12 junho 2009
07 junho 2009
24 maio 2009
TOQUE DE RECOLHER - 10MAIO2009
O que importa perceber é que o jovem na Grécia Antiga, a mesma que deu bases para a cultura ocidental, estava nas mãos do Estado, preparado por ele, para servir a ele, para ser usufruído pelo coletivo.
Aqui no Brasil, segundo mapas do IBGE, após a década de 1980, houve uma evasão crescente das mulheres para trabalharem fora do lar, no intuito, certamente, de ajudar seus companheiros nas despesas da família.
Embora este quadro já demonstre uma leve inversão, o fato é que, bem ou mal, as mães que eram a base fundamental das famílias, passaram a estar ausentes para trabalhar. Não é difícil prever um longo período de afirmação desta condição, visto que hoje, após o processo de emancipação feminina que perdurou pelo menos 100 anos, as mulheres não devem querer abandonar suas carreiras para reassumir os lares, mas antes, reafirmar sua nova condição de independência, pleiteando neste exato momento, melhorers cargos e salários.
E os filhos destes casamentos? Avós, tios, vizinhos, empregadas, babás, televisores, vídeogames, traficantes etc. Quem fica com nossas crianças? Escola em tempo integral???
O certo é que, a partir do momento que se assume deixar seu filho nas mãos de outra pessoa, corre-se o risco de não estar dedicando a ela a atenção e os valores que acreditamos certos. Se queremos nossa independência profissional deixando nossos filhos para alguém cuidar, que seja então alguém que o encaminhe para os deveres e direitos comuns, como as famílias o faziam antigamente.
Estamos num momento de escolher que sociedade queremos para nossos próximos anos: uma sociedade em que a base é realmente a família, ou uma sociedade em que o Estado tenha maior responsabilidade sobre os cidadãos.
Se o último caso for uma escolha, que estruturemos o Estado para tamanha responsabilidade. O toque de recolher daquelas cidades do noroeste paulista, faz parte da segunda opção, e tenho certeza: qualquer professor entende que liberdade demais, sem responsabilidades, sem limites, gera como retorno pessoas sem responsabilidades e sem limites, certamente, cidadãos que o mundo dos nossos netos não há de merecer.
Paulo Sergio Teixeira
05 maio 2009
MEC quer trocar matérias por áreas temáticas

FÁBIO TAKAHASHI - Folha de São Paulo
O Ministério da Educação pretende acabar com a divisão por disciplinas presente no atual currículo do ensino médio, o antigo colegial. A proposta do governo é distribuir o conteúdo das atuais 12 matérias em quatro grupos mais amplos (línguas; matemática; humanas; e exatas e biológicas).
A mudança ocorrerá por meio de incentivo financeiro e técnico do MEC aos Estados (responsáveis pela etapa), pois a União não pode impor o sistema. O Conselho Nacional de Educação aprecia a proposta hoje e amanhã e deve aprová-la em junho (rito obrigatório).
O novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que deverá substituir o vestibular das universidades federais, será outro indutor, pois também não terá divisão por disciplinas.
Assim, espera-se que o ensino seja mais ajustado às necessidades dos estudantes.
18 abril 2009
[AVALIAÇÃO ANTI-CHUPIM...]

16 março 2009
Obama minimiza disputas no G20; discute crise com Lula
Obama e Lula discutiram a crise econômica mundial e falaram sobre preparativos para a próxima reunião dos presidentes do G20, que ocorrerá em 2 de abril na Inglaterra. O presidente dos EUA, no entanto, afirmou durante o encontro na Casa Branca,que são falsas as sugestões de uma divisão no G20.
"Não posso ser mais claro em dizer que não há lados", disse Obama a repórteres ao comentar uma aparente tensão entre países europeus e os EUA sobre a ênfase que deve ser dada a gastos públicos ou regulação para enfrentar a crise financeira global.
Classificando a questão de um "debate artificial", Obama disse que não há um maior defensor da necessidade de uma reforma da regulação financeira do que ele próprio.
Obama também tentou passar segurança à China, que expressou preocupação na sexta-feira que os enormes gastos fiscais dos EUA e taxas de juro próximas a zero possam erodir o valor do grande volume de títulos norte-americanos detidos pelo país asiático.
"Há uma razão pela qual, mesmo no meio dessa enorme crise econômica, você tenha visto uma elevação no fluxo de investimentos aqui nos Estados Unidos", afirmou. "Acho que é um reconhecimento que a estabilidade não apenas do nosso sistema econômico mas também de nosso sistema político é extraordinária."
Lula afirmou ter dito a Obama que eles devem trabalhar para retomar a chamada Rodada de Doha, embora reconheça que possa ser difícil num momento de crise econômica.
África pede ajuda ao G20 para minimizar os efeitos da crise no continente
Presidente tanzaniano Jakaya Kikwete, convocou a África a enviar uma mensagem clara para a reunião do G20, as grandes potências económicas do mundo, para ajudar a atenuar os efeitos da crise financeira mundial no continente.“Ameaça reverter o trabalho árduo e os ganhos socio-económicos conseguido pelos países africanos nas últimas décadas. No entanto a África tem silenciado quanto ao assunto”.
China e Rússia devem reforçar a cooperação para garantir a estabilidade e multi-polaridade
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As Federações Russa e Chinesa, como membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, desempenham um grande papel nesta matéria disse Yang Jiechi.
Jiechi disse que a política da China em relação a Rússia irá se desenvolver em quatro sentidos, em 2009: intercâmbio mútuo a nível superior, reforço energético e científico-tecnológico, diplomacia e intercâmbio cultural, bem como a cooperação no seio das organizações internacionais, incluindo os BRIC (Brasil, Rússia, Índia, China).
