profissionais: primeira licenciatura para professores que não têm curso superior; segunda licenciatura para aqueles que já são formados, mas lecionam em áreas diferentes da que se graduaram; e licenciatura para bacharéis que necessitam de complementação para o exercício do magistério. Segundo o MEC, até 2011 serão oferecidas 331 mil vagas em universidades públicas, reservadas exclusivamente pelo plano.
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Agência Brasil [15OUT2009]

18 Outubro 2009

Salário médio de professor sobe de R$ 994,00 para R$ 1.527,00


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O salário médio dos professores no País subiu de R$ 994,00, em 2003 para R$ 1.527,00 em 2008. O valor é quase R$ 600,00 maior do que a média dos trabalhadores brasileiros. O estudo, divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação (MEC), mostra, no entanto, que essa é uma realidade restrita a alguns locais do País. Em 16 Estados brasileiros, o salário do professor ainda é inferior a essa média nacional.
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O Distrito Federal, que há cinco anos já tinha o maior salário docente nacional, continua na ponta. Hoje, um professor da educação básica na capital federal, com carga horária de 40 horas semanais, recebe R$ 3.360,00 mensais - um aumento superior a 100% desde 2003.
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Outros Estados, como Tocantins e Maranhão, tiveram aumentos substanciais, apesar de ainda estarem abaixo da média nacional, com salários de R$ 1.483,00 e R$ 1.313,00, respectivamente.-Estado mais rico do País, São Paulo paga hoje, a seus professores, em média R$ 1.845,00 - contra os R$ 1.305,00 de cinco anos atrás. Pernambuco tem o pior salário e também promoveu um reajuste pequeno no período: passou de R$ 701,00 para R$ 982,00.
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Hoje, no entanto, nenhum Estado tem uma média salarial inferior aos R$ 950,00 do piso nacional do professor. No entanto, é provável que boa parte das redes municipais ainda não tenha alcançado essa faixa. O Ministério da Educação ainda não tem dados sobre isso.
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Apesar de terem um salário médio superior ao da média nacional, os professores perdem para outros profissionais quando entra na comparação aqueles com ensino superior completo ou incompleto. A média nacional de um profissional desse tipo é, hoje, de R$ 2,5 mil mensais. Para um professor, alcança apenas R$ 1.638,00.
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Em julho de 2008, os professores se tornaram a primeira categoria a ter um piso salarial nacional definido na Constituição. Pela lei, os professores da rede pública (Estados, municípios e União) não poderão receber menos do que R$ 950,00 para uma jornada de trabalho semanal de 40 horas. O piso entrou em vigor, mas os Estados e municípios que pagavam abaixo desse valor têm até 2010 para atingir o valor fixado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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A TRIBUNA DIGITAL
domingo, 18 de outubro de 2009

Senado aprova projeto que reserva vagas em universidades para professores


Educadores da rede pública poderão cursar magistério ou licenciatura. Apreciado na comissão de Educação, projeto seguirá para a Câmara Robson Bonin do G1, em Brasília.
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A Comissão de Educação do Senado aprovou nesta terça-feira (13) projeto de lei que pretende garantir vagas nas universidades federais a professores da rede pública de ensino. Apreciada em caráter terminativo, a matéria ainda deve passar por ajustes finais na própria comissão para, em seguida, ser encaminhada à Câmara. Se for aprovado pelos deputados, o texto será encaminhado para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Elaborado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), o projeto estipula uma parcela de 20% das vagas para professores em cada universidade. Se o número de educadores for superior à cota, cada instituição de ensino poderá adotar critérios de seleção das vagas. Para ter direito à cadeira, o professor concursado precisa ter no mínio três anos de atividade. Os candidatos poderão optar pelos cursos de licenciatura ou magistério.
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"Esse projeto vai representar um reconhecimento à categoria, justamente na véspera do Dia Nacional do Professor. Apresentei esse projeto em 2003. Desde então, ele chegou a ser arquivado, nós reapresentamos e agora, depois de um bom tempo, ele foi aprovado", comemora Cristovam.
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A líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), também comemora a aprovação do projeto. A catarinense lembra que há uma parcela significativa de professores que ainda não tem diploma de ensino superior. "O MEC tem diversos programas para melhorar o nível de capacitação dos professores”.
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Esse tema é muito importante, porque influencia diretamente na melhoria da educação no país", avalia Ideli. Por ter sofrido modificações, a matéria aprovada nesta terça, ainda terá de passar por uma segunda votação de análise final de redação na próxima terça-feira (20). Nesse período, os integrantes da comissão ainda poderão apresentar emendas.
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Portal G1

05 Outubro 2009

Valeu pela decência, Mercedes Sosa!!!

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03OUT2009 - 74 ANOS

04 Outubro 2009

O mundo não tem mais dono da verdade, diz Lula

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o mundo não tem mais nenhum "dono da verdade" porque "todo mundo senta à mesa, com muita humildade, querendo aprender, querendo saber como é que vai fazer para lidar com a crise econômica, para lidar com o sistema financeiro, redefinir o papel do Estado". "Isso é o que explica o sucesso do G-20", disse, no programa semanal de rádio "Café com o Presidente". De acordo com Lula, a reunião da cúpula das 20 maiores economias do mundo, em Pittsburgh, Estados Unidos, na semana passada, da qual participou, teve três "conquistas".
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A primeira, afirmou, é que o G-20 será o grande fórum para debater a economia do mundo, substituindo o G-8 (Grupo dos 7 e Rússia). A segunda é a ampliação da participação das nações emergentes no Fundo Monetário Internacional (FMI). "Nós reivindicamos 7%, e nós passamos para cinco. Qualquer negociador sabe que quem reivindica sete e conquista cinco, é uma vitória extraordinária", disse. A terceira conquista, segundo ele, foi o acréscimo da participação dos emergentes nas cotas do Banco Mundial (Bird) em 3%. "A gente queria ter uma participação de 6%, na véspera, à noite, do encontro, o Obama disse que não era possível negociar o Banco Mundial, que não tinha acordo. O que aconteceu no dia seguinte é que de manhã nós conseguimos fazer com que aumentasse a participação dos emergentes em 3%", disse.

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Lula lembrou também o discurso de abertura que fez na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. "Foram três mensagens. Primeira, a questão da crise econômica mundial; segunda, a questão do clima; terceira, a questão da governança global. Ou seja, são três assuntos que estão na ordem do dia, três assuntos que o mundo inteiro está discutindo e três assuntos que interessam ao Brasil."

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Países pobres
Ao falar sobre a Segunda Cúpula dos Países da América do Sul com os Países da África, em Isla Margarita, na Venezuela, da qual participou em seguida, o presidente declarou que, para ele, ir a uma reunião de países ricos e depois a um encontro das nações mais pobres foi "uma lição de vida".

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"Foi um momento de glória, ter participado, durante uma semana inteira, do G-20, que reúne os países mais ricos, e ter saído do G-20 e vir participar do encontro dos mais pobres."

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Para o presidente, a ida a dois encontros tão diferentes permitiu "compreender melhor que é preciso ter uma nova ordem mundial, que é preciso a gente cuidar de concluir o acordo da Rodada de Doha, na OMC (Organização Mundial do Comércio), que é preciso ter mais política de transferência de tecnologia para os países pobres, que é preciso fazer com que a miséria seja extirpada do mundo, com a colaboração dos países ricos".

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Lula considerou ainda que essa "união" entre América do Sul e África é uma "coisa extremamente rica" para mudar a geografia comercial e política. "Quem viver mais alguns anos vai perceber que vai mudar a situação da governança mundial, a partir da relação que nós estabelecemos com o mundo árabe, com os países da América Latina, Caribe, Caricom (Comunidade do Caribe), e com o continente africano. Ou seja, é uma nova lógica: nós somos a maioria dos países do mundo. Portanto, nós temos que utilizar essa força nas decisões da governança global", ressaltou.

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Reuters - SET2009

03 Outubro 2009

Professores sofrem violência sem medida

Vólia Bonfim Cessar (Juíza do Trabalho)
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Os parcos salários, o sentimento de desvalorização do trabalho, a falta de respeito dos alunos contra os professores, pois retiram sua autoridade em sala de aula, a ingerência dos pais na atividade acadêmica, além de outros fatores, têm levado professores a adoecerem física e psicologicamente.
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A esses fatos acresça-se a violência urbana que ocorre principalmente nas áreas de risco da cidade, como troca de tiros, sequestros, invasões e assaltos, locais onde alguns professores passam todos os dias. Sofrem paralelamente com a falta de concessão de férias, com a ausência de intervalo, com o excesso de trabalho, o atraso no pagamento dos salários, a constante ameaça de despedida, as reuniões obrigatórias fora do horário de trabalho, a discriminação de crença feita por colégios de religião diversa, as agressões verbais ...
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Tais atos conjugados ou não entre si constituem assédio moral ambiental, pois o meio ambiente em que está inserido lhe é perverso e agressivo. Cabe ao patrão, às autoridades públicas, aos alunos e aos pais o dever de impedir tal prática.
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Assédio é o termo utilizado para designar toda conduta que cause constrangimento psicológico ou físico à pessoa. Já o assédio moral é caracterizado pelas condutas abusivas praticadas pelo empregador ao empregado que afetam o estado psicológico do trabalhador. Normalmente, refere-se a um costume ou prática reiterada da empresa.
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O assédio horizontal ou ambiental ocorre quando a vítima é exposta a situações constrangedoras, estressantes, humilhantes ou inoportunas pelos colegas ou por terceiros (no caso, alunos e pais de alunos). A vítima é hostilizada com investidas, provocações, violência, agressões, atos desrespeitosos, atos ilegais e piadas de forma a caracterizar alta nocividade no ambiente de trabalho. Os atos praticados quase sempre têm o intuito de prejudicar, pressionar ou desestabilizar a vítima.
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O empregador coloca em xeque a auto-estima do empregado, a confiança em seu trabalho e sua competência. Esse passa a acreditar que é o causador dos problemas, que executa um péssimo trabalho, sem serventia a qualquer um. Algumas vezes sente-se perseguido e isolado. É comum o empregado assediado pedir demissão, aposentar-se, afastar-se para tratamento por problemas psicológicos, psiquiátricos ou lançar-se às drogas. A depressão é apenas uma das conseqüências do assédio moral ambiental.
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Se o assédio tornar insuportável a continuidade da relação de emprego, o trabalhador (no caso, o professor) poderá aplicar justa causa no patrão (art. 483 da CLT) e romper o contrato. Também é possível propor ação trabalhista (Justiça do Trabalho) contra o empregador para pedir que cesse o assédio por ele praticado ou permitido e, se desejar, também pode postular o pagamento de uma indenização por danos morais, com base no artigo 5º, V e X da Constituição Federal e artigos 186, 927 do Código Civil. Nestes casos, cabe ao Judiciário impor gravosas penalidades e robustas indenizações para inibir e punir o assediador.
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O empregador coloca em xeque a auto-estima do empregado e sua competição.
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artigo publicado em 21/9/2009 no Jornal do Brasil


"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?".

Encaminhado pela Profª Ana Elusa

06 Setembro 2009

TV SENADO ''NOVA JORNADA DE TRABALHO'' 28/08/2009

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JORNAL DA CÂMARA - ''DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA'' 31/08/2009


EDUCAÇÃO - União, estados e municípios podem ser obrigados a realizar gestão democrática nas escolas públicas
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A Comissão de Educação e Cultura aprovou, na semana passada, o Projeto de Lei 4483/08, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9.394/96) o dever de municípios, estados e o Distrito Federal aprovarem leis específicas para regulamentar a forma como a comunidade escolar e a comunidade local vão participar da administração do ensino e para estruturar os conselhos de escola. Atualmente, essas normas são definidas por regulamentos dos executivos municipais ou estaduais. A proposta ainda prevê a criação, também por meio de leis municipais, estaduais ou distritais, conforme o caso, de órgãos de instância superior em cada circunscrição - o Conselho de Representantes dos Conselhos de Escola, a ser formado por representantes dos conselhos de escola. O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
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Democratização - O relator da matéria na comissão, Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), considera positiva a proposta de tornar obrigatória a aprovação de lei pelos entes federados para definir as regras para a gestão democrática nas escolas. “A idéia é muito boa, porque promove discussão e decisão mais democrática para a regulamentação [da própria gestão democrática]”. Ele lembrou que atualmente o funcionamento dos conselhos escolares é regido por documentos administrativos.
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- Emendas - O deputado, porém, alterou o texto original por meio de emendas. Ele mudou a regra que previa que os conselhos escolares seriam formados por representantes eleitos pela equipe técnica, corpo docente, demais servidores ou empregados e corpo discente das respectivas escolas. “O mais democrático, e que vem sendo praticado, é a representação dos trabalhadores da escola (direção, professores, especialistas e demais servidores) e também dos pais e estudantes (em alguns casos incluem-se membros da comunidade local), eleitos pelas respectivas categorias”, afirmou.
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Paulo Rubem Santiago ainda trocou o termo “conselhos de escola”, proposto por Luiz Erundina, por “conselhos escolares”, mantendo a denominação já usada hoje. No caso do Conselho de Representantes dos Conselhos de Escola, o relator propõe o termo “Fórum dos Conselhos Escolares”.

