29 maio 2016

SEMENTES DE MILHO................




Nas últimas eleições municipais, fiz campanha pelo Bili à prefeitura de São Vicente e ele ganhou. Dois boatos apareceram daí depois: 1º) que quando o resultado oficial saiu, nem o Bili acreditou ter ganhado, mesmo dizendo à tv local "que tinha certeza que ia ganhar, pq Deus estava com ele"; 2º) que o Márcio França e seu filho Caio, então candidato do PSB a prefeito, num bar ou num clube, ao conferir o resultado oficial tiveram um acesso de cólera, atirando cadeiras nas paredes como loucos.

Lembro ter afirmado desde o início que seria uma parada dura ter que engolir o Bili mas que seria uma ruptura necessária. Durante os últimos 4 anos, falando nas praças do meu voto no Bili, me condenavam, pq ele foi pior do que o pior que se imaginava, e diziam: "......votou no Bili??? se arrependeu, né???" - foi mesmo de entristecer, pq o cara é uma porta e seus assessores.......... (...).

Meditando nisso nos últimos dias - sobre arrependimentos... -, pensei: "dadas as atuais conjunturas do golpe políticuo, o que seria de todos nós (e região) se o Márcio, que é da gangue dos trolhas republicanos que deram o golpe, tivesse entrado???" - dizem aqui aos 7 mares que Bili é ladrão, mas se é, é do tipo "ladrão de galinhas" perto do aparato mega-dinossáurico que essa velha "gente do bem" arquitetou.

Resumindo - "nosso problema talvez nem seja este ou aquele tipo de política; ora, política é política -, nosso problema é a falta de gente honesta na política, pq a política como vem sendo feita até agora, mal admitiu gente honesta. Os poucos políticos honestos que aprendemos a identificar, em todas as esferas de governo, merecem nosso respeito, pq são corajosos e dignos de estarem lá. Não é pra qualquer um não; tem que ter o dom".

Nada pessoal, Márcio, Caio, Bili e afins, mas o Brasil é de todo mundo e precisa ser guardado.






19 dezembro 2015

BOAS FESTAS!! - Feliz 2016...........


Respeito é a base de qualquer relacionamento!
Posted by Luana Lessa on Sexta, 27 de novembro de 2015

12 novembro 2015

03 novembro 2015

Naoto Kan, ex-primeiro Ministro do Japão fala em função de quando ocorreu o acidente em Fukushima (2011)





IMPORTANTÍSSIMO - ASSISTA E REPASSE





Eu venho tentando pontuar insistentemente os efeitos nefastos da energia nuclear, e que tudo o que gira em torno disso é de puro interesse da velha meia-dúzia, "é lobby", nada mais..... Não se enganem....... como a enquete do Senado perguntando se deveria haver um plebiscito ou se só "técnicos especializados" deveriam resolver este assunto...... O risco é muito maior e certamente irreparável, podem ter certeza disso..........

No Seminário Usinas Nucleares – Lições da experiência mundial, esta foi a fala de Naoto Kan, ex-primeiro Ministro do Japão em função de quando ocorreu o acidente em Fukushima. Vale a pena ser assistida por quem não pôde participar.

CONFIRA NO LINK A SEGUIR

23 setembro 2015




12 julho 2015

O BRASIL E A CRISE DO DIA



A economia do Brasil esfriou?  Sim!!
mas o que realmente interessa é....... “Até quando?”





Assistimos nas cidades, nas ruas do centro, nos pequenos comércios de bairro...  “nunca havia visto um sábado à noite tão deserto aqui na cidade.  Da cachaça ao pãozinho, todos se perguntam: “O que aconteceu?...  cadê o dinheiro?’“.

Nossa geração que cresceu em meio às crises inflacionárias mais exorbitantes de toda história do Brasil, dadas durante os anos 1980, aprendemos pelo menos um pouquinho de economia.

