
14 outubro 2008
EJA - MEC analisa se homologará mudanças no antigo Supletivo

A informação foi prestada, ontem, pela assessoria de imprensa do ministério. O CNE, órgão consultivo, emitiu parecer pelo qual uma das medidas que pretende tomar consiste em fixar 18 anos como idade mínima para o ingresso na EJA. A alteração valeria a partir de 2013.
Hoje, tal exigência vale apenas para o ingresso em classes de Ensino Médio. Para cursar o Ensino Fundamental (da 1ª à 8ª série) em aulas para jovens e adultos, é preciso ter 15 anos ou mais, conforme resolução de julho de 2000 do CNE.
De modo paralelo, o sistema de ensino estaduais e municipais teriam, também até 2013, de desenvolver programas para assegurar a permanência de jovens com 15 a 17 anos em escolas regulares.
No Estado de São Paulo, 66,7% da população nessa faixa etária cursam o Ensino Médio, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2007.
Independentemente da série, a evasão escolar entre os que têm essas idades é de 14%, ainda segundo o Pnad.
A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação informou que uma comissão foi formada para avaliar as possíveis modificações no EJA. Até o fechamento desta edição, a Secretaria Municipal de Educação (Santos-SP) não se pronunciou.
PORQUÊS - A coordenadora do curso de Pedagogia da Unisantos, Thaís dos Santos Lucas Gomes Rocha, considera positivo que jovens em idade escolar prossigam em escolas regulares.
Motivo: ao freqüentar o Ensino Médio por três anos, retém mais conteúdo do que na Educação de jovens e Adultos, na qual esse nível de ensino dura metade do tempo.
O contraponto, pensa Thaís, é que parte desses jovens de 15 a 17 anos acabe abandonando os estudos, caso fique impedida de cursar o antigo supletivo enquanto não atingir a maioridade. E poderá ainda mais para concluir os estudos do que se pudesse completar o nível médio em menos tempo.
“É um risco, sem dúvida alguma. Por que o jovem deixa a escola? Porque ele percebe que o interesse dele distancia daquilo que a escola oferece ou porque tem de trabalhar”, comenta a educadora. “É preciso reorganizar a estrutura (escolar) e a formação docente”.
Santos. Jornal A Tribuna, 3ª feira, 14OUT2008, p.A-6.
ATRASO ANUNCIADO
Angra 3 nem saiu do papel e já está atrasada - ainda bem! O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, bem que queria iniciar a construção da terceira usina nuclear brasileira em 1º de setembro, mas vai ter que esperar a liberação da licença de instalação do Ibama, que ainda não saiu. De acordo com o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, falta cumprir 60 exigências para autorizar o início das obras. A mais polêmica delas é sobre a construção de um depósito definitivo para o lixo nuclear.Minc não tem perdido oportunidades para esbravejar que a licença só sai se a Eletronuclear, empresa responsável pela construção e operação da usina, equacionar a questão do lixo radioativo. Diante do problema, o setor nuclear está jogando essa batata quente de um lado para o outro. A Eletronuclear é responsável pelo gerenciamento de resíduos de baixa radioatividade, já a CNEN, precisa solucionar os problemas do lixo de média e alta atividade.
“O setor nuclear e o Ministro Lobão sabem que é impossível cumprir essa condicionante porque em lugar nenhum do mundo existe solução definitiva para os resíduos radioativos. Resta saber se o MMA vai ceder à pressão”, disse Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de energia do Greenpeace.
Mesmo as usinas nucleares consideradas mais modernas já são marcadas por atrasos e orçamentos estourados. Os reatores EPR (Reator Pressurizado Europeu), tidos pela indústria como ícones da renascença nuclear no mundo, já estão com o cronograma atrasado. As obras da usina Ulkiluoto 3, na Finlândia, estão atrasadas em dois anos e meio, e os custos já dobraram, atingindo € 5 bilhões. Na França, a construção do EPR foi interrompida pela autoridade de segurança nuclear francesa, após apenas seis meses de trabalho, devido a problemas crônicos de segurança e com isso também vai ficar pronta fora do prazo estipulado.
Além dos atrasos de cronograma, a energia nuclear também é atrasada como forma de geração de energia. “É lamentável que o governo Lula tenha optado por investimentos em energia nuclear em um país com a abundância de recursos renováveis como o Brasil. Temos todas as condições de criar pólos tecnológicos de fontes limpas como o sol, biomassa e vento e assumir a vanguarda mundial” afirma Rebeca Lerer. O governo se rendeu a uma visão do século passado, seduzido pelo poder perigoso da energia atômica. Nessa escolha quem perde mais é a sociedade, que hoje vai pagar os custos de construção de Angra 3 e que vai continuar arcando com os custos do gerenciamento dos rejeitos radioativos a perder de vista.
