25 Janeiro 2010
19 Dezembro 2009
16 Dezembro 2009
CÂMARA DOS DEPUTADOS -----------| [09DEZ2009] "A PARTILHA VENCEU, GANHOU O BRASIL..."
A situação foi a seguinte:
- De um lado, o governo, articulando pelo fim da concessão e em prol de uma "Partilha Federativa dos royaltes do petróleo do Pré-Sal". Trabalhavam para aprovar uma lei que dividiria a riqueza entre todos os estados, municípios e união.
- Do outro lado, a oposição, defendendo a concessão da bacia petrolífera à companhia privada, em prol da defesa dos royaltes especialmente aos estados e municípios que confrontassem território com o Pré-Sal, ou seja: Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, quer dizer: os estados mais ricos da Federação.
Por meio de possibilidades regimentais, a oposição entrava com obstrução. Do mesmo modo, a base do governo, pelas mesmas possibilidades regimentais, aprovou a partilha por votação simbólica.
Ganhou o Brasil, pois o grande temor dos que defendiam a partilha, era uma chance de novo avanço neoliberal embasado no empreendedorismo das velhas gigantes multinacionais, que não por acaso, defendem os interesses de quem mais precisa de petróleo e não o produz.
O senso comum anda tão ocupado que mal enxerga atitudes aparentemente estranhas, como a compra de submarinos, aviões a jato, tanques e a construção de novos navios brasileiros. Mal foi noticiado pela nossa imprensa, em novembro de 2008, ainda na era Bush, a reativação da 4ª frota norte-americana ou o tenebroso passeio de frotas russas em compasso com os ideais chavistas. É isso aí!... O petróleo e o gás encontrado, prometem muito e as velhas forças expressas no egoísmo da classe dos financistas globais, ainda dão os últimos suspiros daquela onda neoliberal dos anos 1990.
Mas não esqueçamos nunca: o petróleo e o gás, sim, para o social, para a ciência e tecnologia e para a educação, mas, sobretudo, também, "para substituir gradativamente, a base energética do carbono para outras vias não poluentes". Mas, pelo amor de Deus: que não seja a nuclear.
14 Novembro 2009
Protógenes diz que será demitido na 2ª e vai recorrer
-07NOV2009
Comissão aprova 14.º salário para professores da rede pública
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou proposta de criação do 14.º salário para professores de educação básica, lotados em escolas públicas dos Estados, DF e municípios, em sua reunião de terça-feira (10). O texto é autorizativo em relação ao Poder Executivo. Entre os muros da outra escola
Encaminhado pelo Prof. Ivan Scotelari [06NOV2009]
30 Outubro 2009
"AOS PROFESSORES, COM RESPEITO..."
NA VISÃO DE UM PROFESSOR QUASE ESTREANTE
Paulo Sergio Teixeira
28OUT2009
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RESUMO
Com a finalidade de atender às mais novas demandas de trabalho que se esperam sobre um país em pleno processo de re-enquadramento econômico, político e social, em meio a um momento sui gêneris da globalização, o governo brasileiro está investindo em projetos de estruturação da Educação. Este panorama oferece condições para a re-condução do ensino por seus próprios profissionais que devem dar o exemplo primeiro no aperfeiçoamento da cidadania. Este artigo apresenta percepções adquiridas em meio à prática dos meus primeiros anos de magistério e pode oferecer alguns subsídios para a reflexão em torno da articulação da classe dos profissionais da educação.
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Palavras-chave: Educação, sociedade, profissionalismo, ação política dos professores.
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ABSTRACT
The Brazilian government is investing in educational projects for the purpose of serving the new work demands expected from the country which is passing trough a process of economic-politic-social rearrangement, among a unique globalization time. This overview offers conditions to lead back education by its own professionals, who must first adduce the improvement of citizenship. This article shows earned perceptions by practical teaching and can offer some subsidies to reflect about this teachers’ working class articulation.
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Key words: Education, society, professionalism, teacher’s political action.
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“O que não derruba, fortalece...”
Cássia Eller
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Desde as primeiras manifestações da Escola Nova, de Anísio Teixeira e seus apoiadores, observamos a permanente tentativa de assunção dos profissionais da educação. No decorrer da história, verificamos, em meio a esforços contínuos, algumas conquistas, frustrações e até momentos de letargia, como por exemplo, as décadas de 1980 e 1990. Após esta última, muitos autores, preocupados com os caminhos e descaminhos da educação no Brasil, e quanto à própria série de mudanças na sociedade em seu ínterim, inclusive, apontadas como reflexos do descaso para com a área em questão, vieram e vêm articulando um novo paradigma do conhecimento que encaminhe as próximas gerações de estudantes e professores para uma condição que se sustente até que, por fim, re-surjam novas necessidades.
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A grande referência de nossa área, hoje, mesmo não estando mais entre nós senão por meio das lições deixadas, é Paulo Freire. Em Freire podemos constatar seu trabalho pedagógico específico, e mais além - e principalmente -, o delineamento de um novo parâmetro necessário à classe dos educadores. Antes dele, o “padrão” de um bom professor se identificava, facilmente, com um certo status característico, fruto de uma superestrutura decadente. A partir de seus esforços e do de seus contemporâneos, passou-se a perseguir a autenticidade de um educador intelectualizado e mestre de seu ofício, fora dos padrões, mas antes, humano, ciente das potencialidades e limites, que mais do que mero reprodutor, passivo, condizente com os velhos modelos reacionários, busca lançar-se à ágora e esforça-se por atuar de modo responsável com sua parcela real de poder no todo. Assim, a dedicação, a postura, a consciência, enfim, a plena e progressiva cidadania, é a melhor lição que nós todos estamos aprendendo a transmitir.
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O professor que realmente ensina, quer dizer, que trabalha os conteúdos no quadro da rigorosidade do pensar certo, nega como falsa a fórmula farisaica do “faça o que eu mando, não faça o que eu faço”. Quem pensa certo está cansado de saber que a palavra a que falta corporeidade do exemplo, pouco ou quase nada vale. Pensar certo é fazer certo. (FREIRE, 2004, 34)
Como Paulo Freire, em meio à violência despótica dos militares, num momento crucial de escolha entre lutar ou salvar a pele, surgiu, junto a mestres e estudantes, uma gama seleta de intelectuais preparados para guiar e reafirmar os diversos setores da sociedade brasileira, verdadeiro marco histórico e que não se fez diferente na educação.
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Com esta experiência terrível de ímpetos aflorados, desilusões e perseguições, muitos aprenderam novas formas de lutar, mesmo que isso não significasse pegar a arma e ir ao front, mas antes, e muito mais no nosso caso, plantar sementes que germinassem na estação propícia. Este foi o papel desempenhado àquele tempo pelos companheiros intelectuais do ensino, que nos deixaram por legado a beleza dos sonhos e a continuidade das esperanças de uma mesma luta secular que já sabemos: se equilibra ao mesmo passo que avança.
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Mal caiu por terra a estupidez violenta das ações militares, e já o ápice do laissez faire, sob a nova maquiagem sedutora do neoliberalismo, retransformava os antigos e novos esforços expressos nos “sangue, suor e lágrimas”, em mais uma novela corriqueira. Era o show business explícito da ganância egoísta de uma pretensa ordem superior que, mantenedora de reservas mal distribuídas, acabou por gerar um desequilíbrio auto-destrutível que vem ameaçando não só a respectiva ordem, ou o sistema por ela mantido, mas de forma integral, a toda comunidade planetária.
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Vale a pena mencionar que circunstâncias extremas como esta, para além da gestação de revoltas contidas, passam a exigir a tomada de uma nova postura na direção de soluções práticas. Nossa contemporaneidade recebeu por herança a responsabilidade intransferível de escolher um caminho mais promissor, que, aliás, o atual momento parece permitir.
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Enquanto companheiros continuadores dos mesmos empenhos comuns, coexiste a necessidade de um esforço no sentido de elucidar os signos daqueles sonhos e esperanças a fim de dar seqüência à grandiosa obra que é a educação, e que, diga-se de passagem “não se iniciou e nem terminará em nós”.
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É preciso, de fato, saber equilibrar, mas não é fácil. O pensador alemão Karl Marx falava em reino da liberdade e reino da necessidade. Só é possível falar em reino da liberdade quando o reino da necessidade está absolutamente resolvido. Quando as suas necessidades estão satisfeitas, você vai para as escolhas livres. Se alguém precisa fazer algo, porque isso permitirá que, adiante, ele dê um passo para fazer o que gosta, então ele precisa gostar também daquela necessidade. Não adianta ir para algo que é absolutamente necessário com lamentação, dizendo: “Está vendo? Não estou fazendo o que eu queria fazer”. Bom, mas se você sabe que aquilo é apenas uma etapa para uma coisa melhor, então fará. (CORTELLA, 2008, 40-41).
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O profissional e o sentido do trabalho
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Notamos, com freqüência, algo de mal orientado ou mal compreendido durante o processo de formação de muitos licenciados da região.
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Isso se dá, principalmente, sobre o aspecto profissional da classe que, ao ser lançada ao campo, apesar dos esforços no preparo, encontram-se pouco familiarizados com o amplo sentido que nos move no ofício: das possibilidades atuais, do grau de responsabilidade do trabalho, do compromisso com o futuro das gerações que passam por nossas mãos, portanto, do futuro da sociedade.
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Mas há um tipo de formação que só adquirimos com a prática. Faço questão de lembrar que o crescimento de qualquer pessoa depende em muito dos professores-orientadores que possuiu, mas não só deles. Há uma constante real que se resume em “vontade e esforço” do aprendiz [hábitus], algo mais ligado a uma pré-formação no lar, ou mesmo, a uma pré-disposição inata. E digo isso olhando para nós como aprendizes antes mesmo de sermos professores.
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Talvez seja justamente esta “constante” que um mestre tenta despertar no aprendiz, e mais do que isso: um exercício permanente de auto-controle a ponto de atingir a capacidade de despertar esta constante em si mesmo sempre que preciso.
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“O artista tem que ir aonde o povo está...”
Milton Nascimento
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O que define um bom profissional? Um bom cozinheiro? Um bom médico? Um bom professor?
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Certamente, o profissional que realiza bem seu trabalho, é o que domina técnicas, conhece a teoria e possui familiaridade com a prática. Só que um profissional não deve se julgar acabado; deve sim aperfeiçoar-se sempre e isso é, com alguma certeza, o que o diferencia em sua corporação ou classe. Como? Ele deve aprimorar a técnica, exercitar habilidades, experimentar novos caminhos, procurar novos saberes. Ora, que tipo de cozinheiro você iria preferir quando estivesse com fome? Um razoável, muito mais preocupado com quantos pratos tem de vender, ou um chefe preocupado com a total satisfação do cliente? Claro, por inúmeros fatores, esta questão pode variar, mas podemos esperar como resposta mais segura, aquela que aponta para um profissional envolvido com seu trabalho.
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Se, por ventura, estivesse à beira da morte, iria esperar que um médico burocrata, insensível o tratasse, ou um doutor que muito se preocupou com questões profundas acerca do sentido da vida e da morte no decorrer de seu trabalho? Quem destes dois atores você espera que esteja mais apto para lhe tratar quando à beira da morte?
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Penso que tudo seja importante, mas não podemos perder de vista o “sentido” do nosso trabalho. Pensar no sentido que leva um mestre a ensinar, a formar um cidadão de bem, é mais do que conhecimento, habilidade e prática automatizada. É constante reflexão crítica, necessariamente ligada ao ofício em questão.
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Um médico comprometido deve procurar doenças para curar, quando entende que este é o problema que em seu trabalho lida para vencer. Do mesmo modo um professor deve lutar para levar o esclarecimento como quem leva luz à escuridão da ignorância, algo que limita a plena humanidade da nossa espécie. Portanto, vencer o que nos limita, é um esforço tão prudente e necessário quanto o exercício da cura perseguida pelo médico.
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Problema cultural: o não-mestre em seu status
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Apesar das reflexões em torno do papel do educador e das inúmeras peculiaridades do ofício - que vem sendo estudadas e aprimoradas pelos atuais pensadores da educação, tornando-se a base norteadora deste momento de pretensa (e quem sabe, prevista...) retomada de condução, justamente quando se busca a “necessária autenticidade no trato e no sentido do trabalho do professor, sendo este, agora, mais do que nunca, um promotor e um direcionador dos interesses da sociedade” -, verificamos, paralelamente, a presença de uma cultura autodestrutiva que, aos poucos, vem se projetando nos bastidores do ensino, como a uma certa “falta de rumo”, colocando em risco tantos esforços empreendidos pelos profissionais da área e que visavam o desenvolvimento comum.
