19 dezembro 2009


16 dezembro 2009

CÂMARA DOS DEPUTADOS -----------| [09DEZ2009] "A PARTILHA VENCEU, GANHOU O BRASIL..."

A situação foi a seguinte:

- De um lado, o governo, articulando pelo fim da concessão e em prol de uma "Partilha Federativa dos royaltes do petróleo do Pré-Sal". Trabalhavam para aprovar uma lei que dividiria a riqueza entre todos os estados, municípios e união.

- Do outro lado, a oposição, defendendo a concessão da bacia petrolífera à companhia privada, em prol da defesa dos royaltes especialmente aos estados e municípios que confrontassem território com o Pré-Sal, ou seja: Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, quer dizer: os estados mais ricos da Federação.

Por meio de possibilidades regimentais, a oposição entrava com obstrução. Do mesmo modo, a base do governo, pelas mesmas possibilidades regimentais, aprovou a partilha por votação simbólica.

Ganhou o Brasil, pois o grande temor dos que defendiam a partilha, era uma chance de novo avanço neoliberal embasado no empreendedorismo das velhas gigantes multinacionais, que não por acaso, defendem os interesses de quem mais precisa de petróleo e não o produz.

O senso comum anda tão ocupado que mal enxerga atitudes aparentemente estranhas, como a compra de submarinos, aviões a jato, tanques e a construção de novos navios brasileiros. Mal foi noticiado pela nossa imprensa, em novembro de 2008, ainda na era Bush, a reativação da 4ª frota norte-americana ou o tenebroso passeio de frotas russas em compasso com os ideais chavistas. É isso aí!... O petróleo e o gás encontrado, prometem muito e as velhas forças expressas no egoísmo da classe dos financistas globais, ainda dão os últimos suspiros daquela onda neoliberal dos anos 1990.

Mas não esqueçamos nunca: o petróleo e o gás, sim, para o social, para a ciência e tecnologia e para a educação, mas, sobretudo, também, "para substituir gradativamente, a base energética do carbono para outras vias não poluentes". Mas, pelo amor de Deus: que não seja a nuclear.

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