Para piorar, o governo insiste no erro e anuncia a construção de mais quatro usinas no Nordeste. Faz também planos para obter a auto-suficiência na produção de combustível nuclear para todos os novos reatores até 2014. Se isso acontecer, a mineração de urânio terá que ser ampliada, aumentando também os custos, riscos e impactos associados à geração de energia nuclear no Brasil. A mineração do urânio é a primeira etapa de uma série de impactos da energia nuclear, que só aumentam durante todo o ciclo de produção do combustível. O processo culmina com a produção de rejeitos radioativos que saem dos reatores nucleares. Quanto mais usinas forem construídas, mais lixo, insegurança e desprezo às leis ambientais teremos no país.
“O governo federal está atropelando a legislação ambiental brasileira, fruto de tanto debate e luta da sociedade. Ao impor ao Ibama e ao Ministério do meio Ambiente uma solução técnica para a decisão política de ressuscitar o programa nuclear brasileiro, o governo desconsidera os impactos ambientais e as alternativas disponíveis no país. O licenciamento ambiental acaba sendo o único canal de discussão da sociedade, mas que acontece sob o peso de uma decisão já tomada”, lamenta Rebeca.
Revista Greenpeace - jul/ago/set-2008, pp.16-17
08 outubro 2008
07 outubro 2008
05 outubro 2008
17 setembro 2008
LULA PROMOVE BIOCOMBUSTÍVEIS E BUSCA INVESTIMENTOS NA FINLÂNDIA
Helsinque, 10 set (EFE)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou hoje em Helsinque sua viagem pela Europa com uma forte defesa dos biocombustíveis e pedindo que empresas finlandesas invistam no Brasil.
Após se reunir com a presidente da Finlândia, Tarja Halonen, Lula participou de um seminário econômico organizado pela associação de empresas exportadoras finlandesas (Finpro), junto com a delegação de ministros e 50 empresários que o acompanha.
"A Finlândia tem muito interesse nos biocombustíveis produzidos no Brasil", afirmou Halonen em entrevista coletiva.
Para a presidente finlandesa, a substituição dos combustíveis fósseis pelo etanol, pelo biodiesel e por formas de energia alternativas terá um papel fundamental na redução das emissões de gases que intensificam o efeito estufa.
"Hoje, brindamos duas vezes com bebidas sem álcool, porque atualmente todo o álcool é dedicado para produzir biocombustíveis", brincou Halonen.
O Brasil é um dos líderes mundiais na produção de etanol e biodiesel procedentes de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar, a soja e o girassol. Estima-se que 75% dos novos veículos vendidos no país usam parcialmente estes combustíveis.
"Os entendimentos mantidos durante esta visita entre a Petrobras e a Neste Oil abrem perspectivas de cooperação estratégica no campo da energia", afirmou Lula.
O presidente detalhou ao Governo e à comunidade empresarial finlandesa as oportunidades de investimento contidas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principalmente na área de infra-estrutura.
"Estou certo de que este seminário empresarial terá um efeito multiplicador neste novo capítulo das relações econômicas entre Brasil e Finlândia", ressaltou.
Durante o seminário, a empresa de fabricação de celulose sueco-finlandesa Stora Enso anunciou que pretende dobrar a capacidade de produção da Veracel, na Bahia, da qual detém 50%, junto com a Aracruz Celulose.
Segundo os planos das companhias, a nova fábrica da Veracel passará a produzir duas milhões de toneladas anuais de celulose a partir de polpa de eucalipto.
Lula disse que o turismo também apresenta perspectivas de crescimento, com um número cada vez maior de finlandeses que visitam as praias do nordeste e outros pontos turísticos do país.
O Brasil é o maior parceiro comercial da Finlândia na América Latina. O país exporta para lá principalmente matérias-primas, combustíveis, máquinas e alimentos. Em 2006, o valor das exportações brasileiras para a Finlândia chegou a US$ 785 milhões, 41% a mais que em 2005, segundo dados da Finpro.
No ano passado, pela quarta vez consecutiva, a balança comercial foi favorável ao Brasil, graças principalmente à aquisição de aviões fabricados pela Embraer pela companhia aérea Finnair, além da exportação de celulose para abastecer a grande indústria de papel finlandesa.
No mesmo período, as importações de produtos finlandeses cresceram 80% em relação ao ano anterior, até US$ 584 milhões.
O Brasil importou da Finlândia principalmente maquinaria pesada, motores industriais, papel e derivados e produtos eletrônicos, em especial telefones celulares da Nokia.
Os investimentos finlandeses no Brasil também aumentaram os últimos anos, graças a uma política comercial mais atrativa.
Mais de 40 companhias do país nórdico abriram filiais no Brasil na última década, sobretudo no setor de telecomunicações, de infra-estrutura portuária, saúde e educação e indústria florestal.
Segundo o Banco da Finlândia, em 2005 as empresas finlandesas presentes no país empregaram cerca de 6.200 funcionários e tiveram faturamento conjunto de US$ 2,375 bilhões.