Brasil, Rússia, Índia e China são os grandes jogadores na arena internacional. Enfrentam desafios semelhantes, têm oportunidades de desenvolvimento conjunto, e estão fazendo uma contribuição para garantir a paz e a estabilidade na região, disse o ministro chinês.
Senador norte-americano quer fazer aliança energética com o Brasil [...]
O projeto também defende estudar o potencial e as necessidades de energias renováveis de todos os países da área, "com ênfase particular na ajuda aos países mais pobres da região que também dependem do petróleo estrangeiro".
A colaboração em termos de biocombustíveis que Estados Unidos e Brasil lançaram em março de 2007 deveria ser ampliada, sugeriu o senador, lembrando que Barack Obama prometeu durante a campanha eleitoral uma "Aliança Energética das Américas".
"Uma aliança energética forte dos Estados Unidos e Brasil representaria uma oportunidade para construir um novo marco político e econômico, sem os ditados unilaterais do passado", acrescenta o texto.
O senador por Indiana também propôs um sistema de compra e venda de cotas de carbono para ajudar a preservar a floresta tropical.
15 março 2009
11 março 2009
A CRUCIFICAÇÃO DO ANO
09 março 2009
NOVA CRUZADA DA EDUCAÇÃO
Lei de Responsabilidade Educacional (LRE) está em discussão no Congresso - Rosângela Bittar escreve para o "Valor Econômico": Quase 25 anos depois de uma grande cruzada parlamentar em defesa da Educação, representada na luta do senador capixaba João Calmon, já falecido, para aprovar emenda constitucional que obrigou União a aplicar 13% e Estados e Municípios 25% em manutenção e desenvolvimento do ensino, inicia-se este ano uma nova iniciativa também parlamentar neste campo. A autoria é praticamente consensual e multipartidária, existem já escritos e apresentados pelo menos cinco anteprojetos de lei, mas na liderança do movimento, que criou seus alicerces na Comissão de Educação da Câmara, está a deputada goiana Raquel Teixeira (PSDB): trata-se de instituir a Lei de Responsabilidade Educacional (LRE). Tendo como parâmetro a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e como meta conseguir, na Educação, os resultados que a lei fiscal obteve no controle dos gastos públicos e expectativa de seu equilíbrio, os deputados envolvidos na nova campanha conseguiram o apoio da Unesco (órgão das Nações Unidos para Educação, Ciência e Cultura) e de várias instituições que atuam no setor e representam profissionais e especialistas da comunidade educacional. 26 fevereiro 2009
AÍ... O BARCO DO GREENPEACE TÁ CHEGANDO...
WASHINGTON (AFP) - O número global de usuários da internet superou um bilhão, com a China como o país com mais internautas, informou nesta sexta-feira a empresa americana de pesquisa digital 'comScore Inc'.
"Superar um bilhão de usuários é uma marca significativa para a história da internet", disse o presidente executivo de comScore, Magid Abraham, em um comunicado.
"O próximo bilhão estará conectado antes de nos darmos conta", continuou.
ComScore afirma que a região Ásia-Pacífico tem 41% dos usuários, seguida pela Europa (28%), América do Norte (18%), América Latina (7%) e Oriente Médio e África (5%).
A China é o país que mais registra internautas com quase 180 milhões de pessoas conectadas em rede, segundo uma pesquisa feita em dezembro. Depois vêm Estados Unidos com 163 milhões, Japão com 60 milhões, Alemanha e Gran Bretaña com quase 37 milhões cada um e França com 34 milhões.
25 fevereiro 2009
EXTRA!... EXTRA!... - "A nova era das notícias"

Fonte: "Agência Estado" - Sex, 23 Jan, 01h07
Em meio ao alvoroço dos pessimistas, que insistem que os jornais estão à beira da morte, uma nova empresa pretende abrir dezenas de novos - com uma mudança. O Printed Blog, novo jornal de Chicago, será feito com postagens retiradas diretamente de blogs na internet, terá anúncios locais e será distribuído gratuitamente.
As primeiras edições deste jornal gratuito da era da internet devem aparecer em Chicago e San Francisco na terça-feira. De início, serão edições semanais, mas Joshua Karp, fundador e editor, espera, mais tarde, que o Printed Blog saia duas vezes por dia em muitas cidades dos Estados Unidos.
"Vamos tentar ser o primeiro jornal diário feito inteiramente de blogs ou outro conteúdo gerado pelos usuários", disse. "Há tantas técnicas que funcionam online que achei que, talvez, poderia aplicar no jornal impresso". À medida que os jornais pagos perdem leitores para a internet, onde podem ler os mesmos artigos sem nenhum custo, muitos jornais gratuitos conseguiram se manter.
"Trabalhar com o jornal gratuito ainda é bastante viável", disse David Cohen, fundador do Silicon Valley Community Newspapers, grupo de jornais semanais distribuídos gratuitamente no sul de San Francisco, vendido para o grupo Knight Rider em 2005 e hoje propriedade da Media News. "Existe uma enorme faixa de leitores que quer saber das notícias locais, e as empresas locais tendem a aumentar sua publicidade nos períodos ruins porque precisam chamar a atenção das pessoas".
Mas Karp não precisa olhar muito à frente para ver as dificuldades para ser ter sucesso na atividade jornalística nos dias atuais. A Tribune Co., que edita o Chicago Tribune e um diário grátis, o Red Eye, entrou com pedido de recuperação judicial em dezembro.