TV SENADO - ''ESCOLA EM TEMPO INTEGRAL'' 31/08/2009

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01 Setembro 2009

SENADO - "COLAPSO ENERGÉTICO JUSTIFICA 100 MIL ANOS DE PERIGO EM POTENCIAL"

MARCO ZERO DE ANGRA 3
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MEC - Avaliação do Ensino Superior


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Apenas 1% das universidades avaliadas pelo MEC obtém conceito máximo de qualidade - Agência Brasil
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Apenas 21 entre as 2 mil instituições de ensino superior avaliadas em 2008 pelo Ministério da Educação (MEC) obtiveram nota máxima no Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC). O indicador, que foi divulgado pela primeira vez no ano passado, atribui notas às faculdades e universidades, levando em consideração a qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação. De acordo com a pontuação, as instituições são classificadas em faixas que vão de 1 a 5.
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Entre as universidades com a maior avaliação (IGC 5), 11 são públicas e dez privadas. A nota mais alta ficou com a Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (Ebape), do Rio de Janeiro, que é particular. O Instituto Tecnológico da Aeronáutica, que é federal, ficou com o segundo lugar, seguido pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), estadual. Em último lugar no ranking (com IGC 1), está a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais de Maceió (FAMA), que é privada.
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De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, o IGC foi criado para subsidiar o trabalho das comissões que fazem as avaliações in loco nas instituições. Se a visita confirmar as condições inadequadas da oferta de ensino nas instituições que obtiveram IGC 1 e 2, elas podem sofrer sanções que incluem o descredenciamento.
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"Dependendo da gravidade da situação, ela pode ter o número de vagas reduzidos nos cursos deficientes, a suspensão temporária ou definitiva do processo seletivo e, em último caso, o descredenciamento da instituição", explicou.
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O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernando, ressaltou que as medidas de saneamento só são aplicadas se a visita in loco confirmar o IGC 1 ou 2.
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"Independente dos aspectos de regulação, o IGC tem uma função fundamental que é orientar o público sobre a qualidade do ensino oferecido em cada instituição", ponderou.
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Do total das instituições avaliadas, 884 (44%) obtiveram IGC 3, considerado razoável. Dezoito instituição ficaram com IGC 1 e 570 com IGC 2, considerados ruins, o que representa quase 30% do universo de entidades avaliadas.Mais de 300 instituições ficaram sem conceito porque não houve participação mínima dos alunos de alguns cursos no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). A nota da prova é um dos fatores que compõem o Conceito Preliminar de Curso (CPC), utilizado para o cálculo do IGC. O CPC também leva em conta as chamadas "variáveis de insumo", que consideram corpo docente, a infraestrutura e o programa pedagógico.
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Fonte: Jornal Estado de Minas

AÍ VEM A UNILA...

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UNILA - Universidade Latino-Americana: uma universidade sem fronteiras
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A UNILA visa promover, pelo conhecimento compartilhado, a integração regional solidária e um projeto latino-americano apto a enfrentar os desafios do século XXI. A missão da futura Universidade é formar pesquisadores e profissionais que pensem o presente e o futuro da América Latina integrada, nas áreas das Ciências, Engenharias, Humanidades, Letras, Artes, Ciências Sociais e Aplicadas. Com um projeto político-acadêmico bilíngue (português-espanhol) inter e transdisciplinar, que visa a articulação entre a graduação, a pós-graduação e as linhas de pesquisa, a pluralidade de ideias e o estímulo à reflexão serão constantemente fomentados.
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Dados Básicos sobre a UNILA
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- A Universidade estará localizada tríplice fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai, na cidade de Foz do Iguaçu (Brasil).
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- O futuro campus tem projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer e será construído em área de 38,9 hectares doada por Itaipu Binacional.
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- A instituição atenderá a dez mil alunos, entre estudantes brasileiros e dos demais países as América Latina.
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- O corpo docente será formado por especialistas brasileiros e dos demais países latino-americanos. Serão 250 professores efetivos e 250 professores visitantes.
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Pré-sal, novo marco econômico para Cubatão


Perspectivas são grandes para o município, também na indústria naval
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"Além da movimentação e do refino dos combustíveis, e dos próprios recursos derivados da exploração da camada pré-sal, Cubatão deve crescer também no fornecimento de equipamentos de apoio, notadamente a indústria naval. O município apresenta condições excepcionais de localização e insumos para o desenvolvimento da construção e reforma de embarcações de apoio à exploração offshore", afirmou a prefeita de Cubatão, Marcia Rosa de Mendonça Silva, que acompanhou nesta segunda-feira (31/8) em Brasília o lançamento do marco regulatório do petróleo.
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Mesmo sem as definições relativas à partilha dos recursos obtidos pelos municípios próximos às áreas de exploração da Bacia de Santos, a prefeita se disse bastante otimista, lembrando que ainda recentemente, durante visita à Refinaria Presidente Bernardes Cubatão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia lembrado a luta para que fossem feitas no Brasil as plataformas de exploração petrolífera, entendendo ainda que a região merece a instalação de estaleiros, pela sua importância econômica e logística.
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Na mesma visita, em 12 de maio, o presidente havia prometido atender, no marco regulatório agora lançado, a um apelo da prefeita cubatense, definindo que uma parte dos lucros com a exploração da camada pré-sal fosse empregada para solucionar dois problemas não resolvidos no século XX.
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"É para cuidar da educação e combater a miséria no país", disse Lula então, completando: "A Petrobrás é uma empresa brasileira, onde o governo tem ações e poder de decidir questões estratégicas. Não temos que pensar apenas no valor unitário de uma plataforma, mas também na distribuição de renda, na obtenção de conhecimento tecnológico, no aumento do consumo interno. É com orgulho que posso dizer: nós vencemos essa parada", pois o Brasil já está construindo embarcações de diversos portes, reaquecendo as atividades da indústria naval.
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Para a prefeita, Cubatão reúne as condições ideais de espaço, localização e infra-estrutura industrial para a instalação de um complexo industrial naval, já que grande parte do aço empregado pelos estaleiros brasileiros sai em chapas produzidas em Cubatão, e ter estaleiros ao lado da siderúrgica reduziria o custo desse material, que geralmente é dos mais significativos numa embarcação. Além disso, esse parque industrial teria acesso direto ao mar, ao principal porto brasileiro de carga geral (Santos), situando-se ainda no centro da área de exploração representada pela Baía de Santos, o que facilita igualmente a realização de reparos.
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Para Cubatão, as perspectivas são muito auspiciosas, não apenas pela potencialidade do crescimento, gerando uma nova era de desenvolvimento para a região, mas principalmente pelo grande potencial de criação de novos empregos, diretamente ou nos empreendimentos complementares, resgatando assim uma dívida que o Brasil tem para com a comunidade que apoiou o surgimento do pólo industrial que transformou o país.
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Texto: Carlos Pimentel Mendes – 31/AGO/2009
Deptº Imprensa – Pref. Municipal de Cubatão

30 Agosto 2009

Senadores querem dedicação exclusiva para professor da educação básica


Depois de aprovar a lei que institui o piso salarial nacional para o magistério (Lei 11.739/08), o Senado quer agora ampliar os mecanismos de valorização do professor da educação básica. O propósito é a criação de incentivos para professores que se dediquem exclusivamente ao ensino. Esse é o objetivo, por exemplo, de projeto (PLS 4/08) que garante salários equivalentes a pelo menos 70% da remuneração de docentes das universidades federais para professores da educação básica com dedicação exclusiva e com a mesma qualificação.
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Em termos práticos, um professor da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) com doutorado, por exemplo, ganharia no mínimo R$ 4.550, já que um colega em uma universidade federal recebe R$ 6.500 assim que ingressa na carreira como doutor.
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Aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), a proposta poderia já estar na Câmara, mas um recurso à decisão da comissão - com base na resistência do governo ao projeto dos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Augusto Botelho (PT-RR) - remeteu ao Plenário a decisão final sobre o assunto.
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O relator, senador Gerson Camata (PMDB-ES), considera injusto que a remuneração na educação básica seja um fator de desmotivação dos professores.
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- O magistério brasileiro apresenta graves distorções salariais, uma vez que as remunerações são maiores na educação superior, que atrai os melhores quadros, até pelo conforto no trato com um público adulto e maduro. O sistema atual, perverso por natureza, reserva à educação básica os profissionais menos qualificados - reclama Camata.
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Restrições
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O Ministério da Educação, no entanto, por meio da coordenadora-geral de Formação de Professores da Secretaria de Educação Básica, Helena Costa Lopes de Freitas, comunicou que não considera a proposta viável, por não ter como financiá-la. Segundo ela, o governo tem dificuldades até mesmo para pagar o piso nacional para os professores da educação básica, que foi questionado na Justiça.
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Na opinião de Cristovam Buarque, porém, o financiamento é uma questão de definição das prioridades nacionais. Para ele, primeiro deve-se discutir o mérito da proposta para, então, buscar os recursos para implementá-la.
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Em outra proposta, já aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e que está na pauta de votação da CE, Cristovam também prevê o incentivo à dedicação exclusiva como forma de tornar os salários mais atrativos. O projeto (PLS 320/08) cria o abrangente Programa Federal de Educação Integral de Qualidade para Todos, para escolas estaduais e municipais, com uma Carreira Nacional do Magistério da Educação de Base. Esta teria como base o Plano de Carreira de Magistério do Ensino Básico do Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, que é federal e hoje paga os melhores salários entre as escolas públicas.
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Mesmo favorável ao projeto, a relatora na CCJ, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), apresentou emenda para tornar o projeto autorizativo, já que a iniciativa da proposta deveria ser do Executivo.
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Valorização do professor é condição para qualidade
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Relatório de ciclo de debates realizado pela CE e apresentado pelo senador Cristovam Buarque à Presidência do Senado em fevereiro de 2007 aponta que os esforços para melhorar o ensino no Brasil têm que passar pela valorização do professor, ou seja, pela melhoria da remuneração desse profissional.
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De acordo com o documento, os 2 milhões de professores da educação de base estão desmotivados "pela má remuneração, pela degradação do espaço de trabalho, pela falta de equipamentos e pelo resultado insatisfatório do seu esforço".
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A impossibilidade de atrair profissionais bem qualificados e a falta de motivação dos que estão nas escolas impedem, então, a melhoria dos padrões educacionais como um todo.
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- O Brasil só será um país educado quando, ao nascer uma criança, seus pais desejem que ela tenha a profissão de professor da educação básica. Hoje, o magistério chega a ser visto como atividade secundária. A definição de um padrão mínimo para salário e formação do professor é um passo fundamental. A revolução educacional só ocorrerá se o magistério atrair os quadros mais brilhantes - propõe Cristovam.
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Para isso, o relatório defende que sejam definidos padrões nacionais de salário, formação e dedicação do professor, nos moldes do que ocorre com as empresas estatais, com concurso público nacional. A medida combateria a grande diversidade de salários, pagos pelos diferentes gestores educacionais, nos estados e municípios.
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- O caminho é a definição de padrões nacionais para todas as 164 mil escolas públicas, independentemente da cidade onde estejam. Hoje, o resultado dessa diversidade é que a criança brasileira tem seu futuro condenado, em função da cidade onde tiver nascido ou viva - afirma o senador.
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(A íntegra da reportagem estará disponível na edição semanal do Jornal do Senado a partir das 21h, no endereço
www.senado.gov. br/jornal).
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João Carlos Teixeira/ Jornal do Senado