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Junto a esta cultura detratora, também deve haver uma noção como resquício, logo num primeiro momento, da visão que adquirimos dos nossos próprios professores, e talvez, mais longínqua até... de quando se tinha uma visão infantil e muito imprecisa do que viria a ser a escola antes mesmo de ingressarmos nela. Além destas imagens estigmatizadas no inconsciente pessoal e no coletivo, podemos somar as sensações absorvidas durante os primeiros anos de prática. Certamente, aos profissionais que não exercitam a ampliação do conhecimento dos fatos através de uma análise precisa, constante, e, sobretudo, ponderada, as chances de engano, no que diz respeito à autoimagem, voluntária ou não, devem ser grandes.
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Daí, até que ponto a precisão da autoimagem influencia de modo produtivo no trabalho do educador, no montante das ações, seja talvez discutível. Mas creio valer a pena atentar, com base na observação de exemplos históricos das relações e representações classistas, que o excesso nos modos de status, quando ilegítimos, costumam denotar um estágio de decadência em meio a processos institucionais, algo que, no caso, pode vir a exigir uma ação de resgate.
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Sobre isso seria conveniente um estudo mais pormenorizado, e importante à consciência dos formadores da sociedade. Isso porque, se houver possibilidade de ser fato um movimento de fluxo-refluxo social, que muitos estudiosos das Ciências Sociais desconfiam e mencionam às vezes, estaríamos assim, melhor preparados a trabalhar no contexto destas supostas freqüências a nosso favor.
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Enquanto não avançamos nestes estudos, chamemos a atenção para este status ilegítimo, que por distorção pessoal frente às realidades do ofício nas atuais conjunturas, ou ainda, por influência cultural irrefletida, vem se estabelecendo entre os profissionais da educação.
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Esta posição adquirida e aprimorada é resultado, com alguma certeza, da falta de esclarecimento, não por limite ou incapacidade, mas pela ausência de auto-motivação no sentido de elucidar precisamente a realidade, algo que deve se constituir num processo contínuo ao educador.
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É provável que isso se deva a dois aspectos de uma realidade mais ampla. Primeiramente, à falta de uma orientação mais cuidadosa, em que haja uma preocupação maior com a formação do futuro professor, que deve estar em conformidade com a urgência de se reformar o magistério. Quer dizer: educa-se, ainda, para formar reprodutores e não reformadores. Em segundo lugar, o resultado da infra-estrutura que extrapola numa superestrutura programada para manter os educadores “no seu devido lugar”. Ora, refiro-me, de modo superficial, às longas horas de trabalho, às más condições estruturais, salas superlotadas, defasagem dos salários, mas muito mais e principalmente, à cultura decadente que se firma em meio a essa degradação.
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Nessa perspectiva, logo se observa o desespero expresso na vaidade a que o educador vem sendo vitimado, como forma de suportar a desconsideração por parte das autoridades dirigentes e do próprio descaso que nasce no seio da sociedade em geral. Os professores, já desestimulados, muitas vezes, desamparados e sem forças, sucumbem aos caprichos das próprias vaidades, via natural de um consumismo por vezes doentio, o que por fim, torna as aparências vazias e crescentemente alienadas num falso e ilegítimo status. Tal ilusão é prejudicial a toda sociedade e dificilmente apresenta condições de quantificação dos seus efeitos.
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O revés das estruturas
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Na história recente do Brasil, o campo da educação sofreu inúmeros golpes e isso, ao meu ver, devido a quatro grandes fatores:
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a) Desestabilização da base - a partir da década de 1980, a mulher passou a sair do antigo lar a fim de auxiliar o companheiro nas despesas da família. Com essa nova noção da “mulher independente”, efetivação de uma luta histórica de, pelo menos, um século, criou-se a cultura, amplamente sustentada pelos canais de comunicação, da tal “produção independente”. O fato é que nesse período, assistimos inúmeros casamentos pouco duráveis e o crescimento dos casos das mães solteiras, então amparadas por toda uma condição que se disseminou e foi, num primeiro momento, logo aceita.
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Bem ou mal, as mulheres deixavam a família para labutar salários, questão verificada nos países que se envolveram na 2ª Grande Guerra, mas que agora era reassumida pelas novas necessidades em nosso país. Em decorrência disso, a base da sociedade foi abalada já que o eixo aglutinador das famílias passou a se ausentar. Os filhos destes breves casamentos, ora passaram a ser cuidados pelos avós ou tios, ora encontravam-se ao abandono, “compreensivos” até, perante ao que já ganhava formas de novo-modismo. Com pais ausentes, por necessidade ou conveniência, ficavam os filhos sozinhos ou no convívio de babás, amigos, televisores, videogames e outros tipos aliciadores e alienantes.
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Atualmente, dados estatísticos propagados pela mídia demonstram uma inversão nestes valores e uniões de casais aumentam ano a ano no país. Mas tal fato, por ser recente, ainda não foi capaz de apresentar reflexos significativos na sociedade.
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Fonte: IBGE
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b) Políticas de desvalorização do magistério – o longo processo de defasagem salarial promovido pelas políticas criminosas de descaso para com a educação no país, é um fator essencial para a digressão da classe, mas, sobretudo, sustentada também, talvez, pelo descompromisso de muitos professores que atuaram no período. Pode ter sido a aceitação e o não envolvimento que tenha denegrido a classe colocando esta à condição deplorável de sub-emprego. Logicamente, fatores maiores se somaram a isso, tais como o próprio sentimento de abandono por que passamos, como a “década perdida”, chegando mesmo ao extremo, em alguns momentos, de fuga pelo elemento quase xenofóbico vivenciado;
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c) Magistério como sub-emprego – com o processo de desvalorização do magistério, o ofício de educador passou a ser uma alternativa de emprego, de salário satisfatório, o que ocasionou o declínio da profissionalidade e do interesse verdadeiro de seus atores. Com as sucessivas crises sofridas pelo país, diminuíram as condições de trabalho, e os bacharéis, insatisfeitos com as oportunidades, passaram a encarar a educação como uma última alternativa. Não tardou a surgir trabalhadores do ensino, mesmo sem o que poderíamos entender como “identificação com o ofício”. Com isso, uma cultura de resistência ao magistério ascendeu, onde só alguns poucos se “aventuravam” a encarar - e frise-se bem: “encarar”, não “assumir”. Decadência no comprometimento, aceitação passiva e massiva das más condições prestadas à escola e aos seus profissionais;
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d) Tecnificação em alta – a tendência à tecnificação foi fruto de sucessivas promoções do mundo empresarial, que procurou aumentar seus recursos, patrocinando assim, avanços nas tecnologias surgidas no interior das últimas guerras. Um ponto relevante, mas aliado a isso, principalmente no que diz respeito às realidades de nosso país nas últimas décadas, devemos considerar não só a supervalorização das novas tecnologias, mas igualmente ou em maior proporção, o desprestígio irresponsável das ciências humanas. E digo irresponsável, porque no ensino - já não é novidade a ninguém -, o empenho dos militares em desvalorizar as humanidades na educação. É sabido por todos da exclusão da Filosofia e da Sociologia da grade curricular. Do mesmo modo, História e Geografia, trocadas pelos Estudos Sociais, que além de não especificar esta ou aquela, também produzia profissionais com menor tempo de formação. OSPB, EPT, EMC foram disciplinas que valorizavam um operário capaz de produzir dentro das normas vigentes, mas incapaz de saber por quê e para quê produzia. Enquanto isso, no mesmo período, cursinhos de língua inglesa proliferavam pelo país, pois entre interesses escusos, havia um esforço permanente no sentido de perpetuar a valorização que, historicamente deu-se em nossa sociedade, ao estrangeiro. E isso, em detrimento aos próprios recursos e competências em nosso país, que nunca foram poucos. Felizmente, isso vem, finalmente, mudando...
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Realidades, perspectivas e aspirações:
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Na tentativa de definir os grupos de trabalho (professor-estudante) no presente momento, onde já vivenciamos o declínio de uma certa lógica de supremacia econômica (mais realidade que esperança), segue abaixo o que penso ser um grande objeto-problema em meio ao fato da desigualdade social, hoje, circunstancialmente inerente à nossa práxis:
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1. Muitos dos médios e grandes portadores de condições materiais, por não viverem e reconhecerem as tantas carências da maior parte da sociedade, tornaram-se insensíveis ao problema do outro, o que mais cedo ou mais tarde se refletirá no todo. Este grupo parece não entender que se inclui na camada que perpetua tal tendência, e deve assegurar, assim, a manutenção das disparidades sociais na sua ignorância. Cabe aos mestres, neste caso, ensinar a sensibilidade que falta à superação dos descasos, dos desprezos em relação ao outro;
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2. O grupo dos miseráveis, carentes das necessidades mais básicas - impulsivos, ignorantes, pobres, sem saúde -, precisam do esclarecimento a fim de assumir condições de vida plenamente dignas.
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Trabalhar com este ou aquele grupo pode ser uma opção, mas deve ser honesta e, acima de tudo, comprometida, pois o trabalho com ambos os grupos, tem um aspecto comum e importante: a condição humana.
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Dito isto, tentemos identificar os mais recentes esforços de nossa classe política sobre a educação brasileira.
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Em âmbito federal, estadual e municipal, o que observamos agora, com a melhoria das condições sobre o país e a retomada do crescimento, é que, este longo período de estagnação no campo da educação (dentre outros), serviu como um alerta às autoridades para a necessidade de se planejar o re-encaminhamento do Brasil através de uma formação de qualidade da nação. Os aspectos que ofereceram e vem oferecendo maior peso para este pretenso novo rumo, deve se encontrar na institucionalização generalizada da violência a que chegamos, mas também, na verificação do despreparo em que se encontra a população em meio à plena possibilidade de ascensão nacional, ora incapaz de acompanhar, sem desperdício de boas chances, o avanço e o crescimento pretendido.
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Frente a tais perspectivas, podemos esperar uma reorganização efetiva em meio à diversidade de instituições e classes no intuito de se engajar neste movimento ascendente. Sobre isso, a fim de atender as demandas imediatas, direcionam-se projetos que visam dar continuidade ao referido processo já iniciado. Com base nesta tendência não é difícil constatar, quando em se falando de projetos futuros, que a educação, desta vez, encontra-se entre as principais da pauta. E é enxergando tais predisposições, de maneira menos simplista e muito mais engajada, que se torna conveniente somar esforços na direção oportuna, acreditando, criando e trabalhando em torno deste momento único.
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Há uma peculiaridade na educação para o qual poucos atentam, mas que parece fundamental no desenvolvimento e na evolução do ensino. Trata-se de uma propriedade que se traduz em trabalhar com gerações que atuarão no futuro, e desta forma, não é difícil constatar que trabalhamos mesmo com possibilidades futuras.
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No entanto, não há ainda uma base muito nítida neste sentido quando nos referimos ao trabalho do educador. É possível mal sermos capazes de averiguar com nitidez os processos educativos no decorrer do século XX. Quão excelente seria se dispuséssemos de um mecanismo que possibilitasse enxergar o resultado do nosso trabalho após dez anos de magistério; teríamos uma visão dos erros e acertos da nossa prática. Infelizmente, quando muito, o que vemos é um resultado parco e irreversível, porque, a maior probabilidade, neste caso, é a de já estarmos aposentados.
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Percebendo isso, os atuais articuladores da educação sobre o Estado Brasileiro têm lançado novas formas de mapeamento da situação educacional, tanto quanto em respeito aos rendimentos reais, e agora, mais recentemente, também no sentido de identificar verdadeiro nível dos formadores da nação. Gerando muita polêmica (visto que os profissionais de educação nunca foram postos à prova, a não ser através dos concursos), os primeiros processos avaliativos do professorado, começaram a ser lançados aqui mesmo no Estado de São Paulo, a partir de 2008.