Karp está apostando que vai ter sucesso combinando o melhor que existe do modelo impresso e do modelo online. O Printed Blog vai publicar postagens de blogs ao lado de outros conteúdos típicos da internet, como comentários de leitores e fotos oferecidas pelos usuários. O jornal será impresso, a princípio, quatro páginas de 28cm X 43 cm, em papel branco, e desenhado como um blog, em vez de em colunas. As informações são do jornal The New York Times.
18 fevereiro 2009
26 janeiro 2009
ENFIM, A SOLUÇÃO - células-tronco são criadas artificialmente no Brasil (chega de extermínios)

embrionária sem o uso de embriões
15 janeiro 2009
Cristóvam Buarque para a UNESCO
Muitos sabem da minha ligação e admiração por Cristovam Buarque. Não somente por ser uma pessoa de finíssimo trato, mas por sua competência e ética no trato da coisa pública. Não bastassem essas qualidades eu ainda teria mais um motivo para tê-lo em grande consideração: é sua obstinação com a Educação. Cristovam, em nenhum momento de sua vida pública dissociou-a de todas as demais questões políticas e sociais em qualquer função pública que ocupou.
Obrigada,
Tereza Vitale
Para assinar, acesse:
Escolas paulistas irão adotar modelo educacional de NY

AGU analisará mudanças na lei do piso do professor
ANGELA PINHO da Folha de S.PauloEm meio à polêmica que envolve a lei do piso salarial do professor, o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que levará à AGU (Advocacia Geral da União) as propostas de Estados e municípios que flexibilizam a interpretação de "atividade extraclasse". .
Um dos parágrafos da lei do piso estabelece que o professor terá que dedicar no máximo dois terços de sua jornada de trabalho às "atividades de interação com os educandos", ou seja, à sala de aula. O restante da carga horária serviria para o docente estudar, preparar aulas e corrigir provas.
Uma das idéias que, segundo o ministro, foram levadas a ele por governos estaduais e prefeituras, é considerar como horário para atividade extraclasse os intervalos entre as aulas ministradas pelos professores. Intervalos de 12 minutos a cada hora de aula, por exemplo, seriam contabilizados como 20% de atividade extraclasse.
Outra proposta é que as exigências relativas à jornada de trabalho sejam válidas apenas para o professor que ganha o piso de R$ 950, o que exclui pelo menos 40% da categoria. "O argumento, que não é do MEC, é que a lei do piso deve reger o próprio piso e não a carreira", disse Haddad.
Ele não quis opinar sobre as propostas, papel que, segundo argumentou, cabe à AGU. Afirmou apenas que são questões "legítimas", que devem ser analisadas com profundidade. Haddad disse, porém, defender que o professor tenha tempo para se dedicar a tarefas fora da sala de aula. Disse que é "humanamente impossível" que o docente dedique toda a sua jornada de trabalho à tarefa de dar aulas e que a questão é fundamental para a melhoria dos índices de qualidade.
Questionado se não vê diferença entre a existência de um período do dia para a preparação de aulas e intervalos de minutos entre elas, ele respondeu que "evidentemente, é diferente", mas que teria de analisar o tema com profundidade.
Alguns secretários de Educação têm se oposto à lei do piso, afirmando que, embora defendam o mínimo de R$ 950, outros dispositivos da lei, como a questão da jornada de trabalho, trarão rombos orçamentários, com a necessidade de contratação de mais de 100 mil professores e um impacto de R$ 5,9 bilhões em dez Estados.
A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) repudiou as propostas que serão levadas à AGU. "Ou a lei vale para todo mundo ou se instaura uma grande confusão no país", afirmou Roberto Leão, presidente da entidade. "Como vai funcionar uma rede com alguns professores trabalhando com uma jornada e outros trabalhando com outra? Vamos ter que decidir se no intervalo de dez minutos vamos receber a mãe do aluno, corrigir os trabalhos ou beber água?", questionou.
05 janeiro 2009
30 dezembro 2008
DESIDERATA

DESIDERATA - Do Latim Desideratu: Aquilo que se deseja, aspiração. Este texto foi encontrado na velha Igreja de Saint Paul, Baltimore, datado de 1692. Foi citado no livro "Mensagens do Sanctum Celestial", do Fr. Raymond Bernard.
O texto é de Max Ehrmannn e foi registrado pela primeira vez em 1927. Hoje em dia pertence à © Robert L. Bell.
O TAO DA SUSTENTABILIDADE
Capra, que há mais de 20 anos atua no movimento ambiental, veio ao Brasil para divulgar seu novo livro, “A Ciência de Leonardo Da Vinci”, e também para participar da Conferência EcoPower, em Florianópolis, quando deixou clara a sua opinião sobre a retomada do programa nuclear pelo governo brasileiro. “É o caminho errado. O Brasil não precisa de energia nuclear.”
Revista do Greenpeace - Qual o papel da sociedade civil no combate às mudanças climáticas?
Fritjof Capra – É muito importante. No mundo de hoje, há três centros de poder: o governo, empresas e sociedade civil. Só resolveremos nossos problemas, que estão ficando cada vez mais sérios, quando esses três setores trabalharem juntos. O Brasil é um dos poucos países no mundo em que essa colaboração tem sido organizada sistematicamente. O governo tem estabelecido vários canais de acesso à sociedade civil, o que as empresas sempre tiveram. Cada um desses centros de poder tem habilidades e qualidades específicas. A sociedade civil contribui com uma visão de um outro mundo possível, como dizemos no Fórum Social Mundial. Temos trabalhado em criar um futuro sustentável, em institutos e universidades, com a publicação de livros e relatórios. Não somos muito bons em gerenciamento de soluções de problemas e em tecnologias, áreas mais afeitas ao mundo dos negócios. É esse conhecimento que as empresas podem oferecer. Já o governo promove leis e regras. Com a eleição de Obama nos Estados Unidos, já podemos esperar que essa colaboração entre os três centros de poder aconteça, lá e em nível internacional também.