Regras para concursos federais


Novas regras para concursos ainda geram dúvidas
Paula Takahashi – Jornal Estado de Minas (29AGO2009)
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O primeiro passo foi dado. Os concursos públicos finalmente contam com uma legislação específica – o Decreto 6.944, divulgado no Diário Oficial da União (DOU) no início da semana, que regulamenta as seleções no Executivo em âmbito federal. Dez decretos, que vigoravam antes, foram revogados e os procedimentos para a organização dos concursos públicos serão unificados. Mas, apesar do avanço na busca pela transparência do setor, especialistas na área, proprietários de cursos preparatórios e os próprios concursandos veem falhas nas novas regras e acreditam que muita coisa acabou ficando de fora. A polêmica está lançada.
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Um dos pontos questionados é o direito de nomeação do candidato aprovado dentro do número de vagas oferecidas. O assunto não foi discutido na nova legislação, mas para Sylvio Motta, editor de concursos da Campus/Elsiver e diretor do curso Companhia dos Módulos, não haverá consenso sobre a questão. "Há casos e casos. Existem situações de dificuldade orçamentária da instituição que impedem a convocação, portanto, deve haver uma avaliação individual da situação", afirma. Sobre o tema, os candidatos têm uma grande aliada, a Justiça. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já deu parecer favorável para candidatos aprovados em concurso que não foram convocados e abriu precedente para decisões semelhantes.
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Mas esse é apenas um dos pontos do Decreto 6.944 que incomodam os especialistas. A possibilidade de abertura de seleção para formação de cadastro de reserva, mesmo em casos considerados excepcionais, é amplamente criticada. "É um processo altamente frustrante para o candidato", avalia Motta. Para Maria Thereza Sombra, diretora executiva da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), esse tipo de seleção deveria ser abolido. "Casos excepcionais, sem deixar claro quais seriam, não podem acontecer", acrescenta.
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Se antes a definição das taxas de inscrição eram complicadas, agora estão ainda piores. "Normalmente, a média de cobrança era de um percentual de 2,5% a 5% da remuneração inicial do cargo, mas agora ficou em aberto. Pode ser qualquer valor, desde que se justifique como necessário para suprimento dos custos do concurso, o que dá mais insegurança e abre a possibilidade de enriquecimento ilícito das bancas", avalia José Wilson Granjeiro, diretor-presidente do Gran Cursos.
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Para a advogada Marcela Armond Cota, que se prepara para o concurso do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG), além do valor, falta definir regras em relação à taxa de inscrição. "No caso de concursos que mudam a data da prova, como já aconteceu comigo, o candidato deveria ter opção de reaver o valor pago. Muitas vezes, a prova acaba coincidindo com a de outras seleções e temos que optar por uma delas e, com isso, perder o dinheiro", afirma.
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Outro aspecto em discussão é o prazo entre a divulgação do edital e a realização da prova. "Ainda não é o ideal, mas já houve muito avanço. Antes variava entre 30 e 45 dias, mas a nossa reivindicação é que sejam 90 dias", avalia Maria Thereza. A mesma opinião é compartilhada pelos demais especialistas ouvidos.
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Segundo Sylvio Motta, para se alcançar maior transparência nos processos de seleção, é fundamental o estabelecimento de uma lei federal de abrangência nacional para definir os princípios básicos para licitação das bancas examinadoras. "O decreto não contemplaria essa decisão, que teria que vir por lei federal, mas é uma medida de extrema importância. Hoje, é muito obscura a definição da banca que será responsável pela seleção. Ninguém sabe os critérios utilizados", afirma. O Decreto 6.944 passou a valer desde o dia de sua publicação, em 24 de agosto. Todos os editais publicados depois desse período ficam sujeitos às novas regras.
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VEJA O QUE DIZ O DECRETOO - que muda...
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- O Ministério do Planejamento é responsável pela autorização de concursos do Poder Executivo, exceto aqueles para as carreiras de advogado da União, procurador da Fazenda Nacional, procurador federal, defensor público e diplomata.
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- O cadastro reserva será autorizado apenas em situações excepcionais, para atividades administrativas, de apoio técnico ou operacional.
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- O pedido de autorização para abertura de seleção deve incluir previsão de data para nomeação dos aprovados.
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- O Ministério do Planejamento poderá autorizar a nomeação de 50% mais aprovados do que o número de vagas, desde que as nomeações extras aconteçam dentro do período de validade do concurso.
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- Prazo de 60 dias entre a publicação do edital e realização da primeira prova do concurso. Mas o órgão poderá diminuir esse período mediante justificativa.
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- Informações sobre prazos, número de vagas e conteúdo programático são obrigatórias no edital de abertura.
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- Avaliações práticas, psicotécnicas e provas orais passam a ser consideradas como etapas do concurso.
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- A prova oral ou defesa de memorial deverá ser realizada em sessão pública e gravada para efeito de registro e avaliação.
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- A realização do exame psicotécnico será limitada à detecção de problemas psicológicos que possam vir a comprometer o exercício das Atividades inerentes ao cargo. É vedada a realização do exame para avaliação vocacional ou de quociente de inteligência (QI).
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- O valor cobrado na taxa de inscrição será fixado em edital levando-se em consideração os custos estimados para a realização do concurso. Além disso, deverão constar as possibilidades de isenção de taxa.
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- Foram fixados limites para a homologação de classificados: seleções com mais de 30 vagas poderão divulgar lista com o dobro do número de aprovados em relação ao número de postos indicados no edital.
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Pontos polêmicos.
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- Os candidatos aprovados continuam sem a garantia de nomeação dentro do número de vagas oferecidas.
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- O prazo de 60 dias entre a divulgação do edital e a realização da primeira prova é visto como um avanço, mas é considerado insuficiente. O ideal seria ampliar para 90 dias, mas ao contrário disso, ficou um brecha para redução do período.
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- A definição do valor da taxa de inscrição ficou ainda mais vaga. Agora, as bancas terão plena autonomia para o estabelecimento dos valores.
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- Concursos para formação de cadastro reserva ainda são condenados e muitos especialistas da área consideram que deveriam ter sido abolidos.
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O que ficou de fora.
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- O estabelecimento de regras claras e transparentes que defina os princípios básicos para a licitação das bancas examinadoras.
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- O estabelecimento de que, caso o edital sofra alterações, o prazo de 60 dias volte correr a partir da publicação das mudanças.
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- Dar publicidade ao nome dos membros da banca examinadora para aumentar a transparência da seleção.
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- Estabelecer o prazo para recurso do candidato, assim como a avaliação do pedido por uma banca superior, que não aquela responsável pela organização do concurso.
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Fontes: Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), Gran Cursos, Maurício Trigueiro e Companhia dos Módulos
Legislação para concursos melhorou
Paula Takahashi - Estado de Minas
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Não é só de brechas e polêmicas que se resume o Decreto 6.944. Na avaliação de alguns especialistas, houve um grande avanço na legislação. "Antes, o que havia eram vários decretos que mais confundiam que ajudavam", afirma José Wilson Granjeiro, diretor-presidente do Gran Cursos.
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A possibilidade de nomeação de 50% mais aprovados do que o número de vagas também é considerada uma conquista. "É altamente positivo, pois é uma forma de combate à terceirização da mão de obra. Antes, a pessoa que era convocada e pedia exoneração deixava sua vaga em aberto. Vagas que, frequentemente, eram preenchidas por funcionários não concursados. Agora a situação é diferente", acrescenta o editor de concursos da Campus/Elsiver e diretor do curso companhia dos Módulos, Sylvio Motta.
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Vantagem também para os concursandos que serão submetidos às provas orais e exames psicotécnicos. "Muitas vezes, o psicotécnico é uma prova desvirtuada, já que utiliza avaliações de quociente de inteligência (QI) para aprovação. Agora não. A avaliação será utilizada para detectar problemas psicológicos que possam comprometer o exercício da função no órgão público", avalia Motta.
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A possibilidade de gravar a prova oral dará mais segurança para o candidato, que terá condições de recorrer da decisão. "Mas, tanto para o caso do psicotécnico quanto da prova oral, tem que haver uma banca superior para atender ao recurso, uma segunda instância", ressalta Maria Thereza Sombra, diretora executiva da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac).
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A expectativa é que essa primeira medida do governo para criar normas para as seleções do funcionalismo público seja ampliada. "Criamos um estatuto específico para concurso público, já que o decreto não trata apenas dessa questão. Esse é apenas um dos pontos abordados. O que precisamos é de uma legislação exclusiva do segmento, para levar mais segurança aos candidatos", avalia Maria Thereza. Para Granjeiro, a uniformização das seleções deve contemplar as decisões judiciais já tomadas.

25 Agosto 2009

CÂMARA - ''TECNOLOGIA AEROESPACIAL''

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CÂMARA - ''40 HORAS DE TRABALHO POR SEMANA''

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SENADO - ''TOLERÂNCIA''

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CÂMARA - ''Escola em tempo integral''

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África quer US$67 bi por ano contra aquecimento global

Por Tsegaye Tadesse (EFE, 23AGO2009)
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ADIS ABEBA (Reuters) - Líderes africanos pedirão aos países ricos 67 bilhões de dólares por ano para mitigar os efeitos do aquecimento global no mais pobre dos continentes, segundo proposta à qual a Reuters teve acesso nesta segunda-feira.
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Dez líderes mantêm discussões na sede da União Africana, na capital etíope, para buscar uma posição comum que seja levada à cúpula climática de dezembro em Copenhague.
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Especialistas dizem que a África contribui pouco para a poluição responsável pelo aquecimento, mas deve ser a região mais atingida por secas, inundações, ondas de calor e elevação do nível dos mares caso a mudança climática não seja controlada.
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A proposta, que ainda deve ser aprovada pelos dez líderes, diz que a falta de coordenação entre os governos do continente tem sido um sério entrave à capacidade da África para participar das negociações climáticas.
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"A equipe de negociação precisa ser apoiada com o peso político no mais alto nível no continente, para garantir que a voz africana a respeito das negociações da mudança climáticas seja tratada com a seriedade que merece," disse o documento.
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Há alguns meses, o primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, pediu aos países ricos que compensem a África pelo aquecimento, alegando que a poluição no Hemisfério Norte pode ter causado as desastrosas ondas de fome no seu país na década de 1980.
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Em maio, um estudo encomendado pelo Fórum Humanitário Global, de Genebra, disse que os países pobres podem arcar com mais de 90 por cento dos efeitos humanos e econômicos da mudança climática.
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Os 50 países mais pobres do mundo, no entanto, contribuem com menos de 1 por cento das emissões globais de dióxido de carbono, o principal dos gases do efeito estufa, segundo o relatório.
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A África, segundo esse estudo, é a região mais ameaçada, e 15 dos 20 países mais vulneráveis ficam no continente. O Sul da Ásia e pequenos países insulares em desenvolvimento também estão bastante ameaçados.
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Os países pobres querem que os ricos assumam metas mais ambiciosas de redução das emissões de gases do efeito estufa e que transfiram dinheiro e tecnologia para ajudar na mitigação das mudanças climáticas nas nações em desenvolvimento.

Brasil e Peru discutem integração energética

O andamento dos projetos para a construção de seis usinas hidrelétricas no Peru foi o principal tema do encontro sobre integração energética e estudos de viabilidade para a interconexão elétrica.

O evento aconteceu na última sexta-feira (6), no Rio de Janeiro, e contou com a participação do ministro de Minas e Energia do Brasil, Edison Lobão, e seu colega peruano, Pedro Sanchez. Os ministros, acompanhados do presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz, e do superintendente de Operações no Exterior da empresa, Sinval Gama, além de técnicos dos dois países (foto), discutiram aspectos técnicos, normativos e regulatórios dos empreendimentos hidrelétricos, que deverão gerar cerca de 6 mil MW, com custos envolvidos da ordem de US$ 15 bilhões, e poderão ser implantados em parceria por brasileiros e peruanos .

Também foi discutido no encontro a avaliação do Plano de Trabalho dos estudos de interconexão elétrica – firmado em abril, no Acre – e o andamento do cronograma. Ainda foi avaliado o andamento das ações do convênio de integração energética, assinado em maio de 2008. A Eletrobrás estuda os projetos por meio de um acordo de cooperação técnica com empresas privadas brasileiras. “Nós temos projetos com o Peru, assim como temos com a Argentina, com o Uruguai e assim por diante. E a Eletrobrás está no centro desses estudos”, afirmou Lobão, acrescentando que, na reunião, houve avanços na negociação, mas ainda serão necessários outro s encontros até que os detalhes do acordo sejam definidos, o que deve ocorrer até o fim do ano.

Os estudos de empreendimentos no Peru envolvem além da construção de hidrelétricas, a construção de linhas de transmissão. Inambari é o projeto mais avançado, com previsão de conclusão dos estudos de viabilidade no final deste ano. Após o encontro do Rio, os dois países esperam avançar no detalhamento do projeto, do modelo a ser utilizado para a construção das usinas e de como a energia gerada será usada. A expectativa é que as unidades entrem em operação em 2015, com um modelo inicial de cessão de 20% da energia para o Peru e os demais 80% para o Brasil.

Pravda - 18AGO2009

Inclusão digital prevê três mil telecentros em todo país

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Num ponto remoto do País, a Reserva Extrativista do Alto Juruá, no Acre, numa comunidade de pouco mais de 1 mil habitantes, cerca de 60 pessoas acessam a internet diariamente. Trata-se de um dos dez telecentros implantados pelo Ministério do Meio Ambiente numa região onde o fornecimento de eletricidade tem hora marcada e o acesso à rede mundial de computadores só é possível via satélite.
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No Acre, 10 postos atendem a populações tradicionais, comunidades ribeirinhas e reservas indígenas em localidades próximas à fronteira com o Peru.A experiência implantada na primeira reserva extrativista homologada do País, poderá ser estendida a mais 300 localidades em 56 unidades de conservação. Elas fazem parte de um projeto do Governo Federal que prevê a instalação de mais três mil telecentros em vários estados. Recursos da ordem de R$ 250 milhões serão liberados para os ministérios envolvidos no programa de inclusão digital.
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O grupo de trabalho, coordenado pela Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (Saic) do MMA , tem reunião marcada para o próximo dia 19. O Ministério do Planejamento deverá lançar os primeiros editais para instalação dos telecentros até o final de setembro. As novas unidades vão se somar às cinco mil já existentes. A prioridade para o Ministério é atender às populações dentro e no entorno de unidades de conservação. No município de Marechal Taumaturno, no Acre, funcionam dez desses centros em UCs.
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Além do atendimento às populações isoladas e que dependem de atividades econômicas nas UCs e suas proximidades, os telecentros funcionam como ponto de apoio, facilitando a comunicação estratégica com as unidades. A proposta do MMA inclui uma plataforma de comunicação estratégica para auxiliar tanto os gestores dos parques quanto os agentes ambientais, parceiros na fiscalização e preservação dos parques e reservas extrativistas. O ICMBio está finalizando a lista de UCs prioritárias para receber os novos telecentros.
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O GTI deverá articular as ações para a instalação dos três mil telecentros previstos, mas o MMA instituirá, também, um comitê de caráter permanente formado por representantes da Saic, da Secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O comitê será responsável pela gestão dos telecentros em atividade e pela otimização do uso dos telecentros para o fortalecimento das ações do MMA, como gerenciamento de recursos hídricos, educação ambiental, conservação e uso sustentável da biodiversidade.
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Fonte: MMA - 18AGO2009

23 Agosto 2009

Carlos Minc defende energia limpa para o Brasil

Em audiência pública que durou mais de cinco horas, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ser contrário ao aumento da utilização do carvão como matriz de energia térmica ou outras fontes que venham a "sujar" a matriz brasileira. Ele ressaltou que o Brasil tem uma matriz energética limpa e precisa estimular a produção de energia renovável. O debate foi realizado nesta quinta-feira (13) na Comissão de Serviços de Infraestrutura para discutir o processo de licenciamento ambiental das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Respondendo ao senador Gilberto Goellner (DEM-MT), Minc disse que para desestimular o uso do carvão e do óleo diesel como fontes de energia térmica o ministério vem tomando medidas legais que obrigam as indústrias siderúrgicas a compensarem tal uso. O tema causou polêmica, disse o ministro, o que levou o ministério a estabelecer um processo de negociação e a minimizar as exigências até que seja alcançado um consenso. O ministro salientou a necessidade de apresentar alternativas energéticas, como de origem eólica ou hídrica, para que os empreendedores possam modificar a fonte energética para outras mais ecológicas.

Carlos Minc também disse ser favorável à utilização de hidrovias para transportar mercadorias e passageiros. Por provocação da Agência Nacional das Águas (ANA), enfatizou, os Ministérios de Minas e Energia, dos Transportes e do Meio Ambiente decidiram tratar os licenciamentos ambientais de forma integrada com o objetivo de criar procedimentos unificados quanto à eletricidade e a hidrovias no que diz respeito a projetos envolvendo eclusas.

O ministro disse ainda que o Brasil não precisa plantar cana-de-açúcar em áreas de preservação ambiental, como o Pantanal ou na Amazônia, uma vez que há terras suficientes para a produção de etanol. Se a produção se der em áreas de preservação ambiental, salientou, outros países podem usar isto contra o Brasil e estabelecerem barreiras comerciais para prejudicar o país.

Para conter o desmatamento na Amazônia, o ministro do Meio Ambiente também defendeu a regularização das terras naquela região. Em sua avaliação, a falta de titulação das propriedades provoca conflitos fundiários pela posse das terras, bem como dificulta a ação do governo, tanto para punir os responsáveis por crimes ambientais, como para oferecer crédito aos produtores. Minc informou que o objetivo do ministério é liberar 300 mil títulos de propriedade em três anos.

Pré-sal
Carlos Minc alertou que a exploração de petróleo na camada pré-sal libera taxas de dióxido de Carbono (CO2) em índices até cinco vezes maiores que os campos normais. Para explorar a reserva, enfatizou, o Brasil terá de investir em tecnologias para captura e estocagem do CO2.
- O pré-sal é uma riqueza que reverterá para o lado social, mas isso não pode ser acompanhado pela explosão de CO2 - observou.