Lula encerra sua visita à Finlândia hoje com um jantar oferecido por Halonen. Amanhã seguirá viagem pelos países escandinavos visitando Suécia, Dinamarca e Noruega, antes de ir à Espanha. EFE
SALVE-NOS, ZÉFIRO...
Osório (Brasil), 1 dez 2007 (EFE)
Um ano depois de entrar em funcionamento, o Parque Eólico de Osório (Rio Grande do Sul), o maior da América Latina, recebeu licença ambiental para duplicar sua capacidade de produção de energia.
A concessão da licença é o primeiro passo para a ampliação do projeto no estado do Rio Grande do Sul, explorado pela Ventos do Sul Energia, uma empresa que tem como sócios o grupo Elecnor (majoritário, 91%) - através de sua filial Enerfin Enervento - e a Wobben Windpower (9%), filial da alemã Enercon.
O primeiro ano de funcionamento das 75 turbinas eólicas foi comemorado na sexta-feira em Osorio com um ato ao qual compareceram a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner.
Além deles, também estiveram presentes o diretor-geral da Enerfin Enervento, Guillermo Planas; e o diretor de Indústria e Energia da Xunta (Governo) da região espanhola da Galícia, Anxo Calvo.
Planas destacou que o projeto, concluído em dezembro de 2006, dentro do prazo previsto, e situado no município de Osório, cerca de 80 quilômetros do Porto Alegre, superou as projeções, com uma produção de 515 milhões de quilowatts hora.
"Longe de ser um ponto final, queremos que o parque seja o início de novos projetos", disse Planas.
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) acaba de outorgar a licença prévia para o desenvolvimento de uma segunda fase.
Segundo a ministra Rousseff, o parque é resultado da "colaboração bem-sucedida" entre os setores público e privado, que "tornaram realidade o sonho de um parque eólico com tecnologia de ponta, feito com sofisticação e respeito ao meio ambiente".
A ministra agradeceu a aposta da companhia espanhola no Rio Grande do Sul para construir o parque e por "permitir a concretização do compromisso do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em promover as energias alternativas e renováveis".
O Governo considera prioritárias as fontes alternativas, limpas e renováveis, além da diversificação de energias, como a biomassa, o etanol e o biodisel.
O Parque Eólico de Osório é na realidade um complexo de três parques - Osório, Sangradouro e Índios -, constituídos por 25 turbinas aerogeradoras cada um, de 2 megawatts (MW).
O parque é o resultado de um investimento de R$ 670 milhões e é capaz de produzir energia suficiente para cobrir o consumo residencial de 650 mil pessoas por ano.
Com uma potência instalada de 150 MW, os parques eólicos de Osório são uma mostra do rendimento que a energia eólica poderá ter no Brasil, segundo Planas.
A "Ventos do Sul" representa metade da energia eólica gerada no país, mas, segundo o Atlas de Potencial Eólico brasileiro poderá alcançar os 143 mil MW.
Atualmente, há 85 mil turbinas eólicas em operação no mundo. A Alemanha lidera a lista de países produtores da energia (16% do total produzido), seguida de Dinamarca (12%), Estados Unidos, Índia e Espanha.
A Europa lidera o mercado eólico, com uma cota de 65%, mas poderá ser superada dentro de pouco tempo pelos Estados Unidos, enquanto a região ibero-americana representa apenas 0,7% desse mercado.
No entanto, a energia eólica é a fonte de maior crescimento no mundo, com taxa anual de 28,6%.
Segundo Planas, o Brasil é um país que precisa diversificar suas fontes energéticas, já que sua rede atual depende em grande medida da hidráulica, e tem um grande potencial de explorar a eólica, que não é poluente.
Em um ano, o parque de Osório evitou a emissão de 148.325 toneladas de CO2 à atmosfera, o consumo anual de 36.500 toneladas de petróleo e de 41,2 milhões de metros cúbicos de gás natural, segundo os diretores das instalações.
O DESESPERO DOS COERENTES
Recife, São Paulo, Buenos Aires — Entidades de seis países assinam nota conjunta contra a aventura nuclear proposta pelos governos brasileiro e argentino.
NOTA DE REPÚDIO DE ONGS E MOVIMENTOS SOCIAIS CONTRA A TENTATIVA DE NUCLEARIZAÇÃO DA AMÉRICA DO SUL
07 setembro 2008
06 setembro 2008
NOVAS CONVENIÊNCIAS
Com que base falo na provável queda de audiência? Não fiz estudos sobre isso, não li nada a respeito, porque não há nada para se ler e nem nunca haverá, mas assistimos o crescente aumento de internautas no Brasil, programas de inclusão digital, popularização da Internet, mas, principalmente, tenho falado com um bocado de gente aqui das cidades que dizem não assistir mais televisão, a não ser, os telejornais. É aquela historinha deplorável da tal "rádio-peão", que no fundo, no fundo, deve ter alguma verdade.
Quem diria? Estava escrito nas estrelas? Ora, nem a Escola de Frankfurt foi capaz de prever essa daí! Pobres profetas que não suspeitaram dos auspícios das técnicas... E a quem possa interessar: "Darcy Ribeiro chegou a suspeitar e registrou".