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Desde o Provão, da era Paulo Renato, os governos vêm realizando esforços para mapear o nível de formação dos brasileiros. Para entender melhor, é necessário que toquemos na questão das demandas e isso demonstra que, desde aquele governo, a retomada de crescimento já era uma prerrogativa (talvez uma aposta) e foi justamente a fim de atender as demandas esperadas que a educação adquiriu seu novo caráter de urgência.
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Após uma breve seqüência do Provão, outros mecanismos foram lançados pelos governos posteriores: o IDEB, o ENEM, estes, sendo aperfeiçoados e possibilitando, pela primeira vez, de maneira muito mais precisa do que antes, uma visão geral de nosso grau de instrução, que inclusive, encontra-se muito aquém do desejado: média nacional de 37,27 pontos nas escolas públicas (“ENEM 2008” – Relatório do MEC, 20 de novembro). Observemos a seguir os resultados do IDEB 2005-2007:
-- IDEB 2005, 2007 e Projeções para o Brasil – Fonte: Saeb e Censo Escolar
Apresentando uma evolução constante e que, embora pareça muito baixa, tem sido considerada significativa por muitas autoridades, como por exemplo, à Comissão de Educação no Senado Nacional, que esteve sob a representatividade do Senador Cristóvão Buarque, um continuador das idéias de Anísio Teixeira - principalmente mo que tange à questão de uma pretensa unificação do ensino no qual a qualidade seja oferecida tanto para ricos quanto para pobres. Veja o trecho de uma entrevista:
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Além destas metas, já verificamos mudanças consistentes no trato da educação, como a formação de uma base salarial única ao professorado brasileiro, programas de aperfeiçoamento dos professores junto às universidades e novos sistemas de valorização por mérito além de amplas perspectivas de investimento na área.
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Outros métodos – novas realidades
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Aliado a estes mecanismos e à atual onda de ascendência no campo da educação, talvez seja importante começar a conferir as tendências cíclicas dos tempos, e isso deve compor um empenho permanente e lúcido, tanto agora como para as próximas gerações condutoras do ensino. Cabe-nos atentar para uma permanente identificação dos fatos, das evoluções e retrocessos a fim de compor ações mais precisas para a mesma obra comum, longe de confusões desnecessárias que geram atrasos e pressupõem riscos em potencial. Os educadores devem ampliar suas visões e considerar questões ligadas ao tempo a fim de obter resultados do trabalho, para, a partir disso, intervir, mudar o que for preciso.
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Quanto tempo um educador leva para perceber que educar é um compromisso para com o futuro? Um futuro de possibilidades?... Muitos, principalmente na cultura atual do nosso profissionalismo, atuam como autômatos programados, e mal têm condições, ou mesmo impulso, para procurar identificar os fatos negativos no intuito de saná-los.
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Quantas vezes em nossa práxis temos condições de perceber como somos importantes para a formação de um cidadão pleno, competente, hábil, forte, cheio de ânimo e convicção quando nós mesmos ainda vivemos mergulhados em jornadas de inseguranças e desamparos? Precisamos de um porto seguro, para que haja segurança sobre a sociedade que nós formamos. Pessoalmente, desconfio que este porto seguro não cairá do céu, não nos será dado como presente merecido ou como obra do acaso, mas será a custo de esforço individual, coletivo e permanente, até que se vença o desafio que nos se apresenta, como sempre se foi na história.
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Trabalhar a educação com base na referência dos tempos é compreender o que fomos, o que somos e o que queremos ser. Mas isso ainda não é tudo...
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Foi em meio ao movimento renascentista, que aprendemos a separar em partes toda nossa ação e compreensão. Contudo, hoje, após os movimentos de renovação dos anos 60, que culminou ainda na novíssima revolução das técnicas da comunicação, já assumimos, naturalmente, uma compreensão mais holística e uma amplitude de ações compartilhadas como nunca antes se assistiu. É como se tudo o que o homem criou e desenvolveu até agora estivesse realmente, num instante, disponível. Por aí, vemos que esforços equidistantes de nosso presente, não foram desperdício, assim como não deve ser em vão o conjunto de nossas ações atuais, principalmente, quando bem articuladas.
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A plenitude dos conhecimentos de conteúdo, a rapidez das ações, a intensa capacidade de produção, em todos os sentidos, e do esclarecimento - inclusive sobre as novas noções de tempo-espaço-existência -, oferecem ao mestre educador, em seu ofício, uma nova possibilidade a quem o almeje, de ser tão sábio quanto os grandes sábios que nos orientaram até hoje. Isso parece ser uma nova tendência, e aquela pequena idéia de que “professores não terão mais utilidade”, está definitivamente ultrapassada, pois o novo professor não terá mais a simples tarefa de reproduzir conteúdos, mas finalmente, a de contribuir com a formação de cidadãos capazes para a sociedade. Para assumir tal papel, é necessário um trabalho de transcendência, um aspecto da existência que só a verdadeira sabedoria nos possibilitará. Em nosso atual estágio, já fomos capazes de organizar os conteúdos, agora, pode ser o momento oportuno para trabalhar novos sentidos e desenvolver um outro paradigma do saber.
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No entanto, isso só será possível a partir do momento em que as pessoas forem tomadas pela consciência de seu papel e importância para o corpo social. Com a liberdade de escolha e engajamento neste ou naquele segmento trabalhista, algo que já alcançamos (porque somos naturalmente, produtores), resta desenvolver o sentimento de conjunto, pois a partir disso, não teremos mais que cumprir funções por imposição, mas baseados nos interesses coletivos. Este sonho, que já esteve mais distante e muito presente na expressão de memoráveis romancistas, parece estar se efetivando justamente agora, quando começamos a re-aprender e a traduzir os sinais naturais de Gaia. Talvez uma nova era de diálogo e superação - oxalá que definitiva – das velhas ditaduras de classe e de todo e qualquer tipo de fundamentalismo.
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A classe dos profissionais da educação, por exemplo, tem grau de importância tão grande para o desenvolvimento da sociedade e de seu meio quanto a família bem estabilizada. Sabemos que em uma sociedade complexa, a educação fora do lar é uma extensão da instituição Família: ao se desestabilizar esta ou aquela, a sociedade tende a entrar em colapso. Parece ter sido isso que assistimos aqui no Brasil antes do período de retomada do crescimento e seus efeitos ainda estão aí para nossa infelicidade.
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O produtor, o financista, o artista, o político, o sacerdote, o militar, o técnico, o jurista, o médico, o educador... Todas as classes são imprescindíveis neste processo conjunto e, para que haja equilíbrio, uma não deve sobrepor-se à outra. Vale lembrar que cada indivíduo guarda em si uma parcela de todos estes segmentos, e todos passam pelas mãos de alguém que ensina. Então, a fim de se atingir a harmonia e avançar rumo ao desenvolvimento mútuo, é necessário que o profissional de educação esteja bem amparado, consciente de seu papel e tomado de valores éticos, pois, se esta classe estiver fora de ordem, todos os outros componentes do corpo social partilharão da mesma disfunção. Mas quem teria a competência de solucionar os problemas da classe dos professores senão os próprios professores? Neste sentido, no meu entendimento, portanto, a maior conquista que os professores devem alcançar neste instante, são canais mais eficientes de diálogo.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
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O homem, por sua natureza nômade de origem, deve mesmo estar, ainda, aprendendo a viver em sociedade. Talvez, por este motivo, a afirmação coerente e necessária de um convívio espontaneamente harmonioso, que no seu aspecto mais evoluído, deve atingir a supremacia da coesão, pode significar não uma utopia, mas um caminho tortuoso e necessário a se trilhar até que se alcance a especial plenitude.
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Independente de ideologias e/ou filosofias que tentam apontar para o ser/estar ideal em sociedade, e que na maioria das vezes divergem entre si, penso que todo e qualquer esforço de superação dos absolutos individualistas, sejam válidos e enriquecedores para todo o corpo comum.
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Assim como a Torre de Babel nos foi posta sob desafio - mítico sim, mas ao mesmo tempo tão intensa e real -, o problema da condição relacional entre os homens é análoga e pressupõe empenhos de energias que vão de encontro aos interesses do indivíduo, e ao mesmo tempo, que pertencem a toda uma identidade conjunta.
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É justamente o reconhecimento desta identidade que orienta os esforços, estes sim, naturais da nossa espécie, porque representam, mesmo de forma inconsciente, a propriedade legítima do mesmo homem, de, simplesmente, repulsar a solidão e sentir-se seguro. Isso, que normalmente não costuma despertar nossa atenção, cabe-nos bem como uma orientação a se perseguir nas humanidades, porque aponta para uma direção lógica: “a nova natureza propriamente social dos homens”.
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Os esforços que se fazem no sentido de articular classes em sua diversidade de representações são extensões de uma mesma tendência própria que desde sua origem, evolui constantemente, como um movimento de avanço e breve retrocesso (sempre com avanço um pouco superior a cada freqüência sócio-histórica). Ora, se fomos capazes de perceber a direção das energias investidas e já reconhecemos uma “ainda” vaga ciclicidade dos movimentos, certamente estamos mais aptos em compreender o que deve ser feito a cada dia neste universo. Ao final, não pretendendo ser tão metafísico, ou esparso, “a humanidade deve representar os esforços de uma ilha, e mesmo assim, não se trata de uma ilha única e isolada”.
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FONTES E BIBLIOGRAFIA
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BIBLIOGRAFIA
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ARROYO, Miguel. Imagens e auto-imagens. 5ed. Petrópolis: Vozes, 2002.
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____________. Qual é a tua obra? Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética. 3ed. Petrópolis: Vozes, 2008.
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FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1994.
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ORTIZ, Renato. Mundialização e cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994.
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RIOS, Therezinha Azeredo. Compreender e ensinar: por uma docência de melhor qualidade. 2ed. São Paulo: Cortez, 2001.
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RODRIGUES, Vera Regina (coord.). Muda o mundo, Raimundo! – educação ambiental no ensino básico do Brasil. Brasília: WWF, 1996.
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SITES
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IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
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MEC - Ministério da Educação.
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RÁDIO SENADO. Entrevista concedida por Cristóvam Buarque a Ana Beatriz Santos. Disponível em http://www.senado.gov.br/radio/ Acesso em: out. 2008.
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SINPRO-SP. Capital estrangeiro e fusões de empresas aumentam no ensino superior. Disponível em:
http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=983
Acesso em: 10 jul. 2008.
PAULO RENATO DE SOUZA, Economista... - "A velha historinha de sempre..."
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SERGIO HADDAD, Economista, pós em Educação, História e Sociologia. Professor... - "O contraste!!"
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- Ignácio de Loyola Brandão, escritor. Eu não seria leitor, escritor ou cronista se não fossem algumas professoras que marcaram minha vida e me mostraram o prazer da leitura. Eram professoras incríveis, porque tinham um olhar para dentro do aluno, e isso que eu gostaria que os professores tivessem. É muito complicado, eu sei que hoje é difícil, mas olhem para cada um, mesmo aquele mais rebelde, o mais chato, o mais quieto... Alguma coisa nele tem que o leva a ser daquele jeito. Se o professor não tiver paixão pelo que faz, se não for entusiasmado, se não gostar da escola, mesmo com todas as dificuldades... Mas o que não é difícil? Tudo é difícil. Mas aquela é sua missão, aquele é seu ofício, então se jogue dentro dele, procurando transformar.
- Rosita Edler Carvalho, doutora em Educação pela UFRJ e escritora. Não é tarefa difícil escrever sobre a importância que os professores tiveram em minha vida. Na verdade há que falar sobre a importância que ainda têm, pois continuo como aluna, numa pós-graduação sobre neuropsicologia. Além de nos encantar com o conhecimento que possuem, professores nos estimulam a construí-los. Além de nos assombrar com o muito que há para aprender, professores nos fazem pensar e desejar. Ao pensar, fazemos uma releitura de mundo e ao desejar nos humanizamos, valorizando nossas emoções e as energias que nos impulsionam. Todas as homenagens seriam poucas, pois como educadoresque são, os professores nos ensinam a estabelecer relações com o saber. E tais relações são sempre positivas e oportunas.
23 Outubro 2009
Para Unesco, situação do professor é crítica