Revista do Greenpeace – O mundo se mexeu rápido para conter a crise financeira mas ainda reluta em promover ações concretas para encaminhar soluções ao problema das mudaças climáticas. Por que?
Fritjof Capra – Tivemos oito anos de sabotagem dos Estados Unidos, sob a administração de Bush, e isso teve seu efeito no mundo. Sem a participação dos EUA no Protocolo de Kyoto, ficou fácil para a China, por exemplo, não assumir compromissos também. Mas isso deve mudar agora.
Revista do Greenpeace – Falta vontade política ou é erro de avaliação?
Fritjof Capra – Se você me perguntasse isso há uns seis meses, eu diria que havia sim uma clara falta de vontade política. Mas a situação realmente mudou agora, com a chegada de Obama ao poder. Ele é um internacionalista, tem a habilidade de procurar as pessoas para dialogar, facilitar, mediar. Ele vai acabar com o unilateralismo promovido pelo governo Bush. Teremos um tipo de liderança bem diferente agora na Casa Branca.
Revista do Greenpeace – O Brasil tem fartura de opções para gera energia, com muita água, vento e sol, mas o governo brasileiro preferiu retomar seu programa nuclear. Como o senhor vê essa decisão?
20 dezembro 2008
FIM DO EIA/RIMA??? DÁ PRA ACREDITAR???

Projeto de Lei Nº721 de 2007
(Do Sr. Márcio França)
Altera a Lei nº. 7.661, de 16 de maio de 1988, que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro e dá outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Esta Lei altera o § 2º do art. 6º da Lei nº. 7.661, de 16 de maio de 1988, que dispõe acerca do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro.
Art. 2.º O § 2º do art. 6º da Lei nº. 7.661, de 16 de maio de 1988, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 6º .............
§ 1.º ................
§ 2.º Para o licenciamento o órgão competente solicitará ao responsável pela atividade os estudos ambientais pertinentes, definidos nas normas regulamentadoras.
Art. 3.º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
---------------------------
JUSTIFICAÇÃO DO PL721/07
O presente projeto de lei visa orientar a utilização nacional dos recursos na Zona Costeira com a finalidade, segundo o disposto no artigo 2º da Lei nº. 7.661, de 16 maio de 1988, de elevar a qualidade de vida de sua população, e a proteção do seu patrimônio natural, histórico, étnico e cultural.
A Lei mencionada, ao instituir o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, assevera em seu artigo 1º que tal Plano é parte integrante da Política Nacional do Meio Ambiente - PNMA, e em seu artigo 2º dispõe que subordina-se aos princípios e objetivos da Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, Lei n. 6.938/81.
A Lei da Política Nacional do Meio Ambiente estabelece o Sistema Nacional do Meio Ambiente e, dentro desse sistema, o CONAMA é o órgão consultivo e deliberativo com competência para estabelecer normas para licenciamento. Usando de sua competência legal, o CONAMA editou a Resolução nº 237/97 estabelecendo que é o órgão ambiental que verificará a necessidade ou não da apresentação de Estudo de Impacto Ambiental e respectivo relatório - EIA/RIMA.
Ocorre, porém, que a Lei n. 7.661/88, em seu artigo 6º, § 2º, contrariando os objetivos da resolução citada, prevê que para todos os licenciamentos ambientais, em área costeira, o órgão licenciador deverá obrigatoriamente solicitar Relatório de Impacto Ambiental-RIMA, e o estudo que o precede, ou seja, o EIA – Estudo de Impacto Ambiental.
Nesse sentido, com base no último dispositivo, decisões proferidas em Ações Civis Públicas promovidas pelo Ministério Público Federal, questionando a legalidade de licenciamentos obtidos em áreas de zona costeira, têm forçado órgãos ambientais, especialmente o IBAMA, a obrigatoriamente requisitar o EIA/RIMA, mesmo quando entendem ser desnecessário, sob pena de multa diária. Ora, isso deflagra um procedimento moroso e altamente custoso para situações em que, tecnicamente, não se exigiria o EIA/RIMA em razão de sua prescindibilidade naquele caso específico, só implementando-os em virtude de decisões judiciais alicerçadas em exigência legal desarrazoada e fora da realidade que se quer preservar com a lei.
De outro lado, o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, que tem por finalidade promover o crescimento nacional e a melhoria da qualidade de vida dos brasileiros, onde se destina grande parte dos recursos para reurbanização de assentamentos precários, com implantação de infra-estrutura urbana e, desse modo, além de garantir moradia digna à população, proporcionará a preservação e recuperação ambiental, requer a celeridade na apresentação de projetos e na execução dos mesmos, com os devidos licenciamentos ambientais, sob pena dos Municípios ou Estados, que não o fizerem em tempo hábil, ficarem impedidos de receber os recursos financeiros necessários para a execução dos projetos apresentados.
É com esse intuito, de viabilizar a execução de projetos de elevado interesse público e alcance social, em toda região costeira do país, para que estejam aptos a cumprir os requisitos impostos pelo Governo Federal para a percepção de recursos, bem como para uma melhor adequação à legislação hoje em vigor, que apresento o presente projeto de lei. Desse modo, sugiro a nova redação do §2º do artigo 6º da Lei n. 7.661/88: “Para o licenciamento o órgão competente solicitará ao responsável pela atividade os estudos ambientais pertinentes, definidos nas normas regulamentadoras”, para que exista um mínimo de discricionariedade do órgão competente ao decidir pela necessidade ou não do EIA/RIMA.