Agora andamos ouvindo as novas: "Veja... é preciso que haja ética sobre a informação digital...”, e, de repente... “Se não houver regras, pessoas e instituições poderão passar constrangimentos". É sempre assim: quando tentam toda forma de controle, de repente, achamos uma brecha, conseguimos a proximidade verdadeiramente democrática, e aí, vem a roda viva e toda aquela coisa e tal. Subimos em direção à crista e oxalá que a ressaca da maré nos esqueça.
São Vicente, 05SET2008 - Paulos Teixeira
31 agosto 2008
UNIÃO DA CLASSE DOS PROFESSORES: O GRANDE DESAFIO

FATOS
- DESUNIÃO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO
- CULTURA DESESTIMULADORA
- MÁS CONDIÇÕES DE TRABALHO
- BAIXOS SALÁRIOS
- LONGAS HORAS DE TRABALHO
- CLASSES SUPERLOTADAS
- DESVALORIZAÇÃO DA CLASSE PELAS AUTORIDADES E PELA SOCIEDADE
- ACEITAÇÃO DA DESVALORIZAÇÃO PELO PRÓPRIO PROFESSOR
UNIÃO DA CLASSE DOS PROFESSORES: O GRANDE DESAFIO 2

ASPIRAÇÕES
- Necessidade de se articular a classe, p.ex., através das novas tecnologias de comunicação (WEB)
- Esforço no esclarecimento em prol de uma contra-cultura eficaz
- Expectativas na melhoria das condições de trabalho dos professores:
...............* fixação nacional do piso salarial
...............* crescimento dos sindicatos municipais da classe [ver]
...............* Lei de obrigatoriedade do ensino da história africana
...............* Lei de obrigatoriedade do ensino de música
...............* Retomada do ensino de Filosofia e Sociologia na grade
...............* Construção de novas escolas federais (uma tendência?)
...............* Avanço nos cursos de EAD (inclusive, stricto sensu)
...............* Royalties do petróleo para a Educação.
- Assumir, envolver-se, estabelecer o devido e merecido respeito sobre a classe dos professores
- Não-aceitação das políticas de desvalorização do professor
Paulos Teixeira 31AGO2008
Pós stricto sensu a distância recebe aval do MEC

Por Larissa Leiros Baroni
A pós-graduação stricto sensu a distância já tem o aval do MEC (Ministério da Educação) para se tornar realidade no meio acadêmico brasileiro. Conforme antecipou o secretário de EAD (Educação a Distância) do Ministério da Educação, Carlos Eduardo Bielschowsky, no ESUD (Congresso Nacional de Educação Superior a Distância), realizado em abril, a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) já recebe propostas de cursos de mestrado e doutorado nesta modalidade. A expectativa agora, é que a contrapartida venha das IES (Instituições de Ensino Superior) por meio do envio de projetos de qualidade.
"Para que haja cursos de pós-graduação stricto sensu no Brasil, basta que as IES enviem projetos de qualidade. Essa será a função das universidades brasileiras", enfatiza o diretor de Educação a Distância da Capes, Celso Costa. Segundo ele, o compromisso da Capes será avaliar as propostas, planos pedagógicos, sugestões de corpo docente e infra-estrutura, para conceder ou não a licença de execução do curso. "O mesmo procedimento utilizado para a aprovação dos mestrados e doutorados presenciais se repetirá para os programas de EAD", explica.
Portanto, as universidades interessadas em acrescentar em seus catálogos de cursos opções de mestrado e doutorado a distância já podem elaborar seus projetos e enviá-los à Capes. Costa garante que a determinação não será exclusiva às universidades públicas. "Não há restrição em relação à constituição da universidade, ou seja, independe se ela é pública, privada, comunitária ou confessional. Também não há limite de projetos apresentados por instituições. Basta que as propostas tenham qualidade", afirma Costa.
O primeiro e único curso de pós-graduação stricto sensu a distância no Brasil foi recomendado pela Capes/MEC (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) em 1995. A licença temporária concedida à UFC (Universidade Federal do Ceará) em consórcio com a Unopar (Universidade Norte do Paraná) foi liberada para o desenvolvimento do Mestrado Profissionalizante em Tecnologia de Informação e Comunicação na Formação em EAD (Ensino a Distância).
O diretor de Educação a Distância da Capes, Celso Costa, afirma que outras propostas de mestrado e doutorado a distância também já foram apresentadas à instituição. No entanto, apenas o modelo da UFC atendeu todos os requisitos necessários para a realização de um curso de qualidade. "Em geral, a Capes avalia todas as propostas encaminhadas. Aquelas que atingirem as exigências da instituição recebem uma autorização temporária. No decorrer do curso é feita uma nova avaliação que julgará a permanência ou não da licença", explica.