Lixo
Respondendo a questionamento do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), Carlos Minc explicou que a prática de países desenvolvidos de enviarem lixo para países em desenvolvimento é antiga por ser este um método barato. O custo para tratar o lixo na Europa, informou, é cerca de US$ 250 por tonelada, enquanto que para enviá-lo a países sul-americanos ou africanos é de US$ 50. Os Estados Unidos, a Bélgica, a Itália e a Inglaterra, relatou, já enviaram lixo para o Brasil, inclusive lixo químico.

- Já temos dificuldade de tratar do nosso lixo; só falta termos de tratar do lixo, seja domestico ou químico, dos outros países - disse o ministro, ao lembrar que o Brasil está desempenhando um papel importante ao não tolerar o recebimento de lixo estrangeiro, o que alertará outros países, especialmente os africanos.

Quanto à importação de pneus usados, preocupação levantada pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o ministro ressaltou que, diferente do envio de lixo, a atividade era legal antes da proibição do Supremo Tribunal Federal. Tais pneus, explicou, eram destinados a empresas de reciclagem. O ministro apelou ao Congresso Nacional para que aprove a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, "que ajudará a tratar os resíduos sólidos no Brasil".

Já em relação ao lixo nuclear, o ministro afirmou que "não já solução definitiva". Os países colocam esse material em contêineres isolados e os enterram em lugares com estabilidade geológica para não correr o risco de haver vazamentos, onde fica guardado por centenas de anos. Minc disse que o Brasil precisa construir destinações de longa duração, segundo ele, mais seguras do que o método usado atualmente, que é a manutenção dos resíduos em piscinas ao nível do mar.

Iara Farias Borges/Agência Senado
13/08/2009 - 16h37

19 Agosto 2009

Projeto do pré-sal segue para Congresso


Ter, 18 Ago, 06h50

BRASÍLIA (Reuters) - O governo vai encaminhar o projeto de regulamentação da exploração do petróleo localizado na camada pré-sal ao Congresso em até duas semanas, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira.

Durante solenidade de inauguração de obras em Nova Iguaçu (RJ), Lula disse, ainda, que parte dos recursos do pré-sal serão direcionados a projetos de erradicação da pobreza, de educação e de ciências e tecnologia.

"Nós vamos criar um fundo desse petróleo para que a gente possa resolver três coisas nesse país", afirmou Lula em discurso, ao introduzir as prioridades de investimentos.
"A semana que vem, ou na outra, vamos mandar para o Congresso a lei regulando (o pré-sal), e nós vamos poder transformar este país."

Ao defender os gastos em ciência e tecnologia, Lula salientou a importância de o Brasil exportar produtos de maior valor agregado.
"Hoje, um país é considerado grande não se a gente exporta minério de ferro, ou café, ou suco de laranja. É importante exportar isso, mas o que dá mais divisa para o país é a gente exportar conhecimento, a inteligência."

(Reportagem de Isabel Versiani)

Presidente do México quer aliança energética com o Brasil


Dom, 16 Ago, 06h40
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RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do México, Felipe Calderón, expressou neste domingo seu interesse em uma aliança entre as estatais petrolíferas de seu país e do Brasil para ampliar a capacidade de produção de hidrocarbonetos de ambos os países. O presidente mexicano visitou as unidades da Petrobras.
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Calderón, que se reuniu com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, ressaltou que a estatal brasileira triplicou sua produção desde a década de 1990 e está perto dos 2,5 milhões de barris por dia do México. No entanto, a produção da Pemex no período caiu em 600 mil barris, comprometendo as receitas do país.
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O México realizou uma reforma da indústria petrolífera, permitindo investimentos privados limitados, enquanto o Brasil abriu muito mais. "Não posso deixar de mencionar que a Petrobras, quase uma das maiores empresas do mundo ... realizou uma mudança estrutural importante", disse Calderón, apontando os avanços de pesquisas tecnológicas e exploração da estatal brasileira.
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O presidente destacou que enquanto a Petrobras conseguiu perfurar na área norte-americana do Golfo do México a 10 mil pés, a Pemex chegou a apenas 3 mil na região mexicana.
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Calderón, que nesta segunda-feira se reunirá em Brasília com presidente Luiz Inácio Lula da Silva, insistiu em um acordo mais profundo em relação aos pactos atuais entre a Petrobras e a Pemex. "Meu interesse específico é primeiramente uma aliança entre a Petrobras e a Pemex, mas sobretudo uma aliança entre o Brasil e o México, para ampliar a capacidade produtiva de ambos os países para o benefício de nossos povos e da região", afirmou.
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A produção de petróleo é fundamental para os cofres dos dois países e Calderón ressaltou que o petróleo equivale praticamente a 40 por cento de toda a receita pública de seu país.
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(Reportagem de Julio Villaverde)

13 Agosto 2009

PROFISSIONAIS DESUNIDOS OUVEM QUALQUER ABOBRINHA

"Professores brasileiros precisam aprender a ensinar"
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Para economista norte-americano, é preciso supervisionar o que ocorre na sala de aula no Brasil; problema também afeta escola particular - Letícia Moreira/Folha Imagem
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Martin Carnoy durante entrevista em São Paulo fala sobre estudo em que compara os sistemas de educação do Brasil, Chile e Cuba
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Maria Cristina Frias/ Roberta Bencinida
Reportagem Local
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"POR QUE alunos cubanos vão tão melhor na escola do que brasileiros e chilenos, apesar da baixa renda per capita em Cuba?"
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A pergunta norteou estudo do economista Martin Carnoy, professor da Universidade Stanford, que filmou e mensurou diferenças entre atividades escolares nos três países. No Brasil, o professor encontrou despreparo para ensinar e atividades feitas pelos alunos sem controle.
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"Quase não há supervisão do que ocorre em classe no Brasil."
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Para ele, o problema também atinge a rede particular. "Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá."
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Carnoy sugere filmar o desempenho dos professores. "Não basta saber a matéria. É preciso saber como ensiná-la."
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Ele esteve no Brasil na semana passada para lançar o livro "A Vantagem Acadêmica de Cuba", patrocinado pela Fundação Lemann.
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FOLHA - O que mais chamou a sua atenção nas aulas no Brasil?
MARTIN CARNOY - Professoras contratadas por indicação do secretário de Educação do município, que dirigem a escola e vão lá de vez em quando; 60% das crianças repetem o ano, e professoras pensam que isso é natural porque acham que as crianças simplesmente não conseguem aprender. Fiquei impressionado, o livro [didático usado na sala de aula] era difícil de ler. Precisaria ter alguém muito bom para ensinar aquelas crianças com ele. Ficaria surpreso se qualquer criança conseguisse passar [de ano]. Vi escolas na Bahia, em Mato Grosso do Sul, em São Paulo, no Rio... [entre outros].
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FOLHA - Qual a metodologia do estudo?
CARNOY - Como economista, usei dados macro para explicar as diferenças entre os países nos testes de matemática e linguagem. Fizemos análises com visitas a escolas e filmamos classes de matemática e analisamos as diferenças entre as atividades em classe. Há uma grande diferença, pais cubanos têm renda baixa, mas são altamente educados, em comparação com os do Brasil. O estudo foi finalizado em 2003 e depois comparamos Costa Rica e Panamá. Na Costa Rica, há coisas engenhosas, aulas com duas horas, em que se pode realmente ensinar algo. Supervisionar a resolução de problemas de matemática e, principalmente, discutir resultados e erros. Os alunos cubanos têm aulas acadêmicas das 8h às 12h30. Depois, almoço. Voltam às 14h e ficam até as 16h30, quando têm uma sessão de TV por 40 minutos. A seguir, artes e esportes, mas com o mesmo professor.
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FOLHA - Ter o mesmo professor durante quatro anos (como os cubanos) é uma vantagem? CARNOY - Quatro anos, pelo menos. Mas os alunos não mudam de um ano para outro. No Brasil, se alunos e professores mudam muito de escola, como fazer isso? Se a ideia é tão boa, se funciona, deveríamos fazer algo para que pelo menos professores não mudassem tanto.
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FOLHA - Qual a sua avaliação sobre a proposta da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo que vincula o aumento de salário à permanência do professor na mesma escola e à aprovação em testes?
CARNOY - Sugeri ao secretário Paulo Renato que acrescentasse um teste: filmar o professor, como no Chile. Professores de outra escola avaliam os videoteipes. Professores podem ser bons nos testes, mas péssimos para ensinar. Se você tiver um professor experiente que foi bem ensinado a ensinar e teve um bom desempenho com os alunos, a diferença é visível em relação a uma pessoa sem experiência, como eu. Profissionais que viram as fitas disseram que há grande diferença entre o professor cubano e o brasileiro.
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FOLHA - A Secretaria da Educação pretende oferecer curso de treinamento de professores de quatro meses. Em Cuba, dura 18 meses, para o nível médio. O que é importante num treinamento?
CARNOY - [Em Cuba] São oito meses para a escola fundamental. Mas são para os professores que não foram à faculdade. Você deve se lembrar que houve escassez de professores, com o incremento do turismo, que atrai pelo pagamento em dólares. Tiveram de produzir muitos professores, muito rapidamente. Então, pegaram os melhores estudantes do ensino médio e lhes ofereceram cinco anos de universidade nos finais de semana. O que é importante nesses cursos de treinamento é ensinar como dar o currículo, como ensinar matemática. O Estado deve estabelecer padrões claros, como na Califórnia. Isso é o que tem de ser ensinado em matemática no terceiro ano. No Chile, há um currículo nacional, mas não ensinam aos estudantes de pedagogia como ensinar o currículo.
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FOLHA - O sr. dá muita importância ao diretor...
CARNOY - E também à supervisora, que em muitas escolas no Brasil não fazem nada, não entram em sala. Em Cuba, diretores e vice-diretores ou supervisoras assistem às aulas. Nos primeiros três anos de serviços de um professor, eles entram muito, ao menos duas vezes por semana. São tutores que asseguraram que a instrução siga o método e o nível requeridos pelos padrões estabelecidos.
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FOLHA - Os bônus a professores, como ocorre no Estado de São Paulo, são um bom caminho? CARNOY - Não há boas evidências de que esse sistema de estímulo funciona. O modelo usado em São Paulo, em que todos os professores ganham mais dinheiro se a escola atingir a meta, pode funcionar. Tentaram isso na Carolina do Sul, no final dos anos 80. Foi um grande sucesso por poucos anos e, depois, deixou de sê-lo porque não houve mais melhora. Eles só atingiram um certo limite e não conseguiram mais progredir. Há o efeito inicial do esforço e depois, quando as pessoas têm que saber melhor como aprimorar o desempenho dos alunos, nada acontece. E não existe mais na Carolina do Sul. O que tem sido feito, em geral, nos EUA não é bônus, mas punição. Se a escola fracassa em atingir a sua meta em três anos, como na Flórida, os estudantes podem receber vouchers e frequentar escolas particulares, em vez de públicas. A forma como estão fazendo em São Paulo não é a melhor. Eles medem neste ano como a segunda série aprende e, no próximo, quanto a segunda série aprende. Mas não os mesmos alunos. Escolas pequenas têm mais chance de receber bônus do que grandes. Se a escola cai, não há punição. Só não recebe bônus. Não estou defendendo punição, só digo que eles [bônus] são mal mensurados. Você pode fazer como em São Paulo, mas não dar bônus todo ano, e sim a cada dois anos. E aí poderá ver o que se ganhou com os alunos que se mantiveram na escola e ter as médias, mas com as mesmas crianças através das séries. O problema da falta de professores é mais grave porque é sobretudo um absenteísmo autorizado, não é ilegal. Em Cuba, professores e alunos faltam pouco. É tudo controlado.
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FOLHA - Melhorar o ensino público provocaria uma avanço na educação como um todo, inclusive nas escolas particulares?
CARNOY - Pais de escolas de elite pensam que estão dando ótima instrução aos filhos, mas fariam melhor se os colocassem em uma escola pública de classe média do Canadá. Mesmo os melhores docentes brasileiros são menos treinados do que os de Taiwan. Os melhores professores no Brasil têm em média desempenho abaixo da média do professorado de países desenvolvidos. Investir e melhorar a escola pública, que é a base de comparação dos pais, elevaria o resultado das melhores escolas particulares também. Professores são bons em pedagogia, mas não no conhecimento a ser ensinado. Não treinam muito matemática e não sabem como ensiná-la.
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FOLHA - O que do modelo cubano não pode ser transposto considerando que Cuba vive sob ditadura?
CARNOY - Há, de fato, uma falta de criatividade [no ensino]. Não se pode questionar, ser contra a Revolução. Mas as crianças sabem que estão aprendendo o esperado. São bons em matemática, sabem ler bem e aprendem muita ciência, mesmo nas escolas rurais ou de bairros urbanos de baixa renda. O Brasil tem a capacidade de enfrentar esses problemas [ter crianças bem nutridas, com bom atendimento médico]. Por que em uma sociedade com uma renda per capita que não é tão baixa não se faz isso? Acho que tem de ser construído um sistema de supervisão, com pessoas capazes de ensinar e treinar novos professores a ensinar. Os professores no Brasil estudam muito linhas de pedagogia e menos como ensinar. Podem esquecer tudo aquilo de Paulo Freire, um amigo. Devem ler sua obra como exercício intelectual, mas queremos que professores saibam ensinar.
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FOLHA - Não é possível conciliar na América Latina bom ensino com autonomia, democracia? CARNOY - A melhor escola é a que tem professores com democracia. Mas temos de ter um acordo de quais são os nossos objetivos. Tony Alvarado é um supervisor em Manhatan que trocou metade dos professores e dos diretores para melhorar a qualidade das escolas. Ele disse aos professores: "Este é o programa. Vão implementá-lo comigo ou não? Têm uma semana para pensar. Se não quiserem, são livres para sair".
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FOLHA - No Brasil seria mais difícil...
CARNOY - Seria muito mais fácil! Um quarto do professorado muda de escola todo ano! Em Nova York, não se demitiu. Alvarado mandou-os para outros bairros. Precisa, no início, de um certo autoritarismo. Porque alguém tem de dizer o que fazer no início. E depois, sim, há uma democracia. Os diretores devem se preocupar com os direitos das crianças. Em Cuba, é o Estado. Aqui, os sindicatos de professores preocupam-se com os direitos dos associados - e estão em certos em fazê-lo. Mas e as pobres crianças que não têm sindicatos para defender seus direitos à educação?
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Yahoo-groups Educação - 13AGO2009

12 Junho 2009

SENADO - EDUCAÇÃO: CASO DE SEGURANÇA NACIONAL 10JUN2009

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SENADO - MARINA SILVA CONTRA GRILEIROS DA AMAZÔNIA 05JUN2009

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07 Junho 2009

SENADO - MAIS RESPONSABILIDADE

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26 Maio 2009

PRÉ-SAL, BIOCOMBUSTÍVEIS E OLIMPÍADAS

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CPI DA EDUCAÇÃO - SUSPENSA

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CAFÉ COM O PRESIDENTE E COM MINISTRO HADDAD - ENSINO TÉCNICO

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SENADO - ANALFABETISMO NO BRASIL

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24 Maio 2009

TOQUE DE RECOLHER - 10MAIO2009


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Na antiga Grécia, Esparta preparava seus jovens para serem bons soldados a fim de servir às cidades espartanas. Atenas, por sua vez, dava preferência a instruir seus jovens, para além da guerra, em conhecimentos como: música, esportes, letras, artes e matemática.