Ressalte-se, ainda, que a medida proposta é primordial aos interesses dos Municípios e Estados que estejam, no todo ou em parte, localizados em áreas de zona costeira, e que apresentaram ou venham apresentar projetos para o recebimento de recursos do PAC, para que não sejam penalizados com a inexecução de seus projetos de urbanização, por não conseguirem, em tempo hábil, instruir os processos com os licenciamentos ambientais requeridos em virtude de exigência desnecessária prevista no dispositivo que se quer alterar.
Assim, por considerarmos que a alteração proposta representa um avanço na legislação que institui o Plano Nacional de Gerencimento Costeiro, e a viabilidade do recebimento de verbas do P.A.C. para Municípios e Estados localizados na zona costeira do país, solicitamos o apoio dos nobres Pares para a aprovação do presente projeto de lei.
Sala das Sessões, em abril de 2007.
Deputado MÁRCIO FRANÇA
PSB/SP
09 novembro 2008
A íntegra do discurso de Barack Obama
"Olá, Chicago! Se alguém aí ainda dúvida de que os Estados Unidos são um lugar onde tudo é possível, que ainda se pergunta se o sonho de nossos fundadores continua vivo em nossos tempos, que ainda questiona a força de nossa democracia, esta noite é sua resposta. É a resposta dada pelas filas que se estenderam ao redor de escolas e igrejas em um número como esta nação jamais viu, pelas pessoas que esperaram três ou quatro horas, muitas delas pela primeira vez em suas vidas, porque achavam que desta vez tinha que ser diferente e que suas vozes poderiam fazer esta diferença.
É a resposta pronunciada por jovens e idosos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, hispânicos, indígenas, homossexuais, heterossexuais, incapacitados ou não-incapacitados.
Americanos que transmitiram ao mundo a mensagem de que nunca fomos simplesmente um conjunto de indivíduos ou um conjunto de estados vermelhos e estados azuis.Somos, e sempre seremos, os EUA da América.
É a resposta que conduziu aqueles que durante tanto tempo foram aconselhados por tantos a serem céticos, temerosos e duvidosos sobre o que podemos conseguir para colocar as mãos no arco da História e torcê-lo mais uma vez em direção à esperança de um dia melhor.Demorou um tempo para chegar, mas esta noite, pelo que fizemos nesta data, nestas eleições, neste momento decisivo, a mudança chegou aos EUA.
Esta noite, recebi um telefonema extraordinariamente cortês do senador McCain.O senador McCain lutou longa e duramente nesta campanha. E lutou ainda mais longa e duramente pelo país que ama. Agüentou sacrifícios pelos EUA que sequer podemos imaginar. Todos nos beneficiamos do serviço prestado por este líder valente e abnegado.
Parabenizo a ele e à governadora Palin por tudo o que conseguiram e desejo colaborar com eles para renovar a promessa desta nação durante os próximos meses.
Quero agradecer a meu parceiro nesta viagem, um homem que fez campanha com o coração e que foi o porta-voz de homens e mulheres com os quais cresceu nas ruas de Scranton e com os quais viajava de trem de volta para sua casa em Delaware, o vice-presidente eleito dos EUA, Joe Biden.
E não estaria aqui esta noite sem o apoio incansável de minha melhor amiga durante os últimos 16 anos, a rocha de nossa família, o amor da minha vida, a próxima primeira-dama da nação, Michelle Obama.
Sasha e Malia amo vocês duas mais do que podem imaginar. E vocês ganharam o novo cachorrinho que está indo conosco para a Casa Branca.
Apesar de não estar mais conosco, sei que minha avó está nos vendo, junto com a família que fez de mim o que sou. Sinto falta deles esta noite. Sei que minha dívida com eles é incalculável.A minha irmã Maya, minha irmã Auma, meus outros irmãos e irmãs, muitíssimo obrigado por todo o apoio que me deram. Sou grato a todos vocês. E a meu diretor de campanha, David Plouffe, o herói não reconhecido desta campanha, que construiu a melhor campanha política, creio eu, da história dos EUA da América.
A meu estrategista chefe, David Axelrod, que foi um parceiro meu a cada passo do caminho.À melhor equipe de campanha formada na história da política. Vocês tornaram isto realidade e estou eternamente grato pelo que sacrificaram para conseguir.
Mas, sobretudo, não esquecerei a quem realmente pertence esta vitória. Ela pertence a vocês. Ela pertence a vocês.
Nunca pareci o candidato com mais chances. Não começamos com muito dinheiro nem com muitos apoios. Nossa campanha não foi idealizada nos corredores de Washington. Começou nos quintais de Des Moines e nas salas de Concord e nas varandas de Charleston.Foi construída pelos trabalhadores e trabalhadoras que recorreram às parcas economias que tinham para doar US$ 5, ou US$ 10 ou US$ 20 à causa.
Ganhou força dos jovens que negaram o mito da apatia de sua geração, que deixaram para trás suas casas e seus familiares por empregos que os trouxeram pouco dinheiro e menos sono.Ganhou força das pessoas não tão jovens que enfrentaram o frio gelado e o ardente calor para bater nas portas de desconhecidos, e dos milhões de americanos que se ofereceram como voluntários e organizaram e demonstraram que, mais de dois séculos depois, um Governo do povo, pelo povo e para o povo não desapareceu da Terra. Esta é a vitória de vocês.