Essa lei, segundo Chaves Filho, ganhou mais força com a elaboração do decreto 5.622, de 19 de dezembro de 2005. "A partir dessa determinação, todas as instituições de ensino tiveram abertura legal para apresentar seu projeto de mestrado e doutorado a distância à Capes", enfatiza. "A Coordenação não pode recusar receber a proposta, mas ela tem todo o poder de não aprová-la, desde que a rejeição seja fundamentada", acrescenta o diretor.
Para o presidente da ABED (Associação Brasileira de Educação a Distância), Fredric Michael Litto, apesar da lei, o conservadorismo da Capes, bem como da academia, foram e ainda são os principais responsáveis pelo tardio reconhecimento da Educação a Distância na pós-graduação brasileira. "O novo geralmente assusta. Essa é uma tendência normal em qualquer corporação, inclusive na educação. É difícil romper com o preconceito em relação às inovações", opina. Litto acredita que grande parte desse tradicionalismo também esteja relacionada ao desconhecimento da modalidade.
O diretor de EAD da Capes reconhece o conservadorismo da instituição, mas justifica a postura pela grande preocupação e responsabilidade com o desenvolvimento científico do Brasil. "O tradicionalismo é uma forma de garantirmos a metodologia, o bom desempenho do curso e dos alunos, bem como, sua aceitação no mercado de trabalho. Temos o compromisso com a qualidade do ensino científico, então qualquer decisão deve ser bem estudada e planejada para que essa trajetória seja traçada com segurança", alerta Costa.
O tutor dos cursos de EAD da Universidade Anhembi Morumbi João Mattar defende a atitude da Capes. "Essas demoras são positivas. Existem muitos interesses e muitas discussões que devem ser levadas em consideração antes de qualquer decisão, já que se trata de um assunto sério: o desenvolvimento educacional brasileiro", argumenta. Na opinião dele, é preciso ter no mínimo uma exigência sadia. "As mudanças aconteceram num ritmo aceitável. Não foi nem muito demorado, nem muito precipitado", avalia.
Apesar da perspectiva de mestrado e doutorado a distância já ser uma realidade no Brasil, a iniciativa ainda gera divergências entre os especialistas do meio acadêmico. De um lado, há quem defenda a EAD como contribuição para a expansão do ensino científico do País. Do outro, os que acreditam que a modalidade possa comprometer a qualidade da pós-graduação brasileira.
"As literaturas estrangeiras apontam que 20% do corpo docente é aberto à novidades do ensino, outros 20% não conhecem, mas - em nome da tradição - se posicionam contra inovações. Os 60% restantes são mais cautelosos, porém caminham conforme o vento. É isso que acontece com a EAD no Brasil", declara o presidente da ABED. Mas Litto é otimista. "O Enade deu novo fôlego à modalidade. O conservadorismo dos professores começa a diminuir e o MEC abre com isso mais uma válvula de escape", afirma.
Na opinião do diretor da UnisulVirtual (Centro de Cursos de Educação a Distância da Universidade do Sul de Santa Catarina), João Vianney, a implantação dos cursos de mestrado e doutorado a distância só tende a contribuir com a melhoria do ensino do País. "Quanto mais brasileiros na pós-graduação, melhor será a educação do Brasil", diz ele. Atualmente, de acordo com Vianney, o conhecimento de alto desempenho só é accessível para quem tem condições de se deslocar para as grandes cidades.
A coordenadora do GVnet (Programa de Educação a Distância da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas), Marta de Campos Maia, corrobora a idéia de Vianney e aponta a proporção da distribuição das universidades brasileiras em território nacional para fundamentar essa argumentação. "As instituições de Ensino Superior estão presentes em apenas 30% do País. Ou seja, 70% desse gigante chamado Brasil não conta com o aporte das universidades", cita.
Por esse motivo, Vianney acredita que a EAD revoluciona, permite a expansão e a democratização da pós-graduação, além de melhorar a qualificação profissional do brasileiro. "Ou seja, para educação o ensino a distância é um passo de modernização", enfatiza. Marta arrisca dizer ainda que a modalidade também contribui para o desenvolvimento econômico do País. "As experiências mundiais comprovam que quanto maior o nível de educação dos habitantes de um país, melhor sua situação econômica. Então o que temos a perder?"
Apesar da argumentação dos especialistas, o pró-reitor de pós-graduação da USP (Universidade de São Paulo), Armando Corbani Ferraz, não acredita na eficiência da modalidade no ensino científico. Para ele, a criação de mestrados e doutorados a distância vai modificar o conceito do que é fazer um curso stricto sensu. "A pós-graduação vai acabar virando uma escola, sendo que ela não tem essa característica", contesta. De acordo com ele, a medida será um atraso para o país. "Será um retrocesso educacional, pois a universidade dirá que forma um mestre ou um doutor, mas na verdade não formará", argumenta.