O que importa perceber é que o jovem na Grécia Antiga, a mesma que deu bases para a cultura ocidental, estava nas mãos do Estado, preparado por ele, para servir a ele, para ser usufruído pelo coletivo.

Aqui no Brasil, segundo mapas do IBGE, após a década de 1980, houve uma evasão crescente das mulheres para trabalharem fora do lar, no intuito, certamente, de ajudar seus companheiros nas despesas da família.

Embora este quadro já demonstre uma leve inversão, o fato é que, bem ou mal, as mães que eram a base fundamental das famílias, passaram a estar ausentes para trabalhar. Não é difícil prever um longo período de afirmação desta condição, visto que hoje, após o processo de emancipação feminina que perdurou pelo menos 100 anos, as mulheres não devem querer abandonar suas carreiras para reassumir os lares, mas antes, reafirmar sua nova condição de independência, pleiteando neste exato momento, melhorers cargos e salários.

E os filhos destes casamentos? Avós, tios, vizinhos, empregadas, babás, televisores, vídeogames, traficantes etc. Quem fica com nossas crianças? Escola em tempo integral???

O certo é que, a partir do momento que se assume deixar seu filho nas mãos de outra pessoa, corre-se o risco de não estar dedicando a ela a atenção e os valores que acreditamos certos. Se queremos nossa independência profissional deixando nossos filhos para alguém cuidar, que seja então alguém que o encaminhe para os deveres e direitos comuns, como as famílias o faziam antigamente.

Estamos num momento de escolher que sociedade queremos para nossos próximos anos: uma sociedade em que a base é realmente a família, ou uma sociedade em que o Estado tenha maior responsabilidade sobre os cidadãos.

Se o último caso for uma escolha, que estruturemos o Estado para tamanha responsabilidade. O toque de recolher daquelas cidades do noroeste paulista, faz parte da segunda opção, e tenho certeza: qualquer professor entende que liberdade demais, sem responsabilidades, sem limites, gera como retorno pessoas sem responsabilidades e sem limites, certamente, cidadãos que o mundo dos nossos netos não há de merecer.

Paulo Sergio Teixeira

05 Maio 2009

MEC quer trocar matérias por áreas temáticas


A intenção é eliminar a atual divisão do conteúdo em 12 disciplinas no ensino médio e criar quatro grupos mais amplos
Proposta será discutida hoje pelo Conselho Nacional de Educação; União planeja incentivos financeiros para obter adesão dos Estados

FÁBIO TAKAHASHI - Folha de São Paulo

O Ministério da Educação pretende acabar com a divisão por disciplinas presente no atual currículo do ensino médio, o antigo colegial. A proposta do governo é distribuir o conteúdo das atuais 12 matérias em quatro grupos mais amplos (línguas; matemática; humanas; e exatas e biológicas).
Na visão do MEC, hoje o currículo é muito fragmentado e o aluno não vê aplicabilidade no programa ministrado, o que reduz o interesse do jovem pela escola e a qualidade do ensino.

A mudança ocorrerá por meio de incentivo financeiro e técnico do MEC aos Estados (responsáveis pela etapa), pois a União não pode impor o sistema. O Conselho Nacional de Educação aprecia a proposta hoje e amanhã e deve aprová-la em junho (rito obrigatório).

O novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que deverá substituir o vestibular das universidades federais, será outro indutor, pois também não terá divisão por disciplinas.
Liberdade
Segundo a proposta, as escolas terão liberdade para organizar seus currículos, desde que sigam as diretrizes federais e uma base comum. Poderão decidir a forma de distribuição dos conteúdos das disciplinas nos grupos e também o foco do programa (trabalho, ciência, tecnologia ou cultura).

Assim, espera-se que o ensino seja mais ajustado às necessidades dos estudantes.
O antigo colegial é considerado pelo governo como a etapa mais problemática do sistema educacional. Resultados do Enem mostram que 60% dos alunos do país estudam em escolas abaixo da média nacional.
O governo Lula pretende que já no ano que vem, último ano da gestão, algumas redes adotem o programa, de forma experimental. No médio prazo, espera que esteja no país todo."A ideia é não oferecer mais um currículo enciclopédico, com 12 disciplinas, em que os meninos dominam pouco a leitura, o entorno, a vida prática", disse a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar.
Está previsto também o aumento da carga horária (de 2.400 horas para 3.000 horas, acréscimo de 25%).
"A mudança é positiva. Hoje, as disciplinas não conversam entre si", afirmou Mozart Neves, membro do Conselho Nacional de Educação e presidente-executiv o do movimento Todos pela Educação."
A análise de uma folha de árvore, por exemplo, pode envolver conhecimentos de biologia, química e física. O aluno pode ver sentido no que está aprendendo", disse Neves.
A implementação, no entanto, será complexa, diz o educador. "Precisa reorganizar espaços das escolas e, o que é mais difícil, mudar a cabeça do professor. Eles foram preparados para ensinar em disciplinas. Vai exigir muito treinamento. "
O MEC afirma que neste momento trabalha apenas o desenho conceitual. Não há definição de detalhes da implementação ou dos custos.
O relator do processo no conselho, Francisco Cordão, disse que dará parecer favorável. "Talvez seja preciso alguns ajustes. Mas é uma boa ideia. Hoje o aluno não vê motivo para fazer o ensino médio."

17 Abril 2009

[AVALIAÇÃO ANTI-CHUPIM...]

MEC propõe concurso único para professor



Clipping Educacional - Agencia Estado SÃO PAULO - O Ministério da Educação vai entrar em uma área até agora intocada pelo governo federal: a seleção de professores para a educação básica. Em comum acordo com os secretários estaduais de Educação, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) apresentou uma proposta de concurso nacional para contratação de professores, tanto para as redes estaduais quanto municipais. O primeiro pode ocorrer já no segundo semestre deste ano, se houver adesão. A proposta não é que o MEC faça a seleção no lugar dos governos locais, mas prepare a prova que será usada nos concursos, o que criaria um padrão mínimo nacional. "Nós discutimos há muito tempo a qualidade da formação do professor. Uma das formas de influenciar essa qualidade seria por meio dos concursos, mas muitos municípios afirmavam que é caro desenvolvê-los", explica Maria Auxiliadora Rezende, presidente do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed).

Os secretários de Educação não só aprovam a medida, como pretendem ir além. Vários manifestaram ontem, na reunião do Consed, a intenção de usar a prova com os professores já na ativa, em avaliações de desempenho para determinar promoções. A presidente do Consed explica que a avaliação de desempenho para promoção já está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), mas é feita burocraticamente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

16 Março 2009

Obama minimiza disputas no G20; discute crise com Lula

Sáb, 14 Mar, 07h34
Por Jeff Mason

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou neste sábado sugestões sobre um racha no G20 e assegurou à China que seus investimentos nos Estados Unidos estão seguros após encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também abordou as relações com a América Latina.

Obama e Lula discutiram a crise econômica mundial e falaram sobre preparativos para a próxima reunião dos presidentes do G20, que ocorrerá em 2 de abril na Inglaterra. O presidente dos EUA, no entanto, afirmou durante o encontro na Casa Branca,que são falsas as sugestões de uma divisão no G20.

"Não posso ser mais claro em dizer que não há lados", disse Obama a repórteres ao comentar uma aparente tensão entre países europeus e os EUA sobre a ênfase que deve ser dada a gastos públicos ou regulação para enfrentar a crise financeira global.

Classificando a questão de um "debate artificial", Obama disse que não há um maior defensor da necessidade de uma reforma da regulação financeira do que ele próprio.

Obama também tentou passar segurança à China, que expressou preocupação na sexta-feira que os enormes gastos fiscais dos EUA e taxas de juro próximas a zero possam erodir o valor do grande volume de títulos norte-americanos detidos pelo país asiático.

"Há uma razão pela qual, mesmo no meio dessa enorme crise econômica, você tenha visto uma elevação no fluxo de investimentos aqui nos Estados Unidos", afirmou. "Acho que é um reconhecimento que a estabilidade não apenas do nosso sistema econômico mas também de nosso sistema político é extraordinária."
"Não apenas o governo chinês, mas todos os investidores podem ter absoluta confiança na solidez dos investimentos nos Estados Unidos."

COMÉRCIO, TENSÃO COM ETANOL

Lula afirmou ter dito a Obama que eles devem trabalhar para retomar a chamada Rodada de Doha, embora reconheça que possa ser difícil num momento de crise econômica.
"Eu acho que na crise econômica é mais difícil a gente concluir o acordo. Mas acho que a conclusão do acordo pode ser um dos componentes para aliviar da crise os países mais pobres do mundo”, disse o presidente Lula.
Obama, por sua vez, afirmou estar comprometido a atenuar as diferenças que impediram que um acordo fosse alcançado.
"Pode ser difícil para nós finalizar acordos comerciais em meio a uma crise como esta, embora nós tenhamos nos comprometido a sentar com os nossos parceiros brasileiros para encontrar caminhos para diminuir as distâncias na Rodada de Doha e em outros potenciais acordos comerciais".
Obama reconheceu que as tarifas norte-americanas sobre as importações de etanol para os Estados Unidos têm sido "uma fonte de tensão" que não irá mudar da noite para o dia.
Os produtores brasileiros de etanol não estão satisfeitos com a tarifa de importação de 0,54 centavos de dólar para cada galão de etanol exportado do Brasil para os EUA. Os produtores norte-americanos de etanol, que recebem subsídios do governo dos EUA, temem que as importações de etanol inundem o mercado norte-americano prejudicando assim os seus negócios.
"Com o tempo, a fonte de tensão pode ser resolvida", disse Obama, sem indicar se haveria uma diminuição das tarifas norte-americanas de importação do etanol, que devem vigorar até 2010.
Lula espera um avanço nas relações com a América Latina e que os Estados Unidos terminem com o longo embargo comercial imposto a Cuba, bem como uma reaproximação com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, um dos críticos mais ferozes de Washington.
"O presidente Obama tem uma posição única e excepcional para melhorar sua relação com a América Latina", afirmou Lula.
Obama disse que pretende visitar o Brasil em breve e afirmou em tom de brincadeira que os Republicanos apoiariam também tal visita, caso ele se perdesse na Amazônia.
(Reportagem adicional de Paul Simao e Tom Dogget)

África pede ajuda ao G20 para minimizar os efeitos da crise no continente

Presidente tanzaniano Jakaya Kikwete, convocou a África a enviar uma mensagem clara para a reunião do G20, as grandes potências económicas do mundo, para ajudar a atenuar os efeitos da crise financeira mundial no continente.
Numa conferência realizada em Dar es Salaam organizada conjuntamente pelo Governo da Tanzânia e o Fundo Monetário Internacional, Kikwete disse que a crise “É o maior perigo para o desenvolvimento do continente africano na história recente”.

“Ameaça reverter o trabalho árduo e os ganhos socio-económicos conseguido pelos países africanos nas últimas décadas. No entanto a África tem silenciado quanto ao assunto”.
Ele disse ainda que a conferência ofereceu uma oportunidade única para a África para expressar a sua voz.

PRAVDA 11MAR2009

China e Rússia devem reforçar a cooperação para garantir a estabilidade e multi-polaridade









China e Rússia devem reforçar a cooperação para garantir a estabilidade e multi-polaridade do mundo, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês nesse sábado.

As Federações Russa e Chinesa, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, desempenham um grande papel nesta matéria disse Yang Jiechi.

Jiechi disse que a política da China em relação a Rússia irá se desenvolver em quatro sentidos, em 2009: intercâmbio mútuo a nível superior, reforço energético e científico-tecnológico, diplomacia e intercâmbio cultural, bem como a cooperação no seio das organizações internacionais, incluindo os BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China).

Brasil, Rússia, Índia e China são os grandes jogadores na arena internacional. Enfrentam desafios semelhantes, têm oportunidades de desenvolvimento conjunto, e estão fazendo uma contribuição para garantir a paz e a estabilidade na região, disse o ministro chinês.
PRAVDA/09MAR2009 - Timofei BYELO

Senador norte-americano quer fazer aliança energética com o Brasil [...]

Qui, 12 Mar, 01h52
WASHINGTON, EUA (AFP)
O senador americano Dick Lugar apresentou nesta quinta-feira um projeto de lei que propõe uma aliança energética entre os Estados Unidos e a América Latina, centrada principalmente no Brasil, por sua grande produção de biocombustível na região, informa um comunicado oficial.
Lugar propõe destinar 109 milhões de dólares para os primeiros projetos, que incluem um mecanismo regional para debater temas energéticos e "evitar a manipulação política do comércio do petróleo", segundo o comunicado.

O projeto também defende estudar o potencial e as necessidades de energias renováveis de todos os países da área, "com ênfase particular na ajuda aos países mais pobres da região que também dependem do petróleo estrangeiro".

A colaboração em termos de biocombustíveis que Estados Unidos e Brasil lançaram em março de 2007 deveria ser ampliada, sugeriu o senador, lembrando que Barack Obama prometeu durante a campanha eleitoral uma "Aliança Energética das Américas".

"Uma aliança energética forte dos Estados Unidos e Brasil representaria uma oportunidade para construir um novo marco político e econômico, sem os ditados unilaterais do passado", acrescenta o texto.

O senador por Indiana também propôs um sistema de compra e venda de cotas de carbono para ajudar a preservar a floresta tropical.