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Quase a metade dos professores tem pais sem nenhuma escolaridade ou que chegaram apenas à 4ª série do ensino fundamental
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Num dos mais completos relatos já feitos sobre a situação do professor brasileiro, a Unesco aponta que a situação é bastante crítica, e não apenas por causa dos baixos salários.
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Escolaridade
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Salário
Confederação aponta envelhecimento dos professores e desinteresse pelo magistério

18 Outubro 2009
Salário médio de professor sobe de R$ 994,00 para R$ 1.527,00

domingo, 18 de outubro de 2009
Senado aprova projeto que reserva vagas em universidades para professores

Portal G1
05 Outubro 2009
04 Outubro 2009
O mundo não tem mais dono da verdade, diz Lula
-O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que o mundo não tem mais nenhum "dono da verdade" porque "todo mundo senta à mesa, com muita humildade, querendo aprender, querendo saber como é que vai fazer para lidar com a crise econômica, para lidar com o sistema financeiro, redefinir o papel do Estado". "Isso é o que explica o sucesso do G-20", disse, no programa semanal de rádio "Café com o Presidente". De acordo com Lula, a reunião da cúpula das 20 maiores economias do mundo, em Pittsburgh, Estados Unidos, na semana passada, da qual participou, teve três "conquistas".
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A primeira, afirmou, é que o G-20 será o grande fórum para debater a economia do mundo, substituindo o G-8 (Grupo dos 7 e Rússia). A segunda é a ampliação da participação das nações emergentes no Fundo Monetário Internacional (FMI). "Nós reivindicamos 7%, e nós passamos para cinco. Qualquer negociador sabe que quem reivindica sete e conquista cinco, é uma vitória extraordinária", disse. A terceira conquista, segundo ele, foi o acréscimo da participação dos emergentes nas cotas do Banco Mundial (Bird) em 3%. "A gente queria ter uma participação de 6%, na véspera, à noite, do encontro, o Obama disse que não era possível negociar o Banco Mundial, que não tinha acordo. O que aconteceu no dia seguinte é que de manhã nós conseguimos fazer com que aumentasse a participação dos emergentes em 3%", disse.
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Lula lembrou também o discurso de abertura que fez na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. "Foram três mensagens. Primeira, a questão da crise econômica mundial; segunda, a questão do clima; terceira, a questão da governança global. Ou seja, são três assuntos que estão na ordem do dia, três assuntos que o mundo inteiro está discutindo e três assuntos que interessam ao Brasil."
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Países pobres
Ao falar sobre a Segunda Cúpula dos Países da América do Sul com os Países da África, em Isla Margarita, na Venezuela, da qual participou em seguida, o presidente declarou que, para ele, ir a uma reunião de países ricos e depois a um encontro das nações mais pobres foi "uma lição de vida".
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"Foi um momento de glória, ter participado, durante uma semana inteira, do G-20, que reúne os países mais ricos, e ter saído do G-20 e vir participar do encontro dos mais pobres."
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Para o presidente, a ida a dois encontros tão diferentes permitiu "compreender melhor que é preciso ter uma nova ordem mundial, que é preciso a gente cuidar de concluir o acordo da Rodada de Doha, na OMC (Organização Mundial do Comércio), que é preciso ter mais política de transferência de tecnologia para os países pobres, que é preciso fazer com que a miséria seja extirpada do mundo, com a colaboração dos países ricos".
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Lula considerou ainda que essa "união" entre América do Sul e África é uma "coisa extremamente rica" para mudar a geografia comercial e política. "Quem viver mais alguns anos vai perceber que vai mudar a situação da governança mundial, a partir da relação que nós estabelecemos com o mundo árabe, com os países da América Latina, Caribe, Caricom (Comunidade do Caribe), e com o continente africano. Ou seja, é uma nova lógica: nós somos a maioria dos países do mundo. Portanto, nós temos que utilizar essa força nas decisões da governança global", ressaltou.
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03 Outubro 2009
Professores sofrem violência sem medida
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Os parcos salários, o sentimento de desvalorização do trabalho, a falta de respeito dos alunos contra os professores, pois retiram sua autoridade em sala de aula, a ingerência dos pais na atividade acadêmica, além de outros fatores, têm levado professores a adoecerem física e psicologicamente.
A esses fatos acresça-se a violência urbana que ocorre principalmente nas áreas de risco da cidade, como troca de tiros, sequestros, invasões e assaltos, locais onde alguns professores passam todos os dias. Sofrem paralelamente com a falta de concessão de férias, com a ausência de intervalo, com o excesso de trabalho, o atraso no pagamento dos salários, a constante ameaça de despedida, as reuniões obrigatórias fora do horário de trabalho, a discriminação de crença feita por colégios de religião diversa, as agressões verbais ...
Tais atos conjugados ou não entre si constituem assédio moral ambiental, pois o meio ambiente em que está inserido lhe é perverso e agressivo. Cabe ao patrão, às autoridades públicas, aos alunos e aos pais o dever de impedir tal prática.
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"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?".
06 Setembro 2009
JORNAL DA CÂMARA - ''DEMOCRATIZAÇÃO DA ESCOLA'' 31/08/2009

A Comissão de Educação e Cultura aprovou, na semana passada, o Projeto de Lei 4483/08, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (9.394/96) o dever de municípios, estados e o Distrito Federal aprovarem leis específicas para regulamentar a forma como a comunidade escolar e a comunidade local vão participar da administração do ensino e para estruturar os conselhos de escola. Atualmente, essas normas são definidas por regulamentos dos executivos municipais ou estaduais. A proposta ainda prevê a criação, também por meio de leis municipais, estaduais ou distritais, conforme o caso, de órgãos de instância superior em cada circunscrição - o Conselho de Representantes dos Conselhos de Escola, a ser formado por representantes dos conselhos de escola. O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
01 Setembro 2009
MEC - Avaliação do Ensino Superior

AÍ VEM A UNILA...
-Pré-sal, novo marco econômico para Cubatão

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"Além da movimentação e do refino dos combustíveis, e dos próprios recursos derivados da exploração da camada pré-sal, Cubatão deve crescer também no fornecimento de equipamentos de apoio, notadamente a indústria naval. O município apresenta condições excepcionais de localização e insumos para o desenvolvimento da construção e reforma de embarcações de apoio à exploração offshore", afirmou a prefeita de Cubatão, Marcia Rosa de Mendonça Silva, que acompanhou nesta segunda-feira (31/8) em Brasília o lançamento do marco regulatório do petróleo.
Mesmo sem as definições relativas à partilha dos recursos obtidos pelos municípios próximos às áreas de exploração da Bacia de Santos, a prefeita se disse bastante otimista, lembrando que ainda recentemente, durante visita à Refinaria Presidente Bernardes Cubatão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia lembrado a luta para que fossem feitas no Brasil as plataformas de exploração petrolífera, entendendo ainda que a região merece a instalação de estaleiros, pela sua importância econômica e logística.
Na mesma visita, em 12 de maio, o presidente havia prometido atender, no marco regulatório agora lançado, a um apelo da prefeita cubatense, definindo que uma parte dos lucros com a exploração da camada pré-sal fosse empregada para solucionar dois problemas não resolvidos no século XX.
"É para cuidar da educação e combater a miséria no país", disse Lula então, completando: "A Petrobrás é uma empresa brasileira, onde o governo tem ações e poder de decidir questões estratégicas. Não temos que pensar apenas no valor unitário de uma plataforma, mas também na distribuição de renda, na obtenção de conhecimento tecnológico, no aumento do consumo interno. É com orgulho que posso dizer: nós vencemos essa parada", pois o Brasil já está construindo embarcações de diversos portes, reaquecendo as atividades da indústria naval.
Para a prefeita, Cubatão reúne as condições ideais de espaço, localização e infra-estrutura industrial para a instalação de um complexo industrial naval, já que grande parte do aço empregado pelos estaleiros brasileiros sai em chapas produzidas em Cubatão, e ter estaleiros ao lado da siderúrgica reduziria o custo desse material, que geralmente é dos mais significativos numa embarcação. Além disso, esse parque industrial teria acesso direto ao mar, ao principal porto brasileiro de carga geral (Santos), situando-se ainda no centro da área de exploração representada pela Baía de Santos, o que facilita igualmente a realização de reparos.
Deptº Imprensa – Pref. Municipal de Cubatão
30 Agosto 2009
Senadores querem dedicação exclusiva para professor da educação básica

Em termos práticos, um professor da educação básica (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) com doutorado, por exemplo, ganharia no mínimo R$ 4.550, já que um colega em uma universidade federal recebe R$ 6.500 assim que ingressa na carreira como doutor.
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Aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), a proposta poderia já estar na Câmara, mas um recurso à decisão da comissão - com base na resistência do governo ao projeto dos senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Augusto Botelho (PT-RR) - remeteu ao Plenário a decisão final sobre o assunto.
O relator, senador Gerson Camata (PMDB-ES), considera injusto que a remuneração na educação básica seja um fator de desmotivação dos professores.
- O magistério brasileiro apresenta graves distorções salariais, uma vez que as remunerações são maiores na educação superior, que atrai os melhores quadros, até pelo conforto no trato com um público adulto e maduro. O sistema atual, perverso por natureza, reserva à educação básica os profissionais menos qualificados - reclama Camata.
Restrições
O Ministério da Educação, no entanto, por meio da coordenadora-geral de Formação de Professores da Secretaria de Educação Básica, Helena Costa Lopes de Freitas, comunicou que não considera a proposta viável, por não ter como financiá-la. Segundo ela, o governo tem dificuldades até mesmo para pagar o piso nacional para os professores da educação básica, que foi questionado na Justiça.
Na opinião de Cristovam Buarque, porém, o financiamento é uma questão de definição das prioridades nacionais. Para ele, primeiro deve-se discutir o mérito da proposta para, então, buscar os recursos para implementá-la.
Em outra proposta, já aprovada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e que está na pauta de votação da CE, Cristovam também prevê o incentivo à dedicação exclusiva como forma de tornar os salários mais atrativos. O projeto (PLS 320/08) cria o abrangente Programa Federal de Educação Integral de Qualidade para Todos, para escolas estaduais e municipais, com uma Carreira Nacional do Magistério da Educação de Base. Esta teria como base o Plano de Carreira de Magistério do Ensino Básico do Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro, que é federal e hoje paga os melhores salários entre as escolas públicas.
Mesmo favorável ao projeto, a relatora na CCJ, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), apresentou emenda para tornar o projeto autorizativo, já que a iniciativa da proposta deveria ser do Executivo.
Valorização do professor é condição para qualidade
Relatório de ciclo de debates realizado pela CE e apresentado pelo senador Cristovam Buarque à Presidência do Senado em fevereiro de 2007 aponta que os esforços para melhorar o ensino no Brasil têm que passar pela valorização do professor, ou seja, pela melhoria da remuneração desse profissional.
De acordo com o documento, os 2 milhões de professores da educação de base estão desmotivados "pela má remuneração, pela degradação do espaço de trabalho, pela falta de equipamentos e pelo resultado insatisfatório do seu esforço".
A impossibilidade de atrair profissionais bem qualificados e a falta de motivação dos que estão nas escolas impedem, então, a melhoria dos padrões educacionais como um todo.
- O Brasil só será um país educado quando, ao nascer uma criança, seus pais desejem que ela tenha a profissão de professor da educação básica. Hoje, o magistério chega a ser visto como atividade secundária. A definição de um padrão mínimo para salário e formação do professor é um passo fundamental. A revolução educacional só ocorrerá se o magistério atrair os quadros mais brilhantes - propõe Cristovam.
Para isso, o relatório defende que sejam definidos padrões nacionais de salário, formação e dedicação do professor, nos moldes do que ocorre com as empresas estatais, com concurso público nacional. A medida combateria a grande diversidade de salários, pagos pelos diferentes gestores educacionais, nos estados e municípios.
- O caminho é a definição de padrões nacionais para todas as 164 mil escolas públicas, independentemente da cidade onde estejam. Hoje, o resultado dessa diversidade é que a criança brasileira tem seu futuro condenado, em função da cidade onde tiver nascido ou viva - afirma o senador.
(A íntegra da reportagem estará disponível na edição semanal do Jornal do Senado a partir das 21h, no endereço www.senado.gov. br/jornal).
João Carlos Teixeira/ Jornal do Senado
Regras para concursos federais