Marta - assim como Vianney, Litto e Mattar - discorda de Ferraz e acredita que é extremamente viável realizar cursos de pós-graduação a distância. "No mestrado e no doutorado, além de algumas aulas presenciais, há o desenvolvimento de pesquisa - geralmente já realizada a distância - e o acompanhamento do orientador", descreve a professora. "Desta forma, é possível adaptar o conteúdo das aulas presenciais ao método da EAD. Não haverá perda de nenhum conceito. Isso já está comprovado na graduação. Tudo é uma questão de flexibilização do modelo", sugere.
O secretário Bielschowsky discorda de Ferraz. Segundo ele, as pós-graduações, assim como as graduações, deverão ter uma porcentagem de aulas presenciais, o que não comprometerá a vivência acadêmica. "Os cursos não serão 100% a distância. Haverá, sim, encontros presenciais para dar suporte as aulas práticas e não perder essa tão importante vivência acadêmica", garante. O secretário afirma ainda que é preocupação do MEC e da Capes assegurar a qualidade do ensino científico. "O controle será o mesmo ou até mais rígido do que é feito no ensino presencial. Tudo isso para garantir que o 'diamante da educação' não se estilhace", enfatiza.
Para Litto, é possível desenvolver projetos de programas de pós-graduação a distância tão bons quanto os presenciais. "Há diversas universidades espalhadas pelo mundo e reconhecidas internacionalmente que já desenvolvem pós-graduação a distância com qualidade. Se é possível produzir projetos de excelência fora do país, por que não é possível fazer o mesmo no Brasil?", questiona.
Potencial eólico brasileiro atrai projetos de geração de energia elétrica
A série “Brasil de todas as fontes” aborda nesta edição do Em Questão a inserção da energia eólica na matriz energética brasileira. O fenômeno é recente e foi impulsionado, sobretudo, pelos incentivos previstos no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa). Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República 21AGO2008
ENSINO DE MÚSICA PROVOCA INCERTEZAS
Notícia disponibilizada no Portal www.cmconsultoria.com.br às 09:20 hs.30/08/200830 agosto 2008
26 agosto 2008
23 agosto 2008
Dilma: “apesar do choro e esperneio, o petróleo do pré-sal será do Brasil”
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, defendeu, durante visita à Curitiba, no último final de semana [16-17/08/2008], que os recursos obtidos com a exploração e a comercialização do petróleo da camada do pré-sal sejam utilizados em benefício do desenvolvimento do país: “Nós vemos com naturalidade toda essa cobiça em torno do nosso petróleo. Não há ninguém no mundo que desconheça que o petróleo é algo tão cobiçado que até levou alguns países à guerra, como foi ultimamente no Iraque. É só olhar a história do petróleo e veremos que ela sempre vem acompanhada de conflitos”, afirmou a ministra.Segundo Dilma, “o petróleo do pré-sal será do Brasil e haver o choro e o esperneio, é normal”. “O que todos terão que entender é que todos os benefícios do pré-sal têm de se voltar para a população brasileira em forma de investimentos pesados em educação”, enfatizou. “Para crescer, um país tem de ter educação de, no mínimo, nove anos, e ter tecnologias de informação e software”, prosseguiu.
Ela fez questão de frisar que destinar recursos para a educação será a principal diretriz da verba obtida com o pré-sal. “Os recursos do pré-sal são para essa e as próximas gerações. Por isso, o dinheiro tem de ir para a educação, que é a alavanca do desenvolvimento de qualquer país”. “É preciso melhorar o ensino básico”, argumentou.
A ministra criticou ainda os setores que resistem à mudança na atual legislação do petróleo que prevê concessões das áreas petrolíferas com o petróleo passando a ser propriedade não da União mas de quem o extraiu. “O que eles têm de entender é que não estamos mudando regra alguma, pois o petróleo não existia sequer. Agora, não vão tratar óleo leve como se fosse pesado. Há uma enorme diferença nisso”, completou.
Jornal “Hora do Povo” – ano XVIII, nº 2.694 – 20 e 21AGO2008, p. 02
Brasil rechaça inspeção britânica nos aeroportos
Em Assunção, no Paraguai, onde se encontrava na última sexta-feira (15/08/08) para assistir a posse do presidente Fernando Lugo, Lula também criticou a possibilidade da exigência de visto de entrada, mencionada em nota divulgada pela embaixada do Reino Unido no Brasil. “Se estabelecermos esta política de visto, será um retrocesso na relação entre os dois países”, ressaltou.
Na nota, distribuída na sexta-feira, a embaixada britânica informou que o governo do país está considerando a possibilidade de introdução de registro de visto para 11 nações, incluindo o Brasil. Além da exigência de visto, a representação diplomática disse que a medida pode incluir o envio de um oficial de ligação britânica para esses países, que atuariam junto a agências de turismo, companhias aéreas e agências nacionais de imigração nos aeroportos.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a proposta de enviar os oficiais de ligação “não pode ser aceita”. “O poder de polícia é um exercício soberano e exclusivo de cada país”, declarou, destacando que “nada impede a cooperação, como temos com a Espanha, uma troca de experi~encia, mas não é aceitável ter um inspetor”.