15 Março 2009

LEILÃO NACIONAL DE ENERGIA EÓLICA: UM PONTO A MAIS PRA TODOS NÓS

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SISTEMA GOVERNAMENTAL BRASILEIRO NAS ONDAS DA INTERNET: "ESTAMOS OBSOLETOS"

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NOVO PRESIDENTE DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO DO SENADO NACIONAL: FLÁVIO ARNS

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NA TERRA DOS PAPAGAIOS, OS PROTOGENISMOS SÃO ATITUDES RARAS

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11 Março 2009

A CRUCIFICAÇÃO DO ANO

Ao se debater em escândalos e contra-escândalos à moda tupiniquim, nos vemos atordoados em meio a um labirinto que se forma por conselho das velhas representações que insistem em se articular. Bem verdade é que tais articulações mais se parecem com um bote calculado por serpentes, que esperam a poeira baixar para se manifestar à hora certa, quando as mentes esfriam. Mas tudo é derradeiro, presumo, porque, "...quer queira, quer não, o jumento é nosso irmão..." e, além, disso "...o que não derruba, fortalece!".
Tais interseções estão surgindo no que mais parece um ato de desespero, mostrado, no entanto, sob máscaras surreais de uma uma ordem ultrapassada, há tanto estabelecida, e que tende a mostrar uma pseudo-segurança em seus modos de controle. São incríveis os descarados: no meio das propostas da reforma tributária, em todo despropósito desta ridícula razão tacanha e podre, já acabam por argumentar: "...será que vocês não ententem, seus pregos? Nós somos necessários! Vocês vão ter que nos engolir..."
Quem se lembra porque Protógenes se arriscou tanto em colocar a mão no vespeiro? Porque a sacanagem era explícita! Ele não se melindrou: acreditou, tomou a frente e se atirou com relativo apoio das instâncias oficiais. Ao cidadão comum, mais parecia uma final de Corinthians e Palmeiras. Uns torciam, enquanto outros diziam: "...tá vendo? Não dá pra acreditar!... É sempre assim que as coisas acabam neste país...".
Mexeram com banqueiros, políticos sedentos de poder, e com a suprema ordem nacional (que diga-se de passagem, francamente, não dá pra saber pra que lado faz pesar a balança). São seres que vivem lá em outro mundo; o mundo do ricos intocáveis (porque... - e apesar de tudo... - assim os legitimamos).
Agora com o aparato da imprensinha, a saber: a "revista veja", um dos braços representativos dessa ordem tacanha e elitista do nosso país, nos vemos de novo num furdúncio e em uma nova necessidade intransferível de estabelecimento de posição, de outra postura. Só que desta vez, o papo é global - e como dizia meu amigo Abel: "e não tem nada a ver com a TV Globo" -, mas com uma série de circunstâncias políticas, econômicas e, inclusive, climáticas, que vem, certamente, borbulhando os ânimos num caldeirão de interesses que, mais uma vez sobre o Brasil, parece novamente ultrapassar os limites do nosso território.
Caceta!!! Seria uma nova reação contra o retorno dos velhos comunistas à tona? Ou seria a porra de uma esbórnia ameaçadora dos norte-coreanos e outros xiitas de plantão? Mas, que fria! Seria o fantasma da 3ª Guerra Mundial, atômica, de novo???
Protógenes, enquanto esmiúçam o que vocês tinham que investigar mesmo, e promovem um espeto inspetorado de suas ações, saiba que nada é em vão, alguma coisa sempre fica. Muita gente já sacou quem é quem neste circo (com todo respeito aos palhaços profissionais), e mesmo te abafando a razão, alguém olhou melhor, e por si só, isso já serviu. Além de tudo, não esqueça que ainda tem um montão de corinthiano trabalhando e o Ronaldo também vem aí... Muita calma nessa hora.
Paulo S. Teixeira

09 Março 2009

NOVA CRUZADA DA EDUCAÇÃO

Lei de Responsabilidade Educacional (LRE) está em discussão no Congresso - Rosângela Bittar escreve para o "Valor Econômico": Quase 25 anos depois de uma grande cruzada parlamentar em defesa da Educação, representada na luta do senador capixaba João Calmon, já falecido, para aprovar emenda constitucional que obrigou União a aplicar 13% e Estados e Municípios 25% em manutenção e desenvolvimento do ensino, inicia-se este ano uma nova iniciativa também parlamentar neste campo. A autoria é praticamente consensual e multipartidária, existem já escritos e apresentados pelo menos cinco anteprojetos de lei, mas na liderança do movimento, que criou seus alicerces na Comissão de Educação da Câmara, está a deputada goiana Raquel Teixeira (PSDB): trata-se de instituir a Lei de Responsabilidade Educacional (LRE). Tendo como parâmetro a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e como meta conseguir, na Educação, os resultados que a lei fiscal obteve no controle dos gastos públicos e expectativa de seu equilíbrio, os deputados envolvidos na nova campanha conseguiram o apoio da Unesco (órgão das Nações Unidos para Educação, Ciência e Cultura) e de várias instituições que atuam no setor e representam profissionais e especialistas da comunidade educacional.
Há, já em tramitação, um projeto básico, o 247/2007, do deputado também goiano Sandes Junior (PP), que propõe a criação da Lei de Responsabilidade Educacional. Este incorporou vários outros com o mesmo teor, entre os quais se destaca uma proposição do então deputado mineiro Paulo Delgado (PT) que, não tendo sido reeleito para a atual legislatura, teve agora seu projeto encampado pelo deputado matrogrossense Carlos Abicalil (PT). Os deputados Raul Henry (PMDB-PE), Marcos Montes (DEM-MG) e Carlos Souza (PP-AM) também já sugeriram seus textos, e todos eles sob a mesma justificativa. Defendem, uma vez que já existem recursos financeiros que podem ser suficientes para a execução de uma política educacional séria, a adoção de medidas que levem à melhor gestão desses recursos, com mais resultados qualitativos. Em todos os projetos, cuja apreciação se iniciou na Comissão de Educação, por onde transitaram os parlamentares que se interessaram pelo assunto, há destaque para os riscos da leniência com a omissão e o desperdício dos recursos, além, e principalmente, da impunidade. Alegam os deputados terem ciência de que "milhões de crianças deixam de receber a merenda escolar por falta de recursos desviados pra outros projetos e atividades". Dizem que pelas mesmas razões escolas não são construídas ou conservadas e os professores permanecem recebendo como remuneração e velha miséria, da qual já se queixaram em prosa, verso e protesto. "O risco dessa irresponsabilidade social pública com a educação brasileira é o recrudescimento do analfabetismo, da evasão escolar e do abandono da escola, entre outros sérios e irremediáveis estrangulamentos na organização e desenvolvimento da educação básica". Os dispositivos constitucionais e as leis disponíveis exigem instrumentos que os tornem eficazes, e entre esses tem que estar, sob pena da eterna ineficiência, aqueles direcionados para, segundo definem os autores dos projetos em sua argumentação, "coibir a prática do desmando público com relação à aplicação de verbas, estabelecendo as circunstâncias e condições pelas quais a autoridade pública poderá ser punida"
A direção da Câmara já criou uma comissão especial para trabalhar na formulação e debate da lei. Porém, isto ocorreu há quase um ano e os líderes até hoje não indicaram os representantes de seus partidos no grupo. Ao mesmo tempo em que aguarda a instituição da comissão, a deputada Raquel Teixeira, uma líder informal do movimento pela Lei de Responsabilidade Educacional, e até por ser integrante da organização "Todos pela Educação", leva adiante uma iniciativa sua que já propunha fundamentos desta lei de responsabilidade sem denominar como tal o projeto que apresentou. Em meados do ano passado, um seminário internacional sobre ética e responsabilidade na Educação, organizado em Brasília pela comissão da Câmara, reuniu a Unesco, o Todos pela Educação, os Conselhos de Secretários de Educação e Nacional de Educação, a União dos Dirigentes Municipais de Educação, professores e interessados no assunto, aprofundou a discussão sobre a Lei de Responsabilidade e concluiu: "Os participantes insistem sobre a importância de ser aprovada pelo Congresso Nacional uma Lei de Responsabilidade Educacional, que possa regular um conjunto de responsabilidades compartilhadas entre os vários atores da educação brasileira". Coordenadora desse seminário, a deputada Raquel Teixeira retoma neste reinício de ano legislativo, imediatamente após o Carnaval, providências para que sejam aplicadas as suas recomendações. Antes mesmo de o assunto despertar o interesse que agora se vê, a deputada havia apresentado um projeto de lei, o de número 7420 de 2006, antes portanto de todos os demais,que dispõe sobre a qualidade da educação básica e a responsabilidade dos gestores públicos na sua promoção. Nele, havia incluído algumas normas de apuração de responsabilidades e punição ao malfeito, já sugerindo medidas inspiradas na lei de responsabilidade fiscal.
"Em 2000 o Brasil aprovou uma Lei de Responsabilidade Fiscal que disciplinou a receita e despesa da União, dos Estados e Municípios, colocando o país no rumo da modernidade fiscal que abriu caminho para a modernidade econômica e social", diz Raquel Teixeira. "No espírito desta - afirma a deputada - é necessária uma Lei de Responsabilidade Educacional que dê à educação o tratamento de prioridade e responsabilidade que permitirá colocar o país em um novo patamar de desenvolvimento" . Segundo Raquel, a LRE, que começará a ser redigida na comissão especial, vai essencialmente tipificar os crimes de responsabilidade e definir penalidades.
[Encaminhado por Ivan Scotelari: Valor Econômico, 4/3]

26 Fevereiro 2009

AÍ... O BARCO DO GREENPEACE TÁ CHEGANDO...

VISITAÇÃO - Das 10h às 17h
28 e 29/03 - Santos (SP) Porto de Santos
Mundo já tem mais de 1 bilhão de internautas; China na frente

Sex, 23 Jan, 07h05


WASHINGTON (AFP) - O número global de usuários da internet superou um bilhão, com a China como o país com mais internautas, informou nesta sexta-feira a empresa americana de pesquisa digital 'comScore Inc'.


"Superar um bilhão de usuários é uma marca significativa para a história da internet", disse o presidente executivo de comScore, Magid Abraham, em um comunicado.

"O próximo bilhão estará conectado antes de nos darmos conta", continuou.

ComScore afirma que a região Ásia-Pacífico tem 41% dos usuários, seguida pela Europa (28%), América do Norte (18%), América Latina (7%) e Oriente Médio e África (5%).

A China é o país que mais registra internautas com quase 180 milhões de pessoas conectadas em rede, segundo uma pesquisa feita em dezembro. Depois vêm Estados Unidos com 163 milhões, Japão com 60 milhões, Alemanha e Gran Bretaña com quase 37 milhões cada um e França com 34 milhões.

Fonte: AFP

25 Fevereiro 2009

EXTRA!... EXTRA!... - "A nova era das notícias"


Blogs se tornam jornal impresso nos EUA

Fonte: "Agência Estado" - Sex, 23 Jan, 01h07

Em meio ao alvoroço dos pessimistas, que insistem que os jornais estão à beira da morte, uma nova empresa pretende abrir dezenas de novos - com uma mudança. O Printed Blog, novo jornal de Chicago, será feito com postagens retiradas diretamente de blogs na internet, terá anúncios locais e será distribuído gratuitamente.

As primeiras edições deste jornal gratuito da era da internet devem aparecer em Chicago e San Francisco na terça-feira. De início, serão edições semanais, mas Joshua Karp, fundador e editor, espera, mais tarde, que o Printed Blog saia duas vezes por dia em muitas cidades dos Estados Unidos.

"Vamos tentar ser o primeiro jornal diário feito inteiramente de blogs ou outro conteúdo gerado pelos usuários", disse. "Há tantas técnicas que funcionam online que achei que, talvez, poderia aplicar no jornal impresso". À medida que os jornais pagos perdem leitores para a internet, onde podem ler os mesmos artigos sem nenhum custo, muitos jornais gratuitos conseguiram se manter.

"Trabalhar com o jornal gratuito ainda é bastante viável", disse David Cohen, fundador do Silicon Valley Community Newspapers, grupo de jornais semanais distribuídos gratuitamente no sul de San Francisco, vendido para o grupo Knight Rider em 2005 e hoje propriedade da Media News. "Existe uma enorme faixa de leitores que quer saber das notícias locais, e as empresas locais tendem a aumentar sua publicidade nos períodos ruins porque precisam chamar a atenção das pessoas".

Mas Karp não precisa olhar muito à frente para ver as dificuldades para ser ter sucesso na atividade jornalística nos dias atuais. A Tribune Co., que edita o Chicago Tribune e um diário grátis, o Red Eye, entrou com pedido de recuperação judicial em dezembro.

Karp está apostando que vai ter sucesso combinando o melhor que existe do modelo impresso e do modelo online. O Printed Blog vai publicar postagens de blogs ao lado de outros conteúdos típicos da internet, como comentários de leitores e fotos oferecidas pelos usuários. O jornal será impresso, a princípio, quatro páginas de 28cm X 43 cm, em papel branco, e desenhado como um blog, em vez de em colunas. As informações são do jornal The New York Times.