25 Agosto 2009
África quer US$67 bi por ano contra aquecimento global
Por Tsegaye Tadesse (EFE, 23AGO2009)-
ADIS ABEBA (Reuters) - Líderes africanos pedirão aos países ricos 67 bilhões de dólares por ano para mitigar os efeitos do aquecimento global no mais pobre dos continentes, segundo proposta à qual a Reuters teve acesso nesta segunda-feira.
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Dez líderes mantêm discussões na sede da União Africana, na capital etíope, para buscar uma posição comum que seja levada à cúpula climática de dezembro em Copenhague.
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Especialistas dizem que a África contribui pouco para a poluição responsável pelo aquecimento, mas deve ser a região mais atingida por secas, inundações, ondas de calor e elevação do nível dos mares caso a mudança climática não seja controlada.
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A proposta, que ainda deve ser aprovada pelos dez líderes, diz que a falta de coordenação entre os governos do continente tem sido um sério entrave à capacidade da África para participar das negociações climáticas.
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"A equipe de negociação precisa ser apoiada com o peso político no mais alto nível no continente, para garantir que a voz africana a respeito das negociações da mudança climáticas seja tratada com a seriedade que merece," disse o documento.
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Há alguns meses, o primeiro-ministro etíope, Meles Zenawi, pediu aos países ricos que compensem a África pelo aquecimento, alegando que a poluição no Hemisfério Norte pode ter causado as desastrosas ondas de fome no seu país na década de 1980.
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Em maio, um estudo encomendado pelo Fórum Humanitário Global, de Genebra, disse que os países pobres podem arcar com mais de 90 por cento dos efeitos humanos e econômicos da mudança climática.
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Os 50 países mais pobres do mundo, no entanto, contribuem com menos de 1 por cento das emissões globais de dióxido de carbono, o principal dos gases do efeito estufa, segundo o relatório.
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A África, segundo esse estudo, é a região mais ameaçada, e 15 dos 20 países mais vulneráveis ficam no continente. O Sul da Ásia e pequenos países insulares em desenvolvimento também estão bastante ameaçados.
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Os países pobres querem que os ricos assumam metas mais ambiciosas de redução das emissões de gases do efeito estufa e que transfiram dinheiro e tecnologia para ajudar na mitigação das mudanças climáticas nas nações em desenvolvimento.
Brasil e Peru discutem integração energética
O andamento dos projetos para a construção de seis usinas hidrelétricas no Peru foi o principal tema do encontro sobre integração energética e estudos de viabilidade para a interconexão elétrica. O evento aconteceu na última sexta-feira (6), no Rio de Janeiro, e contou com a participação do ministro de Minas e Energia do Brasil, Edison Lobão, e seu colega peruano, Pedro Sanchez. Os ministros, acompanhados do presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz, e do superintendente de Operações no Exterior da empresa, Sinval Gama, além de técnicos dos dois países (foto), discutiram aspectos técnicos, normativos e regulatórios dos empreendimentos hidrelétricos, que deverão gerar cerca de 6 mil MW, com custos envolvidos da ordem de US$ 15 bilhões, e poderão ser implantados em parceria por brasileiros e peruanos .
Também foi discutido no encontro a avaliação do Plano de Trabalho dos estudos de interconexão elétrica – firmado em abril, no Acre – e o andamento do cronograma. Ainda foi avaliado o andamento das ações do convênio de integração energética, assinado em maio de 2008. A Eletrobrás estuda os projetos por meio de um acordo de cooperação técnica com empresas privadas brasileiras. “Nós temos projetos com o Peru, assim como temos com a Argentina, com o Uruguai e assim por diante. E a Eletrobrás está no centro desses estudos”, afirmou Lobão, acrescentando que, na reunião, houve avanços na negociação, mas ainda serão necessários outro s encontros até que os detalhes do acordo sejam definidos, o que deve ocorrer até o fim do ano.
Os estudos de empreendimentos no Peru envolvem além da construção de hidrelétricas, a construção de linhas de transmissão. Inambari é o projeto mais avançado, com previsão de conclusão dos estudos de viabilidade no final deste ano. Após o encontro do Rio, os dois países esperam avançar no detalhamento do projeto, do modelo a ser utilizado para a construção das usinas e de como a energia gerada será usada. A expectativa é que as unidades entrem em operação em 2015, com um modelo inicial de cessão de 20% da energia para o Peru e os demais 80% para o Brasil.
Pravda - 18AGO2009
Inclusão digital prevê três mil telecentros em todo país
-No Acre, 10 postos atendem a populações tradicionais, comunidades ribeirinhas e reservas indígenas em localidades próximas à fronteira com o Peru.A experiência implantada na primeira reserva extrativista homologada do País, poderá ser estendida a mais 300 localidades em 56 unidades de conservação. Elas fazem parte de um projeto do Governo Federal que prevê a instalação de mais três mil telecentros em vários estados. Recursos da ordem de R$ 250 milhões serão liberados para os ministérios envolvidos no programa de inclusão digital.
O grupo de trabalho, coordenado pela Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (Saic) do MMA , tem reunião marcada para o próximo dia 19. O Ministério do Planejamento deverá lançar os primeiros editais para instalação dos telecentros até o final de setembro. As novas unidades vão se somar às cinco mil já existentes. A prioridade para o Ministério é atender às populações dentro e no entorno de unidades de conservação. No município de Marechal Taumaturno, no Acre, funcionam dez desses centros em UCs.
Além do atendimento às populações isoladas e que dependem de atividades econômicas nas UCs e suas proximidades, os telecentros funcionam como ponto de apoio, facilitando a comunicação estratégica com as unidades. A proposta do MMA inclui uma plataforma de comunicação estratégica para auxiliar tanto os gestores dos parques quanto os agentes ambientais, parceiros na fiscalização e preservação dos parques e reservas extrativistas. O ICMBio está finalizando a lista de UCs prioritárias para receber os novos telecentros.
O GTI deverá articular as ações para a instalação dos três mil telecentros previstos, mas o MMA instituirá, também, um comitê de caráter permanente formado por representantes da Saic, da Secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O comitê será responsável pela gestão dos telecentros em atividade e pela otimização do uso dos telecentros para o fortalecimento das ações do MMA, como gerenciamento de recursos hídricos, educação ambiental, conservação e uso sustentável da biodiversidade.
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23 Agosto 2009
Carlos Minc defende energia limpa para o Brasil
Em audiência pública que durou mais de cinco horas, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ser contrário ao aumento da utilização do carvão como matriz de energia térmica ou outras fontes que venham a "sujar" a matriz brasileira. Ele ressaltou que o Brasil tem uma matriz energética limpa e precisa estimular a produção de energia renovável. O debate foi realizado nesta quinta-feira (13) na Comissão de Serviços de Infraestrutura para discutir o processo de licenciamento ambiental das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).Respondendo ao senador Gilberto Goellner (DEM-MT), Minc disse que para desestimular o uso do carvão e do óleo diesel como fontes de energia térmica o ministério vem tomando medidas legais que obrigam as indústrias siderúrgicas a compensarem tal uso. O tema causou polêmica, disse o ministro, o que levou o ministério a estabelecer um processo de negociação e a minimizar as exigências até que seja alcançado um consenso. O ministro salientou a necessidade de apresentar alternativas energéticas, como de origem eólica ou hídrica, para que os empreendedores possam modificar a fonte energética para outras mais ecológicas.
Carlos Minc também disse ser favorável à utilização de hidrovias para transportar mercadorias e passageiros. Por provocação da Agência Nacional das Águas (ANA), enfatizou, os Ministérios de Minas e Energia, dos Transportes e do Meio Ambiente decidiram tratar os licenciamentos ambientais de forma integrada com o objetivo de criar procedimentos unificados quanto à eletricidade e a hidrovias no que diz respeito a projetos envolvendo eclusas.
O ministro disse ainda que o Brasil não precisa plantar cana-de-açúcar em áreas de preservação ambiental, como o Pantanal ou na Amazônia, uma vez que há terras suficientes para a produção de etanol. Se a produção se der em áreas de preservação ambiental, salientou, outros países podem usar isto contra o Brasil e estabelecerem barreiras comerciais para prejudicar o país.
Para conter o desmatamento na Amazônia, o ministro do Meio Ambiente também defendeu a regularização das terras naquela região. Em sua avaliação, a falta de titulação das propriedades provoca conflitos fundiários pela posse das terras, bem como dificulta a ação do governo, tanto para punir os responsáveis por crimes ambientais, como para oferecer crédito aos produtores. Minc informou que o objetivo do ministério é liberar 300 mil títulos de propriedade em três anos.
Pré-sal
Carlos Minc alertou que a exploração de petróleo na camada pré-sal libera taxas de dióxido de Carbono (CO2) em índices até cinco vezes maiores que os campos normais. Para explorar a reserva, enfatizou, o Brasil terá de investir em tecnologias para captura e estocagem do CO2.
- O pré-sal é uma riqueza que reverterá para o lado social, mas isso não pode ser acompanhado pela explosão de CO2 - observou.
Lixo
Respondendo a questionamento do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), Carlos Minc explicou que a prática de países desenvolvidos de enviarem lixo para países em desenvolvimento é antiga por ser este um método barato. O custo para tratar o lixo na Europa, informou, é cerca de US$ 250 por tonelada, enquanto que para enviá-lo a países sul-americanos ou africanos é de US$ 50. Os Estados Unidos, a Bélgica, a Itália e a Inglaterra, relatou, já enviaram lixo para o Brasil, inclusive lixo químico.
- Já temos dificuldade de tratar do nosso lixo; só falta termos de tratar do lixo, seja domestico ou químico, dos outros países - disse o ministro, ao lembrar que o Brasil está desempenhando um papel importante ao não tolerar o recebimento de lixo estrangeiro, o que alertará outros países, especialmente os africanos.
Quanto à importação de pneus usados, preocupação levantada pelo senador Heráclito Fortes (DEM-PI), o ministro ressaltou que, diferente do envio de lixo, a atividade era legal antes da proibição do Supremo Tribunal Federal. Tais pneus, explicou, eram destinados a empresas de reciclagem. O ministro apelou ao Congresso Nacional para que aprove a Lei Nacional de Resíduos Sólidos, "que ajudará a tratar os resíduos sólidos no Brasil".
Já em relação ao lixo nuclear, o ministro afirmou que "não já solução definitiva". Os países colocam esse material em contêineres isolados e os enterram em lugares com estabilidade geológica para não correr o risco de haver vazamentos, onde fica guardado por centenas de anos. Minc disse que o Brasil precisa construir destinações de longa duração, segundo ele, mais seguras do que o método usado atualmente, que é a manutenção dos resíduos em piscinas ao nível do mar.
Iara Farias Borges/Agência Senado
13/08/2009 - 16h37
19 Agosto 2009
Projeto do pré-sal segue para Congresso

