14 dezembro 2011

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, VERSÃO POPULAR DE FREI BETTO

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Todos nascemos livres e somos iguais em dignidade e direitos;
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Todos temos direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal e social;
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Todos temos direito ao trabalho digno e bem remunerado;
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Todos temos direito ao descanso, ao lazer e às férias;
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Todos temos direito à saúde e à assistência médica e hospitalar;
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Todos temos direito à instrução, à escola, à arte e à cultura;
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Todos temos direito ao amparo social na infância e na velhice;
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Todos temos direito à organização popular, sindical e política;
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Todos temos direito de eleger e ser eleito às funções do governo;
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Todos temos direito à informação verdadeira e correta;
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Todos temos direito de ir e vir, de mudar de cidade, de estado ou de país;
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Todos temos direito de não sofrer nenhum tipo de discriminação;
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Ninguém pode ser torturado ou linchado;
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Todos somos iguais perante a lei;
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Ninguém pode ser arbitrariamente preso ou privado do direito de defesa;
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Toda pessoa é inocente até que a Justiça, baseada na lei, prove o contrário;
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Todos temos liberdade de pensar, de nos manifestar, de nos unir e de crer;
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Todos temos direito ao amor e aos frutos do amor;
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Todos temos o dever de respeitar e proteger os direitos da comunidade;
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Todos temos o dever de lutar pela conquista e ampliação destes direitos.
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BREI BETTO. Declaração Universal dos Direitos Humanos – versão popular de Frei Betto. In: Conselho de Vereadores de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos. Direitos humanos aqui e agora. Santos: Leopoldianum, 2003. p.12.

12 dezembro 2011

Belo Monte OR NO Belo Monte? - Argumentos que têm de ser ouvidos

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MOVIMENTO GOTA D'ÁGUA


Artistas da TV Globo se manifestam contra a construção da hidroelétrica de Belo Monte.




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MOVIMENTO "TEMPESTADE EM COPO D'ÁGUA"


Alunos da UNICAMP apresentam argumentos a favor da construção da hidroelétrica de Belo Monte.


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Biólogo paulista expõe sua visão em torno da construção da hidroelétrica de Belo Monte. Tudo explicadinho!




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Ex-Senadora e ex-ministra do Meio Ambiente no Governo Lula, Marina Silva, dá seu parecer em entrevista do Roda Viva sobre a inviabilidade da construção da usina hidroelétrica de Belo Monte.


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OPINIÃO: "Seria muito bom que a população dos estados da região Norte expusessem seus pontos de vista sobre o assunto".

10 dezembro 2011

Exposição de entalhes em madeira - Ms. Messias

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De 1º a 15 de dezembro de 2011, o artesão santista Ms. Manoel Messias Garcia expõe suas obras no 3º andar da Câmara Municipal de Santos, sito à Pça. Mauro Batista, nº 1 - Santos/SP.
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Ms. Messias, artesão popular, apresenta nesta exposição a forte influência africana que distingue seu trabalho. São esculturas de carrancas, tótens, pilões entre outras, todas trabalhadas com muitas criatividade em madeiras de lei.
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"Parceiro da Cultura", título concedido pela Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, Ms. Messias tem seus trabalhos conhecidos no Brasil e no exterior. Artista de longa trajetória, o Sr. Manoel Messias marca sua carreira com esta exposição.
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Confira alguns de seus trabalhos no site:

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06 dezembro 2011

Crise terminal do capitalismo?

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(28/06/2011 - 10:59:31)-
Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adaptar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.
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A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado. Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo.
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A natureza, efetivamente, se encontra sob grave estresse, como nunca esteve antes, pelo menos no último século, abstraindo das 15 grandes dizimações que conheceu em sua história de mais de quatro bilhões de anos. Os eventos extremos verificáveis em todas as regiões e as mudanças climáticas tendendo a um crescente aquecimento global falam em favor da tese de Marx. Como o capitalismo vai se reproduzir sem a natureza? Deu com a cara num limite intransponível.
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O trabalho está sendo por ele precarizado ou prescindido. Há grande desenvolvimento sem trabalho. O aparelho produtivo informatizado e robotizado produz mais e melhor, com quase nenhum trabalho. A consequência direta é o desemprego estrutural.
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Milhões nunca mais vão ingressar no mundo do trabalho, sequer no exército de reserva. O trabalho, da dependência do capital, passou à prescindência. Na Espanha o desemprego atinge 20% no geral e 40% e entre os jovens. Em Portugal 12% no país e 30% entre os jovens. Isso significa grave crise social, assolando neste momento a Grécia. Sacrifica-se toda uma sociedade em nome de uma economia, feita não para atender as demandas humanas, mas para pagar a dívida com bancos e com o sistema financeiro. Marx tem razão: o trabalho explorado já não é mais fonte de riqueza. É a máquina.
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A segunda razão está ligada à crise humanitária que o capitalismo está gerando. Antes se restringia aos países periféricos. Hoje é global e atingiu os países centrais. Não se pode resolver a questão econômica desmontando a sociedade. As vítimas, entrelaças por novas avenidas de comunicação, resistem, se rebelam e ameaçam a ordem vigente. Mais e mais pessoas, especialmente jovens, não estão aceitando a lógica perversa da economia política capitalista: a ditadura das finanças que via mercado submete os Estados aos seus interesses e o rentismo dos capitais especulativos que circulam de bolsas em bolsas, auferindo ganhos sem produzir absolutamente nada a não ser mais dinheiro para seus rentistas.


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Mas foi o próprio sistema do capital que criou o veneno que o pode matar: ao exigir dos trabalhadores uma formação técnica cada vez mais aprimorada para estar à altura do crescimento acelerado e de maior competitividade, involuntariamente criou pessoas que pensam. Estas, lentamente, vão descobrindo a perversidade do sistema que esfola as pessoas em nome da acumulação meramente material, que se mostra sem coração ao exigir mais e mais eficiência a ponto de levar os trabalhadores ao estresse profundo, ao desespero e, não raro, ao suicídio, como ocorre em vários países e também no Brasil.
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As ruas de vários países europeus e árabes, os “indignados” que enchem as praças de Espanha e da Grécia são manifestação de revolta contra o sistema político vigente a reboque do mercado e da lógica do capital. Os jovens espanhóis gritam: “não é crise, é ladroagem”. Os ladrões estão refestelados em Wall Street, no FMI e no Banco Central Europeu, quer dizer, são os sumossacerdotes do capital globalizado e explorador.
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Ao agravar-se a crise, crescerão as multidões, pelo mundo afora, que não aguentam mais as consequências da superexploracão de suas vidas e da vida da Terra e se rebelam contra este sistema econômico que faz o que bem entende e que agora agoniza, não por envelhecimento, mas por força do veneno e das contradições que criou, castigando a Mãe Terra e penalizando a vida de seus filhos e filhas.

*Leonardo Boff é teólogo e professor emérito de ética da UERJ.-