18 Fevereiro 2009

A VELHA ORDEM... AGORA "NÓS PODEMOS"


26 Janeiro 2009

ENFIM, A SOLUÇÃO - células-tronco são criadas artificialmente no Brasil (chega de extermínios)


País cria 1ª linhagem de célula-tronco
embrionária sem o uso de embriões

Cientistas cariocas produziram pela primeira vez no Brasil uma linhagem de células-tronco de pluripotência induzida. Conhecidas pela sigla iPS - induced pluripotent stem cells, em inglês -, elas são idênticas às cobiçadas células-tronco embrionárias, com a vantagem de que não necessitam de embriões para sua obtenção. Em vez disso, a pluripotência (capacidade para se transformar em qualquer tecido do organismo) é induzida "artificialmente" em uma célula adulta, por meio da reprogramação de seu DNA.
Segundo a reportagem do jornal, a técnica, não reduz a importância do estudo das células embrionárias "autênticas", mas diminui a necessidade de destruir embriões para a produção de novas linhagens pluripotentes. Além de facilitar imensamente a produção de células-tronco oriundas dos próprios pacientes, já que não há limite no número de células adultas que podem ser reprogramadas nem é preciso passar pelas complicações técnicas (e éticas) de fabricar ou clonar um embrião para pesquisa. Apenas quatro outros países já possuem linhagens de células iPS registradas na literatura científica: Japão, Estados Unidos, China e Alemanha.
Os resultados mudaram completamente o cenário mundial das pesquisas com células-tronco embrionárias, engessadas pelo debate ético em torno da destruição de embriões humanos. Os pesquisadores afirmaram ao jornal que as células iPS são idênticas às células embrionárias, capazes de se transformar em qualquer tecido do organismo. Os cientistas esperam, no futuro, aproveitar essa versatilidade para produzir tecidos de reposição geneticamente customizados, que possam ser usados no tratamento de doenças, na recuperação de lesões ou como base para o teste de novos medicamentos in vitro. Como as células seriam provenientes do próprio paciente, não haveria risco de rejeição.
24JAN2009

15 Janeiro 2009

Cristóvam Buarque para a UNESCO


Encaminhado por Lelo Silveira
Prezadas e Prezados,

Muitos sabem da minha ligação e admiração por Cristovam Buarque. Não somente por ser uma pessoa de finíssimo trato, mas por sua competência e ética no trato da coisa pública. Não bastassem essas qualidades eu ainda teria mais um motivo para tê-lo em grande consideração: é sua obstinação com a Educação. Cristovam, em nenhum momento de sua vida pública dissociou-a de todas as demais questões políticas e sociais em qualquer função pública que ocupou.
Faço essa introdução para pedir que cada companheiro e cada companheira se junte a muitos outros, assinando o abaixo-assinado de apoio à indicação do senador para a Direção Geral da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Obrigada,
Tereza Vitale




Para assinar, acesse:

Escolas paulistas irão adotar modelo educacional de NY



Agência Estado - janeiro/2009
A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e a Fundação Itaú Social lançaram hoje um projeto-piloto na área educacional que pretende adotar nas escolas estaduais paulistanas o modelo educacional dos centros de ensino de Nova York, após uma reforma instituída na área em 2001. O projeto prevê o desenvolvimento, entre 2009 e 2012, de experiências nas áreas de gestão e monitoramento do rendimento escolar em dez instituições de ensino de São Paulo, localizadas na zona leste da cidade.
A coordenação técnica do projeto será responsabilidade do Instituto Fernand Braudel que, desde 2007, realiza pesquisas de campo para analisar a reforma escolar empreendida em Nova York nos últimos oito anos.
Para o programa, foram selecionadas dez escolas da Diretoria Leste 3: Aquilino Ribeiro; Dr. Décio Ferraz Alvim; Haydeé Hidalgo; Jardim Dom Angélico; Jardim Wilma Flor; Paulo Sarasate; Recanto Verde Sol; Sebastião Faria Zimbres; Sumie Iwata; e Vila Bela. Serão investidos nessas instituições de ensino programas de fomento à boa gestão público, por meio da parceria com o setor privado, à formação de professores e ao maior envolvimento dos pais na trajetória escolar de seus filhos.
O projeto passará por avaliação que acompanhará a frequência de professores e alunos, a rotatividade e absenteísmo dos professores, o número de incidentes de indisciplina e violência dentro da escola e a percepção de alunos, pais, professores e diretores sobre o ambiente escolar. Também será realizada uma avaliação econômica do projeto para mensurar seu retorno econômico. Caso o projeto revele melhoras nas instituições de ensino em que for aplicado, o governo do Estado pretende levá-lo a todas as escolas estaduais do município de São Paulo.

AGU analisará mudanças na lei do piso do professor

ANGELA PINHO da Folha de S.Paulo

Em meio à polêmica que envolve a lei do piso salarial do professor, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que levará à AGU (Advocacia Geral da União) as propostas de Estados e municípios que flexibilizam a interpretação de "atividade extraclasse". .

Um dos parágrafos da lei do piso estabelece que o professor terá que dedicar no máximo dois terços de sua jornada de trabalho às "atividades de interação com os educandos", ou seja, à sala de aula. O restante da carga horária serviria para o docente estudar, preparar aulas e corrigir provas.

Uma das idéias que, segundo o ministro, foram levadas a ele por governos estaduais e prefeituras, é considerar como horário para atividade extraclasse os intervalos entre as aulas ministradas pelos professores. Intervalos de 12 minutos a cada hora de aula, por exemplo, seriam contabilizados como 20% de atividade extraclasse.

Outra proposta é que as exigências relativas à jornada de trabalho sejam válidas apenas para o professor que ganha o piso de R$ 950, o que exclui pelo menos 40% da categoria. "O argumento, que não é do MEC, é que a lei do piso deve reger o próprio piso e não a carreira", disse Haddad.

Ele não quis opinar sobre as propostas, papel que, segundo argumentou, cabe à AGU. Afirmou apenas que são questões "legítimas", que devem ser analisadas com profundidade. Haddad disse, porém, defender que o professor tenha tempo para se dedicar a tarefas fora da sala de aula. Disse que é "humanamente impossível" que o docente dedique toda a sua jornada de trabalho à tarefa de dar aulas e que a questão é fundamental para a melhoria dos índices de qualidade.

Questionado se não vê diferença entre a existência de um período do dia para a preparação de aulas e intervalos de minutos entre elas, ele respondeu que "evidentemente, é diferente", mas que teria de analisar o tema com profundidade.

Alguns secretários de Educação têm se oposto à lei do piso, afirmando que, embora defendam o mínimo de R$ 950, outros dispositivos da lei, como a questão da jornada de trabalho, trarão rombos orçamentários, com a necessidade de contratação de mais de 100 mil professores e um impacto de R$ 5,9 bilhões em dez Estados.

A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) repudiou as propostas que serão levadas à AGU. "Ou a lei vale para todo mundo ou se instaura uma grande confusão no país", afirmou Roberto Leão, presidente da entidade. "Como vai funcionar uma rede com alguns professores trabalhando com uma jornada e outros trabalhando com outra? Vamos ter que decidir se no intervalo de dez minutos vamos receber a mãe do aluno, corrigir os trabalhos ou beber água?", questionou.

Lei sancionada pelo presidente Lula cria 38 Ifets

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CRISTÓVAM BUARQUE COMENTA CONQUISTAS E NOVAS METAS PARA A EDUCAÇÃO [DEZ2008]

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13 Janeiro 2009

05 Janeiro 2009

FORÇAS COMBINADAS

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30 Dezembro 2008

DESIDERATA


Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível sem humilhar-se, mantenha-se em harmonia com todos que o cercam. Fale a sua verdade, clara e mansamente. Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história. Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem o nosso espírito. Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: isso o tornaria superficial e amargo. Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar. Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja, ele é um verdadeiro tesouro na continua mudança dos tempos. Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas. Mas não fique cego para o bem que sempre existe. Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo. Seja você mesmo. Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva. Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude. Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa. Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão. Ao lado de uma sadia disciplina conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade.Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber, a terra e o universo vão cumprindo o seu destino. Procure, pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der. No meio do seu trabalho e nas aspirações, na fatigante jornada pela vida, conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz. Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito. Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz e partilhe com os outros a sua felicidade".


DESIDERATA - Do Latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração. Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692. Foi citado no livro "Mensagens do Sanctum Celestial", do Fr. Raymond Bernard.
O texto é de Max Ehrmannn e foi registrado pela primeira vez em 1927.
Hoje em dia pertence à © Robert L. Bell.

O TAO DA SUSTENTABILIDADE


A solução para os problemas climáticos e financeiros do mundo passa pela colaboração entre três centros de poder: governos, empresas e sociedade civil. Para o escritor, cientista e educador ambiental FRITJOF CAPRA, autor do best-seller “O TAO DA FÍSICA”, o Brasil está adiantado na organização desse diálogo, que deverá ser retomado nos EUA com a eleição de Barack Obama. “Ele tem a habilidade de procurar as pessoas para dialogar, facilitar, mediar. E assim vamos construir um futuro sustentável.”

Capra, que há mais de 20 anos atua no movimento ambiental, veio ao Brasil para divulgar seu novo livro, “A Ciência de Leonardo Da Vinci”, e também para participar da Conferência EcoPower, em Florianópolis, quando deixou clara a sua opinião sobre a retomada do programa nuclear pelo governo brasileiro. “É o caminho errado. O Brasil não precisa de energia nuclear.”

Revista do Greenpeace - Qual o papel da sociedade civil no combate às mudanças climáticas?

Fritjof Capra – É muito importante. No mundo de hoje, há três centros de poder: o governo, empresas e sociedade civil. Só resolveremos nossos problemas, que estão ficando cada vez mais sérios, quando esses três setores trabalharem juntos. O Brasil é um dos poucos países no mundo em que essa colaboração tem sido organizada sistematicamente. O governo tem estabelecido vários canais de acesso à sociedade civil, o que as empresas sempre tiveram. Cada um desses centros de poder tem habilidades e qualidades específicas. A sociedade civil contribui com uma visão de um outro mundo possível, como dizemos no Fórum Social Mundial. Temos trabalhado em criar um futuro sustentável, em institutos e universidades, com a publicação de livros e relatórios. Não somos muito bons em gerenciamento de soluções de problemas e em tecnologias, áreas mais afeitas ao mundo dos negócios. É esse conhecimento que as empresas podem oferecer. Já o governo promove leis e regras. Com a eleição de Obama nos Estados Unidos, já podemos esperar que essa colaboração entre os três centros de poder aconteça, lá e em nível internacional também.

Revista do Greenpeace – O mundo se mexeu rápido para conter a crise financeira mas ainda reluta em promover ações concretas para encaminhar soluções ao problema das mudaças climáticas. Por que?

Fritjof Capra – Tivemos oito anos de sabotagem dos Estados Unidos, sob a administração de Bush, e isso teve seu efeito no mundo. Sem a participação dos EUA no Protocolo de Kyoto, ficou fácil para a China, por exemplo, não assumir compromissos também. Mas isso deve mudar agora.

Revista do Greenpeace – Falta vontade política ou é erro de avaliação?

Fritjof Capra – Se você me perguntasse isso há uns seis meses, eu diria que havia sim uma clara falta de vontade política. Mas a situação realmente mudou agora, com a chegada de Obama ao poder. Ele é um internacionalista, tem a habilidade de procurar as pessoas para dialogar, facilitar, mediar. Ele vai acabar com o unilateralismo promovido pelo governo Bush. Teremos um tipo de liderança bem diferente agora na Casa Branca.

Revista do Greenpeace – O Brasil tem fartura de opções para gera energia, com muita água, vento e sol, mas o governo brasileiro preferiu retomar seu programa nuclear. Como o senhor vê essa decisão?
Fritjof Capra – É o caminho errado, não há dúvidas sobre isso. Para cada dólar ou real gasto em energia nuclear, você pode ter múltiplas opções de energias com fontes renováveis. Energia nuclear é uma forma muito cara e ineficiente de se fazer eletricidade, porque é altamente centralizada, não é eficiente e é muito cara. Tão cara que se você oferecer projetos nucleares no mercado de ações, ninguém vai comprar. Energia nuclear não é viável economicamente. As únicas usinas nucleares que existem ou estão em construção hoje no mundo estão subsidiadas pelo poder público. É possível até dizer que construir uma série de usinas nucleares pode representar um risco à democracia, devido à insegurança e possibilidade de proliferação de armas nucleares. Não precisamos desse tipo de energia, há muitas outras fontes tão ou mais eficientes de se gerar eletricidade.
Revista Greenpeace out-nov-dez/2008 pp.14-15
greenpeace.org.br

20 Dezembro 2008

FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO

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19 Dezembro 2008

FIM DO EIA/RIMA??? DÁ PRA ACREDITAR???



Projeto de Lei Nº721 de 2007
(Do Sr. Márcio França)

Altera a Lei nº. 7.661, de 16 de maio de 1988, que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro e dá outras providências.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Esta Lei altera o § 2º do art. 6º da Lei nº. 7.661, de 16 de maio de 1988, que dispõe acerca do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro.

Art. 2.º O § 2º do art. 6º da Lei nº. 7.661, de 16 de maio de 1988, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 6º .............

§ 1.º ................

§ 2.º Para o licenciamento o órgão competente solicitará ao responsável pela atividade os estudos ambientais pertinentes, definidos nas normas regulamentadoras.

Art. 3.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


---------------------------

JUSTIFICAÇÃO DO PL721/07

O presente projeto de lei visa orientar a utilização nacional dos recursos na Zona Costeira com a finalidade, segundo o disposto no artigo 2º da Lei nº. 7.661, de 16 maio de 1988, de elevar a qualidade de vida de sua população, e a proteção do seu patrimônio natural, histórico, étnico e cultural.

A Lei mencionada, ao instituir o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, assevera em seu artigo 1º que tal Plano é parte integrante da Política Nacional do Meio Ambiente - PNMA, e em seu artigo 2º dispõe que subordina-se aos princípios e objetivos da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, Lei n. 6.938/81.

A Lei da Política Nacional do Meio Ambiente estabelece o Sistema Nacional do Meio Ambiente e, dentro desse sistema, o CONAMA é o órgão consultivo e deliberativo com competência para estabelecer normas para licenciamento. Usando de sua competência legal, o CONAMA editou a Resolução nº 237/97 estabelecendo que é o órgão ambiental que verificará a necessidade ou não da apresentação de Estudo de Impacto Ambiental e respectivo relatório - EIA/RIMA.

Ocorre, porém, que a Lei n. 7.661/88, em seu artigo 6º, § 2º, contrariando os objetivos da resolução citada, prevê que para todos os licenciamentos ambientais, em área costeira, o órgão licenciador deverá obrigatoriamente solicitar Relatório de Impacto Ambiental-RIMA, e o estudo que o precede, ou seja, o EIA – Estudo de Impacto Ambiental.

Nesse sentido, com base no último dispositivo, decisões proferidas em Ações Civis Públicas promovidas pelo Ministério Público Federal, questionando a legalidade de licenciamentos obtidos em áreas de zona costeira, têm forçado órgãos ambientais, especialmente o IBAMA, a obrigatoriamente requisitar o EIA/RIMA, mesmo quando entendem ser desnecessário, sob pena de multa diária. Ora, isso deflagra um procedimento moroso e altamente custoso para situações em que, tecnicamente, não se exigiria o EIA/RIMA em razão de sua prescindibilidade naquele caso específico, só implementando-os em virtude de decisões judiciais alicerçadas em exigência legal desarrazoada e fora da realidade que se quer preservar com a lei.