Ter, 18 Ago, 06h50
Durante solenidade de inauguração de obras em Nova Iguaçu (RJ), Lula disse, ainda, que parte dos recursos do pré-sal serão direcionados a projetos de erradicação da pobreza, de educação e de ciências e tecnologia.
"Nós vamos criar um fundo desse petróleo para que a gente possa resolver três coisas nesse país", afirmou Lula em discurso, ao introduzir as prioridades de investimentos.
Ao defender os gastos em ciência e tecnologia, Lula salientou a importância de o Brasil exportar produtos de maior valor agregado.
Presidente do México quer aliança energética com o Brasil

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente do México, Felipe Calderón, expressou neste domingo seu interesse em uma aliança entre as estatais petrolíferas de seu país e do Brasil para ampliar a capacidade de produção de hidrocarbonetos de ambos os países. O presidente mexicano visitou as unidades da Petrobras.
Calderón, que se reuniu com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, ressaltou que a estatal brasileira triplicou sua produção desde a década de 1990 e está perto dos 2,5 milhões de barris por dia do México. No entanto, a produção da Pemex no período caiu em 600 mil barris, comprometendo as receitas do país.
Calderón, que nesta segunda-feira se reunirá em Brasília com presidente Luiz Inácio Lula da Silva, insistiu em um acordo mais profundo em relação aos pactos atuais entre a Petrobras e a Pemex. "Meu interesse específico é primeiramente uma aliança entre a Petrobras e a Pemex, mas sobretudo uma aliança entre o Brasil e o México, para ampliar a capacidade produtiva de ambos os países para o benefício de nossos povos e da região", afirmou.
A produção de petróleo é fundamental para os cofres dos dois países e Calderón ressaltou que o petróleo equivale praticamente a 40 por cento de toda a receita pública de seu país.
13 Agosto 2009
PROFISSIONAIS DESUNIDOS OUVEM QUALQUER ABOBRINHA
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12 Junho 2009
07 Junho 2009
26 Maio 2009
24 Maio 2009
TOQUE DE RECOLHER - 10MAIO2009
O que importa perceber é que o jovem na Grécia Antiga, a mesma que deu bases para a cultura ocidental, estava nas mãos do Estado, preparado por ele, para servir a ele, para ser usufruído pelo coletivo.
Aqui no Brasil, segundo mapas do IBGE, após a década de 1980, houve uma evasão crescente das mulheres para trabalharem fora do lar, no intuito, certamente, de ajudar seus companheiros nas despesas da família.
Embora este quadro já demonstre uma leve inversão, o fato é que, bem ou mal, as mães que eram a base fundamental das famílias, passaram a estar ausentes para trabalhar. Não é difícil prever um longo período de afirmação desta condição, visto que hoje, após o processo de emancipação feminina que perdurou pelo menos 100 anos, as mulheres não devem querer abandonar suas carreiras para reassumir os lares, mas antes, reafirmar sua nova condição de independência, pleiteando neste exato momento, melhorers cargos e salários.
E os filhos destes casamentos? Avós, tios, vizinhos, empregadas, babás, televisores, vídeogames, traficantes etc. Quem fica com nossas crianças? Escola em tempo integral???
O certo é que, a partir do momento que se assume deixar seu filho nas mãos de outra pessoa, corre-se o risco de não estar dedicando a ela a atenção e os valores que acreditamos certos. Se queremos nossa independência profissional deixando nossos filhos para alguém cuidar, que seja então alguém que o encaminhe para os deveres e direitos comuns, como as famílias o faziam antigamente.
Estamos num momento de escolher que sociedade queremos para nossos próximos anos: uma sociedade em que a base é realmente a família, ou uma sociedade em que o Estado tenha maior responsabilidade sobre os cidadãos.
Se o último caso for uma escolha, que estruturemos o Estado para tamanha responsabilidade. O toque de recolher daquelas cidades do noroeste paulista, faz parte da segunda opção, e tenho certeza: qualquer professor entende que liberdade demais, sem responsabilidades, sem limites, gera como retorno pessoas sem responsabilidades e sem limites, certamente, cidadãos que o mundo dos nossos netos não há de merecer.
Paulo Sergio Teixeira
05 Maio 2009
MEC quer trocar matérias por áreas temáticas

FÁBIO TAKAHASHI - Folha de São Paulo
O Ministério da Educação pretende acabar com a divisão por disciplinas presente no atual currículo do ensino médio, o antigo colegial. A proposta do governo é distribuir o conteúdo das atuais 12 matérias em quatro grupos mais amplos (línguas; matemática; humanas; e exatas e biológicas).
A mudança ocorrerá por meio de incentivo financeiro e técnico do MEC aos Estados (responsáveis pela etapa), pois a União não pode impor o sistema. O Conselho Nacional de Educação aprecia a proposta hoje e amanhã e deve aprová-la em junho (rito obrigatório).
O novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que deverá substituir o vestibular das universidades federais, será outro indutor, pois também não terá divisão por disciplinas.
Assim, espera-se que o ensino seja mais ajustado às necessidades dos estudantes.
17 Abril 2009
[AVALIAÇÃO ANTI-CHUPIM...]

16 Março 2009
Obama minimiza disputas no G20; discute crise com Lula
Obama e Lula discutiram a crise econômica mundial e falaram sobre preparativos para a próxima reunião dos presidentes do G20, que ocorrerá em 2 de abril na Inglaterra. O presidente dos EUA, no entanto, afirmou durante o encontro na Casa Branca,que são falsas as sugestões de uma divisão no G20.
"Não posso ser mais claro em dizer que não há lados", disse Obama a repórteres ao comentar uma aparente tensão entre países europeus e os EUA sobre a ênfase que deve ser dada a gastos públicos ou regulação para enfrentar a crise financeira global.
Classificando a questão de um "debate artificial", Obama disse que não há um maior defensor da necessidade de uma reforma da regulação financeira do que ele próprio.
Obama também tentou passar segurança à China, que expressou preocupação na sexta-feira que os enormes gastos fiscais dos EUA e taxas de juro próximas a zero possam erodir o valor do grande volume de títulos norte-americanos detidos pelo país asiático.
"Há uma razão pela qual, mesmo no meio dessa enorme crise econômica, você tenha visto uma elevação no fluxo de investimentos aqui nos Estados Unidos", afirmou. "Acho que é um reconhecimento que a estabilidade não apenas do nosso sistema econômico mas também de nosso sistema político é extraordinária."
Lula afirmou ter dito a Obama que eles devem trabalhar para retomar a chamada Rodada de Doha, embora reconheça que possa ser difícil num momento de crise econômica.
África pede ajuda ao G20 para minimizar os efeitos da crise no continente
Presidente tanzaniano Jakaya Kikwete, convocou a África a enviar uma mensagem clara para a reunião do G20, as grandes potências económicas do mundo, para ajudar a atenuar os efeitos da crise financeira mundial no continente.“Ameaça reverter o trabalho árduo e os ganhos socio-económicos conseguido pelos países africanos nas últimas décadas. No entanto a África tem silenciado quanto ao assunto”.
China e Rússia devem reforçar a cooperação para garantir a estabilidade e multi-polaridade
+Apresenta%C3%A7%C3%A3o+do+Microsoft+PowerPoint.jpg)
As Federações Russa e Chinesa, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, desempenham um grande papel nesta matéria disse Yang Jiechi.
Jiechi disse que a política da China em relação a Rússia irá se desenvolver em quatro sentidos, em 2009: intercâmbio mútuo a nível superior, reforço energético e científico-tecnológico, diplomacia e intercâmbio cultural, bem como a cooperação no seio das organizações internacionais, incluindo os BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China).
Brasil, Rússia, Índia e China são os grandes jogadores na arena internacional. Enfrentam desafios semelhantes, têm oportunidades de desenvolvimento conjunto, e estão fazendo uma contribuição para garantir a paz e a estabilidade na região, disse o ministro chinês.
Senador norte-americano quer fazer aliança energética com o Brasil [...]
O projeto também defende estudar o potencial e as necessidades de energias renováveis de todos os países da área, "com ênfase particular na ajuda aos países mais pobres da região que também dependem do petróleo estrangeiro".
A colaboração em termos de biocombustíveis que Estados Unidos e Brasil lançaram em março de 2007 deveria ser ampliada, sugeriu o senador, lembrando que Barack Obama prometeu durante a campanha eleitoral uma "Aliança Energética das Américas".
"Uma aliança energética forte dos Estados Unidos e Brasil representaria uma oportunidade para construir um novo marco político e econômico, sem os ditados unilaterais do passado", acrescenta o texto.
O senador por Indiana também propôs um sistema de compra e venda de cotas de carbono para ajudar a preservar a floresta tropical.
15 Março 2009
11 Março 2009
A CRUCIFICAÇÃO DO ANO
09 Março 2009
NOVA CRUZADA DA EDUCAÇÃO
Lei de Responsabilidade Educacional (LRE) está em discussão no Congresso - Rosângela Bittar escreve para o "Valor Econômico": Quase 25 anos depois de uma grande cruzada parlamentar em defesa da Educação, representada na luta do senador capixaba João Calmon, já falecido, para aprovar emenda constitucional que obrigou União a aplicar 13% e Estados e Municípios 25% em manutenção e desenvolvimento do ensino, inicia-se este ano uma nova iniciativa também parlamentar neste campo. A autoria é praticamente consensual e multipartidária, existem já escritos e apresentados pelo menos cinco anteprojetos de lei, mas na liderança do movimento, que criou seus alicerces na Comissão de Educação da Câmara, está a deputada goiana Raquel Teixeira (PSDB): trata-se de instituir a Lei de Responsabilidade Educacional (LRE). Tendo como parâmetro a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e como meta conseguir, na Educação, os resultados que a lei fiscal obteve no controle dos gastos públicos e expectativa de seu equilíbrio, os deputados envolvidos na nova campanha conseguiram o apoio da Unesco (órgão das Nações Unidos para Educação, Ciência e Cultura) e de várias instituições que atuam no setor e representam profissionais e especialistas da comunidade educacional. 26 Fevereiro 2009
AÍ... O BARCO DO GREENPEACE TÁ CHEGANDO...
WASHINGTON (AFP) - O número global de usuários da internet superou um bilhão, com a China como o país com mais internautas, informou nesta sexta-feira a empresa americana de pesquisa digital 'comScore Inc'.
"Superar um bilhão de usuários é uma marca significativa para a história da internet", disse o presidente executivo de comScore, Magid Abraham, em um comunicado.
"O próximo bilhão estará conectado antes de nos darmos conta", continuou.
ComScore afirma que a região Ásia-Pacífico tem 41% dos usuários, seguida pela Europa (28%), América do Norte (18%), América Latina (7%) e Oriente Médio e África (5%).
A China é o país que mais registra internautas com quase 180 milhões de pessoas conectadas em rede, segundo uma pesquisa feita em dezembro. Depois vêm Estados Unidos com 163 milhões, Japão com 60 milhões, Alemanha e Gran Bretaña com quase 37 milhões cada um e França com 34 milhões.
25 Fevereiro 2009
EXTRA!... EXTRA!... - "A nova era das notícias"