Sobre a exigência de visto aos brasileiros, o chanceler lembrou que o Brasil teria de aceitar, mas que aplicaria a reciprocidade em relação aos cidadãos britânicos que viajam ao país.
Jornal “Hora do Povo” – Ano XVIII - 21 e 22AGO2008, p.3
Eletronuclear e CNEN apresentam a Lula projeto para solução dos dejetos nucleares

De acordo com assessores que acompanharam a reunião, a proposta teve boa aceitação dos participantes. O presidente Lula deu um prazo de 60 dias para o Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, órgão coordenado pela ministra Dilma Rousseff, apresentar o projeto final.
Segundo a Agência Brasil, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu mais detalhes técnicos sobre a proposta de destinação dos rejeitos, apresentada pelo presidente da Eletronuclear. De acordo com Othon, o projeto garante a segurança do lixo nuclear por mais de 500 anos.
O programa do governo federal para a área de geração de energia nuclear prevê ainda a continuidade do processo de enriquecimento de urânio no país e a construção de submarinos nucleares, apontado pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, como um importante instrumento para a proteção das reservas de petróleo do pré-sal.
Participaram também da reunião os ministros Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia), Rainhold Stephanee (Agricultura), Miguel Jorge (Desenvolvimento), Mangabeira Unger (Planejamento Estratégico) e o presidente da Empresa de Política Estratégica (EPE), Murício Tomalsquim.
Jornal “Hora do Povo” – Ano XVIII, nº2.694 – 20 e 21AGO2008, p.03
22 agosto 2008
VOTO NO GABRIEL POR CONHECÊ-LO HÁ MUITO TEMPO E POR ELE NUNCA TER ABANDONADO A CIDADE
Posturas...
Combater o loteamento e o inchaço da máquina pública.
Combater o nepotismo direto e cruzado.
Fiscalizar com profundidade e rigor os investimentos dos recursos públicos.
Prioridades...
Gestão permanente para abaixar o IPTU, um dos mais caros do Brasil.
Fim dos contratos temporários para os que são concursados, efetivando quem tem direito.
Materiais, uniformes e transporte escolares gratuitos para toda a rede pública.
Aumento do quadro de médicos na rede municipal acabando com as filas de atendimento.
Sorteio público para as vagas nas creches municipais acabando com o apadrinhamento.
Saúde...
O sistema de saúde na cidade todos nós conhecemos: A falta de médicos e remédios no CREI e nas UBSs é reflexo da falta de planejamento e da má distribuição dos recursos existentes; o fim do usos dos serviços de atendimentos à saúde da população com a visão do lucro incondicional deve cessar imediatamente; priorizar dobrar, no mínimo, os salários dos servidores e do corpo clínico é fundamental para que o quadro de médicos se complete, treinar e capacitar os servidores no sentido da humanização do atendimento é uma questão de economia do serviço a ser prestado, pois um paciente tratado de forma amável tem em seu diagnóstico um ponto a mais em sua recuperação, que na ponta do lápis gera economia no custo da Saúde vicentina.
Segurança pública...
Transporte coletivo...
O transporte coletivo é também o viabilizador das funções urbanas: moradia, trabalho, descanso e recreação. Um transporte coletivo confiável, seguro, cômodo e economicamente compatível com a renda de seus usuários é imprescindível para o aumento do conforto urbano. O controle, capacitação, aperfeiçoamento e apoio ao desenvolvimento dos condutores do transporte alternativo deve ser efetivo, fundamentalmente com foco nas ações preventivas, conscientizar os motoristas e cobradores das lotações e subsidiar pela prefeitura, (baixando o ISS), as passagens sociais do idosos, camps, portadores especiais, etc. são prioridades de luta para que alcancemos um transporte confortável e receptivo aos cidadãos e turistas.
João Gabriel CNPJ: 09736499000174
16 agosto 2008
BRASIL X ESTADOS UNIDOS
Davidow vê grandes oportunidades para a eliminação a curto prazo da tarifa de 62% cobrada sobre o etanol importado do Brasil. “Chegamos à conclusão que não devemos mais proteger o álcool de milho”.
Sobre o autor: Nelson Franco Jobim, foi editor internacional do Jornal da Globo e correspondente do Jornal do Brasil em Londres, editor em inglês do Serviço de Notícias do Pan-Rio 2007. É professor de joernalismo e de relações internacionais, autor de Bush 2: A Missão.
Jornal eletrônico “Direto da Redação”
13 agosto 2008
Enquanto isso, na sala de justiça...
MARINHA REALIZARÁ EXERCÍCIO DE DEFESA DOS CAMPOS DE PETRÓLEOBrasília
A Operação Combinada Atlântico orçada em cerca de 15 milhões, acontecerá um mês depois de iniciada a exploração de petróleo abaixo da camada de sal no Campo de Jubarte, norte da bacia de Campos, e dois meses depois de os Estados Unidos reativarem a Quarta Frota, comando naval que tem a missão de vigiar as águas do Atlântico e do Caribe.