De outro lado, o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, que tem por finalidade promover o crescimento nacional e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros, onde se destina grande parte dos recursos para reurbanização de assentamentos precários, com implantação de infra-estrutura urbana e, desse modo, além de garantir moradia digna à população, proporcionará a preservação e recuperação ambiental, requer a celeridade na apresentação de projetos e na execução dos mesmos, com os devidos licenciamentos ambientais, sob pena dos Municípios ou Estados, que não o fizerem em tempo hábil, ficarem impedidos de receber os recursos financeiros necessários para a execução dos projetos apresentados.

É com esse intuito, de viabilizar a execução de projetos de elevado interesse público e alcance social, em toda região costeira do país, para que estejam aptos a cumprir os requisitos impostos pelo Governo Federal para a percepção de recursos, bem como para uma melhor adequação à legislação hoje em vigor, que apresento o presente projeto de lei. Desse modo, sugiro a nova redação do §2º do artigo 6º da Lei n. 7.661/88: “Para o licenciamento o órgão competente solicitará ao responsável pela atividade os estudos ambientais pertinentes, definidos nas normas regulamentadoras”, para que exista um mínimo de discricionariedade do órgão competente ao decidir pela necessidade ou não do EIA/RIMA.

Ressalte-se, ainda, que a medida proposta é primordial aos interesses dos Municípios e Estados que estejam, no todo ou em parte, localizados em áreas de zona costeira, e que apresentaram ou venham apresentar projetos para o recebimento de recursos do PAC, para que não sejam penalizados com a inexecução de seus projetos de urbanização, por não conseguirem, em tempo hábil, instruir os processos com os licenciamentos ambientais requeridos em virtude de exigência desnecessária prevista no dispositivo que se quer alterar.

Assim, por considerarmos que a alteração proposta representa um avanço na legislação que institui o Plano Nacional de Gerencimento Costeiro, e a viabilidade do recebimento de verbas do P.A.C. para Municípios e Estados localizados na zona costeira do país, solicitamos o apoio dos nobres Pares para a aprovação do presente projeto de lei.



Sala das Sessões, em abril de 2007.

Deputado MÁRCIO FRANÇA
PSB/SP

09 Novembro 2008

A íntegra do discurso de Barack Obama

O texto completo do discurso de Barack Obama, em tradução da agência de notícias EFE, pronunciado diante de mais de 100 mil pessoas no Grant Park de Chicago (Illinois) por volta das 23h locais (3h, horário de Brasília):

"Olá, Chicago! Se alguém aí ainda dúvida de que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores continua vivo em nossos tempos, que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta. É a resposta dada pelas filas que se estenderam ao redor de escolas e igrejas em um número como esta nação jamais viu, pelas pessoas que esperaram três ou quatro horas, muitas delas pela primeira vez em suas vidas, porque achavam que desta vez tinha que ser diferente e que suas vozes poderiam fazer esta diferença.

É a resposta pronunciada por jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, indígenas, homossexuais, heterossexuais, incapacitados ou não-incapacitados.

Americanos que transmitiram ao mundo a mensagem de que nunca fomos simplesmente um conjunto de indivíduos ou um conjunto de estados vermelhos e estados azuis.Somos, e sempre seremos, os EUA da América.

É a resposta que conduziu aqueles que durante tanto tempo foram aconselhados por tantos a serem céticos, temerosos e duvidosos sobre o que podemos conseguir para colocar as mãos no arco da História e torcê-lo mais uma vez em direção à esperança de um dia melhor.Demorou um tempo para chegar, mas esta noite, pelo que fizemos nesta data, nestas eleições, neste momento decisivo, a mudança chegou aos EUA.

Esta noite, recebi um telefonema extraordinariamente cortês do senador McCain.O senador McCain lutou longa e duramente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e duramente pelo país que ama. Agüentou sacrifícios pelos EUA que sequer podemos imaginar. Todos nos beneficiamos do serviço prestado por este líder valente e abnegado.

Parabenizo a ele e à governadora Palin por tudo o que conseguiram e desejo colaborar com eles para renovar a promessa desta nação durante os próximos meses.

Quero agradecer a meu parceiro nesta viagem, um homem que fez campanha com o coração e que foi o porta-voz de homens e mulheres com os quais cresceu nas ruas de Scranton e com os quais viajava de trem de volta para sua casa em Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.

E não estaria aqui esta noite sem o apoio incansável de minha melhor amiga durante os últimos 16 anos, a rocha de nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama da nação, Michelle Obama.

Sasha e Malia amo vocês duas mais do que podem imaginar. E vocês ganharam o novo cachorrinho que está indo conosco para a Casa Branca.

Apesar de não estar mais conosco, sei que minha avó está nos vendo, junto com a família que fez de mim o que sou. Sinto falta deles esta noite. Sei que minha dívida com eles é incalculável.A minha irmã Maya, minha irmã Auma, meus outros irmãos e irmãs, muitíssimo obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a todos vocês. E a meu diretor de campanha, David Plouffe, o herói não reconhecido desta campanha, que construiu a melhor campanha política, creio eu, da história dos EUA da América.

A meu estrategista chefe, David Axelrod, que foi um parceiro meu a cada passo do caminho.À melhor equipe de campanha formada na história da política. Vocês tornaram isto realidade e estou eternamente grato pelo que sacrificaram para conseguir.

Mas, sobretudo, não esquecerei a quem realmente pertence esta vitória. Ela pertence a vocês. Ela pertence a vocês.

Nunca pareci o candidato com mais chances. Não começamos com muito dinheiro nem com muitos apoios. Nossa campanha não foi idealizada nos corredores de Washington. Começou nos quintais de Des Moines e nas salas de Concord e nas varandas de Charleston.Foi construída pelos trabalhadores e trabalhadoras que recorreram às parcas economias que tinham para doar US$ 5, ou US$ 10 ou US$ 20 à causa.

Ganhou força dos jovens que negaram o mito da apatia de sua geração, que deixaram para trás suas casas e seus familiares por empregos que os trouxeram pouco dinheiro e menos sono.Ganhou força das pessoas não tão jovens que enfrentaram o frio gelado e o ardente calor para bater nas portas de desconhecidos, e dos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários e organizaram e demonstraram que, mais de dois séculos depois, um Governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra. Esta é a vitória de vocês.

Além disso, sei que não fizeram isto só para vencerem as eleições. Sei que não fizeram por mim.Fizeram porque entenderam a magnitude da tarefa que há pela frente. Enquanto comemoramos esta noite, sabemos que os desafios que nos trará o dia de amanhã são os maiores de nossas vidas - duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira em um século.Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos valentes que acordam nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para dar a vida por nós.Há mães e pais que passarão noites em claro depois que as crianças dormirem e se perguntarão como pagarão a hipoteca ou as faturas médicas ou como economizarão o suficiente para a educação universitária de seus filhos.

Há novas fontes de energia para serem aproveitadas, novos postos de trabalho para serem criados, novas escolas para serem construídas e ameaças para serem enfrentadas, alianças para serem reparadas.

O caminho pela frente será longo. A subida será íngreme. Pode ser que não consigamos em um ano nem em um mandato. No entanto, EUA, nunca estive tão esperançoso como estou esta noite de que chegaremos. Prometo a vocês que nós, como povo, conseguiremos.

Haverá percalços e passos em falso. Muitos não estarão de acordo com cada decisão ou política minha quando assumir a presidência. E sabemos que o Governo não pode resolver todos os problemas.

Mas, sempre serei sincero com vocês sobre os desafios que nos afrontam. Ouvirei a vocês, principalmente quando discordarmos. E, sobretudo, pedirei a vocês que participem do trabalho de reconstruir esta nação, da única forma como foi feita nos EUA durante 221 anos, bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada sobre mão calejada.

O que começou há 21 meses em pleno inverno não pode acabar nesta noite de outono.Esta vitória em si não é a mudança que buscamos. É só a oportunidade para que façamos esta mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a como era antes. Não pode acontecer sem vocês, sem um novo espírito de sacrifício.

Portanto façamos um pedido a um novo espírito do patriotismo, de responsabilidade, em que cada um se ajuda e trabalha mais e se preocupa não só com si próprio, mas um com o outro.Lembremos que, se esta crise financeira nos ensinou algo, é que não pode haver uma Wall Street (setor financeiro) próspera enquanto a Main Street (comércio ambulante) sofre.Neste país, avançamos ou fracassamos como uma só nação, como um só povo. Resistamos à tentação de recair no partidarismo, na mesquinharia e na imaturidade que intoxicaram nossa vida política há tanto tempo.

Lembremos que foi um homem deste estado que levou pela primeira vez a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre os valores da auto-suficiência e da liberdade do indivíduo e da união nacional.

Estes são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata conquistou uma grande vitória esta noite, fazemos com certa humildade e a determinação para curar as divisões que impediram nosso progresso.

Como disse Lincoln a uma nação muito mais dividida que a nossa, não somos inimigos, mas amigos. Embora as paixões os tenham colocado sob tensão, não devem romper nossos laços de afeto.

E àqueles americanos cujo apoio eu ainda devo conquistar, pode ser que eu não tenha conquistado seu voto hoje, mas ouço suas vozes. Preciso de sua ajuda e também serei seu presidente.

E a todos aqueles que nos vêem esta noite além de nossas fronteiras, em Parlamentos e palácios, a aqueles que se reúnem ao redor dos rádios nos cantos esquecidos do mundo, nossas histórias são diferentes, mas nosso destino é comum e começa um novo amanhecer de liderança americana.

A aqueles que pretendem destruir o mundo: vamos vencê-los. A aqueles que buscam a paz e a segurança: apoiamo-nos.

E a aqueles que se perguntam se o farol dos EUA ainda ilumina tão fortemente: esta noite demonstramos mais uma vez que a força autêntica de nossa nação vem não do poderio de nossas armas nem da magnitude de nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e firme esperança.

Lá está a verdadeira genialidade dos EUA: que o país pode mudar. Nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já conseguimos nos dá esperança sobre o que podemos e temos que conseguir amanhã.

Estas eleições contaram com muitos inícios e muitas histórias que serão contadas durante séculos. Mas uma que tenho em mente esta noite é a de uma mulher que votou em Atlanta.Ela se parece muito com outros que fizeram fila para fazer com que sua voz seja ouvida nestas eleições, exceto por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.

Nasceu apenas uma geração depois da escravidão, em uma era em que não havia automóveis nas estradas nem aviões nos céus, quando alguém como ela não podia votar por dois motivos - por ser mulher e pela cor de sua pele.

Esta noite penso em tudo o que ela viu durante seu século nos EUA - a desolação e a esperança, a luta e o progresso, às vezes em que nos disseram que não podíamos e as pessoas que se esforçaram para continuar em frente com esta crença americana: Podemos.

Em uma época em que as vozes das mulheres foram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela sobreviveu para vê-las serem erguidas, expressarem- se e estenderem a mão para votar. Podemos.

Quando havia desespero e uma depressão ao longo do país, ela viu como uma nação conquistou o próprio medo com uma nova proposta, novos empregos e um novo sentido de propósitos comuns. Podemos.

Quando as bombas caíram sobre nosso porto e a tirania ameaçou ao mundo, ela estava ali para testemunhar como uma geração respondeu com grandeza e a democracia foi salva. Podemos.Ela estava lá pelos ônibus de Montgomery, pelas mangueiras de irrigação em Birmingham, por uma ponte em Selma e por um pregador de Atlanta que disse a um povo: "Superaremos" Podemos.

O homem chegou à lua, um muro caiu em Berlim e um mundo se interligou através de nossa ciência e imaginação.

E este ano, nestas eleições, ela tocou uma tela com o dedo e votou, porque após 106 anos nos EUA, durante os melhores e piores tempos, ela sabe como os EUA podem mudar. Podemos.

EUA avançamos muito. Vimos muito. Mas há muito mais por fazer. Portanto, esta noite vamos nos perguntar se nossos filhos viverão para ver o próximo século, se minhas filhas terão tanta sorte para viver tanto tempo quanto Ann Nixon Cooper, que mudança virá? Que progresso faremos? Esta é nossa oportunidade de responder a esta chamada. Este é o nosso momento. Esta é nossa vez.

Para dar emprego a nosso povo e abrir as portas da oportunidade para nossas crianças, para restaurar a prosperidade e fomentar a causa da paz, para recuperar o sonho americano e reafirmar esta verdade fundamental, que, de muitos, somos um, que enquanto respirarmos, temos esperança.

E quando nos encontrarmos com o ceticismo e as dúvidas, e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com esta crença eterna que resume o espírito de um povo: Podemos.
Encaminhado por Elza Caputo (09NOV2008)

17 Outubro 2008

PARTICIPE DO 1º COLÓQUIO DE EDUCAÇÃO NA UNISANTOS: 1º/NOVEMBRO/2008 (SÁBADO)


14 Outubro 2008

EJA - MEC analisa se homologará mudanças no antigo Supletivo


DA REDAÇÃO - Nos próximo 30 a 60 dias, o ministro da Educação, Fernando Haddad, homologará ou não mudanças na Educação de Jovens e Adultos (EJA, antigo supletivo), aprovadas na última quarta-feira pela Câmara de Educação Báscia (CEB) do Conselho Nacional de Educação (CNE).

A informação foi prestada, ontem, pela assessoria de imprensa do ministério. O CNE, órgão consultivo, emitiu parecer pelo qual uma das medidas que pretende tomar consiste em fixar 18 anos como idade mínima para o ingresso na EJA. A alteração valeria a partir de 2013.

Hoje, tal exigência vale apenas para o ingresso em classes de Ensino Médio. Para cursar o Ensino Fundamental (da 1ª à 8ª série) em aulas para jovens e adultos, é preciso ter 15 anos ou mais, conforme resolução de julho de 2000 do CNE.

De modo paralelo, o sistema de ensino estaduais e municipais teriam, também até 2013, de desenvolver programas para assegurar a permanência de jovens com 15 a 17 anos em escolas regulares.

No Estado de São Paulo, 66,7% da população nessa faixa etária cursam o Ensino Médio, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2007.

Independentemente da série, a evasão escolar entre os que têm essas idades é de 14%, ainda segundo o Pnad.

A assessoria de imprens