Fonte: "Agência Estado" - Sex, 23 Jan, 01h07
Em meio ao alvoroço dos pessimistas, que insistem que os jornais estão à beira da morte, uma nova empresa pretende abrir dezenas de novos - com uma mudança. O Printed Blog, novo jornal de Chicago, será feito com postagens retiradas diretamente de blogs na internet, terá anúncios locais e será distribuído gratuitamente.
As primeiras edições deste jornal gratuito da era da internet devem aparecer em Chicago e San Francisco na terça-feira. De início, serão edições semanais, mas Joshua Karp, fundador e editor, espera, mais tarde, que o Printed Blog saia duas vezes por dia em muitas cidades dos Estados Unidos.
"Vamos tentar ser o primeiro jornal diário feito inteiramente de blogs ou outro conteúdo gerado pelos usuários", disse. "Há tantas técnicas que funcionam online que achei que, talvez, poderia aplicar no jornal impresso". À medida que os jornais pagos perdem leitores para a internet, onde podem ler os mesmos artigos sem nenhum custo, muitos jornais gratuitos conseguiram se manter.
"Trabalhar com o jornal gratuito ainda é bastante viável", disse David Cohen, fundador do Silicon Valley Community Newspapers, grupo de jornais semanais distribuídos gratuitamente no sul de San Francisco, vendido para o grupo Knight Rider em 2005 e hoje propriedade da Media News. "Existe uma enorme faixa de leitores que quer saber das notícias locais, e as empresas locais tendem a aumentar sua publicidade nos períodos ruins porque precisam chamar a atenção das pessoas".
Mas Karp não precisa olhar muito à frente para ver as dificuldades para ser ter sucesso na atividade jornalística nos dias atuais. A Tribune Co., que edita o Chicago Tribune e um diário grátis, o Red Eye, entrou com pedido de recuperação judicial em dezembro.
Karp está apostando que vai ter sucesso combinando o melhor que existe do modelo impresso e do modelo online. O Printed Blog vai publicar postagens de blogs ao lado de outros conteúdos típicos da internet, como comentários de leitores e fotos oferecidas pelos usuários. O jornal será impresso, a princípio, quatro páginas de 28cm X 43 cm, em papel branco, e desenhado como um blog, em vez de em colunas. As informações são do jornal The New York Times.
18 Fevereiro 2009
26 Janeiro 2009
ENFIM, A SOLUÇÃO - células-tronco são criadas artificialmente no Brasil (chega de extermínios)

embrionária sem o uso de embriões
15 Janeiro 2009
Cristóvam Buarque para a UNESCO
Muitos sabem da minha ligação e admiração por Cristovam Buarque. Não somente por ser uma pessoa de finíssimo trato, mas por sua competência e ética no trato da coisa pública. Não bastassem essas qualidades eu ainda teria mais um motivo para tê-lo em grande consideração: é sua obstinação com a Educação. Cristovam, em nenhum momento de sua vida pública dissociou-a de todas as demais questões políticas e sociais em qualquer função pública que ocupou.
Obrigada,
Tereza Vitale
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Escolas paulistas irão adotar modelo educacional de NY

AGU analisará mudanças na lei do piso do professor
ANGELA PINHO da Folha de S.PauloEm meio à polêmica que envolve a lei do piso salarial do professor, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que levará à AGU (Advocacia Geral da União) as propostas de Estados e municípios que flexibilizam a interpretação de "atividade extraclasse". .
Um dos parágrafos da lei do piso estabelece que o professor terá que dedicar no máximo dois terços de sua jornada de trabalho às "atividades de interação com os educandos", ou seja, à sala de aula. O restante da carga horária serviria para o docente estudar, preparar aulas e corrigir provas.
Uma das idéias que, segundo o ministro, foram levadas a ele por governos estaduais e prefeituras, é considerar como horário para atividade extraclasse os intervalos entre as aulas ministradas pelos professores. Intervalos de 12 minutos a cada hora de aula, por exemplo, seriam contabilizados como 20% de atividade extraclasse.
Outra proposta é que as exigências relativas à jornada de trabalho sejam válidas apenas para o professor que ganha o piso de R$ 950, o que exclui pelo menos 40% da categoria. "O argumento, que não é do MEC, é que a lei do piso deve reger o próprio piso e não a carreira", disse Haddad.
Ele não quis opinar sobre as propostas, papel que, segundo argumentou, cabe à AGU. Afirmou apenas que são questões "legítimas", que devem ser analisadas com profundidade. Haddad disse, porém, defender que o professor tenha tempo para se dedicar a tarefas fora da sala de aula. Disse que é "humanamente impossível" que o docente dedique toda a sua jornada de trabalho à tarefa de dar aulas e que a questão é fundamental para a melhoria dos índices de qualidade.
Questionado se não vê diferença entre a existência de um período do dia para a preparação de aulas e intervalos de minutos entre elas, ele respondeu que "evidentemente, é diferente", mas que teria de analisar o tema com profundidade.
Alguns secretários de Educação têm se oposto à lei do piso, afirmando que, embora defendam o mínimo de R$ 950, outros dispositivos da lei, como a questão da jornada de trabalho, trarão rombos orçamentários, com a necessidade de contratação de mais de 100 mil professores e um impacto de R$ 5,9 bilhões em dez Estados.
A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) repudiou as propostas que serão levadas à AGU. "Ou a lei vale para todo mundo ou se instaura uma grande confusão no país", afirmou Roberto Leão, presidente da entidade. "Como vai funcionar uma rede com alguns professores trabalhando com uma jornada e outros trabalhando com outra? Vamos ter que decidir se no intervalo de dez minutos vamos receber a mãe do aluno, corrigir os trabalhos ou beber água?", questionou.
13 Janeiro 2009
05 Janeiro 2009
30 Dezembro 2008
DESIDERATA

DESIDERATA - Do Latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração. Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692. Foi citado no livro "Mensagens do Sanctum Celestial", do Fr. Raymond Bernard.
O texto é de Max Ehrmannn e foi registrado pela primeira vez em 1927. Hoje em dia pertence à © Robert L. Bell.
O TAO DA SUSTENTABILIDADE
Capra, que há mais de 20 anos atua no movimento ambiental, veio ao Brasil para divulgar seu novo livro, “A Ciência de Leonardo Da Vinci”, e também para participar da Conferência EcoPower, em Florianópolis, quando deixou clara a sua opinião sobre a retomada do programa nuclear pelo governo brasileiro. “É o caminho errado. O Brasil não precisa de energia nuclear.”
Revista do Greenpeace - Qual o papel da sociedade civil no combate às mudanças climáticas?
Fritjof Capra – É muito importante. No mundo de hoje, há três centros de poder: o governo, empresas e sociedade civil. Só resolveremos nossos problemas, que estão ficando cada vez mais sérios, quando esses três setores trabalharem juntos. O Brasil é um dos poucos países no mundo em que essa colaboração tem sido organizada sistematicamente. O governo tem estabelecido vários canais de acesso à sociedade civil, o que as empresas sempre tiveram. Cada um desses centros de poder tem habilidades e qualidades específicas. A sociedade civil contribui com uma visão de um outro mundo possível, como dizemos no Fórum Social Mundial. Temos trabalhado em criar um futuro sustentável, em institutos e universidades, com a publicação de livros e relatórios. Não somos muito bons em gerenciamento de soluções de problemas e em tecnologias, áreas mais afeitas ao mundo dos negócios. É esse conhecimento que as empresas podem oferecer. Já o governo promove leis e regras. Com a eleição de Obama nos Estados Unidos, já podemos esperar que essa colaboração entre os três centros de poder aconteça, lá e em nível internacional também.
Revista do Greenpeace – O mundo se mexeu rápido para conter a crise financeira mas ainda reluta em promover ações concretas para encaminhar soluções ao problema das mudaças climáticas. Por que?
Fritjof Capra – Tivemos oito anos de sabotagem dos Estados Unidos, sob a administração de Bush, e isso teve seu efeito no mundo. Sem a participação dos EUA no Protocolo de Kyoto, ficou fácil para a China, por exemplo, não assumir compromissos também. Mas isso deve mudar agora.
Revista do Greenpeace – Falta vontade política ou é erro de avaliação?
Fritjof Capra – Se você me perguntasse isso há uns seis meses, eu diria que havia sim uma clara falta de vontade política. Mas a situação realmente mudou agora, com a chegada de Obama ao poder. Ele é um internacionalista, tem a habilidade de procurar as pessoas para dialogar, facilitar, mediar. Ele vai acabar com o unilateralismo promovido pelo governo Bush. Teremos um tipo de liderança bem diferente agora na Casa Branca.
Revista do Greenpeace – O Brasil tem fartura de opções para gera energia, com muita água, vento e sol, mas o governo brasileiro preferiu retomar seu programa nuclear. Como o senhor vê essa decisão?
20 Dezembro 2008
19 Dezembro 2008
FIM DO EIA/RIMA??? DÁ PRA ACREDITAR???