Além disso, sei que não fizeram isto só para vencerem as eleições. Sei que não fizeram por mim.Fizeram porque entenderam a magnitude da tarefa que há pela frente. Enquanto comemoramos esta noite, sabemos que os desafios que nos trará o dia de amanhã são os maiores de nossas vidas - duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira em um século.Enquanto estamos aqui esta noite, sabemos que há americanos valentes que acordam nos desertos do Iraque e nas montanhas do Afeganistão para dar a vida por nós.Há mães e pais que passarão noites em claro depois que as crianças dormirem e se perguntarão como pagarão a hipoteca ou as faturas médicas ou como economizarão o suficiente para a educação universitária de seus filhos.
Há novas fontes de energia para serem aproveitadas, novos postos de trabalho para serem criados, novas escolas para serem construídas e ameaças para serem enfrentadas, alianças para serem reparadas.
O caminho pela frente será longo. A subida será íngreme. Pode ser que não consigamos em um ano nem em um mandato. No entanto, EUA, nunca estive tão esperançoso como estou esta noite de que chegaremos. Prometo a vocês que nós, como povo, conseguiremos.
Haverá percalços e passos em falso. Muitos não estarão de acordo com cada decisão ou política minha quando assumir a presidência. E sabemos que o Governo não pode resolver todos os problemas.
Mas, sempre serei sincero com vocês sobre os desafios que nos afrontam. Ouvirei a vocês, principalmente quando discordarmos. E, sobretudo, pedirei a vocês que participem do trabalho de reconstruir esta nação, da única forma como foi feita nos EUA durante 221 anos, bloco por bloco, tijolo por tijolo, mão calejada sobre mão calejada.
O que começou há 21 meses em pleno inverno não pode acabar nesta noite de outono.Esta vitória em si não é a mudança que buscamos. É só a oportunidade para que façamos esta mudança. E isto não pode acontecer se voltarmos a como era antes. Não pode acontecer sem vocês, sem um novo espírito de sacrifício.
Portanto façamos um pedido a um novo espírito do patriotismo, de responsabilidade, em que cada um se ajuda e trabalha mais e se preocupa não só com si próprio, mas um com o outro.Lembremos que, se esta crise financeira nos ensinou algo, é que não pode haver uma Wall Street (setor financeiro) próspera enquanto a Main Street (comércio ambulante) sofre.Neste país, avançamos ou fracassamos como uma só nação, como um só povo. Resistamos à tentação de recair no partidarismo, na mesquinharia e na imaturidade que intoxicaram nossa vida política há tanto tempo.
Lembremos que foi um homem deste estado que levou pela primeira vez a bandeira do Partido Republicano à Casa Branca, um partido fundado sobre os valores da auto-suficiência e da liberdade do indivíduo e da união nacional.
Estes são valores que todos compartilhamos. E enquanto o Partido Democrata conquistou uma grande vitória esta noite, fazemos com certa humildade e a determinação para curar as divisões que impediram nosso progresso.
Como disse Lincoln a uma nação muito mais dividida que a nossa, não somos inimigos, mas amigos. Embora as paixões os tenham colocado sob tensão, não devem romper nossos laços de afeto.
E àqueles americanos cujo apoio eu ainda devo conquistar, pode ser que eu não tenha conquistado seu voto hoje, mas ouço suas vozes. Preciso de sua ajuda e também serei seu presidente.
E a todos aqueles que nos vêem esta noite além de nossas fronteiras, em Parlamentos e palácios, a aqueles que se reúnem ao redor dos rádios nos cantos esquecidos do mundo, nossas histórias são diferentes, mas nosso destino é comum e começa um novo amanhecer de liderança americana.
A aqueles que pretendem destruir o mundo: vamos vencê-los. A aqueles que buscam a paz e a segurança: apoiamo-nos.
E a aqueles que se perguntam se o farol dos EUA ainda ilumina tão fortemente: esta noite demonstramos mais uma vez que a força autêntica de nossa nação vem não do poderio de nossas armas nem da magnitude de nossa riqueza, mas do poder duradouro de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e firme esperança.
Lá está a verdadeira genialidade dos EUA: que o país pode mudar. Nossa união pode ser aperfeiçoada. O que já conseguimos nos dá esperança sobre o que podemos e temos que conseguir amanhã.
Estas eleições contaram com muitos inícios e muitas histórias que serão contadas durante séculos. Mas uma que tenho em mente esta noite é a de uma mulher que votou em Atlanta.Ela se parece muito com outros que fizeram fila para fazer com que sua voz seja ouvida nestas eleições, exceto por uma coisa: Ann Nixon Cooper tem 106 anos.
Nasceu apenas uma geração depois da escravidão, em uma era em que não havia automóveis nas estradas nem aviões nos céus, quando alguém como ela não podia votar por dois motivos - por ser mulher e pela cor de sua pele.
Esta noite penso em tudo o que ela viu durante seu século nos EUA - a desolação e a esperança, a luta e o progresso, às vezes em que nos disseram que não podíamos e as pessoas que se esforçaram para continuar em frente com esta crença americana: Podemos.
Em uma época em que as vozes das mulheres foram silenciadas e suas esperanças descartadas, ela sobreviveu para vê-las serem erguidas, expressarem- se e estenderem a mão para votar. Podemos.
Quando havia desespero e uma depressão ao longo do país, ela viu como uma nação conquistou o próprio medo com uma nova proposta, novos empregos e um novo sentido de propósitos comuns. Podemos.
Quando as bombas caíram sobre nosso porto e a tirania ameaçou ao mundo, ela estava ali para testemunhar como uma geração respondeu com grandeza e a democracia foi salva. Podemos.Ela estava lá pelos ônibus de Montgomery, pelas mangueiras de irrigação em Birmingham, por uma ponte em Selma e por um pregador de Atlanta que disse a um povo: "Superaremos" Podemos.