Ao que percebo, no decorrer do 1º e do 2º mandatos do Lula, mais o 1º mandato da Dilma, o ministro Mântega conduziu a economia concedendo créditos à população; abaixou certos impostos que facilitaram aquisições como automóveis, imóveis e produtos mobiliários entre outros, a fim de facilitar as vendas e as compras.  Isso dinamizou a economia e produziu um fenômeno inédito: “a menor taxa de desemprego de nossa história, inclusive, inimaginável na economia neoliberal”.  E isso em meio a uma crise econômica mundial que só perdeu para a “Quebra da Bolsa de NY, em 1929” (ou seria mais uma tentativa de achacamento dos países pobres – e ricos em recursos... – pelas velhas elites conservadoras a que, de uma maneira ou de outra, todos do mundo globalizado se viam de algum modo de rabo preso?).

O fato é que países emergentes, principalmente os da América Latina e da Ásia, viram na crise uma oportunidade de se organizarem da forma menos brutal possível, o que espantosamente, está dando certo.  Nessa oportunidade, fomenta-se ainda por agora, uma nova agenda mundial para uma política econômica menos brutal do que aquela que o neoliberalismo, pela extremidade das grandes asas que ganhou, vinha impondo lamentavelmente a todo o mundo.  E isso talvez tenha se transformado num acordo que extrapola os interesses dos países pobres somente, porque as constantes derrocadas advindas daquele modelo excludente, passou a desmotivar também os países ricos, pois estes, ao tentarem por todos os meios apoiar e impor a agenda neoliberal como o melhor caminho, começaram a perceber que de fato os riscos e os efeitos nefastos desse modelo econômico, não servem mais.  Certa vez imaginei uma reunião entre republicanos e democratas discutindo os rumos do mundo, e os primeiros ainda falavam dos abomináveis comunistas.  Imaginei Obama, logo no 1º mandato, dizendo: “Vamos ouvir pelo menos o que eles têm a dizer”.

Divagações à parte e mais do que os ventos que sopraram a favor, como a presença de Obama e seus democratas, a repentina inédita do Papa Francisco, Hugo Chaves, Evo Morales, Cristina Kirchner, Pútin, o crescimento da China etc., tudo foi fundamental, mas percebo daqui, cá com meus botões, que o mais fundamental mesmo foi o nível da presença de espírito atingido pela maioria das sociedades do mundo, encontrando-se e conhecendo-se através das comunicações em tempo real por meio das redes sociais (imaginem quando a gente se comunicar por telepatia  rsrs).

Depois da posse da Dilma em seu 2º mandato, vieram novas ondas de tentativas políticas de abalar as estruturas que vieram dando certo até aqui.  Ataques políticos e econômicos orquestrados com a mídia alardeando desespero, violência e instabilidade, insegurança; ações políticas em todas as instâncias governamentais, envolvendo o que de mais vil viemos combatendo há séculos, especialmente emanados do Congresso Nacional; tudo isso me sugere uma tentativa só, e tão somente só, de criar confusão, embaçar a visão dos fatos, criar desespero, instaurar o caos.  Se teatro de política instigadora a nos provar ou “alma-pequena” mesmo, realmente não podemos deixar de reconhecer que nos últimos anos aprendemos muito e que estamos, em grande maioria, mais conscientes do que nunca.

A crise econômica hoje, afinal chegada ao Brasil tardiamente, veio com a marca perigosa do tal “dragão da inflação”, que nós que vivemos os anos 80, aprendemos a domá-lo e o enxergamos mais como uma mera lagartixa (que nos ajuda até, comendo moscas e baratas dentro de casa).

Pra quem não sabe ou não lembra, a receita é básica: dá-se crédito, o que significa dinheiro em circulação, portanto, economia aquecida.  Paradoxalmente (e quem já trabalhou no comércio reconhece isso facilmente), a economia aquecida no modelo capitalista gera naturalmente um fenômeno universal e profundamente técnico: “a porra do olho grande, da ganância sem limites”.  Assim, o pasteleiro, que vê seu pastel vendendo bem a R$ 2,50, resolve a curto prazo, ganhar mais e mais.  Então, em pouco tempo seu pastel de carne já estaria custando seus R$ 4,50 ou mais se puder.  Ora, o que acontece é que o valor real do dinheiro vai assim num crescente de desvalorização, e para saciar a fome do terrível dragão, o pasteleiro já não pode fazer nada a não ser aumentar seu pastel para poder pagar as contas ao menos.

