26 janeiro 2009

ENFIM, A SOLUÇÃO - células-tronco são criadas artificialmente no Brasil (chega de extermínios)


País cria 1ª linhagem de célula-tronco
embrionária sem o uso de embriões

Cientistas cariocas produziram pela primeira vez no Brasil uma linhagem de células-tronco de pluripotência induzida. Conhecidas pela sigla iPS - induced pluripotent stem cells, em inglês -, elas são idênticas às cobiçadas células-tronco embrionárias, com a vantagem de que não necessitam de embriões para sua obtenção. Em vez disso, a pluripotência (capacidade para se transformar em qualquer tecido do organismo) é induzida "artificialmente" em uma célula adulta, por meio da reprogramação de seu DNA.
Segundo a reportagem do jornal, a técnica, não reduz a importância do estudo das células embrionárias "autênticas", mas diminui a necessidade de destruir embriões para a produção de novas linhagens pluripotentes. Além de facilitar imensamente a produção de células-tronco oriundas dos próprios pacientes, já que não há limite no número de células adultas que podem ser reprogramadas nem é preciso passar pelas complicações técnicas (e éticas) de fabricar ou clonar um embrião para pesquisa. Apenas quatro outros países já possuem linhagens de células iPS registradas na literatura científica: Japão, Estados Unidos, China e Alemanha.
Os resultados mudaram completamente o cenário mundial das pesquisas com células-tronco embrionárias, engessadas pelo debate ético em torno da destruição de embriões humanos. Os pesquisadores afirmaram ao jornal que as células iPS são idênticas às células embrionárias, capazes de se transformar em qualquer tecido do organismo. Os cientistas esperam, no futuro, aproveitar essa versatilidade para produzir tecidos de reposição geneticamente customizados, que possam ser usados no tratamento de doenças, na recuperação de lesões ou como base para o teste de novos medicamentos in vitro. Como as células seriam provenientes do próprio paciente, não haveria risco de rejeição.
24JAN2009

15 janeiro 2009

Cristóvam Buarque para a UNESCO


Encaminhado por Lelo Silveira
Prezadas e Prezados,

Muitos sabem da minha ligação e admiração por Cristovam Buarque. Não somente por ser uma pessoa de finíssimo trato, mas por sua competência e ética no trato da coisa pública. Não bastassem essas qualidades eu ainda teria mais um motivo para tê-lo em grande consideração: é sua obstinação com a Educação. Cristovam, em nenhum momento de sua vida pública dissociou-a de todas as demais questões políticas e sociais em qualquer função pública que ocupou.
Faço essa introdução para pedir que cada companheiro e cada companheira se junte a muitos outros, assinando o abaixo-assinado de apoio à indicação do senador para a Direção Geral da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Obrigada,
Tereza Vitale




Para assinar, acesse:

Escolas paulistas irão adotar modelo educacional de NY



Agência Estado - janeiro/2009
A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e a Fundação Itaú Social lançaram hoje um projeto-piloto na área educacional que pretende adotar nas escolas estaduais paulistanas o modelo educacional dos centros de ensino de Nova York, após uma reforma instituída na área em 2001. O projeto prevê o desenvolvimento, entre 2009 e 2012, de experiências nas áreas de gestão e monitoramento do rendimento escolar em dez instituições de ensino de São Paulo, localizadas na zona leste da cidade.
A coordenação técnica do projeto será responsabilidade do Instituto Fernand Braudel que, desde 2007, realiza pesquisas de campo para analisar a reforma escolar empreendida em Nova York nos últimos oito anos.
Para o programa, foram selecionadas dez escolas da Diretoria Leste 3: Aquilino Ribeiro; Dr. Décio Ferraz Alvim; Haydeé Hidalgo; Jardim Dom Angélico; Jardim Wilma Flor; Paulo Sarasate; Recanto Verde Sol; Sebastião Faria Zimbres; Sumie Iwata; e Vila Bela. Serão investidos nessas instituições de ensino programas de fomento à boa gestão público, por meio da parceria com o setor privado, à formação de professores e ao maior envolvimento dos pais na trajetória escolar de seus filhos.
O projeto passará por avaliação que acompanhará a frequência de professores e alunos, a rotatividade e absenteísmo dos professores, o número de incidentes de indisciplina e violência dentro da escola e a percepção de alunos, pais, professores e diretores sobre o ambiente escolar. Também será realizada uma avaliação econômica do projeto para mensurar seu retorno econômico. Caso o projeto revele melhoras nas instituições de ensino em que for aplicado, o governo do Estado pretende levá-lo a todas as escolas estaduais do município de São Paulo.

AGU analisará mudanças na lei do piso do professor

ANGELA PINHO da Folha de S.Paulo

Em meio à polêmica que envolve a lei do piso salarial do professor, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que levará à AGU (Advocacia Geral da União) as propostas de Estados e municípios que flexibilizam a interpretação de "atividade extraclasse". .

Um dos parágrafos da lei do piso estabelece que o professor terá que dedicar no máximo dois terços de sua jornada de trabalho às "atividades de interação com os educandos", ou seja, à sala de aula. O restante da carga horária serviria para o docente estudar, preparar aulas e corrigir provas.

Uma das idéias que, segundo o ministro, foram levadas a ele por governos estaduais e prefeituras, é considerar como horário para atividade extraclasse os intervalos entre as aulas ministradas pelos professores. Intervalos de 12 minutos a cada hora de aula, por exemplo, seriam contabilizados como 20% de atividade extraclasse.

Outra proposta é que as exigências relativas à jornada de trabalho sejam válidas apenas para o professor que ganha o piso de R$ 950, o que exclui pelo menos 40% da categoria. "O argumento, que não é do MEC, é que a lei do piso deve reger o próprio piso e não a carreira", disse Haddad.

Ele não quis opinar sobre as propostas, papel que, segundo argumentou, cabe à AGU. Afirmou apenas que são questões "legítimas", que devem ser analisadas com profundidade. Haddad disse, porém, defender que o professor tenha tempo para se dedicar a tarefas fora da sala de aula. Disse que é "humanamente impossível" que o docente dedique toda a sua jornada de trabalho à tarefa de dar aulas e que a questão é fundamental para a melhoria dos índices de qualidade.

Questionado se não vê diferença entre a existência de um período do dia para a preparação de aulas e intervalos de minutos entre elas, ele respondeu que "evidentemente, é diferente", mas que teria de analisar o tema com profundidade.

Alguns secretários de Educação têm se oposto à lei do piso, afirmando que, embora defendam o mínimo de R$ 950, outros dispositivos da lei, como a questão da jornada de trabalho, trarão rombos orçamentários, com a necessidade de contratação de mais de 100 mil professores e um impacto de R$ 5,9 bilhões em dez Estados.

A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) repudiou as propostas que serão levadas à AGU. "Ou a lei vale para todo mundo ou se instaura uma grande confusão no país", afirmou Roberto Leão, presidente da entidade. "Como vai funcionar uma rede com alguns professores trabalhando com uma jornada e outros trabalhando com outra? Vamos ter que decidir se no intervalo de dez minutos vamos receber a mãe do aluno, corrigir os trabalhos ou beber água?", questionou.

Lei sancionada pelo presidente Lula cria 38 Ifets

CRISTÓVAM BUARQUE COMENTA CONQUISTAS E NOVAS METAS PARA A EDUCAÇÃO [DEZ2008]

13 janeiro 2009

05 janeiro 2009