O homem chegou à lua, um muro caiu em Berlim e um mundo se interligou através de nossa ciência e imaginação.
E este ano, nestas eleições, ela tocou uma tela com o dedo e votou, porque após 106 anos nos EUA, durante os melhores e piores tempos, ela sabe como os EUA podem mudar. Podemos.
EUA avançamos muito. Vimos muito. Mas há muito mais por fazer. Portanto, esta noite vamos nos perguntar se nossos filhos viverão para ver o próximo século, se minhas filhas terão tanta sorte para viver tanto tempo quanto Ann Nixon Cooper, que mudança virá? Que progresso faremos? Esta é nossa oportunidade de responder a esta chamada. Este é o nosso momento. Esta é nossa vez.
Para dar emprego a nosso povo e abrir as portas da oportunidade para nossas crianças, para restaurar a prosperidade e fomentar a causa da paz, para recuperar o sonho americano e reafirmar esta verdade fundamental, que, de muitos, somos um, que enquanto respirarmos, temos esperança.
E quando nos encontrarmos com o ceticismo e as dúvidas, e com aqueles que nos dizem que não podemos, responderemos com esta crença eterna que resume o espírito de um povo: Podemos.
14 outubro 2008
EJA - MEC analisa se homologará mudanças no antigo Supletivo

A informação foi prestada, ontem, pela assessoria de imprensa do ministério. O CNE, órgão consultivo, emitiu parecer pelo qual uma das medidas que pretende tomar consiste em fixar 18 anos como idade mínima para o ingresso na EJA. A alteração valeria a partir de 2013.
Hoje, tal exigência vale apenas para o ingresso em classes de Ensino Médio. Para cursar o Ensino Fundamental (da 1ª à 8ª série) em aulas para jovens e adultos, é preciso ter 15 anos ou mais, conforme resolução de julho de 2000 do CNE.
De modo paralelo, o sistema de ensino estaduais e municipais teriam, também até 2013, de desenvolver programas para assegurar a permanência de jovens com 15 a 17 anos em escolas regulares.
No Estado de São Paulo, 66,7% da população nessa faixa etária cursam o Ensino Médio, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2007.
Independentemente da série, a evasão escolar entre os que têm essas idades é de 14%, ainda segundo o Pnad.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação informou que uma comissão foi formada para avaliar as possíveis modificações no EJA. Até o fechamento desta edição, a Secretaria Municipal de Educação (Santos-SP) não se pronunciou.
PORQUÊS - A coordenadora do curso de Pedagogia da Unisantos, Thaís dos Santos Lucas Gomes Rocha, considera positivo que jovens em idade escolar prossigam em escolas regulares.
Motivo: ao freqüentar o Ensino Médio por três anos, retém mais conteúdo do que na Educação de jovens e Adultos, na qual esse nível de ensino dura metade do tempo.
O contraponto, pensa Thaís, é que parte desses jovens de 15 a 17 anos acabe abandonando os estudos, caso fique impedida de cursar o antigo supletivo enquanto não atingir a maioridade. E poderá ainda mais para concluir os estudos do que se pudesse completar o nível médio em menos tempo.
“É um risco, sem dúvida alguma. Por que o jovem deixa a escola? Porque ele percebe que o interesse dele distancia daquilo que a escola oferece ou porque tem de trabalhar”, comenta a educadora. “É preciso reorganizar a estrutura (escolar) e a formação docente”.
Santos. Jornal A Tribuna, 3ª feira, 14OUT2008, p.A-6.
ATRASO ANUNCIADO
Angra 3 nem saiu do papel e já está atrasada - ainda bem! O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, bem que queria iniciar a construção da terceira usina nuclear brasileira em 1º de setembro, mas vai ter que esperar a liberação da licença de instalação do Ibama, que ainda não saiu. De acordo com o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, falta cumprir 60 exigências para autorizar o início das obras. A mais polêmica delas é sobre a construção de um depósito definitivo para o lixo nuclear.Minc não tem perdido oportunidades para esbravejar que a licença só sai se a Eletronuclear, empresa responsável pela construção e operação da usina, equacionar a questão do lixo radioativo. Diante do problema, o setor nuclear está jogando essa batata quente de um lado para o outro. A Eletronuclear é responsável pelo gerenciamento de resíduos de baixa radioatividade, já a CNEN, precisa solucionar os problemas do lixo de média e alta atividade.
“O setor nuclear e o Ministro Lobão sabem que é impossível cumprir essa condicionante porque em lugar nenhum do mundo existe solução definitiva para os resíduos radioativos. Resta saber se o MMA vai ceder à pressão”, disse Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de energia do Greenpeace.
Mesmo as usinas nucleares consideradas mais modernas já são marcadas por atrasos e orçamentos estourados. Os reatores EPR (Reator Pressurizado Europeu), tidos pela indústria como ícones da renascença nuclear no mundo, já estão com o cronograma atrasado. As obras da usina Ulkiluoto 3, na Finlândia, estão atrasadas em dois anos e meio, e os custos já dobraram, atingindo € 5 bilhões. Na França, a construção do EPR foi interrompida pela autoridade de segurança nuclear francesa, após apenas seis meses de trabalho, devido a problemas crônicos de segurança e com isso também vai ficar pronta fora do prazo estipulado.