A exploração das reservas do pré-sal está prevista para começar oficialmente nesta semana, provavelmente amanhã.
Lula
Em setembro, quando a Marinha já estiver se deslocando para os exercícios da Operação Atlântico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai visitar a plataforma P-34, usada para explorar o óleo leve abaixo da camada de sal em Jubarte.
A Operação Atlântico, prevista para ocorrer entre 13 e 26 de setembro, vai mobilizar comandos das três Forças – além da Marinha, participarão a Aeronáutica e o Exército.
No início de junho, representantes do Ministério da Defesa e da Petrobrás reuniram-se no Rio para uma rodada de planejamento dos exercícios e para mostrar que, além das tarefas militares, a operação vai desenvolver um longo programa de trabalhos cívico-sociais – atendimentos médico-odontológicos, aulas de primeiros socorros, manutenção de escolas e postos de saúde e realização de olimpíadas escolares, principalmente em três municípios, Itapemirim (ES), Macaé (RJ) e São Sebastião (SP).
Mas o foco da Operação Combinada Atlântico é o treinamento militar para proteção das reservas petrolíferas, afastando do litoral brasileiro, como dizem os oficiais da Marinha, “presenças indesejáveis”.
Riquezas
Além disso, a Força quer reforçar a importância da defesa das riquezas brasileiras e mostrar que os navios-patrulha e helicópteros “aquém do necessário”.
O comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Moura Neto, quer dobrar de 18 para 36 o número de navios-patrulha para proteger a chamada Amazônia Azul.
As Forças Armadas também querem treinar a defesa de toda a infra-estrutura à indústria petrolífera, na região compreendida entre os Estado do Espírito Santo e São Paulo: gasodutos, oleodutos, refinarias, portos e terminais.
As recentes descobertas de petróleo na área do pré-sal, mesmo ainda precisando de alguns testes para dimensionar e certificar o potencial a explorar, mostram que podem somar as reservas da ordem de 30 bilhões de barris de petróleo e exigir investimentos, calculados pelo banco UBS, em torno de U$ 600 bilhões.
A Tribuna 11AGO2008 p.A-4
Brasil prepara exploração de novas fronteiras de petróleo e gás
Pré-Sal - As grandes reservas de petróleo e gás natural descobertas recentemente pela Petrobras acompanham boa parte da plataforma continental brasileira e poderão colocar o Brasil na lista dos maiores produtores mundiais de petróleo. O País se prepara para explorar esses reservatórios, que guardam uma quantidade ainda inestimável de material fóssil em depósitos localizados a seis mil metros abaixo da superfície marítima. Os reservatórios estão sob a extensa camada de sal localizada no fundo do mar, sobretudo na área que se estende do litoral do estado do Espírito Santo ao de Santa Catarina. Esses depósitos são conhecidos como pré-sal e começaram a se formar há 150 milhões de anos, quando o grande continente do Sul, chamado Gondwana, se separou devido à movimentação das placas tectônicas. Com essa divisão, que ocorreu de forma lenta e gradual, formaram-se novos continentes, como a África e a América do Sul. Em uma das etapas dessa movimentação surgiram lagos rasos em que a água do mar entrava e se evaporava, num processo idêntico ao que ocorre hoje com as salinas. Foram necessários mais de 500 mil anos para que o sal se depositasse formando uma camada que, nas regiões mais afastadas da costa, chegam a ter quatro quilômetros de espessura. É justamente por conta dessa espessa camada de sal que o petróleo encontrado abaixo dela é considerado um dos melhores já descobertos no Brasil. Aprisionado pelo sal, o petróleo foi mantido em temperaturas acima de 60 graus. Nesse ambiente, sua qualidade se mantém. Desafios - Encontrar soluções que reduzam os investimentos iniciais, encurtem o tempo de desenvolvimento, reduzam os custos operacionais, aumentem a produtividade dos poços e garantam o escoamento dos fluidos até a unidade de produção são alguns dos desafios para colocar em produção as novas áreas do pré-sal. Os reservatórios de Tupi abrigam também uma considerável quantidade de gás natural. Fazer esse gás chegar ao continente é outro desafio que os técnicos da Petrobras terão de enfrentar, tendo em vista a distância da área em relação à costa. Entre as possibilidades em estudo estão o escoamento através de gasodutos e transporte do gás comprimido ou liquefeito em navios.
Investimentos - O volume descoberto, somente na acumulação de Tupi, que representa uma pequena parte da nova fronteira, poderá aumentar em mais 50% as atuais reservas de petróleo e gás do País, que somam hoje 14 bilhões de barris. Com investimentos de US$ 1 bilhão, nos últimos dois anos, foram perfurados 15 poços que atingiram as camadas pré-sal, sendo que oito deles foram devidamente testados e avaliados com as melhores técnicas da indústria petrolífera. Estes poços produziram óleo leve de alto valor comercial e grande quantidade de gás natural associado.