Mas fique aqui bem claro que a culpa não é nem de longe só dos pasteleiros.  Há culpa também de quem paga caro pelo pastel, emiscuindo-se de sua responsabilidade econômica.  Por isso o dragão tem olhos grandes e uma enorme boca esfomeada, mas o corpo desse dragão está mesmo é na fome das fontes, que fornecem carne, soja, trigo, cebola, tomate etc.

Aí, você se esforça um pouco mais pra compreender; puxa daqui, puxa dali e vai buscando as fontes essenciais desse problema viruloso, e eis que percebe afinal que a culpa está num sistema financeiro mundial que se firmou e se tornou burocrático, escravizador e cruel.  E como se ver livre disso?  Não tem jeito, parceiro: “só encarando as dores da liberdade e da justiça comum”.  Se você prefere a escravidão, é um direito seu; se quiser ser livre: coragem – respeito é fundamental.  Há quem seja escravo por opção, para libertar os irmão.  Todo meu respeito! mas se aceitar-se escravo por comodismo, olha que os vampiros crescerão em você, sem dó nem piedade.

Mas e se resolver-se não pagar as contas?  Acaba a casa, a comida, o abrigo, roupas, conforto – acaba tudo!  E é isso que cria medo, expectativa negativa, pânico; exatamente o que alimenta esse tal sistema financeiro caduco, esclerosado e desumano.  O mesmo sistema que desenvolveu os braços da mídia e se especializou em conduzir o pavor das pessoas.  Lembra do programa “Aqui e Agora”?  Foi o 1º de uma série de programas horrorosos do gênero, e que muitos de nós ainda vêem sentido em assistir por achar aquilo sensato, normal, comum porque todo mundo vê...  Programas com o objetivo de dilatar o espetáculo da violência, com balas e jatos de sangue sub-urbano escorrendo pela tela da TV.......  Mais do que mal gosto e má intenção de quem projeta esses programas, é o que expressa mesmo o nosso lado mais monstrengo, que tem coragem de apreciar essas merdas.......

Sabendo de tudo isso e mais um pouco, o governo brasileiro retirou acertadamente a maior parte do dinheiro de circulação e não haverá alternativa a não ser o recuo dos preços, desde o pasteleiro até as fontes, inclusive dos chupins agiotas travestidos de gente de bem.  Tudo isso a fim de revalorizar, gradativamente, o valor de nossa moeda.  É uma queda de braço e não há o que fazer por hora, a não ser apertar o cinto, que o piloto tá de olho.  Vamos resistir!! – já é fácil de perceber o desespero dos velhos vampiros perdendo seus lacaios e não encontrando ninguém para colocar no lugar a fim de os sustentar........  Vai-te reto......  teu banco afundou!!

Além disso, assistimos ao empenho dos governos mundiais em buscar outra sistemática econômica, para que todos ganhem, pois verificamos que o velho modelo neoliberal não condiz mais com nossa dignidade.  Por isso mesmo reafirmo: “fomos provados e estamos sendo convidados a vencer, o que não seria possível em outros tempos e por outras gerações”.  Se o momento é de apertar os cintos, não esqueçamos que todas as nações do mundo, mesmo as mais ricas, passaram por muitos momentos iguais a este, e muitos outros piores.  A diferença é que eles têm suas próprias histórias, e nós, a nossa, que construímos de maneira mais consciente a cada instante. 

Disse-me nossa mãe, D. Nadir, ainda antes de morrer há quase 3 anos: “Crise vai e vem, sempre teve; passamos todas!”.  Coragem!! tamo junto, irmão marmiteiro......  é um prazer e uma honra fazer parte do time.