Além dos atrasos de cronograma, a energia nuclear também é atrasada como forma de geração de energia. “É lamentável que o governo Lula tenha optado por investimentos em energia nuclear em um país com a abundância de recursos renováveis como o Brasil. Temos todas as condições de criar pólos tecnológicos de fontes limpas como o sol, biomassa e vento e assumir a vanguarda mundial” afirma Rebeca Lerer. O governo se rendeu a uma visão do século passado, seduzido pelo poder perigoso da energia atômica. Nessa escolha quem perde mais é a sociedade, que hoje vai pagar os custos de construção de Angra 3 e que vai continuar arcando com os custos do gerenciamento dos rejeitos radioativos a perder de vista.
Para piorar, o governo insiste no erro e anuncia a construção de mais quatro usinas no Nordeste. Faz também planos para obter a auto-suficiência na produção de combustível nuclear para todos os novos reatores até 2014. Se isso acontecer, a mineração de urânio terá que ser ampliada, aumentando também os custos, riscos e impactos associados à geração de energia nuclear no Brasil. A mineração do urânio é a primeira etapa de uma série de impactos da energia nuclear, que só aumentam durante todo o ciclo de produção do combustível. O processo culmina com a produção de rejeitos radioativos que saem dos reatores nucleares. Quanto mais usinas forem construídas, mais lixo, insegurança e desprezo às leis ambientais teremos no país.
“O governo federal está atropelando a legislação ambiental brasileira, fruto de tanto debate e luta da sociedade. Ao impor ao Ibama e ao Ministério do meio Ambiente uma solução técnica para a decisão política de ressuscitar o programa nuclear brasileiro, o governo desconsidera os impactos ambientais e as alternativas disponíveis no país. O licenciamento ambiental acaba sendo o único canal de discussão da sociedade, mas que acontece sob o peso de uma decisão já tomada”, lamenta Rebeca.
Revista Greenpeace - jul/ago/set-2008, pp.16-17
08 outubro 2008
07 outubro 2008
05 outubro 2008
17 setembro 2008
LULA PROMOVE BIOCOMBUSTÍVEIS E BUSCA INVESTIMENTOS NA FINLÂNDIA
Helsinque, 10 set (EFE)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou hoje em Helsinque sua viagem pela Europa com uma forte defesa dos biocombustíveis e pedindo que empresas finlandesas invistam no Brasil.
Após se reunir com a presidente da Finlândia, Tarja Halonen, Lula participou de um seminário econômico organizado pela associação de empresas exportadoras finlandesas (Finpro), junto com a delegação de ministros e 50 empresários que o acompanha.
"A Finlândia tem muito interesse nos biocombustíveis produzidos no Brasil", afirmou Halonen em entrevista coletiva.
Para a presidente finlandesa, a substituição dos combustíveis fósseis pelo etanol, pelo biodiesel e por formas de energia alternativas terá um papel fundamental na redução das emissões de gases que intensificam o efeito estufa.
"Hoje, brindamos duas vezes com bebidas sem álcool, porque atualmente todo o álcool é dedicado para produzir biocombustíveis", brincou Halonen.
O Brasil é um dos líderes mundiais na produção de etanol e biodiesel procedentes de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, a soja e o girassol. Estima-se que 75% dos novos veículos vendidos no país usam parcialmente estes combustíveis.
"Os entendimentos mantidos durante esta visita entre a Petrobras e a Neste Oil abrem perspectivas de cooperação estratégica no campo da energia", afirmou Lula.
O presidente detalhou ao Governo e à comunidade empresarial finlandesa as oportunidades de investimento contidas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principalmente na área de infra-estrutura.
"Estou certo de que este seminário empresarial terá um efeito multiplicador neste novo capítulo das relações econômicas entre Brasil e Finlândia", ressaltou.
Durante o seminário, a empresa de fabricação de celulose sueco-finlandesa Stora Enso anunciou que pretende dobrar a capacidade de produção da Veracel, na Bahia, da qual detém 50%, junto com a Aracruz Celulose.
Segundo os planos das companhias, a nova fábrica da Veracel passará a produzir duas milhões de toneladas anuais de celulose a partir de polpa de eucalipto.
Lula disse que o turismo também apresenta perspectivas de crescimento, com um número cada vez maior de finlandeses que visitam as praias do nordeste e outros pontos turísticos do país.
O Brasil é o maior parceiro comercial da Finlândia na América Latina. O país exporta para lá principalmente matérias-primas, combustíveis, máquinas e alimentos. Em 2006, o valor das exportações brasileiras para a Finlândia chegou a US$ 785 milhões, 41% a mais que em 2005, segundo dados da Finpro.
No ano passado, pela quarta vez consecutiva, a balança comercial foi favorável ao Brasil, graças principalmente à aquisição de aviões fabricados pela Embraer pela companhia aérea Finnair, além da exportação de celulose para abastecer a grande indústria de papel finlandesa.
No mesmo período, as importações de produtos finlandeses cresceram 80% em relação ao ano anterior, até US$ 584 milhões.
O Brasil importou da Finlândia principalmente maquinaria pesada, motores industriais, papel e derivados e produtos eletrônicos, em especial telefones celulares da Nokia.
Os investimentos finlandeses no Brasil também aumentaram os últimos anos, graças a uma política comercial mais atrativa.
Mais de 40 companhias do país nórdico abriram filiais no Brasil na última década, sobretudo no setor de telecomunicações, de infra-estrutura portuária, saúde e educação e indústria florestal.
Segundo o Banco da Finlândia, em 2005 as empresas finlandesas presentes no país empregaram cerca de 6.200 funcionários e tiveram faturamento conjunto de US$ 2,375 bilhões.
Lula encerra sua visita à Finlândia hoje com um jantar oferecido por Halonen. Amanhã seguirá viagem pelos países escandinavos visitando Suécia, Dinamarca e Noruega, antes de ir à Espanha. EFE