Projeto de Lei Nº721 de 2007
(Do Sr. Márcio França)
Altera a Lei nº. 7.661, de 16 de maio de 1988, que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro e dá outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Esta Lei altera o § 2º do art. 6º da Lei nº. 7.661, de 16 de maio de 1988, que dispõe acerca do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro.
Art. 2.º O § 2º do art. 6º da Lei nº. 7.661, de 16 de maio de 1988, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 6º .............
§ 1.º ................
§ 2.º Para o licenciamento o órgão competente solicitará ao responsável pela atividade os estudos ambientais pertinentes, definidos nas normas regulamentadoras.
Art. 3.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
---------------------------
JUSTIFICAÇÃO DO PL721/07
O presente projeto de lei visa orientar a utilização nacional dos recursos na Zona Costeira com a finalidade, segundo o disposto no artigo 2º da Lei nº. 7.661, de 16 maio de 1988, de elevar a qualidade de vida de sua população, e a proteção do seu patrimônio natural, histórico, étnico e cultural.
A Lei mencionada, ao instituir o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, assevera em seu artigo 1º que tal Plano é parte integrante da Política Nacional do Meio Ambiente - PNMA, e em seu artigo 2º dispõe que subordina-se aos princípios e objetivos da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, Lei n. 6.938/81.
A Lei da Política Nacional do Meio Ambiente estabelece o Sistema Nacional do Meio Ambiente e, dentro desse sistema, o CONAMA é o órgão consultivo e deliberativo com competência para estabelecer normas para licenciamento. Usando de sua competência legal, o CONAMA editou a Resolução nº 237/97 estabelecendo que é o órgão ambiental que verificará a necessidade ou não da apresentação de Estudo de Impacto Ambiental e respectivo relatório - EIA/RIMA.
Ocorre, porém, que a Lei n. 7.661/88, em seu artigo 6º, § 2º, contrariando os objetivos da resolução citada, prevê que para todos os licenciamentos ambientais, em área costeira, o órgão licenciador deverá obrigatoriamente solicitar Relatório de Impacto Ambiental-RIMA, e o estudo que o precede, ou seja, o EIA – Estudo de Impacto Ambiental.
Nesse sentido, com base no último dispositivo, decisões proferidas em Ações Civis Públicas promovidas pelo Ministério Público Federal, questionando a legalidade de licenciamentos obtidos em áreas de zona costeira, têm forçado órgãos ambientais, especialmente o IBAMA, a obrigatoriamente requisitar o EIA/RIMA, mesmo quando entendem ser desnecessário, sob pena de multa diária. Ora, isso deflagra um procedimento moroso e altamente custoso para situações em que, tecnicamente, não se exigiria o EIA/RIMA em razão de sua prescindibilidade naquele caso específico, só implementando-os em virtude de decisões judiciais alicerçadas em exigência legal desarrazoada e fora da realidade que se quer preservar com a lei.
De outro lado, o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, que tem por finalidade promover o crescimento nacional e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros, onde se destina grande parte dos recursos para reurbanização de assentamentos precários, com implantação de infra-estrutura urbana e, desse modo, além de garantir moradia digna à população, proporcionará a preservação e recuperação ambiental, requer a celeridade na apresentação de projetos e na execução dos mesmos, com os devidos licenciamentos ambientais, sob pena dos Municípios ou Estados, que não o fizerem em tempo hábil, ficarem impedidos de receber os recursos financeiros necessários para a execução dos projetos apresentados.
É com esse intuito, de viabilizar a execução de projetos de elevado interesse público e alcance social, em toda região costeira do país, para que estejam aptos a cumprir os requisitos impostos pelo Governo Federal para a percepção de recursos, bem como para uma melhor adequação à legislação hoje em vigor, que apresento o presente projeto de lei. Desse modo, sugiro a nova redação do §2º do artigo 6º da Lei n. 7.661/88: “Para o licenciamento o órgão competente solicitará ao responsável pela atividade os estudos ambientais pertinentes, definidos nas normas regulamentadoras”, para que exista um mínimo de discricionariedade do órgão competente ao decidir pela necessidade ou não do EIA/RIMA.
Ressalte-se, ainda, que a medida proposta é primordial aos interesses dos Municípios e Estados que estejam, no todo ou em parte, localizados em áreas de zona costeira, e que apresentaram ou venham apresentar projetos para o recebimento de recursos do PAC, para que não sejam penalizados com a inexecução de seus projetos de urbanização, por não conseguirem, em tempo hábil, instruir os processos com os licenciamentos ambientais requeridos em virtude de exigência desnecessária prevista no dispositivo que se quer alterar.
Assim, por considerarmos que a alteração proposta representa um avanço na legislação que institui o Plano Nacional de Gerencimento Costeiro, e a viabilidade do recebimento de verbas do P.A.C. para Municípios e Estados localizados na zona costeira do país, solicitamos o apoio dos nobres Pares para a aprovação do presente projeto de lei.
Sala das Sessões, em abril de 2007.
Deputado MÁRCIO FRANÇA
PSB/SP
09 Novembro 2008
A íntegra do discurso de Barack Obama
"Olá, Chicago! Se alguém aí ainda dúvida de que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores continua vivo em nossos tempos, que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta. É a resposta dada pelas filas que se estenderam ao redor de escolas e igrejas em um número como esta nação jamais viu, pelas pessoas que esperaram três ou quatro horas, muitas delas pela primeira vez em suas vidas, porque achavam que desta vez tinha que ser diferente e que suas vozes poderiam fazer esta diferença.
É a resposta pronunciada por jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, indígenas, homossexuais, heterossexuais, incapacitados ou não-incapacitados.
Americanos que transmitiram ao mundo a mensagem de que nunca fomos simplesmente um conjunto de indivíduos ou um conjunto de estados vermelhos e estados azuis.Somos, e sempre seremos, os EUA da América.
É a resposta que conduziu aqueles que durante tanto tempo foram aconselhados por tantos a serem céticos, temerosos e duvidosos sobre o que podemos conseguir para colocar as mãos no arco da História e torcê-lo mais uma vez em direção à esperança de um dia melhor.Demorou um tempo para chegar, mas esta noite, pelo que fizemos nesta data, nestas eleições, neste momento decisivo, a mudança chegou aos EUA.
Esta noite, recebi um telefonema extraordinariamente cortês do senador McCain.O senador McCain lutou longa e duramente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e duramente pelo país que ama. Agüentou sacrifícios pelos EUA que sequer podemos imaginar. Todos nos beneficiamos do serviço prestado por este líder valente e abnegado.
Parabenizo a ele e à governadora Palin por tudo o que conseguiram e desejo colaborar com eles para renovar a promessa desta nação durante os próximos meses.
Quero agradecer a meu parceiro nesta viagem, um homem que fez campanha com o coração e que foi o porta-voz de homens e mulheres com os quais cresceu nas ruas de Scranton e com os quais viajava de trem de volta para sua casa em Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.
E não estaria aqui esta noite sem o apoio incansável de minha melhor amiga durante os últimos 16 anos, a rocha de nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama da nação, Michelle Obama.
Sasha e Malia amo vocês duas mais do que podem imaginar. E vocês ganharam o novo cachorrinho que está indo conosco para a Casa Branca.
Apesar de não estar mais conosco, sei que minha avó está nos vendo, junto com a família que fez de mim o que sou. Sinto falta deles esta noite. Sei que minha dívida com eles é incalculável.A minha irmã Maya, minha irmã Auma, meus outros irmãos e irmãs, muitíssimo obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a todos vocês. E a meu diretor de campanha, David Plouffe, o herói não reconhecido desta campanha, que construiu a melhor campanha política, creio eu, da história dos EUA da América.
A meu estrategista chefe, David Axelrod, que foi um parceiro meu a cada passo do caminho.À melhor equipe de campanha formada na história da política. Vocês tornaram isto realidade e estou eternamente grato pelo que sacrificaram para conseguir.
Mas, sobretudo, não esquecerei a quem realmente pertence esta vitória. Ela pertence a vocês. Ela pertence a vocês.
Nunca pareci o candidato com mais chances. Não começamos com muito dinheiro nem com muitos apoios. Nossa campanha não foi idealizada nos corredores de Washington. Começou nos quintais de Des Moines e nas salas de Concord e nas varandas de Charleston.Foi construída pelos trabalhadores e trabalhadoras que recorreram às parcas economias que tinham para doar US$ 5, ou US$ 10 ou US$ 20 à causa.
Ganhou força dos jovens que negaram o mito da apatia de sua geração, que deixaram para trás suas casas e seus familiares por empregos que os trouxeram pouco dinheiro e menos sono.Ganhou força das pessoas não tão jovens que enfrentaram o frio gelado e o ardente calor para bater nas portas de desconhecidos, e dos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários e organizaram e demonstraram que, mais de dois séculos depois, um Governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra. Esta é a vitória de vocês.
Além disso, sei que não fizeram isto só para vencerem as eleições. Sei que não fizeram por mim.Fizeram porque entenderam a magnitude da tarefa que há pela frente. Enquanto comemoramos esta noite, sabemos que os desafios que nos trará o dia de amanhã são os maiores de nossas vidas - duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira em um século.Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos valentes que acordam nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para dar a vida por nós.Há mães e pais que passarão noites em claro depois que as crianças dormirem e se perguntarão como pagarão a hipoteca ou as faturas médicas ou como economizarão o suficiente para a educação universitária de seus filhos.
Há novas fontes de energia para serem aproveitadas, novos postos de trabalho para serem criados, novas escolas para serem construídas e ameaças para serem enfrentadas, alianças para serem reparadas.
O caminho pela frente será longo. A subida será íngreme. Pode ser que não consigamos em um ano nem em um mandato. No entanto, EUA, nunca estive tão esperançoso como estou esta noite de que chegaremos. Prometo a vocês que nós, como povo, conseguiremos.
Haverá percalços e passos em falso. Muitos não estarão de acordo com cada decisão ou política minha quando assumir a presidência. E sabemos que o Governo não pode resolver todos os problemas.
Mas, sempre serei sincero com vocês sobre os desafios que nos afrontam. Ouvirei a vocês, principalmente quando discordarmos. E, sobretudo, pedirei a vocês que participem do trabalho de reconstruir esta nação, da única forma como foi feita nos EUA durante 221 anos, bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada sobre mão calejada.
O que começou há 21 meses em pleno inverno não pode acabar nesta noite de outono.Esta vitória em si não é a mudança que buscamos. É só a oportunidade para que façamos esta mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a como era antes. Não pode acontecer sem vocês, sem um novo espírito de sacrifício.
Portanto façamos um pedido a um novo espírito do patriotismo, de responsabilidade, em que cada um se ajuda e trabalha mais e se preocupa não só com si próprio, mas um com o outro.Lembremos que, se esta crise financeira nos ensinou algo, é que não pode haver uma Wall Street (setor financeiro) próspera enquanto a Main Street (comércio ambulante) sofre.Neste país, avançamos ou fracassamos como uma só nação, como um só povo. Resistamos à tentação de recair no partidarismo, na mesquinharia e na imaturidade que intoxicaram nossa vida política há tanto tempo.
Lembremos que foi um homem deste estado que levou pela primeira vez a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre os valores da auto-suficiência e da liberdade do indivíduo e da união nacional.
Estes são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata conquistou uma grande vitória esta noite, fazemos com certa humildade e a determinação para curar as divisões que impediram nosso progresso.
Como disse Lincoln a uma nação muito mais dividida que a nossa, não somos inimigos, mas amigos. Embora as paixões os tenham colocado sob tensão, não devem romper nossos laços de afeto.
E àqueles americanos cujo apoio eu ainda devo conquistar, pode ser que eu não tenha conquistado seu voto hoje, mas ouço suas vozes. Preciso de sua ajuda e também serei seu presidente.
E a todos aqueles que nos vêem esta noite além de nossas fronteiras, em Parlamentos e palácios, a aqueles que se reúnem ao redor dos rádios nos cantos esquecidos do mundo, nossas histórias são diferentes, mas nosso destino é comum e começa um novo amanhecer de liderança americana.
A aqueles que pretendem destruir o mundo: vamos vencê-los. A aqueles que buscam a paz e a segurança: apoiamo-nos.
E a aqueles que se perguntam se o farol dos EUA ainda ilumina tão fortemente: esta noite demonstramos mais uma vez que a força autêntica de nossa nação vem não do poderio de nossas armas nem da magnitude de nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e firme esperança.
Lá está a verdadeira genialidade dos EUA: que o país pode mudar. Nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já conseguimos nos dá esperança sobre o que podemos e temos que conseguir amanhã.
Estas eleições contaram com muitos inícios e muitas histórias que serão contadas durante séculos. Mas uma que tenho em mente esta noite é a de uma mulher que votou em Atlanta.Ela se parece muito com outros que fizeram fila para fazer com que sua voz seja ouvida nestas eleições, exceto por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Nasceu apenas uma geração depois da escravidão, em uma era em que não havia automóveis nas estradas nem aviões nos céus, quando alguém como ela não podia votar por dois motivos - por ser mulher e pela cor de sua pele.
Esta noite penso em tudo o que ela viu durante seu século nos EUA - a desolação e a esperança, a luta e o progresso, às vezes em que nos disseram que não podíamos e as pessoas que se esforçaram para continuar em frente com esta crença americana: Podemos.
Em uma época em que as vozes das mulheres foram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela sobreviveu para vê-las serem erguidas, expressarem- se e estenderem a mão para votar. Podemos.
Quando havia desespero e uma depressão ao longo do país, ela viu como uma nação conquistou o próprio medo com uma nova proposta, novos empregos e um novo sentido de propósitos comuns. Podemos.
Quando as bombas caíram sobre nosso porto e a tirania ameaçou ao mundo, ela estava ali para testemunhar como uma geração respondeu com grandeza e a democracia foi salva. Podemos.Ela estava lá pelos ônibus de Montgomery, pelas mangueiras de irrigação em Birmingham, por uma ponte em Selma e por um pregador de Atlanta que disse a um povo: "Superaremos" Podemos.
O homem chegou à lua, um muro caiu em Berlim e um mundo se interligou através de nossa ciência e imaginação.
E este ano, nestas eleições, ela tocou uma tela com o dedo e votou, porque após 106 anos nos EUA, durante os melhores e piores tempos, ela sabe como os EUA podem mudar. Podemos.
EUA avançamos muito. Vimos muito. Mas há muito mais por fazer. Portanto, esta noite vamos nos perguntar se nossos filhos viverão para ver o próximo século, se minhas filhas terão tanta sorte para viver tanto tempo quanto Ann Nixon Cooper, que mudança virá? Que progresso faremos? Esta é nossa oportunidade de responder a esta chamada. Este é o nosso momento. Esta é nossa vez.
Para dar emprego a nosso povo e abrir as portas da oportunidade para nossas crianças, para restaurar a prosperidade e fomentar a causa da paz, para recuperar o sonho americano e reafirmar esta verdade fundamental, que, de muitos, somos um, que enquanto respirarmos, temos esperança.
E quando nos encontrarmos com o ceticismo e as dúvidas, e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com esta crença eterna que resume o espírito de um povo: Podemos.
17 Outubro 2008
14 Outubro 2008
EJA - MEC analisa se homologará mudanças no antigo Supletivo

A informação foi prestada, ontem, pela assessoria de imprensa do ministério. O CNE, órgão consultivo, emitiu parecer pelo qual uma das medidas que pretende tomar consiste em fixar 18 anos como idade mínima para o ingresso na EJA. A alteração valeria a partir de 2013.
Hoje, tal exigência vale apenas para o ingresso em classes de Ensino Médio. Para cursar o Ensino Fundamental (da 1ª à 8ª série) em aulas para jovens e adultos, é preciso ter 15 anos ou mais, conforme resolução de julho de 2000 do CNE.
De modo paralelo, o sistema de ensino estaduais e municipais teriam, também até 2013, de desenvolver programas para assegurar a permanência de jovens com 15 a 17 anos em escolas regulares.
No Estado de São Paulo, 66,7% da população nessa faixa etária cursam o Ensino Médio, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2007.
Independentemente da série, a evasão escolar entre os que têm essas idades é de 14%, ainda segundo o Pnad.
A assessoria de imprens