Santos/SP, 12 de julho de 2015.
Paulo S. Teixeira





01 maio 2015

CAMPO DE ASSUNÇÃO: "Malditos professores, que fazem o povo pensar..." ass. Beto Richa, governador pelo PSDB do Paraná (ainda)

"Malditos professores, que fazem o povo pensar..." ass. Beto Richa, governador pelo PSDB do Paraná (ainda)









Caras como este deviam ir pra escola fazer qq. coisa, menos estudar...... Mais que uma atitude de violação e truculência, isso a mim denota grande despreparo, desespero e, de fato, incompetência....... Caras como esse devem ter seguido a carreira política como quem "só queria se dar bem", aí, quando chegam ao poder, e veem que a batata é mais quente do que suportariam segurar, ficam por aí metendo bala a torto e a direito (vai ver pq no seu tempo playboy de juventude, era lugar comum que seus pais e avós fizessem isso com o povo miúdo, assim, como se isso fosse totalmente normal e certo - "senta a pua", deviam dizer sorridentemente os energúmenos). Bulling pra essa geração, devia ser estupro e espancamentos coletivos contra uma vitma apenas, no mínimo......

INDIGNAÇÃO PROFUNDA

FORA, CARCARÁS IMUNDOS






22 abril 2015





24 outubro 2014

19 outubro 2014

01 fevereiro 2014

Frei Betto: "Cura gay", modesta contribuição




 


30/07/2013 - 03h30

"Se uma pessoa é gay, procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu, por caridade, para julgá-la? O catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser discriminados, mas integrados à sociedade. O problema não é ter essa tendência. Não! Devemos ser como irmãos. O problema é fazer lobby."

São palavras do papa Francisco ao deixar o Brasil, no voo entre Rio e Roma. A mensagem é esperançosa, mas, ao contrário do que o papa diz, o problema no Brasil é o lobby antigay, liderado pelo deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

Deputados que consideram a homossexualidade uma doença propõem a "cura gay". Querem alterar a resolução do Conselho Federal de Psicologia que impede seus profissionais de tratar homossexuais como doentes. O que é um gay? Como diz a palavra inglesa, é uma pessoa alegre. Se os homossexuais são felizes, por que submetê-los à terapia?

Terapia é própria para obsessivos, como é o caso de quem odeia constatar que homossexual é uma pessoa feliz. Isto sim é doença: a homofobia, aliás, como toda fobia. E há inúmeras: desde a eleuterofobia, o medo da liberdade que, com certeza, caracteriza os fundamentalistas, até a malaxofobia, o medo de amar sobretudo quem de nós difere.

Sugiro aos deputados cortar o mal pela raiz: proibir a promíscua narrativa de "Branca de Neve e os Sete Anões", a relação pedófila entre o lobo mau e a Chapeuzinho Vermelho e, na Bíblia, o relato da íntima ligação entre Jônatas e Davi, aquele que "ele amava como a sua própria alma". (1 Livro de Samuel, 18).

Segundo censo do IBGE, há no Brasil 60 mil casais assumidamente gays. São pelo menos 120 mil pessoas que, em princípio, deveriam ser "submetidas a tratamento". Considerando que a Parada de Orgulho LGBT reúne, em São Paulo, cerca de 4 milhões de pessoas, haveria que construir uma clínica do tamanho de 50 Maracanãs para abrigar toda essa gente.

O processo terapêutico certamente teria início com uma sessão de exorcismo, já que, no fundo, a obsessão fundamentalista considera a homossexualidade muito mais coisa do demônio do que doença.
Outra sugestão é comprar um armário para cada gay e obrigá-lo a ficar lá dentro. Dizem os moralistas que qualquer um tem direito de ser gay, não deve é sair do armário.

Imagino que, terminado o processo de "cura gay", haverá uma grande Parada de Ex-Gays subindo a rampa da Câmara em Brasília para agradecer aos deputados que, iluminados, aprovaram a medida.
Ainda que todos os gays sejam confinados na clínica dos deputados, de uma coisa não poderão se queixar: será divertido contar ali com shows de Daniela Mercury e sir Elton Hercules John.

Saiba Feliciano que Alan Chambers, ex-presidente da associação Exodus International, destinada a curar gays, declarou em junho deste ano que também é gay, pediu perdão pelos sofrimentos causados a homossexuais e fechou a entidade.

À luz do Evangelho, o melhor é seguir o conselho de santo Agostinho: "Ama e faz o que quiseres." Ou, como diz Francisco, sejamos todos irmãos.


CARLOS ALBERTO LIBANIO CHRISTO, 68, o Frei Betto, é assessor de movimentos sociais e escritor, autor de "O que a Vida me Ensinou" (Saraiva).